Notas iniciais
Antecipei a postagem do capítulo pra vocês.

Assim que entramos no carro esportivo de cor preta e o Sr.Gostoso deu a partida no veículo, eu apanhei meu celular da bolsa e mandei um SMS para Dayse contando que tinha saído da festa com o Sr.Gostoso e estava indo para o hotel onde ele estava hospedado. E avisei também que possivelmente, não era para ela me esperar acordada em casa, pois ia passar a noite com o sujeito.

Dayse e eu dividimos o apartamento. Na verdade, o apê era dela, um presente de seu pai por ter se formado. Mas a pedido muito insistente de minha amiga, eu fui morar com ela.

Nós duas somos formadas em Letras (Bacharelado) e ambas demos a sorte de pegar emprego na mesma editora: a New Publications, uma das editoras mais bem conceituadas no mercado literário. Eu sou assistente de um editor super gente fina e gato, o Brooke. Já a Dayse é assistente da carrasca Sullivan.

— Pronto. SMS enviado. Duvido muito que ela o veja agora.

— Mas ela verá depois ou mais tarde.

Assenti, fitando o rosto de perfil do sujeito, que dirigia atento à pista. Como ele é bonito e charmoso! Eu não cansaria de me repetir internamente essas duas coisa.

Mas apesar disto me questionei se não estava sendo muito arriscado da minha parte estar saindo para sabe lá Deus que hotel, na companhia de um cara que eu mal conhecida direito.

E se por acaso ele for algum bandido ou maníaco sexual escondido atrás daquele rosto bonito e jeito charmoso?

Alguém que caça suas vítimas em festas?

Recentemente houve um caso assim que inclusive até passou no jornal. Bandido não carrega consigo na testa um letreiro sinalizando que ele é bandido.

Ai, meu Deus! Como não fui lembrar disso antes? Será que estou correndo perigo?

Deu um pânico. Vontade de pedir para ele me levar de volta para a festa...

Por que se calou e está me encarando de um jeito apreensivo?

A pergunta do sujeito me arrancou dos pensamentos preocupantes que vieram me assolar agora.

— Apreensiva?

— É! — ele afirmou, parando no sinal vermelho e me olhando, estampando um sorriso.

Aquele cara não podia ser um bandido, podia?

Para o meu bem tomara que não!

Mas não custava nada perguntar, mesmo ciente de que obviamente, ele não confirmaria isso caso fosse um.

— Você não é um bandido ou talvez um maníaco sexual, que está me levando para algum abatedouro, né?

O sujeito fechou a cara e notei sua mão apertar o volante com força.

Acho que não devia ter perguntado nada.

Eu e minha boca grande!

— Como você descobriu isso? Está tão na cara assim?

Eu arregalei os olhos e engoli a seco, temendo pela minha vida após esses seus questionamentos.

— Agora terei que pegar minha arma e mandar que cale a boca senão morre antes do tempo.

Meu coração subiu até a goela de medo e eu estudei a possibilidade de abrir a porta do carro para fugir, já que estávamos parado no semáforo. Mas se ele tinha uma arma como acabou de mencionar, ia me dar um tiro na mesma hora que eu ousasse tocar na porta para abri-la.

Eu precisava sair ou...

De repente o sujeito ao meu lado explodiu em uma gargalhada que me deixou sem entender nada.

— Do que está rindo?

— Do seu pânico. Você realmente acreditou no que eu disse?

— Não estava dizendo a verdade?

— Claro que não!

Ele ainda ria.

Respirei aliviada diante de sua resposta. E senti ímpetos de bater naquele mentiroso. Quase ele me matou do coração com sua mentira.

— Desculpa ter te assustado. Mas não resisti. — ele visivelmente se divertia e as minhas custas, o que é pior. — Pode ficar tranquila. Não tenho arma algum e tampouco, sou bandido ou maníaco sexual. Sou um homem de bem.

— Bem mentiroso né? — retruquei um tanto ríspida ainda me refazendo do susto que aquele cara me deu.

Ele vendo que eu não parecia ter apreciado sua 'gracinha' tratou de se desculpar novamente.

— Peguei pesado na brincadeira e você ficou com raiva, né?... Olha me desculpa. Não era minha intenção.

E qual era a intenção dele já em inventar aquilo?

