One Last Chance

38 Getting Things Done


— Caroline, respira. — Repeti pela vigésima vez, agora um pouco irritada.

— Mas eu não consigo encontrar esse vestido em lugar nenhum! — Ela exclamou, exasperada, jogando todas as roupas que estavam em sua cama no chão e depois recolhendo e olhando uma a uma. — Eu organizei tudo perfeitamente! Ele estava bem aqui, dependurado e embrulhado no meu armário, não é possível que alguém tirou daqui.

Como se ela tivesse sido ouvida, alguém bate na porta e assim que eu a abro, Liz está entrando com o vestido dela nas mãos.

— Ai meu Deus! Onde você o encontrou?! — Ela falou, num segundo parando em frente à mãe e tomando o vestido de suas mãos, quase o abraçando.

— Eu tinha pegado para levar na lavanderia, Caroline, eu te avisei isso.

— O que? Avisou? — Ela perguntou, colocando as mãos no cabelo.

— Sim. — Liz falou, saindo do quarto.

— Eu disse que você tem que relaxar. Tudo está em ordem, Caroline, você precisa descansar antes que enlouqueça — "E me enlouqueça junto", pensei, mas não falei -, vai dar tudo certo.

— Mas há tanto a ser feito!

— Não, não há! — Exclamei, já um pouco irritada, depois suspirei e acalmei minha voz. — Olha, tudo vai ser perfeito, você fez um trabalho ótimo e tenho certeza de que ai ser inesquecível. — Ela respirou fundo também.

— Acha mesmo?

— Sim. — Respondi sinceramente. Ela havia trabalhado muito no planejamento do baile de formatura e havia compelido todos a fazerem exatamente o que ela tinha em mente. Não tinha nenhum jeito de sair alguma coisa fora do planejado. — Agora vá descansar um pouco, você precisa de algumas horas de sono se não amanhã vai pirar mais ainda e vai dormir durante a cerimônia.

Joguei o resto das coisas que estavam em sua cama no chão e puxei o cobertor, fazendo sinal para ela deitar.

— Ok, ok, você venceu. — Ela disse, entrando debaixo das cobertas. — Mas se você souber de algo, qualquer coisa, que estiver saindo errado, por favor me chame.

— Claro, Car. — Respondi, saindo do quarto e fechando a porta. Liz, que estava sentada no sofá da sala lendo um livro, me olhou.

— Essa menina não para mesmo, não é?

— Não. — Ri sem graça.

— Não sei de onde ela saiu. — Ela falou, balançando a cabeça.

— Acho que ninguém sabe. Ela é a única dessa espécie.

Cheguei ao Grill onde eu deveria encontrar Damon para o almoço, mas ele não parecia ter chegado ainda. Sentei-me ao bar e avistei Matt ao longe, acenando.

— Hey, o que você tá fazendo aqui? — Ele perguntou.

— Bem, eu estava esperando por Damon... — Falei, olhando em volta para ver se não o avistava. — Você não o viu, viu?

— Ainda não. Quer alguma coisa?

— Um copo de whisky. — Eu estava começando a me habituar demais aos costumes de Damon.

— Já? A noite de ontem não foi o suficiente? — Ele riu, se abaixando atrás do balcão para pegar a garrafa e o copo.

— Bem, eu tive que aguentar Caroline a manhã toda, acho que mereço pelo menos um copo. — Falei rindo.

— Merece sim. — Ele concordou, rindo também.

— Faça dois então. — Eu ouvi aquela voz incrível soar atrás de mim e duas mãos fortes contornarem minha cintura. — Bom dia. — Damon sussurrou no meu ouvido.

— Aqui está. — Matt entregou nossos copos. — Damon. — Ele cumprimentou. — Tenho que ir atender os outros, vejo vocês depois.

— Tchau Matt. — Murmurei.

— Acordei assustado. Você levantou e eu nem vi.

— Não queria te acordar. Você parecia estar cansado. — Ele revirou os olhos, sentando-se no banco ao meu lado.

