One Last Chance
32 One More Night
Notas iniciais
*Elena*
— Elena, relaxa. — Damon murmurou, pela quarta vez. — Nós vamos lidar com meu irmão assim que chegarmos, ok?
Assenti, tentando me livrar do meu nervosismo e relaxar os músculos da minha testa. Essa noite era sobre eu e Damon, e nada poderia nos interromper.
Nós andávamos na rua, e ele me guiava cada vez mais para o que parecia o centro da cidade, pois a quantidade de pessoas e bares só aumentava.
— Quando você vai me falar onde estamos indo?
— Quando chegarmos lá. — Ele riu. — Seja paciente.
— Nenhuma dica? — Fiz um beicinho. Ele me encarou, ponderando se falava alguma coisa ou não. — Por favor. — Insisti, dengosa.
— Ok. Primeiro vamos à um lugar aqui perto, nada de mais. Mas depois vou te levar num outro que eu conheci aqui alguns anos atrás.
— Você já tinha vindo aqui em Little Rock? — Perguntei, curiosa.
— Sim. Quero dizer, nunca morei aqui nem nada. Mas na década de 80 passei algumas semanas aqui. — Ele falou, soltando seu braço de minha mão e passando-o sobre meu ombro. — Claro, eu não conhecia a fama da cidade naquela época.
— Entendi. Então... já estamos chegando?
Viramos uma esquina e de longe dava-se para ouvir uma música eletrônica tocando abafada por paredes. Assim que fomos nos aproximando, fui percebendo a quantidade de pessoas na fila para entrar naquele lugar, que parecia realmente muito grande e movimentado. Não consegui evitar de me sentir um pouco desapontada. Eu imaginava que fosse algo mais íntimo, só nós dois, mas aquele lugar definitivamente não era o que eu chamaria de "reservado".
— Uau. É aqui mesmo que nós vamos? — Damon percebeu minha reação e sorriu, balançando a cabeça.
— Muito pelo contrário.
Continuamos por mais um quarteirão, até que paramos em frente à uma loja com uma vitrine muito mal iluminada, que mal dava-se para enxergar lá dentro.
— Isso é só uma parada rápida. — Ele se explicou.
Assim que passamos pela porta, uma campainha tocou e de trás do balcão, eu via um senhor se aproximando dos fundos. Seu rosto parecia cada vez mais nítido à medida que ele se aproximava da luz. Ele era mais velho, por volta de seus 70 anos, o cabelo grisalho e a pele enrugada mostrando os sinais da idade, usava um colete de linha vinho e ajeitava seus óculos melhor sobre seu nariz.
— Damon Salvatore? — Ele perguntou, incrédulo e um indício de sorriso mostrando-se no canto de seus lábios.
— Jeff, parceiro. — Damon respondeu sorridente, sacudindo a mão do senhor.
— Você não envelheceu um dia.
— Não posso dizer o mesmo sobre você. — Dei uma cotovelada fraca em Damon, reprimindo-o, mas os dois riram. Ele obviamente conhecia nosso segredo.
— E você continua o mesmo. Imagino que queira o de sempre, então?
— Você me conhece. — Ele respondeu, fazendo um sinal afirmativo com a mão. — Jeff andou um pouco mais para trás, mexendo em algumas de suas estantes, e quando localizou o que queria, mais ao alto, subiu as escadas presas ao móvel e deslizou-as até onde queria.
— E essa moça adorável, não vai me apresentá-la? — Ele perguntou, ainda de costas.
— Ela não é muito o seu tipo, Jeff. — Damon brincou, apoiando o cotovelo no balcão sem tirar a outra mão da minha.
— Ah, não sei, ela é inacreditavelmente bonita, talvez possa me fazer mudar de ideia e trocar de time. — Ele falou, virando-se agora para nós com uma caixa e um olhar desafiador e ao mesmo tempo brincalhão para mim. Tentei parecer descontraída também, e respondi de bom grado:
— Sou Elena.
— É um prazer conhecê-la, Elena. — Assenti sorrindo.
Ele pousou a caixa pequena e alongada de madeirite clara na nossa frente.
