Notas iniciais
Bom dia, meninas! Cá estou para disponibilizar um novo capítulo para vocês. Editei e cortei algumas partes que não achei necessidade de ter, para que assim pudesse trazer para este capítulo a primeira das três grandes conversas (ou embates mesmo) que o nosso Sr. Gostoso terá pela frente. Numa escala de tensão classifico a que lerão abaixo como a menos difícil é tensa. As outras duas são bem mais que esta, principalmente a última com o pai de Gil. Espero que gostem do que lerão. Boa leitura. E a gente se fala mais nas notas finais.

Não faço a mínima ideia de que horas já eram e também não fazia muita questão de saber. Sem abrir ao menos abrir os olhos estiquei o braço direito e tateei o outro lado da cama. Para a minha surpresa estava... Vazio!

Com certa relutância abri os olhos para comprovar que meu acompanhante, já não estava mais ao meu lado na cama. Antes que eu pensasse a respeito de onde ele devia estar, ouvi ao fundo o som do chuveiro denunciando onde se encontrava Gil.

A vontade de permanecer na cama e dormir mais um pouco era grande, no entanto, minha vontade de ir até Gil e me juntar à ele no banho, era maior ainda. Desse modo, me espreguicei para na sequência sentar na cama. Na mesma hora já senti o balanço do barco.

Durante a madrugada acordei umas três vezes por causa do balanço mais "acentuado" do barco. Consegui pegar no sono de fato já umas quatro e pouco da madrugada, antes disso eram somente cochilos.

Levantei da cama vestida com a camisa que Gil estava usando ontem a noite. Como fiquei com preguiça de remexer na minha valise para pegar meu pijama depois de ter feito amor com Gil, então o Sr.Gostoso me deu a camisa dele para usar, já que eu estava com frio e a peça estava maia acessível de pegar. Assim dormi com a peça de roupa de Gil e sentindo seu impregnado perfume nela.

Foram preciso apenas poucos passos para eu alcançar o banheiro anexo à cabine do quarto. A porta estava encostada apenas e com cuidado a empurrei devagar. Pelo vidro transparente do box, eu vi Gil de costas para mim. Alheio a minha presença, ele se encontrava esfregando os cabelos que estavam só espuma.

Me escorando ao batente da porta, cruzei os braços na altura do peito e mordi o canto dos lábios inferiores enquanto ia passeando com os olhos pelas costas largas com alguns evidentes arranhões em decorrência da noite pra lá de quente que tivemos ontem; depois desci o olhar para aquela bunda linda e avantajada que me fascinou assim que tive o prazer de contemplá-la “ao natural” pela primeira vez; e por fim, cheguei as pernas grossas.

Aquele sujeito era todo proporcional à sua altura e gostosura. Nunca vi alguém mais perfeito e gostoso como aquele.

Ele se virou ainda de olhos fechados e a visão que tive dele de frente, foi ainda mais tentadora que a de costas. Jamais ia me cansar de admirá-lo!

Enquanto ainda lhe fitava, tive a mente invadida pela lembrança da bela declaração que Gil me fez ontem após termos feito amor. Um sorriso me escapou dos lábios por conta desta lembrança.

Lindo, gostoso, apaixonado e romântico! Esse era Gil Grissom. Não tinha como eu não cair de amores por esse cretino gostoso como caí. Até porque, ele se mostrou irresistível demais para não se apaixonar!

— Ei! — o chamado de Gil seguido de uma leve batida no vidro do box me fizeram “despertar” para a realidade.

— Oi! — lhe cumprimentei sorrindo.

— Olá! Admirando a vista?

Sorri mais largamente e recebi dele um sorriso igual.

— Com certeza. Até porque não há como não admirá-la. — comentei, arrancando uma risada alta de Gil. — Passaria horas ou até minha vida toda te olhando, e não me cansaria nunca.

— Sério? — ele tombou a cabeça para o lado direito numa mania que começava a me agradar demais, pois toda vez que ele fazia aquilo me dava vontade de beijá-lo uma porção de vezes.

— Muito sério! — admiti com sinceridade.

— E ia preferi admirar pelado como estou agora ou vestido?

Agora quem deu uma risada alta fui eu.

