One Last Chance

39 Any and Everywhere


Notas iniciais
"Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros." John Green, "A Culpa É Das Estrelas"

Impecável. Era a palavra que descrevia perfeitamente como eu, Bonnie e Caroline estávamos ao sair para o carro de Car. Como agora todas nós estávamos namorando, achamos melhor irmos juntas para o baile e encontrá-los lá, porque nosso tempo juntas normalmente estava muito curto e esse era o momento certo para aproveitar.

Então quando Caroline girou a chave na ignição, uma música totalmente animada começou a tocar no rádio e automaticamente Bonnie estendeu a mão para aumentar o volume.

— Gente, tomara que tudo tenha dado certo. — Caroline comentou depois de alguns minutos, nervosa, enquanto eu e Bonnie ríamos de alguma piada besta.

— Car, você planejou tudo com tanto cuidado, não tem nem jeito de ter saído alguma coisa errado. — Bonnie falou.

— É verdade. Não vi você parar quieta a semana toda. Vai dar tudo certo.

— É que não se pode confiar muito com nosso histórico de bailes bem sucedidos. Quero dizer, não tivemos nenhum que não aconteceu nenhum desastre.

Aquilo era verdade. Porém nos últimos tempos, fora as reviravoltas amorosas que aconteceram com grande parte das pessoas, Mystic Falls andava bem calma, sem problemas no sentido sobrenatural. Mas eu conseguia enxergar o porquê da preocupação de Caroline.

— Car, acredite, não vai ter nada demais e tudo sairá como o esperado, extremamente humano. — Ela me encarou, hesitante, mas então rimos e ela relaxou um pouco, enquanto estacionava o carro no estacionamento em frente ao ginásio.

Chegamos bem na hora, já haviam muitos carros estacionados e muita gente entrando. Na porta do ginásio haviam grandes arcos brancos de metal, carregados de flores vermelhas e brancas, como um portal de entrada. Uma grande faixa branca era sustentada no pequeno hall e entrada improvisado, onde se lia em letras pratas "Bem-Vindos Formandos de 2013". April Young estava na porta, ao lado de uma mesa cheia de papeis pequenos, e pelo visto, ela havia se candidatado à recepcionista do baile mesmo não sendo do terceiro ano.

— Meninas desse lado! — Ela exclamou, e assim que nos viu, abriu um sorriso. — Bem-vindas, meninas! Tudo bem? — Ela perguntou enquanto entregava um papelzinho para cada uma de nós.

— O que é isso? — Perguntei.

— Ah, é uma "brincadeira" que vai acontecer quando abrirem a pista de dança.

— Caroline? — Perguntei, esperando uma explicação.

— Não olhe para mim, não fui eu que planejei isso. — Ela falou, levantando as duas mãos.

— Na verdade é bem brega, vocês vão ficar sabendo. — April disse. — Foi o diretor que inventou. Boa festa, meninas.

— Tchau, April. — Falamos ao mesmo tempo enquanto nos dirigíamos à quadra, que estava muito bem decorada e nem se percebia que na verdade era uma quadra.

Nós três abrimos o papel e a única coisa que tinha escrito era um número. O meu era 32, o de Caroline, 15, e o de Bonnie, 7.

— O que será que isso significa? — Bonnie perguntou.

— Bonnie, você é a bruxa clarividente aqui, não nós. — Eu respondi brincando, mas meio impaciente, passando o olhar por todas pessoas dentro daquele recinto à procura de apenas uma. Quando menos esperei, senti dois braços fortes ao meu redor, e uma respiração muito próxima à minha orelha.

— Você está linda. Não, linda não, maravilhosa. — Damon sussurrou, numa voz baixinha e rouca, tão sexy que fazia meu coração disparar.

— Ah, ótimo. — Caroline resmungou. — Agora vamos ter que aguentar os pombinhos.

— Deixa de ser chata, Caroline. — Respondi de volta. — Tomara que Klaus chegue logo para domar essa fera. — Comentei, mais baixinho para apenas Damon ouvir, porém pelo olhar que ela me dirigiu, ela também havia ouvido.

Bonnie parecia alheia, teclando rapidamente no seu celular ignorando nossa conversa, mas assim que Jeremy chegou ela só teve olhos para ele. Depois chegou Klaus, e com ele Rebekah e Stefan.

Ainda não havia muito o que fazer, como a pista de dança estava fechada e as pessoas que haviam chegado ainda estavam em seus cantos, ainda descobrindo e observando a festa e o movimento de mais gente chegando.