Eu devia era pedir para ele dar meia volta com o carro e me levar para a festa de onde saímos depois de uma brincadeira desta sem graça. Mas o negócio era que eu não queria voltar. Apesar do susto e um pouco de raiva por ele quase ter me feito infartar com sua mentira, eu ainda queria seguir com ele.

Maluca!, gritou-me a consciência.

É, eu era maluca mesmo! Fazer o quê?

— Isso que fez não se faz, viu? Quase me matou do coração. — revelei. — Já estava vendo como eu ia fugir deste carro.

Ele sorriu de leve e pegando minha mão tornou a se desculpar. Senti sinceridade no seu pedido e o desculpei.

O sinal abriu e o Sr.Gostoso retomou a direção do carro. Um silêncio se instaurou dentro do veículo, porem não durou quase nada já que eu tratei de quebrá-lo ao lançar uma pergunta ao sujeito.

— Você é amigo da Camille?

Senti necessidade de saber a esse respeito.

— Amigo... Amigo, não! Nossas famílias que na verdade são amigas de longa data. Tanto que eu conheço a Camille desde quando ela era somente uma garotinha de fraldas.

— Nossa!

Como nunca Camille tocou no nome dele enquanto fomos amigas?

— Mas apesar dos anos todos que nos conhecemos, ela e eu sequer tivemos tempo de virarmos amigos apenas conhecidos mesmo.

— Por que já que suas famílias são tão amigas e vocês se conhecem há anos, como acabou de mencionar?

— É que Camille era apenas uma garotinha quando terminei a faculdade e fui embora dos EUA. Fique muitos anos sem pisar aqui na América, mais precisamente vinte anos da minha vida morando na Alemanha, e me revezando entre Munique e Frankfurt. Faz apenas três meses que estou de volta aos EUA. — ele me olhou de relance e sorriu.

Uau vinte anos morando fora é muito tempo.

— E por quê tanto tempo morando longe? — interessei-me em saber.

No bar não tocamos em assunto pessoal durante nossa conversa, mas agora ali me bateu o interesse em buscar informações a respeito do sujeito acomodado ao meu lado.

— Por conta do estudo e trabalho! Fui fazer meu mestrado e doutorado em uma instituição renomada de Munique e pra lá mesmo fiquei trabalhando, e dando expediente também em Frankfurt.

Minha língua coçou para perguntar no quê ele era formado e trabalhava, mas ao invés de questionar à esse respeito minha curiosidade foi para outra questão e direção.

— Posso te fazer uma pergunta indiscreta?

— Vai em frente! — ele consentiu fazendo a curva para pegar uma rua que eu não fazia ideia de qual fosse.

— Qual a sua idade?

O sujeito me olhou com uma das sobrancelhas arqueadas e um sorriso sexy escapando do canto dos lábios.

— Eu tenho 43 anos. Mas faço 44 daqui à quatro meses.

Nossa, ele tinha praticamente, dezesseis anos a mais que eu!

Sem sombra de dúvidas seria o homem mais velho com o qual eu estava na iminência de passar a noite.

— Posso saber a sua idade também?

— Fiz 28 anos há poucos meses.

Ele soltou um assovio.

— Temos uma diferença de 16 anos praticamente, né?

— Sim, temos! E isso é relevante para você?

Será que me achou nova de mais para si e se arrependeu de ter chegado em mim?

Mas essa minha preocupação se dissipou imediatamente diante da resposta do Sr.Gostoso:

— Nenhum pouco! Pra você é?

— Também não!

Se fosse eu não estaria ali. Ou sequer teria lhe dado papo para início de conversa, tendo em vista que ele possuía bem mais idade que eu por conta de seus fios grisalhos.

Meu celular apitou naquele mesmo instante dentro da bolsa de mão que eu carregava.

— Deve ser a sua amiga. — comentou o Sr.Gostoso.

E ele estava certo. Era a Dayse mesmo, que me respondia o SMS que lhe mandei momentos atrás com outro no qual li em letras garrafais o conselho: DIVIRTA-SE, SAFADA!

E era bem isso mesmo que eu pretendia fazer com aquele homem lindo e charmoso sentado ao meu lado.

****

A suíte presidencial a qual ele estava instalado era uma coisa incrível e surreal.

