One Last Chance
14 For The First Time
Notas iniciais
Legendas:
ABCDE— Elena
ABCDE — Damon
Ela me encarava com o rosto atônito, meio pálido, e ao mesmo tempo conturbado e cheio de emoções que trocavam a cada segundo. Percebi que Jeremy e Matt estavam ali, mas em nenhum momento me atrevi a tirar os olhos dela. O que ela fazia aqui? Seria muito coincidência nós simplesmentes "esbarrarmos" um no outro numa cidade aleatória do país.
Ela fitou meu rosto por muito tempo, e depois foi abaixando os olhos, me analisando de corpo inteiro. Eu não me sentia estar em bom estado. Nem físico nem mental.
Senti o corredor girando um pouco, e me apoiei na maçaneta da porta, que eu ainda não havia conseguido abrir. Eu estava totalmente sem reação, e comecei a desconfiar de que estava alucinando. Havia sido uma longa noite. E então, como se me tirando de um eterno transe, o barulhinho que significava que alguém havia chegado no andar apitou, no elevador mais próxima à mim, e em frente à minha — provavelmente — alucinação da imagem de Elena.
Senti meus joelhos ficarem fracos, e lutei para conseguir ficar em pé. Ele me olhava como se eu não fosse real, como se estivesse num sonho muito confuso que eu fosse apenas parte dele. Ele parecia drásticamente bêbado.
Suas pálpebras estavam meio caídas, e seus reflexos pareciam bastante afetados. Como não havia parado de olhar seu rosto nem por um segundo, mal havia percebido suas roupas. Antes mesmo de abaixar meus olhos após pensar em fazer isso, minha garganta ardeu dolorosamente. Sua camisa, que antes parecia ser branca, estava encharcada com sangue humano. Antes que eu pudesse correr até a fonte do líquido vermelho, foquei-me em seu pescoço, e seu peito, que estava levemente à mostra após ele ter aberto os primeiros botões da camisa. Ele era simplesmente perfeito. Até mesmo no estado em que se encontrava.
Tudo que eu pensei não demorou mais de cinco segundos, pois minha mente trabalhava muito rápido. Matt e Jeremy não deviam ter notado minhas milhares de expressões trocadas a cada milésimo e cada informação sendo processada pelo meu cérebro sendo estampada em meu rosto. Mas Damon perceberia. Porque mesmo com seus reflexos lentos, ele ainda era um vampiro.
Ao final desse pequeno tempo, fui tirada de meus pensamentos. O elevador apitou, indicando que alguém chegava no andar. Como Damon faria com sua camisa encharcada? Quase corri até ele para tirá-lo dali antes que alguém o visse, mas algo me travou.
Uma morena de cabelos cacheados, cujo rosto eu não via, pisou no corredor. Ela não me via, pois estava de costas para mim. Seu vestido era bem apertado e prata, com saltos agulha finíssimos e uma carteira com várias pedras encrustadas. Foi a única coisa que me tirou atenção naquele momento, e depois, mais uma. Ela virou-se para a direção de Damon, e falou:
— O que está fazendo parado aí?
Confesso que na hora quis pular no pescoço dela. Quem era ela? Por que ela conhecia o meu Damon? Percebi que ele não olhava para ela e ainda me fitava profundamente, o rosto agora preocupado. Ela seguiu seu olhar, parando em mim, e quando eu vi seu rosto, engoli em seco e senti o meu arder de ira. Seu sorriso era o mais condescendente que eu já havia visto e tive que me segurar para não perder o controle. Jeremy colocou seu braço na minha frente, como um aviso — ou para me reter, não sei.
— O que essa vadia está fazendo aqui? — Exclamei, pausadamente, dando ênfase em cada palavra dita. Ela pareceu só gostar mais da situação.
— Ora, se não é nossa queridíssima Elena. — Katherine disse num tom extremamente sarcástico, com um sorriso cínico que me deixava cada vez mais irritada. — Eu poderia te perguntar a mesma coisa.