Como Mystic Falls não era uma cidade grande, a turma de formandos era bem pequena comparada ao que normalmente acontece em outras escolas. A maioria das pessoas se conheciam, se não conversavam, pelo menos por nome. O que acontecia era que pelo menos um quarto das pessoas da festa eram de fora, como muitos vinham com namorados e namoradas que não estudavam na escola, mas o restante eram todos conhecidos e, como todos sabiam, não era um festa para muitas pessoas — havia um máximo de duzentas pessoas ali, incluindo formandos, acompanhantes, professores e alguns outros alunos de anos inferiores que resolviam aparecer.

Alguns minutos depois, quando o ginásio já estava lotado e a festa estava começando a parecer mesmo uma festa, a luz do palco foi acesa e nosso diretor subiu, indo em direção o microfone.

— Boa noite, formandos. Boa noite, professores, alunos, e todos que compareceram à nosso baile de formatura, que marca o fechamento de mais um ano escolar produtivo, bem-orientado e de várias mudanças na vida de cada um de nós. Para alguns, um ano difícil, mas que com certeza marcará para o resto de nossas vidas. Não quero tomar muito tempo da festa, então minhas palavras são simples: parabéns, formandos, por mais uma etapa concluída na vida de vocês, e também aos familiares e professores, que foram essenciais nessa passagem na vida de nossos jovens. E antes de declarar a pista aberta, iremos ao jogo de pares. — Todos nós entreolhamos, desconfiados e relutantes. — Cada um recebeu um papel com um número na entrada. Abram e vejam seus números, depois encontrem uma pessoa do sexo oposto que possui o mesmo número que você. Existem vários números iguais, mas você precisa achar apenas um que carrega o mesmo que você.

A grande multidão da festa começou a se deslocar para a pista, todos meio desorientados procurando um número igual. Fiquei na esperança de que Damon teria o mesmo que o meu, mas o dele estava bem distante, era o 18. Do outro lado, encontrei um garoto que eu reconhecia ser do time de futebol, era um amigo de Matt, Scott Jenner, e possuía o mesmo número que eu.

O jogo era bem simples, porém bem brega. Você apenas tinha que dançar com a pessoa. O diretor disse algo como "incentivar o florescimento de novas amizades antes de cada um ir para a faculdade e esquecer dos rostos que se viam todo dia", mas era bem idiota, porque até parece que alguém iria fazer alguma amizade no tempo de duração de uma música.

Depois, ele pedia algumas coisas como, se você fosse mulher aumentava dois ao seu número e se você fosse homem diminuía dois, e coisas do tipo. Era até engraçado ver o como as pessoas ficavam sem graça quando a música era lenta e era preciso elas dançarem juntas. No meio de uma das músicas que eu dançava com um antigo amigo com quem eu não falava mais, olhei para o lado e ri da cena de Caroline e Damon dançando juntos, ela provavelmente fazendo algum de seus draminhas porque estava dando alguns tapas no peito dele enquanto ele ria. Bonnie dançava com Matt e todos os outros com alguns conhecidos.

Quando finalmente o diretor anunciou que agora todos estavam livres para escolherem seus pares, senti um dedo me cutucar no ombro e parei de dançar. Stefan estava parado na minha frente, com um sorriso encantador.

— Posso? — Ele perguntou para o garoto com quem eu dançava, que assentiu e foi em direção à sua acompanhante. Ele me tomou nos braços, dando continuidade à dança.

— Então, algum motivo especial para você me tirar no meio de uma dança com o...

— O...

— Você me pegou. — Sorri. — Não sei.

— Sim, para falar a verdade. — Stefan falou, nos girando ao ritmo da música enquanto meu rosto estava olhando por cima de seu ombro. E ficou calado por um tempo e eu esperei, até que ele continuou: — Só queria dizer que estou feliz por você. E pelo meu irmão. Quando vocês chegaram eu não estava pensando claramente e eu tive uma reação exagerada para com uma coisa que eu já sabia que algum dia iria acontecer. E agora com Rebekah, eu... Sei lá, parece que agora eu finalmente enxergo que era pra ser.

— Você realmente gosta dela, não é? Rebekah. — Falei sorrindo, me distanciando do assunto que eu não sabia como responder. Ele olhou para ela dançando com Klaus do outro lado da pista e sorriu.

— É, acho que sim. Quero dizer, é tudo muito recente, mas ela me entende, sabe? E eu descobri que tem muito mais dela do que a "Barbie Klaus" que ela deixa transparecer.

— Eu sei que tem. — Sorri concordando. — E você parece trazer o melhor dela. — Comentei, olhando-a. Eles não pareciam estar brigando como sempre, e sim brincando.