Exageradamente enorme, linda e decorada com luxo e requinte. Um verdadeiro espetáculo! Mas também, pudera, é a suíte presidencial, o quarto mais caro de todos os quartos do Penthouse no Fou Seasons Hotel.

— É uma bela e grande suíte presidencial! — comentei dando uma olhada ao redor do amplo local. Até piano tinha ali.

— Sim! Gosto de lugar amplo.

O Sr.Gostoso falou enquanto ia arrancando o paletó do smoking para logo depois fazer o mesmo com a gravata borboleta. Ele depositou ambas as peças sobre o braço do sofá que havia perto dele.

— Por uns dias estou hospedado aqui neste hotel. Minha casa de verdade fica em Nova Jersey.

— Nova Jersey?!

— Sim. Conhece? — ele me encarou, abrindo de maneira sedutora dois botões da camisa branca que usava, dando-me uma pequena visão do início de seu peitoral, que muito possivelmente deva ser malhado. Na sequência aquela tentação de homem soltou os botões dos punhos, erguendo as mangas da camisa até os antebraços.

— Não conheço. Mas tenho uma prima que mora por lá.

Fazia mais de ano que eu não via minha prima antipática. A última vez tinha sido no Natal retrasado. Muito provavelmente em alguns dias eu a veria no feriado de 4 de Julho, data que por sinal já estava bem próxima de acontecer.

— Hum... Quer beber algo? Tenho champanhe no frigobar.

— Aceito a sua oferta.

Me acomodei no sofá e me reservei o prazer de ficar observando o Sr.Gostoso ir até o frigobar.

Ele tinha costas largas e um bumbum proeminente que... Jesus! Me fez engolir a seco quando meus olhos repousaram naquela parte de seu corpo.

E quando ele se curvou um pouco para frente na intenção de apanhar a garrafa de champanhe de dentro do frigobar, apontando aquela bunda na minha direção, eu ofeguei e por muito pouco não engasguei com o ar também.

Que bunda era aquela?!

Cristo amado! Obrigada, meu pai do céu por ter me feito topar com um sujeito desses.

O Sr.Gostoso endireitou sua postura e depositou a garrafa com a bebida cara sobre a mesa de jantar situada diante do frigobar e eu continuei com minha análise no sujeito. Meus olhos o estudaram de cima à baixo.

A camisa branca ficava agarrada ao tronco de seu corpo, evidenciando que ele tinha braços fortes e uma barriga lisa para um cara quarentão. E a calça preta que era justa em sua parte de trás, desenhava bem seu bumbum proeminente.

Cada vez mais esse homem me parecia tentador.

Será que eu daria conta do recado com um tipão desses?

Ah, eu ia ter que dar!

Um gostosão desses é o sonho de consumo de todas nós mulheres.

O estouro da garrafa de champanhe sendo aberta, me despertou da minha análise minuciosa no homem gato que estava uns passos de distância de mim.

Ele dispôs as bebidas em duas taças e veio até mim para me entregar a minha. Fiquei de pé e aceitei de bom grado a taça que ele me estendia.

— Acho justo um brinde.

— Também acho. E a quê exatamente brindaremos? — o questionei com minha taça erguida.

— A esta noite! Uma noite que tem tudo pra terminar tão bem quanto começou.

—Tim, tim então!

Toquei minha taça na sua em um brinde compartilhado pelo homem diante de mim.

— Tim, tim! — ele disse de volta antes de levar a taça a boca.

O champanhe era delicioso e eu o tomei todo num só gole. O Sr.Gostoso também fez o mesmo.

— Outra taça?

— Por favor!

Ele tomou a taça de minha mão e foi até a mesa onde tinha deixado a garrafa de champanhe. Despejou o líquido de novo nas duas taças e retornou novamente para perto de mim devolvendo-me minha taça abastecida da bebida cara.

— Como você se chama?

Não nego que estava sendo excitante chamá-lo somente em meus pensamentos de Sr.Gostoso. Só que eu preferia ter um nome pelo qual chamá-lo fora dos pensamentos já que "Sr.Gostoso" estava fora de cogitação.

O sujeito já se achava demais, se eu o chamasse assim seu ego ia inflar mais ainda, que muito provavelmente não caberíamos dentro daquele enorme quarto.