— Você é muito sem vergonha, Gil. — ele riu da maneira safada que eu adorava rir. Vestido ou pelado para mim pouco impirtava. Mas... — Devo admitir que tenho uma predileção por te admirar... pelado como está.

Ele soltou um assobio alto.

— Bela resposta. Gostei dela. — óbvio que eu já imaginava que ele havia gostado. Isso estava estampado em sua cara safada e explícito no largo sorriso que via em seus lábios. — E agora que tal você tirar a roupa e vir se juntar à mim no banho? Adoraria a sua companhia do lado de cá do box. — ele abriu um pouco a porta de vidro e gesticulou com a mão só espuma: — Vem aqui, querida!

O convite por si só já era irresistível e feito daquela maneira carinhosa de Gil tornava-se mais irresistível ainda.

Obviamente, eu não ia lhe negar um pedido daqueles, até porque, eu tinha ido ali com a intenção de partilhar o banho com ele. Portanto, comecei a desabotoar a camisa sob o olhar atento de Grissom. Tirei a peça e deixei que ela caísse no chão. Então foi a vez de tirar a calcinha e dar a ela o mesmo destino da peças roupa anterior.

Em três passos apenas, eu já segurava a mão de Gil e era puxada de maneira delicada para dentro do box pelo Sr.Gostoso. Assim que me encontrava dentro espaço retangular, fui abraçada e logo em seguida beijada por Gil.

— Bom dia! — ele me cumprimentou após o beijo.

— Bom dia! — meus braços rodearam seu pescoço. — Por que acordou cedo?

— Cedo? Já deve ser dez horas ou mais, senhorita.

— Caramba! Já?

— Já! — ele afirmou antes de me roubar outro beijo.

— É que custei a dormir de verdade.

— Eu sei. Sinto muito, devia ter te levado pra dormir num hotel e...

— Não! — eu o interrompi na hora. — Não se desculpe. Eu adorei dormir aqui. Só estranhei por ser a primeira vez, mas tudo certo.

— É?

— Sim!

— Tá bom então.

Sem conseguir resistir aquela sua molhada cara linda, que no momento estava enfeitada de um sorrido belo, eu lhe roubei um beijo demorado.

— Posso te fazer uma pergunta? — ele quis saber após o nosso beijo.

— Outra né? Porque acabou de fazer uma. — brinquei.

— Sim!

— Faz. Eu deixo.

— Por que do sorriso ainda pouco enquanto me admirava?

— Ah! Estava lembrando da declaração que me fez ontem, depois de termos feito amor. Aquilo foi lindo, Gil.

— Você é que é linda, Sara! Linda demais! — ele piscou para mim estampando um sorriso.

A gente
Tem algo
Diferente
Tão fácil
Que faz o mundo inteiro para-a-ar*

Pela segunda vez tomei a iniciativa de beijar Gil. Isso foi o start para a nossa manhã começar com uma boa sessão de amor.

Eu te quero cada dia mais e mais
O meu corpo já conhece os teus sinais
Deu alerta, tô esperta
Então vem que a vontade já é certa**

Entre beijos, sorrisos e alguns malabarismos, nós visitamos todas as paredes daquele box durante nossa sessão matinal de amor. Foi um banho quente como geralmente estavam se tornando meus banhos na companhia de Gil.

E após o maravilhoso banho, nós nos vestimos com roupas leves e fomos para a "sala de estar" desfrutar de um saboroso café da manhã preparado por Clarice.

Da janela do barco o que se via era uma imensidão de água. Questionei Gil de onde estávamos exatamente e ele disse que não sabia ao certo. Segundo ele, nós não tínhamos destino apenas horário para chegar na Marina: a noite.

Tomamos nosso café regado a muito namoro e trocas de beijos. Quando acabamos fomos para fora do barco. O sol brilhava no céu aquele horário.

Durante aquele belo e ensolarado dia, Gil e eu fizemos várias coisas. Ele me ensinou a velejar; nós nadamos juntos após uma breve parada do veleiro; namoramos bastante durante o passeio; também conversamos; almoçamos; fizemos alguns cliques com o meu celular para registrar aquele dia que estava sendo perfeito. Foi incrível e divertido cada instante que passamos juntos em seu veleiro.