Não era sonho. Eu havia percebido isso agora. Com a aparição repentina e Katherine, tudo se tornou um pouco mais real e menos agradável. Ao ver o olhar de Elena para ela, mesmo sem nem saber quem era, fiquei apreensivo.
Na hora, fiquei sem reação. Claro, eu deveria dar total atenção à Elena, e foi o que fiz. Não tirei os olhos dela, e mesmo se quisesse, não conseguiria. Quando Katherine se virou, vi ela se tornar a fúria em pessoa, e Jeremy passou o braço em sua frente para contê-la.
Ela ficava tão sexy brava. E isso era tudo o que eu conseguia pensar. Mas que diabos ela estava fazendo aqui? Alguma coisa disso tudo foi planejada? Eram tantas perguntas. E eu esperava que ninguém se matasse nesse corredor para eu ter tempo o suficiente para tê-las respondidas. Minha vontade era de atravessar esse corredor em um segundo e ter Elena em meus braços, sem me importar com os outros presentes. Porém, uma pequena parte do meu cérebro insistia num medo racional de que assim que a tocasse, eu largasse tudo.
— Isso não é da sua conta, Katherine! — Respondi, jogando cada palavra no ar como um veneno, demonstrando minha repulsa e raiva por vê-la.
Será que ela estava aqui com Damon? Não, isso era uma pergunta óbvia. É claro que ela estava aqui com Damon. A pergunta era: O que ela estava fazendo aqui?
— Relaxa Elena! Não precisa ficar na defensiva. — A cada vez que ela abria a boca, eu precisava me controlar mais ainda. E ela percebia isso é usava contra mim, achando a situação hilária.
O ciúmes me consumia mais a cada segundo, e como percebi que não faria nenhum efeito descontar nela, troquei meu foco. Olhei para Damon, meus olhos ardendo de acusação e desapontamento. Ele fez uma cara ansiosa, como se estivesse prestes a me ver explodir. E era assim que eu me sentia — exatamente como na casa de Caroline — pronta para entrar em combustão.
Ignorando os braços de Jeremy que tentavam me conter, num segundo parei a dois metros de Damon, esbarrando propositalmente no braço de Katherine no caminho. Vê-lo tão perto de mim depois de tanto tempo parecia um sonho. Como um dos muitos que eu vinha tendo nos últimos meses, em que eu chegava tão perto dele... e num segundo ele desaparecia, ou uma parede de vidro surgia entre nós dois. Mas agora não, não havia nada para nos impedir, nada para atrapalhar. Exceto uma coisa.
— O que ela está fazendo com você? — Ele ficou sem responder, apenas abrindo a boca por um instante, e a fechando de novo. Ele pareceu ficar sóbrio de um segundo para o outro.
— Só voltei aqui para buscar uma coisa no nosso quarto, Damon. — Ela me respondeu, se direcionando a ele. Sua expressão ao me encarar novamente me disse que ela havia conseguido seu objetivo ao dar certa ênfase no “nosso”. — Talvez nós devêssemos deixá-los à sós por algum tempo. — Ouvi Katherine dizer, sem me virar para olhá-la, irônica e com voz de deboche, entrando no elevador novamente.
Senti Matt e Jeremy se afastando também, provavelmente indo para o quarto. Eu encarava Damon com os braços cruzados, esperando os passos dos dois silenciarem. O que não aconteceu, pois ouvi um deles voltando.
— Tudo bem com você, Elena? Quero dizer, você quer...
— Está tudo bem, Jeremy. — Não deixei ele terminar, e depois ele se afastou e entrou para o quarto.
Dei um passo à frente, sem tirar os olhos de Damon. Ele analisava meu rosto cuidadosamente, sem falar nada.
Minhas palavras sumiram. Eu olhava para seu rosto, e o resto do mundo sumia. Parecia que só havia nós dois, e nada mais. Mesmo com seu olhar furioso e com a entrada "triunfante" de Katherine, eu não teria nunca imaginado uma situação melhor que essa desde que fui embora de Mystic Falls.