— É o que você costumava pedir. — Damon então enfiou a mão no bolso, à procura de sua carteira, imagino, mas Jeff logo levantou as mãos, em um sinal para que ele parasse, e colocou a caixa numa sacola.
— É por conta da casa, meu jovem. Não te vejo há muito tempo, pode levar, só não suma novamente. — Damon assentiu, agradecido, pegando a sacola, e respondeu:
— Não vou, Jeff. Até mais, foi bom te ver.
— Eu digo o mesmo. — O velho bem-humorado disse, sumindo de novo para os fundos da loja mal iluminada.
Saímos de novo para a calçada, Damon com um braço firme em meus ombros, não deixando um milímetro de distância entre nós.
— Posso perguntar de onde você o conhece? Você falou que só ficou aqui por um tempo, mas parece que vocês se conhecem de longa data. — Ele riu, olhando para o chão como se tivesse tido alguma memória.
— Ele costumava ter um bar em Mystic Falls...
— É claro que vocês se conheceram num bar. — O interrompi, revirando os olhos para irritá-lo, mas ele apenas riu.
— E depois de alguns anos, ele se mudou para cá. Nos anos 80 vim visitá-lo, apenas isso, mas agora ele não tem mais um bar, apenas vende bebidas antiquadas, do seu antigo estoque, que não se acham mais hoje em dia. — Ele continuou, mas depois parou abruptamente.
Quando percebi, já estávamos no que parecia ser os fundos de uma rua movimentada e não havia quase ninguém por perto. Damon me soltou, agachando-se perto de um portão de garagem, e com uma facilidade fora do comum, quebrando seu cadeado e levantando-o acima de sua cabeça.
— Vem, vamos entrar logo antes que alguém nos veja.
— Ei, onde estamos indo? — Perguntei confusa, enquanto passava rapidamente por baixo de seu braço que ainda sustentava o pesado portão de metal verde.
— No lugar que eu queria te levar.
Depois de entrarmos em um elevador significantemente velho — e quando digo velho, quero dizer que provavelmente não segue nenhuma das normas de segurança atuais e sua porta nem é automática. Aquilo com certeza não havia sido mudado desde que Damon havia estado aqui. Assim que ele parou, meus ouvidos rapidamente conseguiram detectar os típicos barulhos da cidade grande, só que bem distantes e abafados.
Desci em um enorme telhado, de onde praticamente se via o topo da maioria dos prédios e as formas de todos arranha-céus. Não havia muito ali: apenas algumas cadeiras de plástico e alguns equipamentos que deveriam ser da eletricidade do prédio.
Damon soltou a misteriosa bolsa preta que ele havia trazido no chão, me tirando de meus pensamentos, e então virei-me para ele:
— Que lugar é esse? — Ele riu baixo, olhando em volta.
— Eu costumava dormir aqui. Lá embaixo às vezes ficava muito difícil de se aturar, com tanto barulho e gente, e aqui era calmo o bastante para poder pensar. — Ele analisava o lugar como eu, como se tivesse se lembrando de alguma coisa ou algum momento que teve ali.
Encarei-o por um tempo, apreciando seu corpo e seu semblante perfeitos vagamente iluminados. As luzes da cidade não alcançavam ali, era quase escuro se não fosse pela luz da lua. Provavelmente não se enxergaria nada com olhos humanos. Com a curiosadade quase me matando, finalmente perguntei.
— E o que há nessa bolsa? — Ele sorriu, de repente me olhando, e depois se abaixou e a abriu.
A primeira coisa que foi tirada foi um grosso cobertor de algodão azul, seguido por outro igualmente espesso, só que branco. Ele esticou-os, colocando um cima do outro.
— Desculpe, não consegui pensar em nada mais confortável que não fosse um colchão. — Ele comentou, e voltou-se para continuar a tirar mais coisas.
Dois cilindros amarelados surgiram em suas mãos, e de primeira eu não percebi o que eram, até que Damon acendeu um isqueiro, e eu percebi que eram velas que ele acendia. Ele as colocou uma de cada lado do edredom, e eu sorri internamente, apenas observando.