Quando foi a noite estávamos em "terra firme", já dentro do carro de Gil e indo para minha casa. Chegamos em frente ao meu prédio por volta das oito.

— Será que a minha prima já chegou? — abracei Gil pelo pescoço após ele escorar-se ao carro e me puxar para seus braços.

— Acho que sim. — ele beijou meu queixo.

— Você vai falar com ela hoje mesmo?

— Claro. Não quero adiar isso.

— E vai fazer aquilo que eu pedi sobre ela sair da sua casa?

— Vou sim. E ó, depois que eu falar com ela e posteriormente com meu pai, nós — Gil apontou nós dois — Marcaremos um dia na semana que vem pra ir até Santa Mônica falar com seus pais sobre nós dois e também pra eu pedir logo a sua mão em casamento ao Carl.

Eu arregalei os olhos.

— Mas já casamento?

— Sim. Em um mês sem falta nos casamos.

— Um mês não é muito rápido?

— Não. Pra ser bem franco, eu casaria com você agora mesmo. Mas quero fazer as coisas sem atropelar as demais. Além do mais, um mês é o mínimo de tempo que consigo esperar para que seja a minha mulher. Mais que isso não dá.

Ele me apertou em seus braços e sorriu antes de me dar um selinho.

— Fico pensando em como meus pais vão reagir quando souberem de nós.

Estava bem preocupada com isso. Sabia que o apoio e a aceitação imediata deles ia ser difícil de eu ter, mas torcia para que com o tempo eles aceitassem meu relacionamento com Gil e principalmente, não me odiassem e nem me virassem as costas achando que roubei o noivo de Maryane de propósito, porque não foi assim.

— Tenho certeza que eles vão acabar aceitando.

— Isso se a Maryane não acabar envenenando-os antes de nós dois termos tempo de falar a "nossa versão" pra eles.

Era capaz daquela sonsa invejosa se adiantar e inventar mundos e fundos aos meus pais só para se vingar de mim por Gil ter terminado com ela.

— Já disse que vou me encarregar dela não contar nada. Você não confia em mim?

Óbvio que eu confiava. O problema era a minha prima. Nela, eu não confiava nada. Conhecendo-a como eu a conhecia, sabia bem que Maryane ia acabar dando um jeito de ela mesma contar aos meus pais sobre Grissom e eu. Mas torceria para surtir efeito qualquer que fosse a medida que Gil tomaria a respeito disso.

— Confio, sim.

— Ótimo! Então fique tranquila que seus pais saberão sobre nós através de mim e você, e não por intermédio de terceiros, ok?

— Ok!

Era o que eu esperava e torcia mesmo.

Nós trocamos outro beijo e Gil anunciou que precisava ir. Nos despedimos com mais beijo e eu entrei no prédio. Ainda vi quando Grissom entrou no carro dele e partiu dali.

Carregando minha valise segui então para pegar o elevador. Poucos instantes depois já estava abrindo a porta do apê e encontrando no sofá Dayse aos amassos com Damien, o cara que ela conheceu na festa do Lewis. Os dois estavam tão "entretidos" na pegação que resolvi bater a porta forte ao fechá-la só de sacanagem para assustá-los e assim me fazer presente para eles. E isso foi um santo remédio! Efeito imediato.

— Sara! Caramba que susto! — Dayse se ajeitava e o tal Damien fazia o mesmo. Ambos exibiam caras de assustados. Coitados! Eu não devia ter batido a porta, mas não resisti. Sem contar que foi bem divertido fazer isso.

— Foi mal! — me desculpei, sorrindo matreiramente enquanto me aproximava do sofá onde os dois estavam sentados. — Oi... Damien, né?!

— É! — ele confirmou, ficando de pé. — E você é a Sara, amiga da Dayse que divide o apê com ela.

— Isso aí!

— Como vai? — ele me entendeu a mão meio sem graça pelo flagra que dei neles ali na sala.

— Vou bem. Obrigada! — respondi, apertando educadamente sua mão. — E, você também vai bem pelo visto. Ou melhor, vocês dois né? — provoquei e os "pombinhos" ficaram sem graça. Eu apenas ri.

— Sara como foi com o Grissom? — Dayse mudou de assunto.

