One Night - Livro 1
4 Capítulo IV
Notas iniciais
Senhor!
Aquela voz... Aquelas palavras sussurradas ao pé do meu ouvido... Arrancaram-me um gemido e pude ver um sorriso sacana em William assim que ele me encarou.
Meu Sr.Gostoso, porque eu o considero como meu, já que ele será MEU mesmo por uma noite. Esta noite inteira!
Amanhã é amanhã!
E muito provavelmente, deste homem não saberei nada depois desta noite juntos, já que será apenas sexo causal. Não tenho qualquer interesse ou intenção a em repetir a dose com William, ainda que ele seja a pura tentação e aquela venha a ser a melhor noite da minha vida!
Aquilo ali seria só uma noite de diversão e depois... Vida que segue!
O sutiã que eu usava foi parar no chão e as mãos firmes e fortes do Sr.Gostoso — apesar de aquela altura já saber que o nome dele é William. Um belo nome por sinal. Nome de um dos meus autores preferidos. Ainda assim, eu prefiro chamá-lo, mesmo que secretamente em meus pensamentos, de Sr.Gostoso. E vou seguir chamando-o assim. — seguraram meus seios e os apertaram na intensidade exata de causar prazer.
Aí, então foi a vez de sua boca tocá-los. Ele os provou e sugou por razoáveis instantes fazendo-me arrepiar com aquelas carícias. Depois disso o Sr.Gostoso me conduziu a deitar atravessada no centro da cama. Seu corpo cobriu o meu e pude sentir mais do que quando dançamos, sua virilidade ainda escondida sob a calça, bater firme sobre meu ventre.
Ele era grande!
E olha que eu ainda nem o tinha visto, apenas o sentia pressionar-me. Mas já capaz de afirmar com certeza que seus atributos eram grandes.
William me beijou e correspondi a altura do beijo ardente que ele me dava. Que boca mais gostosa que ele tinha, santo Deus! Mas também, o que eu podia esperar dele que é o Sr.Gostoso? Tudo nele até agora fazia jus ao apelido pelo qual eu o vinha chamando secretamente.
Nossas bocas se separaram e os lábios dele foram seguindo para baixo, fazendo uma trilha úmida que chegou aos meus seios pela segunda vez. Sem qualquer cerimônia ou pudor, o Sr.Gostoso abocanhou literalmente um dos meus seios. E com a outra mão apertava e estimulava o bico do outro seio com beliscões e puxões de intensidade para dar prazer e não causar dor.
Ele me provou, estimulou e excitou ao máximo. Eu não consegui conter meus gemidos com suas carícias. Ora ele me sugava, ora mordiscava de leve os bicos rígidos dos meus seios, outra ora passava apenas a ponta de seu queixo barbudo sobre os mesmos, provocando-me com isso ondas de arrepio pelo corpo inteiro.
Eu conseguia ser receptiva com seus toques e carícias de uma maneira tão fácil e incontrolável, como jamais até então havia sido com nenhum outro cara antes deste cruzar meu caminho.
Que homem era aquele?
Você é tão hipnotizante
Você poderia ser o diabo, poderia ser um anjo
Seu toque é magnetizante
Parece que estou flutuando, deixe meu corpo irradiar
(Katy Perry — E.T)
Seu beijo poderoso estava começando a me viciar. Enquanto minha pele sensível se arrepiava a cada mínimo carinho seu.
Sua boca mágica ainda brincou em meus seios por mais um pouco para logo depois, ir parar em minha barriga.
— Hum... — gemi diante de sua mordida.
— Doeu?
A voz dele era carregada do mais puro tesão.
— Nenhum pouco. Foi é gostoso!... — admiti com um sorriso. Contudo, precisei lhe dar um lembrete: — Mas quero te lembrar de que...
— Não quer ficar com marca. — ele me interrompeu já completando minha fala com esperteza. — Eu sei! E isso vale pra você. Nada de me marcar também, querida. — piscou para mim de maneira bem cafajeste, que senti uma fisgada no ventre.
Apreciei bastante o fato dele me chamar de querida. Aquela palavra saindo da boca dele no seu timbre de voz grave e sensual foi delicioso de escutar.
— Vamos ver como você já está aqui em baixo.
Ainda bem que eu estava em dias com a depilação, porque senão olha o constrangimento.