E por último, mas não menos importante, algumas bolsas de sangue. Ele apenas as tirou e deixou-as por cima da bolsa, depois levantando-se e vindo em minha direção, estendendo sua mão para que eu a pegasse. Mas, ao invés disso, me abaixei, abrindo o zíper de minhas botas e retirando-as, depois seguindo para as colchas e me sentando com as pernas cruzadas. Depois, bati ao meu lado com uma mão, chamando-o. Ele, sem hesitar, tirou também seus sapatos e sentou-se ao meu lado, apoiando-se em suas duas mãos.
Nos encaramos por um tempo, sorrindo levemente sem dizer nada, e então eu apontei para as velas levantando as sobrancelhas como uma pergunta retórica.
— Então Damon Salvatore é um romântico? — Ele rapidamente se recompôs, e conhecendo-o bem como eu conhecia, eu sabia que ele iria tentar negar e isso me fazia rir internamente.
— Não estou sendo romântico, só achei que iria ficar escuro.
— Você poderia muito bem acender as luzes. — Eu disse, neutra.
— Mas aí perderia a graça. — Ele respondeu rapidamente, e eu logo fiz minha cara de quem não acreditava, e ele suspirou, derrotado.
— Quem diria... — Comentei, rindo baixinho.
— Você diria... Agora é tudo o que importa. — Ele fala isso, tomando meu rosto em suas mãos e juntando seus lábios aos meus calmamente.
Essa noite seria só de nós dois. Não teria ninguém nem nada para nos interromper, e nós dois sabíamos disso. Não tinha motivo para pressa.
Nosso beijo continuou relaxado, mas Damon foi se deitando, e passou um braço ao redor de minha cintura para me abaixar com ele. Beijamos apenas por mais algum tempo, e depois me aconcheguei em seu peito e ele fazia carícias em meu cabelo. Minha cabeça se inclinava para seus carinhos e eu fechei os olhos, apreciando e querendo que aquele momento durasse para sempre.
Ficamos um bom tempo quietos, apenas encarando o céu negro. Ele finalmente quebrou o silêncio.
— Tá vendo aquela constelação ali? — Ele perguntou, apontando. Não havia nada além de umas três ou quatro estrelas espalhadas.
— Aham, o que tem? — Eu disse, revirando os olhos e esperando para a piada que viria.
— Eu não faço a mínima ideia do nome dela. — Eu ri e bati levemente no peito dele.
— Idiota. — Ele riu junto comigo por um bom tempo.
— Idiotas são essas comédias românticas que os caras falam isso. É simplesmente ridículo, aposto que eles ou mentiram ou pesquisaram antes de falar aquilo, só para impressionar.
— Verdade. — Comentei.
Ele virou-se para me beijar novamente, e eu correspondi de bom grado, virando-me para ficar por cima dele. Tantas emoções, tantos pensamentos corriam em mim quando estávamos juntos. Era como se mil informações fossem jogadas no meu cérebro ao mesmo tempo, e isso dificultava meu processamento delas. Meus neurônios trabalhavam a mil, porém sem nenhum pensamento coerente.
— Você acha que Stefan vai ficar bravo? — Soltei. Damon se afastou um pouco e me encarou.
— Você estava mesmo pensando nisso agora?
— Não! Eu, eu só... — Falei confusa, mas ele não parecia irritado.
— Talvez. — Ele respondeu, simplesmente. — Mas uma hora ele vai aceitar, Elena, acredite. Meu irmão pode ser osso duro de roer, mas ele acaba cedendo.
Assenti, preferindo confiar em Damon. Ele conhecia Stefan. Se ele não estava preocupado, então eu também não deveria estar. Se bem que Damon era seu irmão e eles viveriam para sempre. Stefan não poderia odiá-lo para sempre. Já a mim...
Olhei para o lado, percebendo as bolsas de sangue de repente super apelativas e me sentei no colo dele, me esticando para pegar uma. Ele continuou deitado, apenas segurando e fazendo carinhos em minhas coxas, mas tudo isso foi ignorado quando senti o líquido ferroso em contato com minha língua. Minhas têmporas pareciam pegar fogo e não consegui evitar e soltei um curto gemido de prazer ao senti-lo descer por minha garganta, caloroso e massivo.