— Melhor impossível. — contei com empolgação. — Depois te conto tudo. Agora, você tá ocupada. — lancei um rápido olhar ao cara do lado da minha amiga. — Vou para o meu quarto desfazer essa valise e trocar de roupa. Se vocês me dão licença.

Me retirei da sala e fui para o quarto. Segundos após eu ter entrado no cômodo, Dayse também adentrou ali.

— Damien já foi? — olhei para ela enquanto me desfazia dos sapatos.

— Não! Ainda tá lá na sala.

— E você o deixou sozinho, por quê?

— Eu precisava te contar uma coisa.

— Que coisa?

— O Damien vai dormir aqui. Tudo bem pra você?

— Dayse o apê é seu.

Ela não tinha que me pedir permissão alguma para isso.

— Mas você divide o apê comigo. Eu não moro só pra ficar botando cara pra dormir aqui sem ao menos te avisar.

— Okay. Por mim está tudo bem que ele durma aqui. Até porque, Gil já fez isso inúmeras vezes.

— Pois é, né?

— Mas me diz uma coisa... Esse lance com Damien é só curtição ou pode ter render um futuro?

— Por enquanto é curtição, mas quem sabe vire outra coisa. Nós temos muito em comum e isso me agrada bastante.

Fiquei feliz por ela.

— Vou torcer que realmente tenha futuro e vire algo mais, Dayse.

— Vamos ver como isso desenrola.

— Até porque ainda está no começo, né?

— Exatamente. Quero deixar rolar naturalmente pra vê no quê vai dar.

Eu assenti para ela.

— Nós pedimos jantar pouco antes de você chegar. Se quiser nos acompanhar.

— Valeu, mas tô sem fome. Vou ficar aqui no quarto mesmo lendo e esperando o Gil me ligar contando como foi a conversa com a Maryane.

— Ele vai falar com a vaca da sua prima hoje?

— Vai e disse que depois da conversa ia me ligar.

— Daria tudo pra ver a cara da Maryane quando o Grissom der um belo pé na bunda dela. Aposto que ela já deve estar achando que realmente vai casar com o Sr.Gostoso.

— Só que ela vai cair do cavalo.

— Pois é, porque não será mais a Sra.Grissom e sim, você, amiga.

Enquanto Dayse demonstrava empolgação com aquilo, eu estava é preocupada com as futuras consequências dessa conversa de Gil com Maryane. Apesar do Sr.Gostoso ter dito que ia dar um jeito da minha prima não contar aos meus pais sobre nós, eu tenho a sensação de que eles vão acabar sabendo por Maryane mesmo.

"Deus queria que não!"

****

Assim que entrou em seu apartamento, Grissom avistou de imediato Maryane de hobby, sentada no sofá e lendo algo de uma pasta que estava apoiada sobre suas pernas. Ao vê-lo a mulher abriu um sorriso largo que não foi retribuído por Gil.

— Boa noite! — o homem cumprimentou Maryane com seriedade enquanto passava a chave na porta.

— Boa noite! — Maryane estranhou o tom sério do noivo. — Aconteceu alguma coisa?

— Sim! — ele afirmou ao se aproximar dela no sofá. — Precisamos conversar muito seriamente, Maryane.

Um sinal de alerta já disparou no subconsciente de Maryane. Aquele tom seco de seu noivo e a nítida seriedade com a qual ele se dirigia à ela e também lhe olhava, já deixou Maryane preocupada.

— Pelo visto o assunto é muito sério. — ela fechou a pasta com alguns projetos que analisava e colocou-a no canto do sofá.

— Diria que bastante até.

— Sou todo ouvidos, Gil.

Ele se sentou no sofá menor posicionado do lado ao que sua futura ex noiva estava acomodada. Largando suas chaves e o celular sobre o vidro da mesinha de centro, Gil juntou as mãos e encarou Maryane incisivamente por uns cinco segundos. Após esse curto período se pronunciou. E como detestava fazer rodeios, o empresário foi direto no assunto:

— Não haverá mais casamento entre nós dois. E, antes, que me questione sobre o porquê disto, eu já adianto que isso é por causa da sua prima. Me apaixonei por ela e é com a Sara que agora pretendo me casar. Desse modo, estou acabando por aqui o compromisso que assumimos. — foi firme e sucinto nas palavras.