Se ajoelhando no chão, William se postou entre minhas pernas e tocou com a ponta dos dedos de uma das mãos o centro das minhas pernas ainda coberto pela calcinha.
— Molhada!... Bom!
Ele falou antes de se curvar para frente e beijar-me por cima da lingerie que usava.
Depois do beijo seu polegar deslizou por meu sexo, esfregando-o e me estimulando por cima ainda da calcinha, me fazendo gemer com suas ações. Se ele continuasse com aquilo por mais uns instantes, eu ia chegar ao primeiro orgasmo.
Mas para minha frustração William parou. Livrou-me da minha calcinha e com a peça em mãos, ele a levou ao nariz e cheirou-a. Tal gesto seu me fez engolir em seco.
— Você tem um cheiro delicioso e excitante.
— Obrigada... Eu acho!
Observei-o guardar minha peça íntima no bolso de sua calça de linho e arqueei uma das sobrancelhas.
— Tem que me devolver depois isso. Eu não vou te deixar minha calcinha de souvenir.
Ele abriu um sorriso largo, completamente estonteante e safado.
— Tudo bem. Mas só vou te entregar depois... Muito depois!... Agora, por enquanto, sua calcinha fica comigo.
Apenas movimentei a cabeça em afirmação. Eu espero mesmo que ele me devolva depois. Não vou sair sem calcinha daqui.
— E agora eu vou te provar. Saber qual é o seu gosto! Porque o cheiro eu sei. Só falta descobrir quão bom e gostoso é seu gosto!
Santa mãe!
William pegou minhas pernas e acomodou-as sobre seus ombros, ficando com o rosto entre elas e a pouca distância do meu sexo. Seu olhar buscou pelo meu por um segundo apenas e no instante seguinte, sua boca já tocava o centro da minhas pernas, fazendo-me arquejar as costas da cama e gemer de prazer.
Mil e uma sensações invadiram meu ser, no momento em que sua boca começou a me degustar. Mais mágica aquela boca me parecia a medida que ela ia provando mais de mim, da minha intimidade. E trabalhando junto com ela ainda tinha a língua. E céus!
O que dizer da língua dele?
Era uma perdição tão completa, quanto aquele homem todo.
Nunca tinha encontrado um sujeito BOM como ele.
O Sr.Gostoso estava me levando para a mesma perdição da qual ele fazia parte.
— Oh... — deixei escapar ao sentí-lo me penetrar com a língua.
Minhas mãos foram parar em seus cabelos. Eu os agarrei com força enquanto as mãos do Sr.Gostoso agarraram firmes meus quadris. Acabei ganhando uma tapa em um dos lados da bunda. Gemi a princípio de susto por não estar esperando aquilo. Mas no segundo tapa já foi um gemido de prazer.
Sua língua saiu de mim para logo em seguida entrar de novo. Outro gemido vrio seguido de um novo tapa que ganhei no outro lado da bunda.
Ótimo, ele vai me deixar com a bunda vermelha!
William repetiu suas investidas com a língua e os 'tapinhas' por mais vezes até parar com os tapas, mas continuar movimentando a língua para dentro e para fora de mim, num vai e vem delicioso.
Eu estava sendo literalmente fodida com a língua!
Meu mundo e o teto daquele quarto já giravam diante dos meus olhos. Meus quadris aquela altura haviam ganho vida própria e 'dançavam' junto aos movimentos da língua do Sr.Gostoso entrando e saindo de mim cada vez mais rápido.
— Oh, céus!... Não pára... Por favor... William! — pedi.
A língua dele era algo que estava me puxando para a beira do precipício mais e mais. Eu já me sentia tão próxima de cair no abismo total do prazer.
William era trocentas mil vezes melhor com a língua do que o meu ex era.
Meu corpo começou a formigar e minha respiração a ficar pesada e rápida. Eu sabia o porquê.
— William... Eu vou gozar... — anunciei.
— Então goza pra mim, querida. Bem na minha boca... Vai!
Ele pediu ao interromper por um mísero segundo suas carícias íntimas para me dizer aquilo e retornando ao que fazia logo em seguida.
Alternando chupada com investidas rápidas da língua para dentro de mim, não custei mais que uns segundos mais para estar gozando em sua boca depois de ele ter me chupado com uma intensidade, que não sei como não arrancou minha alma fora do corpo.
Este sem sombras de dúvidas, foi o sexo oral mais intenso e prazeroso que alguém já me proporcionou até hoje.