— Mas voltando ao assunto... — EnriJeci. Ainda não me sentia muito confortável conversando sobre isso com Stefan. Na verdade, eu me sentia bem mal. — Ei, não estou aqui para deixar as coisas tensas. Pode relaxar, Elena, não estou bravo com você. Eu estou feliz pelo meu irmão. Sério mesmo. Quero dizer, não sei se você entende Elena, mas ele nunca teve ninguém que realmente olhasse para ele como ele merece. Veja, ele fez tudo por Katherine e ainda assim não foi o suficiente para ela, e ele se sentiu como se não merecesse ninguém, mas a verdade é que ninguém merecia ele. Mas acho que ele finalmente encontrou alguém que merece. E que quer. Então, estou feliz por ele porque acho que ele nunca tinha recebido o amor verdadeiro que ele recebe agora. — Ele desencaixou o rosto de cima do meu ombro e me encarou pela primeira vez desde que havia começado a falar. Seus olhos se arregalaram ao me ver e de repente ele ficou tenso. — Ei, ei, não chore. Não estou falando nada disso para te deixar triste, Elena.

Eu estava chorando? Ah, sim, então era por isso que minha visão havia ficado embaçada. Rapidamente limpei as lágrimas que escorreram pela minha bochecha, rezando para que nenhuma delas tivesse deixado rastros de maquiagem borrada. Stefan passou o dedo indicador na minha pálpebra inferior, provavelmente limpando algum resto de lápis preto.

— Não estou triste. — Falei, mas minha voz falhou e então eu limpei a garganta. — Não mesmo. Fico muito feliz por você me falar tudo isso, e significa muito para mim, mas acho que tem outra pessoa que precisa ouvir isso bem mais que eu.

Ele percebeu de primeira, e como reflexo, nós dois olhamos para a direção de Damon, que dançava com Bonnie e logo percebeu nosso olhar. O dele ficou tenso e de repente ele pareceu preocupado. Encaramos mais alguns segundos, até que Stefan parou a dança e me puxou, indo em direção aos dois, que pararam assim que perceberam nossa aproximação. Antes que chegássemos perto o bastante, Stefan sussurrou na minha orelha:

— Vou falar com ele depois. Não quero estragar seu baile e sei que você quer ficar com ele. — Paramos em frente os dois e Bonnie, que estava de costas, se virou, também preocupada. — Bonnie?

— Sim? Aconteceu alguma coisa? — Ela perguntou, já tensa.

— Sim. Você me daria a honra dessa dança? — Stefan murmurou sorrindo quando uma nova música começou. Ela finalmente soltou o ar, rindo e pegou a mão dele.

Automaticamente eu e Damon já nos acomodamos, eu pegando sua mão e colocando a outra em sua nuca e ele apoiando sua outra em minha cintura, mas ele ainda parecia hesitante e encarava Bonnie e Stefan.

— O que aconteceu ali?

— Ali onde? — Perguntei, tentando parecer distraída.

— Você é uma mentirosa horrível, Elena.

— Mas eu não estou mentindo.

— Você parecia bem tensa, e Stefan estava bem... "pesado" enquanto falava.

— Não era nada demais. — Falei com descaso, mas ele me olhou desconfiado e parecia que não iria desistir enquanto não tivesse uma resposta completa. — Você vai saber mais tarde, provavelmente. Mas não é nada, relaxe.

Dançamos grande parte da noite e, como não era fornecido álcool pela escola, Damon tinha dado um jeito e trouxe sua própria frasqueirinha de metal no bolso interno do paletó com um pouco de vodka. Nós misturávamos no ponche de cereja e ninguém entendia porque estávamos tão animados sem nem mesmo termos bebido.

Olhando em volta, eu nunca imaginaria o final do meu ensino médio desse jeito. Bem, eu acho que nenhuma pessoa normal imaginaria isso. Eu, uma vampira, namorando um cara que não só é um vampiro como também é irmão do meu ex-namorado, que também é vampiro. Ah, e claro, minhas melhores amigas também são uma vampira e uma bruxa. O namorado de uma delas não é somente o vampiro mais velho do mundo, como um lobisomem, e, como se não fosse o suficiente, meu ex-arquinimigo que já tentou nos matar trilhões de vezes. E claro, sua irmã, agora namorada do meu ex-namorado, que também era ex-namorado dela, que não é só uma vampira original como uma líder de torcida, que também já ficou com meu atual namorado, e agora temos uma espécie de trégua. Acho que os únicos que se salvaram foram Jeremy e Matt. Os únicos normais e humanos do grupo. Aquilo tudo era demais para o meu cérebro já pouco sóbrio aguentar.

