One Last Chance
1 Prólogo - One Last Time
Notas iniciais
Elena dormia profundamente em sua cama. Era por volta das três e meia da manhã e ela havia esquecido a luz acesa.
Tudo estava muito quieto, exceto pelo som abafado de músicas que vinha do quarto de Jeremy. E então, mais um. O barulho da janela se abrindo devagar.
*Damon*
Eu precisava vê-la mais uma vez. Sem ninguém por perto, sem nada para interromper. Saí do chuveiro e fui logo trocar de roupa. Nem me importei em pegar a chave do carro, e quando Stefan me perguntou onde eu estava indo, simplesmente ignorei e saí pela porta principal.
Ao chegar à familiar varanda da casa de Elena, logo tive lembranças de todos nossos momentos lá. E eu realmente não queria deixar tudo isso para trás — mas eu tinha. Porque ela não escolheu a mim. Ela escolheu Stefan. Sempre vai ser o Stefan.
Pensei melhor e logo pulei a cerquinha, indo para o rumo do quarto dela. Escalei pela árvore e depois me agarrei ao peitoril da janela. Foi quando percebi que a luz estava acesa. Ela estaria acordada a essa hora? Espiei um pouco antes de entrar, e vi que ela estava deitada. Ouvi uma música abafada tocando e o som de Jeremy respirando lentamente, e sabia que ele estava dormindo. Assim como Elena. Abri a janela com o máximo de cuidado possível para não fazer barulho.
Diferente das outras vezes que eu escalei essa janela e invadi seu quarto, eu não estava aqui para correr atrás dela. Ou consolá-la. Ou pedir consolo. Muito menos para dizer que a amava. Disso ela já sabia, eu sabia, meu Deus, todo mundo sabia. Mas não foi o suficiente. Dessa vez foi para simplesmente assisti-la dormir mais uma última vez. Eu já me senti patético muitas vezes na vida, mas talvez essa leve o prêmio. Quando eu me tornei esse cara?
Sem hesitar, me sentei no canto da cama, ao lado dela. Tudo muito delicadamente para que ela não acordasse. Deixei o envelope branco e a caixinha pequena em seu criado mudo. Observei cada traço de seu rosto perfeito, tentando memorizá-lo o máximo possível. Seus cabelos, o jeito que caiam selvagens e emaranhados no contorno de sua face. As linhas de sua boca — aquela mesma que eu tive poucas e incríveis chances de prová-la. E o modo como ela parecia estar longe — ela nem mesmo sentiu minha presença.
Ela se mexeu um pouco e eu logo achei que ela iria acordar. Mas ela simplesmente se virou de barriga para cima. Eu a cobri, me levantei e apaguei a luz de seu abajur. E então, pelo que eu esperava que não fosse a última vez, dei um beijo em sua testa.
— Até mais, Elena. — Sabendo que havia uma grande chance de não existir esse "mais", acrescentei mentalmente "eu te amo".
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