— Saber meu nome é relevante pra você?

Não é que fosse relevante de fato, mas eu queria ter um nome ao qual chamá-lo.

— Se eu te disser que é, tem problema?

— De maneira alguma. Eu te dou o nome.

— Então é relevante pra mim.

— Pois bem... Me nome é William! E o seu?

— Samantha!

Resolvi mentir. Achei mais confortável, já que seria só algo sem compromisso. Sexo casual, como bem sugeriu-me Dayse! Deste modo aquele homem não tinha porquê saber meu nome verdadeiro.

— Prazer te conhecer, Samantha. — ele me lançou um piscadela charmosa.

— O prazer é meu, William. — retribui sua piscadela com outra antes de beber outra vez minha champanhe toda sem parar. Assim como eu, William fez o mesmo com a dele de novo.

Assim que terminarmos, o Sr.Gostoso, tomou a taça da minha mão pela segunda vez só que não foi para reabastecê-la com a bebida, mas sim para depositá-la junto com a sua sobre a pequena mesinha de centro que havia ao nosso lado.

— Que tal agora nós fazermos coisa muito melhor do que só beber e conversar.

— Gosto de beber e conversar. — replique só de provocação, já que podia imaginar que "coisa muito melhor" era essa a qual ele se referia: sexo! E ambos estamos aqui para ter isso.

— Eu também gosto de fazer essas duas coissas. Mas nós não viemos só pra isso, vimos?

Com delicadeza William me puxou com as duas pela cintura para juntar meu corpo ao seu. Joguei os braços em torno do pescoço dele. Senti uma de suas mãos escorrer da minha cintura até minhas nádegas onde ele desferiu uma leve tapa.

Um gemido involuntário escapou por meus lábios e um sorriso safado se formou na boca daquele Deus grego diante de mim.

— Definitivamente não viemos só pra conversar e beber! Não da minha parte. — murmurei roçando meus lábios nos deles e agarrando seus cabelos com as duas mãos.

— Ah, nem da minha, querida!

Ele tomou minha boca com verdadeira fome. Como se meus lábios fossem a comida que há dias ele não comia. Da mesma forma e com a mesma fome, eu também o beijava. Tinha fome de beijo e um desejo mais que louco naquele homem.

Eu o queria! E como queria!

Desde o término com Elliot que eu não beijava alguém.

Três meses na secura total de beijo e principalmente, de sexo!

E com o Sr.Gostoso, eu vejo que a minha secura será lançada longe, muito longe! Mas...

— Espera! — eu interrompi William quando me dê conta de que já estávamos diante da cama. Tínhamos vindo até ali aos beijos.

— O que foi? Não me diga que se arrependeu de ter vindo comigo e agora quer ir embora?

A cara de desesperado dele com a possibilidade de que eu pudesse lhe dar uma afirmativa, foi engraçada que acabei por deixar escapar um sorriso. Mas prontamente tratei de tranquilizá-lo quanto ao seu último questionamento.

— Não, não é!

— Nossa que susto. Por um instante achei que fosse isso. Mas que bom que não é.

William sorriu tão aliviado e relaxado ao se pronunciar, que ri mais ainda disto.

— E se por acaso fosse, o que faria? — arrisquei em saber só por pura curiosidade mesmo sobre o que ele diria.

— Ah, tentaria te convencer do contrário, Samantha. Mas caso não conseguisse isso, só me restaria aceitar sua decisão como um bom cavalheiro que sou. Não ia te forçar a nada, se é isso que quer saber. Sou um bom sujeito que preza pelo sexo consensual.

— Eu não quis te ofender.

— Mas não ofendeu. — seus lábios esticados em um sorriso, me deu a certeza de que ele dizia a verdade. — E se você não nos interrompeu porquê quer ir embora, então foi pelo quê?

— É que eu preciso te dizer uma coisa antes de proseguirmos.

— Diga! Estou te ouvindo.

Eu sentia necessidade de esclarecer aquilo ao William para que ele não faça uma provável visão errada de mim.

— Quero que saiba que essa é a primeira vez que...

— Você é virgem? — ele me interrompeu alarmado e outra vez não pude conter o riso diante de sua expressão.