— E você era para estar de ressaca, não bebendo de novo.

— Bem, parece que não estou. — Sorri óbvia, brincando.

— Ok, mas vamos pelo menos comer alguma coisa. — Ele falou, me puxando pelo braço para que eu me levantasse e depois pegando nossos copos.

Sentamos em uma das mesas e fizemos nossos pedidos. Apenas quando nossos hambúrgueres chegaram que eu percebi o quanto eu na verdade estava com fome. Enchi minhas batatinhas de ketchup e coloquei duas delas na boca, para só então perceber que Damon me olhava com cara de quem estava segurando o riso.

— O que foi? — Falei, sem nem engolir.

— Você... toda... — Ele falou, cauteloso, tentando não rir. — Parece estar com fome. — Então ele soltou uma gargalhada e eu franzi a testa.

— O que tem de graça? — Perguntei, emburrada.

— Nada, nada, só... — Ele falava entre ataques de riso. — É bonitinho.

— O que é bonitinho? Você não cansa de implicar comigo. — Reclamei, largando a comida.

— Não, não é isso. — Ele se controlou, depois se aproximou de mim e levantou uma mão ao meu rosto. De primeira não entendi, mas então ele passou seu dedo no contorno de meus lábios, trazendo um restinho de ketchup à minha boca. — Isso é bonitinho. — Ele falou dessa vez um pouco mais sério, depois trouxe seu dedo à sua própria boca para limpar o resto.

Assim que acabamos de comer, dirigimos de volta para casa e passamos a tarde "assistindo" filmes antigos e Damon sabia de cor cada um deles. Por volta das cinco da tarde, Bonnie passou por lá para me entregar meus sapatos que eu havia encomendado na loja de uma tia dela.

— Oi, gente. — Ela chegou na sala.

— Bonnie. — Sorri, levantando do abraço de Damon.

— Bruxinha. — Ele implicou e ela revirou os olhos, mas sorriu.

— Vamos subir? — Perguntei.

— Claro. — Me voltei para Damon e por trás, dei um beijo em seu pescoço, sussurrando em seu ouvido "já volto".

Fomos até o quarto de Damon, que, para falar a verdade, estava mais parecendo meu. Eu já tinha movido metade do meu guarda roupa para cá, e havia coisas minhas — maquiagem, bolsas, casacos, todo tipo de coisa — espalhadas por todo canto. O banheiro então, nem se fala.

— Uau. — Ela soltou. — Parece que você mudou de vez para cá.

— Bem, eu estou intermediando. E para ser sincera, a última vez que tentei dormir em casa não foi muito agradável porque encontrei meu irmão agarrando minha melhor amiga no sofá. Então achei melhor voltar para cá. — Comentei, sorrindo para implicar com ela. Bonnie ficou vermelha e meio boquiaberta e eu soltei uma risada. — Estou brincando, boba. Eu entendo vocês, não precisa ficar que nem um tomate. Tenho certeza que também não é muito agradável para o Jeremy quando Damon passa a noite lá. — Eu ri.

— É, pelo estado da cama, tenho certeza que não. — Meu riso parou na hora, e eu encarei na direção do olhar dela. Bem, eu havia esquecido esse pequeno detalhe.

Não arrumávamos a cama há semanas porque, sinceramente, era desnecessário considerando que o tempo todo ela era desfeita, então simplesmente deixamos dois travesseiros e o lençol — mais ou menos intacto -, e nos livramos dos cobertores e mantas — alguns sujos de sangue — jogando-os num canto qualquer do quarto. E, claro, o "detalhe" principal. A cabeceira estava consideravelmente torta e a ponta dela estava quebrada, com seu pedaço solto em cima de uma poltrona onde haviam várias peças íntimas minhas.

Era a minha vez de corar — e a dela de rir.

— Ok, podemos mudar de falar de outra coisa agora. Juro nunca mais tocar no assunto.

— Ah, por favor, Elena. — Ela revirou os olhos. — Somos amigas, podemos muito bem conversar sobre isso.