Não percebi que Damon me encarava até que o ouvi perder o ar abaixo de mim ao observar minhas expressões de prazer. Sorri maliciosamente e deixei a bolsa de lado, abrindo sua camisa botão por botão, fazendo-o tremer quando meu toque gelado encostava em seu peito.
Quando ele já estava semi-nu, peguei a bolsa novamente e coloquei-a em seus lábios, deixando que ele tomasse um pouco, até eu tirá-la de sua boca e deixar o sangue pingar em seu queixo, traçando com ele por sua garganta, e no seu peitoral até embaixo, em sua região do umbigo. Depois levei-a à minha boca de novo e terminei com o resto que havia, jogando-a de lado assim que acabou.
Vê-lo naquela posição completamente sob meu controle era muito excitante e tentador, mas eu tentei fazer as coisas lentamente. Primeiro, puxei minha blusa para cima, tirando-a, deixando à mostra apenas meu sutiã de renda preto, e depois coloquei cada uma de minhas mãos ao lado de sua cabeça, aproximando-me de seus lábios e começando a seguir o trajeto que o sangue fazia por seu corpo.
Toquei seu pescoço em cada região que eu sabia que ele tinha maior sensibilidade, e ouvi-lo gemer meu nome baixinho só me dava mais energia e vontade de continuar. Desci mais, lambendo vagarosamente o sangue, deixando leves beijos e chupões por onde passava em sua pele, e assim que cheguei ao seu umbigo, onde a trilha acabava, olhei-o de cima, provocando-o levantando as sobrancelhas inquisitivamente.
Tirei seu cinto e desabotoei sua calça, já sentindo seu membro rídigo sob minhas mãos, e depois sua cueca boxer branca. Ele já estava completamente entregue e nós nem havíamos começado.
Coloquei seu membro devagar em minha boca, fazendo-o se encaixar, e chupando-o até o final, até aquele pequena parte inchada, onde eu deslizei meus dentes e minha língua levemente, levando-o à loucura. Eu ia até onde conseguia e voltava, depois aumentando o ritmo.
— Elena... Ah! — Ele queria falar, mas não conseguia terminar sua frase. Sua mão segurava meu cabelo, sem ter certeza se me estimulava ou se me impedia de continuar. — Espera... Elena, espera. — Ele falou entrecortado por sua respiração rápida.
Ele me arrastou gentilmente até sua boca, mordendo meu lábio inferior e passando suas mãos para minhas costas, habilmente soltanto meu sutiã e livrando-se dele em segundos. Ele me mantinha firme contra seu corpo pela minha cintura, e a sensação de meus mamilos sendo esmagados contra seu peito era extasiante.
Minha respiração logo ficou ofegante, e ele me afastou um pouco, dando espaço para suas mãos passarem por baixo de mim e ele massagear meus peitos, tirando toda a racionalidade que eu possuía. Era difícil manter minha boca fechada com os constantes gemidos altos e longos que saíam dela. Ele se deslizou por baixo de mim, agorando colocando sua cabeça onde antes estavam suas mãos, e eu tive que me apoiar com as minhas próprias no chão, enquanto sua língua explorava meus mamilos enrijecidos e dava pequenas mordidas e chupões, dando adeus à minha sanidade.
Sem nenhum aviso prévio, ele me virou, ficando por cima de mim, e seus dedos foram procurar pelo cós de minha calça, desabotoando-a agilmente e me deixando apenas de calcinha. Eu o encarava, exasperada, louca para tê-lo dentro de mim, mas eu sabia que não seria tão fácil. Damon prolongaria isso o máximo possível, apenas para me torturar.
— Damon... Vamos, agora. — Pedi, suplicante.
— Ainda não. — Ele sorriu, malicioso, mas eu pude perceber que ele também estava lutando para não deixar isso de lado e se colocar em mim o mais rápido possível.