Elliot me fez excelentes sexos orais ao longo do período o qual passamos juntos, mas nenhum deles chegou perto do espetáculo que William acabou de me proporcionou agora. O dele fez os do meu ex parecerem tão... Amadores!
— Adorei o seu gosto. Ele é delicioso.
A cena dele lambendo os lábios após sua fala e enquanto ficava de pé diante de mim, eu não ia esquecer por um bom par de tempo. Ele realmente parecia ter apreciado o meu gosto.
Ainda me restabelecendo do espetacular oral que recebi, eu assisti o Sr.Gostoso começar a se despir bem devagar na minha frente.
Primeiro foi a camisa branca que ele tirou. A peça bonita ganhou o destino do meu vestido: o chão!
Meus olhos foram contemplados com a visão de um peitoral até que bem definido para um quarentão, além de ser livre de pêlos. Uma barriga definida e lisa. E isso tudo emoldurado por braços fortes e com cara de serem malhados. Acredito que William deva ser adepto de academia para ter aquele corpo.
Enquanto ele abria agora o cinto, depois o botão da calça e baixava o zíper da peça, seu olhar cheio de luxúria e tesão não deixou de me encarar um só instante nua sobre sua cama.
Com os pés mesmo ele tirou os sapatos para só então descer a calça, revelando pernas grossas e torneadas.
Esse homem não pára de me surpreender positivamente com seus atributos físicos.
Ele se livrou das meias, ficando apenas de cueca preta. A peça por sinal estava muito bem recheada. O volume dentro dela era grande e me fez respirar fundo.
Notei William arquear uma sobrancelha e espichar um sorriso de lado diante da minha respirada fundo, que não foi nada discreta.
Não durou mais que um milésimo de segundos para que aquela peça íntima dele, também fizesse o mesmo caminho da calça, em descer por suas pernas e ser abandonada ao chão.
Com isso meus olhos foram contemplados com a grata visão de seu membro em riste balançando há pouca distância de mim.
Ele era grande mesmo como eu supôs. E mais, era grosso! O Sr.Gostoso era bem dotado. Muito BEM dotado diga-se de passagem.
O pau do Elliot perto daquele ali era algo tão insignificante! Não dava nem para comparar.
— Espero que a vista esteja te agradando. — sua fala me fez atentar para seu rosto.
— Ah, ela está agradando demais até.
— Sabia!
Um sorriso presunçoso apareceu em seus lábios vermelhos enquanto ele se virou para apanhar algo de dentro da gaveta do móvel ao lado da cama. Tratavam-se de preservativos, no plural mesmo. Ele destacou um do pacote e abriu-o com a boca.
A imagem dele segurando todo aquele seu tamanho enquanto o vestia com o preservativo foi algo erótico em um grau hard de não olhar fissurada e se excitar.
Ele terminou de pôr o preservativo e subiu na cama, acomodando-se sobre mim e deixando seu corpo quente cobrir o meu pela segunda vez.
Estávamos pele com pele...
Respiração com respiração...
E olhos nos olhos.
— Só para a sua informação... — ele sussurrou, erguendo uma das minhas pernas. — A vista panorâmica que eu tive de você ainda pouco também me agradou muito, sabia?
Sorri, sentindo-o posicionar a cabeça de seu membro bem na minha entrada.
— Sabia! — repeti sua resposta dita segundos atrás.
Sorri e ele também já empurrando seu membro ereto e duro feito uma rocha, para dentro de mim. Mesmo eu estando molhada e lubrificada pelo recente sexo oral que ele me fez, o começo da penetração me causou um pouco de desconforto por conta das medidas bem avantajadas do Sr.Gostoso.
Ele era o homem com o maior tamanho com quem eu transaria. Me fez lembrar até de um sujeito que vi com Dayse num filme pornô certa vez, quando não tínhamos nada de interessante para ver na TV e fomos caçar vídeos pornôs na internet. Isso foi ideia da louca da Dayse!
E ciente de que suas medidas fugiam ao 'padrão', o Sr.Gostoso foi extremamente cuidadoso comigo, me penetrando de maneira até bem devagar, que depois que metade sua já havia entrado, eu não senti mais desconforto algum a medida que o restante foi entrando.
— Está doendo?