— É só a música! Eu aaamo essa música! — Respondi à Caroline quando ela me perguntou o motivo de tanta risada. Eu pulava e dançava, levantando os braços e jogando a cabeça para trás. Damon me olhou com os olhos risonhos e colocou mais um pouco do ponche na boca para não rir, ignorando os olhares de Caroline que revezavam entre nós dois, e eu sorri para ele.

— Ok, vocês dois são esquisitos. — Ela falou, continuando a dançar, bem menos animada que a gente, mas ainda assim, dançando.

Começou a tocar "Pleasure Of Soho" e eu comecei a dançar lentamente, passando as mãos pelos cabelos e mordendo o lábio, olhando provocante para Damon, que não demorou muito para se aproximar de mim, colocando suas mãos em minha cintura e se movendo comigo.

Seus lábios se aproximaram dos meus e ele iniciou um beijo calmo, porém totalmente excitante. Sua língua pediu passagem e eu permiti, também passando a minha para se enrolar na dele, a cada giro delas minha sanidade indo mais embora. Suas mãos apertaram minha cintura, me puxando para mais perto e eu perdi o ar.

— Vamos sair daqui? — Ele sussurrou no meu ouvido, sua respiração alta.

Sabendo que não conseguiria soltar nada coerente com a boca, apenas balancei a cabeça e ele me puxou pela mão, nos afastando da multidão. Eu podia sentir os olhares curiosos nas nossas costas, pois nem demos satisfação de onde estávamos indo, mas também conseguia ouvir as risadinhas e os comentários pornográficos, mas nem liguei. Continuei seguindo Damon, até que ele nos tirou do ginásio lotado, parando num corredor da escola distante e deserto.

Sem aviso prévio, ele me pressionou contra os armários de metal, fazendo um estrondo que quase me assustou. Suas mãos estavam firmes em minha cintura e ele falava muito próximo da minha boca, o que me permitia sentir seu hálito doce que me entorpecia totalmente.

— Nunca mais me provoque daquele jeito, Srta. Gilbert. — Ele murmurou, ainda com a respiração desregulada.

— Me desculpe, não sabia que você não gostava. — Sussurrei, fingindo inocência e levantando meus olhos para o olhar dele.

Ele tirou suas mãos de mim, pegando as minhas e colocou cada uma de um lado da minha cabeça, mas aproximou seu corpo o bastante para me prensar. Seus lábios estavam vorazes e ele me beijou de novo, bem mais intensamente do que pudemos fazer lá fora com aquele tanto de gente. Sua boca me devorava, sua língua explorando cada centímetro da minha. Nossas respirações já passavam de altas e a proximidade de nossos corpos fazia com que eu sentisse cada músculo dele contra mim.

Damon soltou minhas mãos, colocando-as em minha cintura e descendo para minhas nádegas, apertando-as. Como o vestido era longo era bem complicado ir bem mais longe que isso, então ele as subiu novamente, indo em direção à parte da frente do meu corpo. Eu acariciava cada centímetro dele que conseguia, passava por seus braços, seu tórax, puxava alguns fios de cabelo em sua nuca. Ele subiu as mãos, repousando-as em meus seios e arrancando um gemido agudo do fundo da minha garganta.

Ele começou a massageá-los por cima do vestido e eu já sentia meus mamilos ficando enrijecidos e minha calcinha se umedecendo. Seus lábios desceram até meu maxilar, dando leves chupões e até meu pescoço, me levando à loucura. Segurei seu quadril e o puxei para mais perto de mim, precisando de contato. Coloquei uma perna minha entre as dele e pressionei minha coxa em seu membro, fazendo ele arfar contra minha pele. Isso fez sua respiração quente soprar em minha clavícula e eu me senti ainda mais excitada, o incômodo em minha intimidade ficando cada vez pior e difícil de controlar.

— Vamos sair daqui. — ele falou de novo, só que dessa vez mais desesperado. Tão desesperado, que em um segundo me vi no estacionamento, em frente ao seu Camaro antigo.

Damon abriu a porta para mim e correu para o seu lado do carro, abrindo e fechando a porta com tanta força que eu me assustei. Ele girou a chave na ignição e deu partida, arrancando o pneu.

A velocidade que ele dirigia assustaria qualquer humano, mas não a nós dois, e definitivamente não na situação em que nos encontrávamos.

Minhas mãos continuavam inquietas e o aperto entre minhas pernas cada vez mais intenso. Sem saber mais o que fazer com aquela inquietação, dirigi minha mão esquerda até a coxa de Damon, que se arrepiou um pouco com meu toque. Agora, com mais calma, lentamente abri seu cinto e desabotoei o botão, enfiando minha mão por baixo de sua cueca e sentindo seu grande volume já rígido. Assim que comecei a trabalhar nele e ele sentiu o contato com minha mão gelada, ele apoiou mais sua cabeça no banco e desacelerou um pouco o carro, começando com gemidos baixos e controlados.