Ele abaixou minha calcinha, tocando-me onde eu mais ansiava por ser tocada, pressionando firmemente meu clitóris e espalhando todo líquido que já saía de mim, me deixando com a sensação de estar ainda mais molhada do que eu já estava. Eu já movia meu quadril de encontro com seus movimentos, e ele parecia satisfeito em saber que tinha essa reação em mim.
Me enfiou dois dedos ao mais fundo que podia e ao mesmo tempo abaixou-se para me beijar, mas minha língua não conseguia acompanhar a sua com minhas constantes faltas de ar e meus gemidos abafados contra sua boca. Seus movimentos eram rápidos e fortes, do jeito que ele sabia que mais me provocavam espasmos. Eu já sentia meus joelhos fracos e meu corpo tremendo sob o dele, e quando meus músculos começaram a se apertar contrar seus dedos e eu percebi que meu orgasmo estava vindo, ele se retirou de mim, e eu bufei, irritada e exasperada. Ele riu baixinho e murmurou:
— Não até eu estar dentro de você. — Suspirei, aliviada, pensando que minha espera havia acabado. Mas ele ainda tinha outros planos de tortura.
Começando do zero novamente, ele desceu seus beijos por meu pescoço, entre o vale dos meus seios e meus mamilos novamente, meu umbigo, até que sua boca alcançou minha intimidade, já cheia de calor e suplicando por ele. Sua língua e dentes me levavam à loucura, e eu me retorcia desvairadamente sobre as colchas, já todas desordenadas e amarrotadas sob nós. Minhas mãos acharam seu caminho até seus cabelos negros, afundando-se sobre eles e tentando-se prender à algo.
Ele chupou meu clitóris uma última vez e então eu não aguentei. Com minha velocidade vampírica, puxei-o de volta para mim pelo cabelo e já me virei ficando em cima dele novamente.
— E-eu não posso esperar mais. — Eu disse, a voz entrecortada por causa do meu corpo que tremia desesperadamente. Ele — admito -, um pouco assustado, sorriu e murmurou simplesmente:
— Ok.
Eu me encaixei nele, suspirando de alívio ao senti-lo finalmente dentro de mim, puxando-o para mim, de modo que eu estava sentada em seu colo, nós dois sentados, nossos corpos sem um milímetro de distância. Eu me prendia a ele, agarrando seus cabelos macios e bagunçando-os, depois descendo as mãos e arranhando suas costas de cima à baixo, enquanto investia nas estocadas rapidamente, nós dois gemendo sincronizadamente. Ele me ajudava, levantando-se quando eu me abaixava, e depois eu rebolava de modo que nos perdíamos no meio dos beijos. Quando sentimos que o orgasmo estava vindo, aceleramos o ritmo significativamente, a ponto de parar de nos beijarmos e apenas encostarmos nossas testas, encarando nos olhos um do outro enquanto, ao mesmo tempo, senti nossos líquidos se misturarem dentro de mim. Finalmente, eu pensei.
Caímos de volta nas colchas, esgotados, mas com ele ainda dentro de mim. De algum modo, era confortável daquele jeito — ele me completava. Fiquei um bom tempo deitada em seu peito e ele fazendo carinho em meu cabelo, nós dois tentando estabilizar nossas respirações ofegantes.
— Essa foi boa. — Ele comentou baixo, depois de um tempo.
— Foi ótimo. — Concordei. Ri contra seu pescoço, roçando meu nariz gelado contra ele, sem me importar com seu suor. — Amanhã vamos embora. — declarei, decepcionada.
— Eu sei. — Ele respondeu, também desapontado. — Acha que conseguimos fazer isso?
Eu sabia o que ele queria dizer. Nossa volta não seria uma coisa fácil de se lidar para ninguém.
— Claro que conseguimos. — Falei, tentando parecer confiante, e depois encarando-o nos olhos. — Eu te amo.
— Eu te amo também.
E assim, com o quase-silêncio da noite, ele puxou uma colcha para nos cobrir, e eu me aconcheguei melhor, abraçando-o firmemente, deixando-me levar pelos meus devaneios e caindo num sono profundo.
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