Sua voz soprou-me ao ouvido após ele ter se enterrado inteiro em mim e iniciado devagar a mover seus quadris para frente e para trás.
— Nenhum pouco. Você está sendo bem gentil.
— Pois não espere gentileza por muito tempo, porque gosto de algo mais... forte e selvagem. — ele mordeu meu queixo.
Seus lábios então foram de encontrio a meu pescoço enquanto seus movimentos com os quadris foram acelerando e ficando rápidos a cada nova investida do Sr.Gostoso para dentro de mim.
Aquela altura não havia mais (faz tempo inclusive) desconforto, apenas prazer. Muito prazer!
Definitivamente esse homem fazia jus ao apelido de Sr.Gostoso!
E ele ainda fazia sexo de maneira ultramente gostosa. Sem contar, que ele próprio era gostoso demais.
— Isso... Assim... Não pára...
Ele já estava rápido e firme em suas estocadas. Minhas pernas "abraçaram-no " pela cintura e com isso, eu lhe dê condições de ir mais fundo em mim do que ele ia antes.
Passei a senti-lo batendo lá bem fundo dentro de mim. Bem no meu ponto mais sensível, que me arrancou um gemido alto.
— Oh...
— Geme... Assim mesmo alto! Quero ouvir seus escancarados gemidos de prazer, querida.
Ele me sussurrava rente ao ouvido, enterrando-se inteiro em mim novamente, alcançando outra vez o meu ponto sensível e me fazendo gemer mais alto com mais esta nova investida sua.
— Ou...
— Isso! Bem alto, querida... Gosto de mulher que geme assim mesmo.
Outra investida funda sua e outro gemido alto meu.
Deus! Homem algum me fez gemer assim escandalosamente.
— Ninguém vai nos ouvir, não se preocupe.
Aquela altura eu estava pouco me preocupando com isso. Minha preocupação ali era dele não parar e continuar me possuindo, porque eu já estava quase chegando ao segundo orgasmo.
— Eu quero que faça mais rápido ainda, William.
Ele já estava bem rápido, mas eu estava sentindo necessidade de muito mais rápido que aquilo.
— Quer mais rápido é?!
— Quero! — confirmei, dando uma tapa em sua bunda para depois apertá-la com vontade e com as duas mãos.
Vi o homem aquele altamente viril, que naquele momento já se encontrava corado e soado, abrir um largo sorriso pelo que fiz.
Ele acelerou mais ainda suas investidas atendendo o meu pedido. Me deixei perder em sua investidas.
Fui tomada por ondas de prazer imensuráveis e indescritíveis. E não tardei para estar gozando como uma louca pela segunda vez com aquele homem. Poucos instantes depois, era ele quem fazia o mesmo gemendo alto meu nome para logo em seguida está dizendo palavras obscenas e impublicáveis no meu ouvido.
Depois desta nossa primeira e intensa transa, vieram mais outras ao longo daquela noite e pela madrugada adentro, todas em curtos espaços de tempo.
Eu e o Sr.Gostoso estávamos insaciáveis. Transamos mais uma vez na cama, depois fomos para o banheiro nos refrescar com um banho e lá mesmo também acabamos transando comigo prenssada na parede e William me possuindo com vigor por trás; também transamos no sofá que havia no quarto; e por fim mais duas vezes na cama e em várias posições: de lado, papai e mamãe, comigo de quatro e ele por trás; sentados com ele apoiando as costas na cabeceira da cama; eu em cima dele lhe cavalgando como uma perfeita amazona e ele meu garanhão mais puro sangue, ou então com ele sobre mim, me golpeando com suas estocadas firmes.
Foi uma maratona insana e louca de muito sexo ardente e selvagem, com múltiplos orgasmos incríveis.
A gente só esperava se restabelecer dos nossos orgasmos, bebia uma água e logo depois já estava iniciando uma transa nova.
Foi uma luxúria total!
Jamais até aquela noite, eu tinha transado tanto com um cara em poucas horas como estava acontecendo com o Sr.Gostoso. Amanhã, com toda certeza, eu vou acordar toda dolorida e ardida, com dificuldades até quem sabe, de sentar. Todavia, apesar desses percalços, ficaria em mim principalmente o gosto e o prazer maravilhoso de ter aproveitado muito bem aquela noite, e de uma maneira como jamais até então havia aproveitado com nenhum outro homem antes.