Eu apertava seu membro e passava lentamente minhas unhas por toda sua extensão, assistindo a cada mudança de expressão em seu rosto. Comecei um incessável e louco vai-e-vem que deu início aos gemidos bem mais altos que ele não conseguia controlar. Seu rosto parecia de alguém que estava sendo torturado, só que gostando. Ele estava desesperado, movendo seu quadril de encontro com meus movimentos e sua boca não parava aberta por nem um segundo. Meu Deus, eu me sentia ainda mais molhada só de vê-lo sentindo prazer.

Então, querendo ainda mais daquilo, fiz mais uma vez, bem devagar só que bem forte, e então senti o carro fazer um baque, e logo tirei minha mão de dentro de sua calça. Damon havia parado abruptamente num acostamento no meio de uma estrada deserta.

— Damon, o que está fazendo? — Perguntei confusa, minha respiração condenando minha situação assim como sua voz condenou a dele, quando ele disse, num tom exasperado:

— Não aguento chegar até em casa. Aqui está ótimo. — Demorei um tempo para perceber o que ele estava falando. Meu cérebro estava a mil, milhares de pensamentos incoerentes passando por ele, o que dificultava meu raciocínio. Mas assim que entendi, olhei para baixo, para meu vestido, não sabendo o que fazer.

— Mas, Damon, isso aqui é muito longo, como vamos fazer para... — Mal terminei de falar e ele estendeu as mãos até mim, indo até o pano e num segundo abrindo todo o zíper da lateral do vestido. Quando vi que havia dado certo, rapidamente me livrei dele pelas pernas, jogando-o no banco de trás.

— Vem aqui. — Ele falou, me puxando para cima dele e ao mesmo tempo alcançando a alavanca que empurrava seu banco mais para trás, nos dando espaço.

Minhas pernas estavam cada uma de um lado e minha intimidade estava criticamente pressionada contra seu membro. Com minhas mãos trêmulas de excitação, puxei sua calça já aberta e levantei-me um pouco para que ele tivesse espaço para terminar de tirá-la. Tirei seu paletó e abri os botões de sua camisa num desespero evidente.

A única coisa que nos separava era minha calcinha e sua cueca, mas antes de tirá-las, comecei um movimento de vai-e-vem em cima de seu membro, aliviando um pouco meu desejo mas aumentando meu aperto. Damon segurou firmemente minha cintura, dando alguns apertos e descendo para minhas nádegas, aumentando a velocidade dos movimentos e também o volume dos nossos gemidos.

Passei minhas mãos por todo seu abdome definido, subindo para seus braços musculosos e também suas costas, arranhando-as à medida que o prazer aumentava. Ele subiu as mãos novamente, indo em direção às minhas costas, e, com agilidade, se livrando de meu sutiã. Dirigiu-as para a frente, começando novamente a massagear meus seios e me levando à loucura. Seus lábios desceram para meu pescoço, fazendo círculos com sua língua e seus dedos davam pequenos beliscões em meus mamilos e a cada vez que isso acontecia eu gritava. Sua mãos vorazes continuavam apertando, esfregando e agarrando meus seios com voracidade, o que me fazia quase ter um orgasmo apenas com toques.

Como eu sabia que nada com Damon, era fácil, eu sabia que ele iria prolongar nossa penetração ao máximo, então eu resolvi aproveitar. Agarrei sua nuca, fazendo menção de abaixar sua cabeça, e ele entendeu exatamente o que eu queria. Sua boca tomou o lugar de uma de suas mãos e eu gritei.

— Ah. Damon... Oh, céus. Continue, por favor, não pare. — Ele sugou e mordeu meu mamilo em resposta, e eu me sentia cada vez mais molhada. — AH! Deus, é demais.

— Geme para mim, Elena.

— Da-amon. — Quase gritei. — Isso...

Ele desceu suas mãos para minha cintura, aumentando o aperto e me prensando ainda mais contra ele, o que fazia com que nosso contato aumentasse. Comecei a rebolar em cima dele e ele continuou seu trabalho em meus seios, só que agora gemendo também.

— Elena, ah, meu Deus.

Uma de suas mãos foi retirada das minhas costas e foi se arrastando para o espaço mínimo entre nós, e eu, entendendo suas pretensões, me afastei um pouco dele, permitindo que ele a passasse por dentro de minha calcinha.