— Não foi o que me pareceu a cinco minutos atrás quando você era o alvo da conversa.

— Eu não me importaria de ser.

— Ah, é? — Levantei as sobrancelhas, irônica.

— É. — Ela respondeu com naturalidade. — Jeremy e eu vamos muito bem, obrigada. Mas considerando que ele é seu irmão, não acho que devo dar muitos detalhes, mas Damon... Bem, ele felizmente não tem de forma alguma parentesco comigo, então pode abrir a boca.

Suspirei, derrotada.

— O que quer que eu fale?

— Nada... — Ela respondeu, sarcástica. — Apenas comente sobre o fato de vocês estarem agindo como dois recém-casados super excitados.

— Bonnie! — Reprimi-a. — Não fale assim, credo.

— Tá bom, tá bom. Mas fala logo. — Respirei fundo e me abaixei começando a falar e recolher algumas peças de roupa espalhadas pelo chão.

— Bem, como você sabe, o vampirismo amplifica muito as coisas e eu, como sendo uma recém-vampira é tudo muito novo e intensificado e...

— Você fica com tesão o tempo todo. — Ela concluiu. Havia uma sugestão de que ela estava tentando controlar o riso, mas ela tentava não demonstrar.

— Basicamente. — Admiti, virando meu rosto sem querer encará-la.

— Então você fica instigando ele o tempo todo não, é? — Ela riu.

— Não, claro que não. Nem é como se eu precisasse, ele também é bem... — Sacudi a cabeça. — Bem, o fato é que qualquer coisa me deixa excitada, tudo desde beijos no pescoço à simplesmente segurar mãos. Ele só corresponde.

— E de bom grado. — Ouvi uma voz masculina na porta. Fiquei vermelha, e por reflexo, rapidamente peguei um sapato que estava no meu campo de visão e girei, jogando-o em direção à porta. Atingiu-o na cara bem em cheio. — Ai!

— Não é pra você ficar escondido ouvindo as coisas, Damon! — Exclamei, indignada.

— Como você pode ver, eu não estou escondido, tanto é que até mesmo me anunciei antes de entrar. E, claro, você não falou nada que eu já não soubesse. — Ele sorriu de lado e veio caminhando para dentro do quarto. Ele me ignorou e continuou a falar, se direcionando à Bonnie: — E se você está perguntando se ela está exagerando, não, não está. Acho que ela até está se subestimando, porque ela está bem pior do que falou. — Comecei a lentamente ficar boquiaberta, mas não falei nada. Ele me olhou controlando a vontade de rir e depois se virou de novo. — Não consegue ficar nem doze horas sem... você sabe. — Ele disse, demonstrando com gestos com os dedos.

— Damon Salvatore! — Exclamei, enquanto Bonnie iniciava uma gargalhada extremamente alta. Agarrei o outro pé do par do sapato e o atirei, só que dessa vez ele o pegou no ar. — Isso é mentira e você sabe disso! Bonnie, ele está mentindo.

Ela me ignorou, continuando a rir e observando a cena.

— Jesus, Elena, para de ficar atirando as coisas desse jeito! — Damon disse, fingindo irritação e depois rindo também.

— Ugh, como vocês dois são infantis. — Falei, indo para o banheiro e começando a reorganizar tudo que estava na pia, sem ter muito o que fazer para disfarçar. Damon estava exagerando e ele sabia disso. Só estava com toda essa implicância para me fazer passar vergonha na frente de Bonnie.

Quando percebi, os dois me encaravam da porta, e Bonnie controlou-se, parando de rir.

— Me desculpe, Elena. É claro que eu não acredito em tudo que esse idiota aqui diz, mas de todo jeito não precisa ficar desconcertada. — Ela disse, me abraçando por trás. Eu não correspondia, mas também não a afastava.

— Vou deixar vocês duas a sós. — Damon falou, ainda rindo um pouco e saiu do quarto.