— Você não pode estar falando sério. — Maryane encarava Grissom com incredulidade. Fora pega de total surpresa com aquele comunicado do empresário.

— Jamais brincaria com algo assim, Maryane. Nosso casamento seria meramente...

— Você disse que se apaixonou pela minha prima? — a mulher o interrompeu.

Maryane ainda estava num lento processo de assimilação do que ouviu. Na sua cabeça, ela prima não achava que o envolvimento de seu noivo com Sara estivesse naquele ponto de Grissom desfazer o compromisso que firmou com ela, Maryane, para assumir um com sua prima Sara.

— É, eu disse. — confirmou sem titubear Grissom.

— Pensei que você não fosse dos que se apaixonassem.

— Eu também pensava que não fosse, mas isso aconteceu quando conheci a Sara. E não finja que não sabia do meu envolvimento com a sua prima, porque já sei muito bem que você sabe disso faz tempo. Inclusive, anda ameaçando a Sara por conta disto.

— Ela te disse que eu venho ameaçando-a?

Maryane se fez de surpresa e chocada com a acusação de Grissom.

— Vamos parar com a hipocrisia de que você não sabia de nada, porque nós dois sabemos que é o contrário. — Grissom resolveu pôr fim no teatrinho e nas "caras e bocas" que a mulher diante dele fazia a cada coisa que dizia à ela.

Se vendo sem saída e perecendo que não ia adiantar nada insistir na mentira de que não sabia de na, Maryane optou pela verdade.

— Okay. Eu já sabia mesmo que você e ela vinham tendo algo. — O homem a sua frente já tinha deixado claro sobre seu conhecimento quanto a ela já estar a par de seu caso com Sara, portanto era inútil ficar fingindo o contrário para ele.

Contudo, a mente esperta de Maryane teve a rápida ideia de tentar amenizar a situação para o seu lado e, em contrapartida, complicar para o lado da prima. Sara não ia levar essa tão fácil assim.

— Mas eu soube disso pela própria Sara, que jogou na minha cara sobre o caso que mantinha com você. Ela me procurou lá na minha casa e fez questão de contar que estava se relacionando com você enquanto é meu noivo.

O sorriso irônico esboçado por Grissom deixou claro para Maryane que o homem não acreditou nada no que lhe disse. Desse modo, a prima de Sara decidiu ser mais convincente e não perdeu tempo em denegrir a imagem de sua prima.

— Sara sempre teve inveja de mim, Grissom. E não duvido nada que ela se envolveu com você pra me atingir. Ela sempre quer o que eu conquisto.

— Aqui... Vamos parar com a mentira?! — Grissom adquiriu um tom enérgico e alto ao falar. — Você não vai conseguir me enganar e nem me pôr contra a sua prima com essas invenções. E se há alguém invejosa aqui, esse alguém me parece ser você, Maryane.

— E isso também foi a minha prima te disse?

— Exatamente.

— E o que mais ela inventou pra você a meu respeito, posso saber?

A verdade é que ela só estava a sondá-lo para saber até onde Sara teve coragem de lhe contar. Se ela falou sobre o caso com Bryan ia se arrepender.

— Tenho certeza que nada do que ela disse foi invenção.

— Ah, não? Quer dizer que acredita piamente nela?

— Sim. Inclusive, ela me contou algo bem interessante sobre você.

A mulher engoliu a seco quando ouviu aquilo.

— Ah é?! — dissimulou. — O que foi?

— Seu caso com Bryan e a paternidade do bebê que você espera. — Grissom jogou aqueles fatos e se recostou ao estofado macio do sofá, enquanto cruzava as pernas a espera da reação de Maryane pelo que foi dito.

Sara, você vai me pagar caro!

— Grissom, eu posso te...

— Nem se dê ao trabalho de tentar explicar nada. — erguendo uma das mãos, ele cortou a fala de Maryane no mesmo instante. — Não pense que vou brigar com você por isso e nem te cobrar satisfações, porque não me deve isso. Nosso relacionamento era aberto desde o início. E assim como você se envolveu com meu amigo...

— Você se envolveu com a minha prima. — Maryane completou antes de Grissom.