— Você está tão molhada, Lena. Isso é muito excitante.

— Damon.

Ele começou a esfregar meu clitóris com a palma da mão, e meu quadril ia desesperado de encontro com seus movimentos. Com beliscos e puxões, meus gemidos só aumentavam, e então, quando dois de seus dedos se dirigiram até a entrada, eu perdi o senso. Eles se moviam rapidamente dentro de mim. Damon os retirava e ia o mais fundo possível em questão de segundos e eu rebolava contra eles, puxando o cabelo da nuca dele.

— Vamos logo com isso, Damon. — Murmurei entre gemidos. — Hoje eu não quero nada devagar.

Ele retirou seus dedos de mim e desceu minha calcinha, depois descendo sua boxer e eu me ajeitei para que nos encaixássemos. Sentei em seu membro, fazendo com que ele me penetrasse. Iniciei as estocadas e ele me ajudava, levantando seu quadril de encontro com meu. Eu sentia sua base me tocar e eu não conseguia imaginar nada mais excitante que isso e o barulho de nossos corpos indo de encontro um com o outro.

— Mais rápido! — Ele falou, e eu concordei mentalmente.

Comecei a praticamente cavalgar em cima dele, nossos gritos se misturando naquela pequena atmosfera do carro. Suas mãos estavam firmes em minhas cintura, me ajudando com os movimentos, dando maior profundidade e intensidade à eles.

— Você é tão apertada, Elena. Ah!

— Damon, isso é incrível. Ah... Meu Deus!

Aumentei a velocidade, fazendo ele sair e voltar para dentro de mim rapidamente. Eu estava pulando em cima dele e esperava fervorosamente que nenhum carro passasse naquela estrada, porque era possível nos ouvir a muitos metros de distância, que dirá ver. Suas mãos subiram novamente para os meus seios e eu continuei a cavalgar, indo fundo, fundo, fundo. Até que eu não aguentava mais de prazer vindo de todos os lados e explodi num orgasmo incrível, ao mesmo tempo que ele liberava o seu dentro de mim.

Tentando normalizar minha respiração, apoiei minha cabeça em seu ombro, deixando alguns minutos passarem sem me mexer. Damon fazia um carinho gostoso em minhas costas, fazendo pequenos círculos com as pontas de seu dedo, então ele me deu um beijo no ombro e levantou o rosto.

— Vamos sair dessa estrada antes que alguém passe por aqui. — Ele disse, rindo baixinho, nós dois ainda respirando com dificuldade.

Eu ri também e peguei minha calcinha e meu sutiã, colocando-os novamente, enquanto Damon colocava de volta sua boxer e sua calça. Quando ele ia pegar sua camisa, eu a tomei dele e coloquei-a em mim, abotoando.

— Eu não vou colocar esse vestido de novo. — Damon me olhou de cima em baixo, sorrindo um pouco malicioso.

— Ok, gostei da mudança. — Ele pegou seu paletó e simplesmente o colocou aberto, deixando seu peito nu à mostra. — Aonde vamos agora? — ele perguntou ligando o carro.

— Não sei, achei que estávamos indo para casa.

— É, nós estávamos, mas já que conseguimos acabar com nosso desespero aqui mesmo não precisamos mais.

— E você tem algum lugar em mente?

— Está com fome? Podemos passar num drive thru.

— Já que você falou, estou sim.

Damon dirigiu pela rua até achar um retorno, e voltamos para o centro da cidade. Pelo visto quase ninguém havia ido embora do baile ainda, mas também, nós é que havíamos saído cedo.

Como Mystic Falls era uma cidade pequena, já era de se esperar que não houvesse nenhum McDonalds ou Burger King, mas tínhamos o Wendy's, que era quase a mesma coisa só que era o Wendy's.

O carro passou pela entrada do drive thru e assim que me vi aproximando da janelinha onde o atendente nos esperava, Damon puxou sua camisa em meu corpo, tentando cobrir mais minhas pernas, agindo todo protetor e ciumento. Não deu muito certo, então ao diminuir e parar o carro, ele se virou para falar com o cara o bastante para tampar toda a janela e a vista dele.

— Boa noite. Como posso ajudá-los? — O atendente perguntou, ignorando o fato de Damon estar sem camisa.

— É, eu vou querer um cheeseburger com batatas fritas e coca. E você, Elena? — Ele perguntou, sem me olhar para que ele não desse nenhuma brecha que pudesse me mostrar. O homem pareceu surpreso de haver outra pessoa no carro e eu ri baixinho.

— A mesma coisa.

— Ok, tudo, anotado, pode pagar no próximo guichê e eles já vão te entregar seu pedido.