Bonnie me soltou e começou a me ajudar a organizar tudo, e quando tudo estava limpo e em ordem, ela falou:

— Agora, quero ver seu vestido. Você falou tanto dele e do quanto Damon foi atencioso por tê-lo te dado que estou super ansiosa para vê-lo. — Na mesma hora, perdi minha carranca e esbocei um sorriso.

— Ok, vou pegá-lo.

Ela se sentou na cama, na pontinha, parecia hesitante em sentar-se muito confortável nela. Eu revirei os olhos e não comentei nada. Abri o armário e peguei no cabide o saco enorme preto em que meu vestido estava guardado. Cuidadosamente, desci o zíper e tirei meu tesouro. Vi a Bonnie levar as mãos a boca e seus olhos se arregalarem.

— Meu Deus. Experimente agora. É perfeito! — Ela exclamou, parecendo maravilhada.

— Ok, ok. — Respondi, rindo de sua reação.

Assim que coloquei o vestido em meu corpo, Bonnie se levantou e começou a dar pulinhos e bater palmas.

— Meu Deus, Bonnie, você está parecendo a Caroline.

— Retiro tudo o que eu já disse sobre o Damon! — Ela exclamou, pegando o tule entre as mãos e olhando como se fosse a melhor coisa do mundo. Eu ri e comecei a tirá-lo, colocando de volta minhas roupas casuais.

Descemos e eu não encontrei mais Damon na sala, mas depois o ouvi abrindo o freezer do porão e minha boca começou a salivar. Fui com Bonnie até a cozinha e começamos a bisbilhotar os armários a procura de algo para preparar. Como a maioria das coisas eram vencidas, pegamos alguns pacotes de bolacha e um pote de geleia e nos jogamos no sofá.

Assim que vi Damon surgir na porta com uma bolsa de sangue, larguei tudo que eu estava comendo e num segundo parei na frente dele, estendendo a mão. Ele me olhou, parecendo que não ia ceder, mas eu sabia que era brincadeira e ele tirou sua outra mão de trás das costas, onde tinha outra bolsa fechada. Sorri abertamente para ele, tomando seus lábios nos meus e beijando-o rapidamente, depois apenas limpando os cantinhos de sua boca onde havia sangue com minha língua.

— Argh, será que dá pra vocês dois serem mais nojentos?! — Ouvi Bonnie reclamar atrás de nós. Rimos e depois fomos andando até ela, nos jogando no sofá também, só que eu no colo de Damon.

Ficamos o resto da tarde terminando de assistir os filmes, e algum tempo depois, quando o céu já estava escuro, Bonnie foi embora. Depois disso não me lembro mais de muita coisa. Minhas imagens foram ficando turvas e eu me senti sendo levantada no ar — uma sensação muito estranha, falando a verdade -, e depois sendo colocada numa superfície bem macia, e tudo ficou preto.

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Os raios solares atingiram meu rosto, e eu tentei ignorá-los, mas depois de alguns minutos minha pele começou a esquentar e eu fui obrigada a abrir os olhos. Damon dormia tranquilamente ao meu lado e respirava pesadamente. Não queria acordá-lo, mas assim que me sentei, ele abriu os olhos também.

— Bom dia. — Ele grunhiu, a voz rouca.

— Bom dia. — Sorri.

— E então... hoje é o grande dia. — Ele falou irônico e eu revirei os olhos. — Não faça isso perto de Caroline. — Ele riu.

— Nem me fale, ela me mataria e começaria de novo aquele discurso de "como é importante completar ciclos". Ugh. — Espreguicei na cama, tentando criar coragem para começar a me arrumar, mas então Damon tirou um dos meus braços que estavam me apoiando e eu caí novamente na cama. — Ai! — eu reclamei, mas acabei me aninhando em seu peito.

— Que horas você tem que sair?

— Às onze.

— Então isso quer dizer que ainda temos meia hora. — Ele disse, um sorriso malicioso aparecendo em seus lábios. Sorri em resposta e ele tomou isso como um incentivo.