Foi só lá pelas tantas da madrugada que nós paramos e caímos em sono, suados e esgotados de tanto fazer sexo.
****
Me espantei e acordei, sentindo cada músculo do meu corpo dolorido, principalmente as entranhas.
Virei o rosto para o outro lado da cama e encontrei o Sr.Gostoso deitado de costas para mim, com o lençol lhe cobrindo da cintura até a altura dos joelhos. Seu braço direito descansava sobre a lateral do corpo enquanto o outro, eu vi mal mente escondido sob seu próprio travesseiro o qual a cabeça dele descansava.
Que homem incrível era esse! Senhor do céu!
Ele me proporcionou a noite mais fantástica de sexo que uma mulher poderia ter.
Pena que foi só uma noite de sexo casual. E mesmo ela tendo sido o paraíso, eu não tinha a menor intenção de repeti-la. E acredito que William compartilhe do mesmo pensamento também.
Tem coisas na vida que mesmo sendo maravilhosas, é melhor não repetirmos. Coloco a minha noite com o Sr.Gostoso nessas coisas.
Eu tinha deixado claro para ele ainda lá na boate, que eu não queria romances, tampouco relacionamentos agora.
William havia me dito o mesmo também. Portanto, estávamos bem resolvidos quanto aquilo.
Foi bom transar com ele?
Na verdade, foi mais que bom... Foi excelente!
Mas seria a única vez que isso aconteceria.
Guardarei na memória aquela noite e só.
Suspirei enquanto encarava suas costas com evidentes arranhões causados por minhas unhas.
Por um instante minha mão coçou para tocá-lo. Senti vontade de deslizá-la por seus cabelos sedosos, beijar suas costas convidativas e abraçá-lo.
Até cheguei a erguer a mão com o intuito de lhe fazer um afago, contudo reprimi minha ação temendo acordá- lo.
Melhor não!
Com cuidado consegui sair da cama sem fazer movimentos que viessem a acordar William.
De dentro da calça dele, eu apanhei minha calcinha e a vesti, sem tirar os olhos do Sr.Gostoso.
Apesar de estar bem resolvida com a questão de aquilo ficar só numa noite, sem direito a repetição. Eu sentia um gosto amargo de tristeza por isso e por estar deixando William.
Pus o sutiã e o vestido. Catei as sandálias e deixei para calçá-las quando estivesse fora do quarto para o som dos saltos no piso ali dentro do cômodo não despertarem o meu Sr.Gostoso.
Devidamente vestida e com minha bolsa e sandálias em mãos, eu me permiti contemplar uma última vez o homem adormecido na cama. Ele se mexeu e eu prendi a respiração temendo que ele fosse acordar naquele momento. Mas felizmente ele não acordou, apenas tirou o braço de cima da lateral do corpo e o repousou no colchão.
Em silêncio eu continuei a contemplá-lo adormecido.
Sr. Gostoso, você foi incrível. Perfeito!, pensei com um sorriso escapando do canto dos lábios.
— Adeus, William... Sr.Gostoso!
Murmurei muito baixo para que ele não ouvisse e acordasse, pois não queria que ele me visse indo embora. Melhor assim, sem despedidas.
Sorrateiramente, saí do seu quarto deixando aquele pedaço de mau caminho à sono profundo.
Com um sentimento estranho remoendo dentro de mim e sem me importa com o vestido todo amassado, cabelo bagunçado e a maquiagem toda borrada, segui pelo corredor vazio e silencioso do hotel até alcançar o elevador. Em poucos minutos já me encontrava dentro de um táxi indo para casa com o pensamento de que eu poderia ter ficado lá no quarto com William, mas com a certeza de que fiz bem em não ficar.
Nós não somos namorados.
Não fizemos amor, foi sexo. Somento sexo casual. Ô, sexo casual, diga-se de passagem
Portanto, eu não tinha porque ficar lá e esperá-lo acordar para me despedir e vir embora.
Melhor ter vindo logo antes dele acordar mesmo.
Ele vai ficar como uma boa lembrança na minha cabeça, porque acredito que nós nem vamos mais nos encontrarmos outra vez.
William não mora aqui em Nova York e sim, em Nova Jersey. E eu tampouco moro por aqui, mas sim no Brooklyn. Havia uma distância entre os locais, que dificultava com que nos esbarrássemos por aí tão facilmente. Deste modo, estava tudo certo. Não nos veríamos mais.
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