— Ok, muito obrigado.

Pegamos nossos pedidos e fomos comendo durante o caminho até a Mansão. Ao chegar lá, descemos do carro e eu estava descalça. Começou uma chuva fraca então resolvi deixar o vestido no carro. Corremos até a porta de entrada abrindo-a, e um pouco tarde demais, percebemos que haviam barulhos e vozes dentro da casa.

— Ah, aí está o casal fujão. — Caroline exclamou, e assim que olhei todos estavam na sala de estar na lareira. Stefan e Rebekah, Klaus e Caroline, Jeremy e Bonnie e April e Matt. — Uou. — Ela comentou assim que parou para nos observar.

Olhei para baixo, percebendo a única roupa que eu usava e olhando para Damon, que havia tirado o paletó. Nós dois segurávamos os pacotes de comida e estávamos todos molhados, meu cabelo pingando e o dele todo bagunçado. Eu tentei disfarçar um pouco, me movendo de um jeito que deixava claro que eu não estava confortável com o tão pouco que a camisa de Damon cobria do meu corpo.

— Uma rapidinha no carro? — Rebekah comentou, rindo alto, e sendo seguida de várias risadas, menos de uma.

De todos, tentei evitar principalmente o olhar de Jeremy, que parecia me matar com seus olhos de reprovação. Não devia ser a melhor sensação do mundo ver sua irmã chegando seminua e toda molhada em casa com o namorado, na frente de um monte de amigos. Damon, como sempre, lidou melhor com a situação.

— Não que seja da sua conta, loirinha, mas... ah, é, pra quê falar, não é da sua conta. — Ele falou, sarcástico, mas parecendo se divertir com a situação. Damon era o tipo de pessoa que não se constrangia com nada. Ele foi se aproximando de todos, e eu, não querendo ficar sozinha, segui atrás. — Alguém quer comida? Tudo bem, não vão dizer que eu não ofereci. — Ele falou antes que alguém pudesse se manifestar.

Apoiei meu copo e meu pacote na mesa, escondendo-me atrás dela. Tentei deixar meu cabelo mais ou menos apresentável, puxando um pouco a barra da camisa para baixo, afim de cobrir um pouco mais minhas pernas na esperança de que não estivessem vendo minha calcinha. Damon não pareceu perceber meu constrangimento, pois deu a volta na mesa e se sentou no sofá, e depois me encarou quando eu não o segui.

— Err... Damon, acho que vou subir para trocar de roupa. — Senti o clima da sala em que todos estavam segurando o riso, e meu rosto se ruborizou. Klaus e Stefan não conseguiram controlar e soltaram uma gargalhada, mas Damon ainda não havia entendido a graça.

— Ah, ok. Vamos lá. — Ele se levantou e eu comecei a andar em direção à escada em passos pequenos para que não houvesse nenhum risco de estarem vendo alguma coisa, mas assim que cheguei até ela, praticamente voei até o segundo andar.

— Que. Vergonha. — Murmurei assim que entramos no quarto.

— Por quê? Não é nada demais, Elena.

— Eu apareci seminua numa sala lotada de pessoas com meu meu irmão lá, Damon!

— Ah, agora entendi porque ele estava me olhando como se quisesse me matar. — Ele comentou, olhando para o chão.

Tirei a roupa e entrei direto no chuveiro, ligando numa temperatura bem quente. Damon, por outro lado, apenas tirou a roupa que ele estava e colocou uma calça de moletom cinza com uma blusa de mangas compridas branca de algodão que eu sempre achava ele lindo quando usava. Marcava seu corpo definido sem ser colada.

Saí do chuveiro e tratei de vestir um short de pijamas de veludo com uma blusa de moletom, me jogando na cama e me enfiando debaixo cas cobertas. Damo deitou-se ao meu lado, por cima dos panos.

— Não vai descer?

— Não. Eles vão rir de mim e já basta de constrangimento por um dia só.

— Ah, Elena, eles não vão rir de você. — Ele disse, condescendente.

— Vão sim e você sabe. — Eu falei, levantando as sobrancelhas. Ele relutou um pouco, mas acabou rindo e eu tomei isso como uma constatação de que ele sabia sim.

— Ok, vamos ficar aqui, então. Para falar a verdade... Tenho algo que preciso falar com você já a algum tempo. — Meus músculos enrijeceram, e eu logo me ajeitei na cama, colocando o travesseiro nas costas e ficando meio sentada.

— Ok... — Murmurei, hesitante. — Pode falar.