Seus lábios se juntaram aos meus, numa sincronia leve e sem pressa. Passei meu corpo para cima do dele e suas mãos agarravam firmemente minha cintura, o que me fazia apreciar ainda mais seu toque. Minhas mãos corriam pelos seus cabelos bagunçados e depois as dele passaram a acariciar toda minhas costas, levantando um pouco minha camisola. Espera, desde quando eu estava usando essa roupa? Não me lembro de ter ido dormir ontem a noite.

Ele me virou de costas no colchão ficando por cima, abaixando seus lábios para meu pescoço e arrancando gemidos abafados do fundo da minha garganta. Sua língua quente e úmida fazia pequenos círculos em minha pele e seus dentes se arrastavam, fazendo cócegas que transmitiam sensações incríveis para todo meu corpo. Sua mão direita agarrou minha perna com força, descendo e subindo, enquanto a outra levantava minha camisola.

Minha respiração já estava alta e, sem hesitar, levantei um pouco meu corpo para que ele pudesse retirar minha roupa mais facilmente. Assim que me vi livre de panos, girei na cama, ficando por cima e sentando-me em seu colo, enquanto ele me encarava, as pupilas dilatadas, exalando desejo e luxúria — um espelho de meus olhos. Me aproveitei do fato de que ele estava totalmente entregue e irresistível abaixo de mim e espalmei minhas mãos por seu peitoral, me abaixando e beijando cada gominho de seu abdômem, arrancando dele arfadas leves. Sua expressão era de puro prazer, seus olhos estavam fechados, e assim que desci sua calça junto com sua cueca, vi sua cabeça se afundar mais no travesseiro, já esperando pelo que eu faria.

Beijei e arrastei meus dentes por sua virilha, descendo até a ponta de seu membro, lambendo, sugando e passando meus dentes de leve em sua cabeça, depois colocando-o ao máximo em minha boca, quase tentando alcançar sua base em movimentos de vai-e-vem. Damon estava totalmente perdido e trêmulo. É maravilhoso ouvi-lo. Ele estava totalmente excitado. Agarro seu membro com minhas mãos e Damon se contorce, gemendo e me estimulando a continuar.

— Pelo amor de Deus. — Ele geme. Fico um pouco surpresa, mas apenas dou uma risadinha maliciosa e continuo meu trabalho, aumentando a consistência e a velocidade dos movimentos. Ele enlouquece mais ainda. — Elena... Ah. Você ainda vai me matar, eu juro. — E então ele ficou alterado e ofegante, agarrando os lençóis e se contorcendo, e não muito tempo depois, sugo mais uma última vez e retiro minha boca, continuando a estimulá-lo com as mãos até ele explodir, arfando.

Caio do lado dele, satisfeita e realizada — e extremamente excitada — de tê-lo visto naquele estado, descontrolado e ofegante. Ele levou algum tempo para se recuperar, mas logo depois ele se virou rapidamente, subindo para cima de mim e me atacando com seus lábios.

— Round 2.

Damon me sustentou, passando o braço por debaixo da minha cintura e me deixando um pouco arqueada na cama, com acesso direto ao meu colo e meus seios. Suas mãos ágeis abriram meu sutiã em segundos e sua boca desceu até eles, me deixando fora de órbita. Sua língua quente circulava meus mamilos rígidos e depois eles eram sugados e levemente mordidos. Meus gemidos começaram a aumentar o volume e eu já me sentia totalmente molhada. Seus beijos desceram até meu umbigo, espalhando por toda minha barriga, abaixando até minha virilha e depois sugando meu clitóris, me fazendo delirar num gemido de puro prazer.

— Você está tão molhada, Lena. — Ele disse, mordendo levemente.

— Dam... Aah.