— Na verdade eu ia dizer que me envolvi com outras, mas se quer resumir a apenas a Sara, ok.

Ele se mostrava bem tranquilo na conversa. Houve um instante de tensão no começo e de exaltação ainda pouco por conta do teatro armado por Maryane, mas passado isso, Grissom agora estava tranquilo como não imaginava que estaria durante essa conversa.

— Ela por a caso sabe da imposição do seu pai?

— Sabe. Só que não é por isso exatamente que vou casar com Sara.

— Não me diga que ela também está grávida?

O tom debochado de Maryane não passou despercebido por Gil.

— Infelizmente bão está... Ainda! Mas em breve estará. Vou me casar com a sua prima, porque a amo. E quero que saiba que mesmo me casando com Sara, eu pretendo manter a minha decisão de assumir o seu filho como meu. Bem como, também pretendo manter a mesada que te daria pelo casamento. Mas tem um "porém" em relação a esse segundo fato. — se desencostando do estofado do sofá e chegando-se a ponta do móvel, Grissom prosseguiu sua fala em tom explícito de ameaça: — Você andou ameaçando a Sara de contar para os pais dela sobre eu e ela. E se fizer isso, você pode esquecer a sua mesada. Eu não vou te dar nada além do dinheiro do bebê. Ou melhor ainda, quando ele nascer, eu entro com o pedido de guarda da criança e nem o dinheiro dela você verá. Fui claro o bastante pra você, Maryane?

— Até demais! — foi tudo que a mulher conseguiu dizer, tentando não deixar transparecer sua completa ira. Sabia que na sua atual condição e situação com Grissom não havia muito o que argumentar ou tentar questionar e negociar. Aquela batalha estava perdida, mas a guerra ainda não.

— Ótimo! — Grissom se pôs de pé. O assunto para ele estava quase encerrado, ainda faltava um detalhe importante que sua amada havia lhe pedido mais cedo enquanto estavam retornando de barco para Marina.

"Gil não quero que a Maryane continue hospedada na sua casa depois que você terminar o noivado com ela."

Então que assim fosse!

— Amanhã procure um hotel e se mude pra lá. Não vejo sentido em que permaneça hospedada em minha casa depois do nosso rompimento e desta conversa que acabamos de ter. — comunicou o empresário apanhando seus pertences de cima da mesa de centro.

— Mais alguma coisa?

Outra vez o tom debochado dela dava o ar de sua graça. Mas o empresário resolveu ignorar esse fato.

— É só. Vou para o meu quarto. Boa noite!

Ele passou por Maryane e seguiu em direção às escadas sem esperar resposta alguma de sua ex.

No primeiro degrau que subiu, ouviu Maryane lhe indagar:

— Você estava com ela antes de vir para casa, não é?

Grissom se virou para Maryane, mas esta permanecia sentada no sofá e de costas para o empresário.

— Sim, eu estava. Na verdade passei o fim de semana na companhia dela. — revelou antes de retomar seu rumo ao quarto.

Notas finais
* e ** são trechos da música Te pegar da cantora Iza. Então Grissom botou a Maryane no lugar dela e ainda deu aquela enquadrada monstra. Será que essa sonsa ainda vai ter coragem de ir contra a ameaça feita? Só os próximos capítulos pra saber. E por falar em capítulos este de hoje foi o último desse ano. E, como o próximo que eu postar (o que diga-se de passagem vai demorar um pouco pra acontecer e daqui a pouco vocês saberão o porquê) já será em 2018, quero, portanto, desejar antecipadamente a cada uma de vocês um FELIZ E PRÓSPERO ANO NOVO! Que 2018 venha repleto de luz e coisas boas pra todas nós e nossas famílias. Agora preciso dar um aviso importante: por três semanas não haverá qualquer att da fic. Assim como fiz no começo do ano passado, este ano também darei uma pausa (mais longa que a do ano passado) para "recarregar as baterias" e assim voltar com tudo pra oferecer a vocês novos capítulos e novas histórias. Espero contar com a compreensão de vocês e com suas companhias quando eu retornar. E ainda não vou me despedir definitivamente de vocês nessas notas, pois daqui a instantes trarei uma surpresinha, que não é nessa fic. Aguardem já!