— Olha, eu sei que não estamos juntos há muito tempo e sei que isso é tudo tão novo para você quanto é para mim, mas eu tenho uma proposta para fazer. — Sem que eu pudesse controlar, meu olhos se arregalaram um pouco e eu travei minha maxilar num sinal de nervosismo. Ele não faria isso. — Relaxe, Elena, não estou te pedindo em casamento, nem nada. — Ele riu, e eu automaticamente me acalmei. Se tinha uma coisa que eu não estava preparada, casamento era ela. — Bem, hoje foi sua noite de formatura, e você finalmente concluiu a pior etapa da sua vida que é o ensino médio, e eu sei que eu deveria estar te dando parabéns, mas tenho algo melhor a te dar. — Damon se virou, pegando sua calça que estava no chão e vasculhando em um de seus bolsos, encontrando um papel todo dobrado. E depois pegou em seu criado-mudo uma caneta permanente preta, me entregando os dois.

— O que é isso? — Perguntei.

— Abra e você vai ver.

Cuidadosamente, desdobrei o papel que estava um pouco amassado, e ele foi se abrindo, ficando bem maior do que eu esperava. Olhei para Damon, confusa. Era um mapa mundi.

— O que é isso, Damon?

— Seu presente de formatura. — Ele sorriu, mas quando percebeu que eu não havia entendido nada, ele começou a explicar: — Olhar, pensei em milhares de presentes para te dar. Desde anéis, um carro novo, um apartamento, um iate e até um cachorrinho. Mas eu não consegui pensar em nada que parecesse você o suficiente, nem que fosse uma coisa original, ou que fosse te surpreender. — Um apartamento? Um iate?! O que diabos eu iria fazer com um iate? Bem, com certeza esses não estavam na minha lista de presentes normais. — E acho que antes que você se decida sobre faculdade, se quer ir ou não, o que quer fazer da vida, você devia conhecer novos lugares, novas pessoas, novas culturas, para aí então resolver o que vai querer. E nós, temos principalmente a vantagem de que vamos viver para sempre e todo tempo do mundo é nosso, então temos muito acumulado e muito tempo para passar. E eu queria passar da maneira correta, e eu queria passar com você.

— Damon, o que...

— Elena, eu não acredito que você ainda não entendeu. Eu estou te chamando, não, chamando não, te proporcionando, uma viagem para todos lugares que você quiser. — Eu o encarei, perplexa. — Qualquer lugar do mundo, quantos quiser, é só escolher. — ele falou, apontando para a caneta em minha mão.

— Você está falando sério? — Perguntei, ainda muito fora de órbita para ter alguma reação apropriada. Ele balançou a cabeça.

Eu e Damon? Viajando o mundo?

Eu nunca havia pensado nisso antes, mas, claro, sempre imaginei como um vampiro passa o resto da eternidade sem morrer de tédio. Mas eu tinha Damon ao meu lado e acho que por causa disso parei de planejar todo meu futuro, tudo o que eu faria com esse tempo infinito que eu tinha pela frente. Mas agora, com essa proposta diante de mim, eu não conseguia pensar em nada melhor no mundo.

— Damon! — Exclamei, me jogando em cima dele e enchendo-o de beijos. — Eu não acredito! Você é maluco! E o melhor namorado do mundo!

— É, acho que vou tomar isso como você gostando do presente.

— Gostar? Eu amei. É perfeito. É... Sei lá. A melhor coisa que poderia me acontecer. Depois de você, óbvio. — Um sorriso marcava meu rosto e eu não conseguia tirá-lo.

— Não posso te dar o que já é seu.

—--------------------------

— E Praga? Você iria gostar de conhecer?

— Claro! Pode marcar!

Eram tantos pontos pretos traçados no mapa que já estava tudo embaralhado. E tinha de tudo, desde um tour pelos países da América do Sul como todo continente Asiático e depois o Oceânico, e então terminaríamos na África e na Europa.

— Quando partimos? — Perguntei, animada.

— Quando você quiser. — Ele sorriu. Damon parecia feliz com o fato de eu ter gostado de sua surpresa.

— Pode ser semana que vem?

— Semana que vem, então.

— E quando voltamos?

— Nunca, se você quiser. — Ele falou, mas eu o empurrei brincando e ele caiu deitado na cama, me puxando junto.

— E podemos passar o tempo que quisermos?

— O tempo que você quiser.

— Isso me soa muito bom. — Murmurei, me aninhando em seu peito e puxando a coberta.

— Bem, eu nunca imaginei isso acontecendo. Eu, você. Essa viagem. O que me soa melhor ainda é o fato de você estar comigo.

— E eu nunca iria querer que fosse diferente, Sr. Salvatore.

Notas finais
Fim! Espero que tenham gostado :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!