Ele começou a subir seus beijos, e logo depois estávamos nos beijando novamente, um fogo surpreendente emanando de nós dois. Agarrei sua nuca e puxei alguns fios, fazendo-o perder o ar e dirigir sua boca até meu pescoço para recuperar o fôlego. Seus beijos eram ardentes e me levavam ao céu. Suas mãos foram até meus seios, massageando-os com destreza e eu me senti jogada no ar, um incômodo conhecido em minha intimidade crescendo. Eu precisava dele. Encaixei meu quadril no dele, abrindo as pernas e me pressionando contra ele, fazendo nós dois gemermos ao mesmo tempo. Eu sentia seu membro já ereto contra mim... Estava tão perto de conseguir o que queria. Uma de suas mãos desceu, apertando minha cintura, depois minha nádega, minha coxa, e se dirigindo para sua parte interna. Me faltou o ar. Sem piedade, ele esfregou todo meu clitóris com três dedos, depois encaminhando-os até a minha entrada e continuando o trabalho com a palma de sua mão.

Dei um gemido alto de alívio e puro prazer ao sentir seus dedos entrando em mim, e com força ele me estimulava, me esfregando, beliscando e fazendo movimentos circulares. Meu corpo todo tremia, eu sofria espasmos e me agarrava aos lençóis. Meu grito ecoou pelo quarto e joguei minha cabeça para trás quando ele aumentou a velocidade, num ritmo frenético. Meu quadril ia de encontro com seus dedos e eu estava enlouquecida. Num segundo, seus dedos saíram de mim e foram substituídos. Ele me penetrou de repente, sem prévias ou avisos, e então nós dois estávamos desesperados. Ele me apertava, me empurrava até o fundo e massageava meus seios ao mesmo tempo. Era tanto prazer vindo de todos os lados, eu sentia como se fosse explodir. Sem me controlar mais, girei na cama, ficando por cima e tomando o comando.

Ele havia tirado suas mãos de mim, então eu as peguei e coloquei-as novamente em meus seios, apertando-as contra eles enquanto cavalgava desesperada em cima dele. Nós dois perseguíamos nossos orgasmos enquanto arfávamos e gemíamos ininteligivelmente. Ele levantava o quadril contra mim, e eu correspondia estocando com mais força.

— Você é tão apertada, Elena. Tão gostosa... Aah.

— AH. Damon. Mais rápido!

Ele estocou mais forte e nós dois arfamos. Rebolei e rebolei em seu colo e fechei os olhos, apreciando e gemendo pela sensação extraordinária que era ter ele dentro de mim.

Eu sentia que estava vindo, as minhas paredes estavam se fechando ao redor dele e ele tremia, então eu sabia que ele vinha junto. Senti tudo em meu ventre contrair e meu orgasmo ser liberado, enquanto ele explodia dentro de mim e eu caía em seu peito, exausta e com nossas respirações a mil.

— Uau. — Ele falou depois de um tempo.

— Nem me fale. — Fiquei mais alguns minutos quieta, tentando me recuperar, mas então olhei para o criado-mudo e vi a hora. — Damon! Estou atrasada! — Levantei num segundo e comecei a recolher minhas peças íntimas. Corri para o banheiro e liguei o chuveiro, sem nem me importar se estava gelada a água. — Caroline vai me matar!

— Por falar nela... — Damon murmurou, aparecendo na porta com meu celular que tocava irritantemente.

— Não aten... — Falei um pouco tarde demais.

— Bom dia, Barbie! — Damon atendeu, sarcástico. — Ah, Elena? Não sei... Estávamos um pouco ocupados de manhã para notar a hora.

DAMON SALVATORE, DEIXE-ME FALAR COM ELA AGORA! — Ouvi do outro lado da linha.

— Estou só brincando, sua vampira neurótica. — Ele falou, mas tinha um tom de brincadeira. — Ela está tomando banho e depois já está a caminho... Sim, sim, vou falar para ela não demorar... Tá, tchau. — Ele revirou os olhos — Você estará muito encrencada se demorar mais cinco minutos.

