One More Time

1 Introdução


Notas iniciais
Obrigada a quem vai dispensar um pouquinho de tempo lendo minha história ♥
Essa é só uma introdução à história, mas o próximos capítulos serão em primeira pessoa, possivelmente com POV's alternados.
Espero não decepcionar, e nos vemos no final ♥

Sook caminha a esmo pelas ruas apinhadas de pessoas que parecem todas iguais. Ela definitivamente não gosta de ter sido obrigada a se mudar para a Coréia. Ela não conhece ninguém, não entende muito bem a língua e está oficialmente perdida. Sente que já passou mil vezes por aquela mesma estátua idiota. E, ainda por cima, está com frio.

Quando finalmente sua frustração supera sua força de vontade, senta-se em um banco de praça e chora como se não houvesse amanhã. De repente, sente uma mão sobre o seu ombro. Todo o seu corpo se enrijece de pavor. Ela ergue lentamente os olhos, sem saber direito o que esperar.

Depara-se com um jovem de olhos curiosos e cabelos verdes. Suas feições estão parcialmente encobertas por uma máscara preta, e embora soubesse que isso é comum, não deixou de ficar assustada. Ele não parece nenhum tipo de serial killer, mas ela não acha que pode confiar. Retribui seu olhar curioso na mesma intensidade. O rapaz olha para os lados como se temesse estar sendo vigiado. Inesperadamente, diz:

—Você está bem?

Sook continua o encarando, surpresa com a voz doce e melodiosa. Ele a olha como se tivesse algum problema mental, e novamente pergunta:

—Você consegue me entender?

Ela se esforça para responder da forma mais normal possível:

—Sim, eu consigo. Estou bem, na medida do possível. Apenas acabei de chegar aqui e não faço a menor ideia de para onde devo ir.

O jovem pareceu nervoso, como se não soubesse se tinha sido uma boa ideia falar com aquela menina que parecia tão desamparada. Subitamente, puxou-a pela mão.

—Venha comigo. –ele disse. — Eu juro que não sou um psicopata, apenas não posso ficar muito tempo em publico.

Ela decidiu que não havia nenhuma solução melhor para o seu problema. Na pior das hipóteses, recorreria ao spray de pimenta habilidosamente escondido em sua bolsa de mão. Ficar sozinha em uma praça ao anoitecer também não era exatamente seguro. Ela estremeceu, recordando-se repentinamente do frio. Ele, que a observava pelo canto do olho, percebeu e a estendeu um casaco, dizendo:

—Pegue. Não vai me fazer falta. –Ser delicado não era exatamente a sua especialidade. Mas ela aceitou, mesmo que relutante, e ele ficou satisfeito quando a viu vesti-lo.

Sook seguiu o rapaz, mas parou assim que se viu diante de uma van preta, encarando outros 6 homens, cada um mais estranho que o anterior. Não, ela pensou. Nem pensar. Não ia entrar naquele carro. Afastou-se lentamente, enquanto seu cérebro trabalhava a mil em uma desculpa convincente para estar fugindo. Os rapazes pareciam estar ocupados discutindo acaloradamente, e ela pensou que nem notariam sua ausência. Distanciou-se passo a passo, tentando chamar o mínimo de atenção para si. Quando julgou estar a uma distancia segura, desatou a correr. Ouviu pessoas gritando por ela, mas já estava longe demais para distinguir as palavras.

Correu até a lateral do seu corpo doer e sua respiração sair entrecortada, e só então se deu por satisfeita. Então, finalmente parou e recorreu à sua última esperança: um pedacinho amarrotado de papel, com um número de telefone destinado a emergências. Não esperava precisar daquilo tão cedo. Ligou e, alguns minutos depois, estava sentada no banco de trás de um carro de luxo ouvindo o sermão furioso da mulher que a salvara.

Notas finais
Obrigada a quem leu até aqui ♥
Como eu disse, esse capítulo é apenas uma introdução à história. Eu pretendo postar novos capítulos todas as segundas e quintas-feira, mas isso não vai ser sempre possível.
Peço perdão pelos possíveis erros ortográficos, e obrigada mais uma vez ♥