— Não, seu bobo! — neguei ainda rindo e ele riu. — Mas essa é a primeira vez que eu faço sexo casual com alguém que acabei de conhecer. Não sou dessas que saí transando de cara com um homem no primeiro encontro.

— Ah, bom! Pensei que ia me dizer que era virgem. Não que isso fosse o fim do mundo, mas creio que a primeira vez de uma mulher tem que ser com o homem com quem ela venha tendo um compromisso.

Era bom saber que ele pensava assim, porque era deste mesmo modo que eu também pensava.

— Concordo com o que você disse.

— Mas não entendo por que quis me contar sobre ser a sua primeira vez num sexo casual?

— É que não quero que fique pensando que sou alguma fácil da vida que já vai logo pra cama com o cara. Alguma piranha ou vagabunda, entende?

— Sim, mas fique despreocupada que não estou pensando nada disso de você. Se quer saber?... Eu estou pensando é que... Você é a mulher mais linda e gostosa, que quero ter pela noite toda e por incontáveis vezes, querida!

Uau!

Se assim fosse, seria uma maratona e tanto! E eu estava em chamas para embarcar logo nela.

Tomei a iniciativa do beijo desta vez. A fome do beijo era toda minha. Mas o desejo pelo que viria naquela noite... Ah, isso era meu e também do Sr.Gostoso.

Acho que nunca beijei alguém com toda aquela intensidade e desejo desacerbado com o qual eu o fazia em William naquele instante.

Era uma urgência louca e uma vontade insana de que aquele homem fosse meu; de que ele me possuísse, exatamente, como disse que queria: "pela noite toda e por incontáveis vezes."

William afastou sua boca da minha dando fim ao nosso beijo para esconder seu rosto em meu pescoço. Suas mãos saíram da minha cintura e bunda para irem parar nas costas.

Senti o zíper do vestido ir descendo bem devagar até alcançar o fim da minha coluna. William sorriu e eu o imitei.

Sem quebrar o contado entre nossos olhares, aquele Deus grego diante de mim enroscou seus dedos nas alças do vestido e as puxou para o lado, fazendo a peça escorrer pelo meu corpo e ir se amontoar em meus pés, formando uma poça de tecido roxo.

Naquele momento eu só me encontrava diante daquele Deus de homem usando apenas um conjunto preto de lingerie composto de uma micro calcinha transparente e um sutiã sem alça, e sobre sandálias de saltos altíssimos.

— Já te disseram que você é um espetáculo delicioso de mulher, Samantha?

Ele olhava para meu corpo com extremo desejo. Suas mãos apertaram minha cintura enquanto seus olhos passeavam por mim. Eu me senti poderosa como nunca antes diante da forma quase animalesca com a qual William me olhava. Praticamente ele estava me comendo com seus olhos azuis.

— Uma vez disseram!

Elliot disse na primeira vez que transamos. Mas sua fala não me causou um quarto das sensações maravilhosas que William causou agora. Na verdade na época em que me ex me elogiou assim, eu fiquei foi sem jeito com sua fala. E por conta disso, Elliot não ousou mais repetir tal gracejo.

Contudo, agora, ouvir isso do Sr.Gostoso não me deixou nada sem jeito. Muito pelo contrário, me deixou foi mais desinibida e acessa; fez meu sangue ferver, desejando ouvir inúmeras vezes mais aquele mesmo elogio vindo dele.

— Só uma vez?

Ele perguntou antes de deslizar sua língua pelo meu ombro esquerdo ao mesmo tempo em que suas mãos já trabalhavam em abrir o feiche do meu sutiã.

— Fiquei sem graça quando ouvi do meu ex-namorado isso, e acho que ele pensou que não gostei e aí não repetiu mais o elogio. — lhe confidenciei, arranhando suas costas de leve por cima do tecido da camisa.

— Hum... Ficou sem graça agora quando eu disse também? — ele ergueu a cabeça e seu olhar buscou o meu.

— Nenhum pouco!

— Quer que eu repita o que disse a seu respeito?

— Adoraria!

— Você... — William sussurrou, aproximando a boca da minha. — ...É um... Espetáculo delicioso de mulher!... E eu pretendo te devorar pela noite inteira, diversas vezes Samantha!

Notas finais
O próximo reserva fortes emoções e altas temperaturas. Muito altas mesmo! Kkkkkk Até lá e um grande beijo