Saí do chuveiro correndo, prendendo meu cabelo num coque mal-arrumado e pegando a primeira roupa que consegui encontrar. Damon tinha sumido do quarto, mas eu não estava com tempo para despedidas e fui descendo a escada calçando minhas botas, enquanto quase tropeçava na alça da minha bolsa. Assim que me virei para a porta principal, ele estava lá me esperando, uma bolsa de sangue em suas mãos. Sorri e peguei-a, dando um beijo rápido em seus lábios.

— Obrigada. Te vejo à noite.

— Vocês mulheres precisam mesmo de um dia inteiro para se arrumarem? — Ele perguntou descrente.

— Não. Mas com Caroline tudo tem que ser devidamente planejado e ficar pronto no mínimo duas horas antes. — Ele riu com minha clara aversão àquilo.

— Boa sorte, então.

— Obrigada, vou precisar. — Dei um beijo em sua bochecha e corri para o carro.

Assim que estacionei na porta da casa de Caroline, eu já ouvia o barulho da agitação lá dentro. Bem, minha amiga havia conseguido compelir várias mulheres do salão para virem nos atender na casa dela, para que ninguém mais visse nossas maquiagens ou cabelos antes do baile. Eu achava aquilo tudo muito exagerado, mas com ela não adiantava discutir.

Mal toquei a campainha e Bonnie abriu a porta.

— Graças a Deus você chegou! Ela já estava me enlouquecendo! — Ela falou, com uma expressão atordoada de quem pedia ajuda, mas eu somente ri e entrei.

Caroline estava sentada numa cadeira de salão que estava estranhamente posicionada no meio da sala, todos os outros móveis haviam sido arrastados para as paredes para dar espaço ao mini-salão que ela havia montado ali mesmo. Uma mulher fazia suas unhas do pé, outra as da mão enquanto outra arrumava seus bob's no cabelo.

— Elena. Gilbert. O que eu havia te falado? Nada de atrasos! Vocês duas me põem louca!

Nós te colocamos louca?! — Bonnie perguntou, irritada e sarcástica.

Eu e ela nos sentamos enquanto as outras atendentes começaram a trabalhar em nós. A tortura estava apenas começando.

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Por volta das sete da noite estávamos todas prontas e — graças a Deus — descansadas, pois apesar de toda confusão que Caroline havia feito, ela fez questão que dormíssemos pelo menos uma hora no meio da tarde para não ficarmos exaustas na hora da festa.

Minha maquiagem e meu cabelo estavam impecáveis. Algumas mechas estavam presas no topo da minha cabeça com uma tiara linda prata, e o resto estava solto, caindo em alguns cachos despojados. Estava quase tudo pronto, só faltava o vestido.

— Estou indo para casa, gente. Tenho que me vestir e a gente se encontra no baile.

Quando eu já estava saindo em direção à porta, a campainha tocou e eu olhei para Caroline, que falou:

— Não seja por isso, já tomei previdências. — Ela passou por mim e abriu a porta.

Damon estava do outro lado, segurando meu vestido dentro de sua capa. Assim que seu olhar encontrou o meu, ele não desviou-se mais. Sua boca se abriu num sorriso torto e ele parecia admirado. Será que ele havia gostado?

— Eu sei, eu sei, ela está linda. — Caroline disse impaciente, tomando o vestido de suas mãos e o puxando para dentro para fechar a porta. — Te espero no quarto, Elena. — Ela saiu e nos deixou a sós.

— Caroline está certa. — Ele murmurou, se aproximando. — Mas isso é óbvio. — Sorri sem graça com o comentário e abaixei o olhar.

— Obrigada por trazer o vestido, não precisava ter feito isso.

— Ah, precisava sim. Se não aquela ali me matava. — Ele falou, gestionando com o queixo em direção ao quarto de Caroline. Eu ri e ele continuou: — Mas foi de bom grado.

— Desculpe Sr. Salvatore, mas eu tenho que ir me arrumar. — Eu disse, passando meus braços ao redor de seu pescoço.

— Te vejo no baile, então? — Ele disse sorrindo, mas revirando os olhos como se fosse a coisa mais ridícula do mundo. E era.

— Te vejo no baile. — Respondi, revirando os olhos também.