Vê-la de novo trouxe de volta muitas coisas que eu achei que havia deixado para trás. Como essa sensação de ter o peito gelado quando ela chega perto, ou de sentir minha respiração se acelerando ao sentir a dela próxima à minha. Eram coisas tão humanas que me faziam revirar os olhos.
Depois de tanto tempo sem vê-la, não conseguia nem ouvir o que ela falava, só contemplava cada detalhe seu como se fosse a última vez. Ela comprimiu seus lábios, como quando fazia quando estava com raiva, e levantou sua mão direita, acertando meu rosto em cheio, e foi quando eu saí do meu estado entorpecido. Como ser jogado água fria para acordar, parecia que eu havia saído de um sonho agora. Mas a diferença é que eu não fazia a mínima questão de voltar a dormir.
Olhei em seus olhos, segurando seus braços, e ela me fitou de volta. Sem pensar duas vezes, beijei-a como nunca antes. Senti ela lutar um pouco, colocando suas mãos em meu peito para me afastar, mas sabia que se ela realmente quisesse me parar, ela era perfeitamente capaz de implementar mais força e me jogar do outro lado do corredor. Então sua resistência não durou muito. Ela logo cedeu, correspondendo mais do que eu esperava.
Até tentei me controlar e conseguir minhas explicações antes de qualquer coisa. Mas ao sentir seus lábios nos meus, meu corpo todo amoleceu. Continuei lutando, o que não durou, pois eu não queria mais lutar. Tudo que eu queria era me entregar a ele. Naquele momento. Sem me importar com o que ele havia feito nos últimos meses, com suas roupas sujas, com a presença de Katherine ou com o fato de que havia me abandonado.
Eu o tinha ali, perto de mim. O que mais eu poderia querer?
Cada parte do meu corpo pedia por mais do dele. Nossas línguas se entrelaçavam em perfeita sincronia, com uma pontada de desejo e desespero. Meu Deus, como eu havia sentido falta dele! E quando eu achava que eu não conseguia mais aguentar de saudades estando longe dele, agora, neste segundo, estando mais próxima que nunca dele, eu conseguia sentir sua falta mais ainda.
Ele passeava suas mãos rapidamente por todo meu corpo, sem se decidir por onde elas deveriam ficar. Eu coloquei minhas mãos em sua nuca, puxando levemente seus cabelos, e depois descendo-as por seu peito, abrindo cada vez mais botões de sua camisa. Minhas mãos geladas causavam arrepios na pele dele, e eu adorava isso.
Sua boca desceu por meu pescoço, me dando choques elétricos, e depois um segundo de dor. Ele então penetrou seus dentes vagarosamente em minha pele, como se quisesse me dar tempo para recusar se não fosse algo que eu estaria disposta. Quando não me opus, ele começou a sugar meu sangue lentamente. Senti um tipo de prazer totalmente diferente de qualquer coisa que já havia sentido, irreconhecível e desconhecido. Lembrei-me dele falando, há um tempo atrás que "compartilhar sangue é meio que pessoal", e fiz questão de pressionar meu pescoço cada vez mais contra sua boca. Me espalhava espasmos por todo o corpo, a sensação nas minhas veias era de que elas estavam fervendo e congelando ao mesmo tempo.
Então foi minha vez de cravar meus caninos nele. Segurei sua nuca com uma mão, e com a outra eu apoiava em seu ombro, cujo pescoço estava esticado. Me senti iniciando uma combustão quando senti seu gosto na minha língua pela primeira vez ali. Ele tinha suas mãos fortemente pressionadas contra minhas costas e cintura, e me puxavam cada vez mais para perto.
Voltei-me para sua boca, onde a mistura de nossos sangues faziam uma bagunça, escorrendo por nossos queixos e sujando toda minha roupa — a dele já estava acabada. Comecei a pensar que eu não precisava mais dela mesmo. Peguei impulso e dei um pequeno pulo, passando minhas pernas por seu quadril e me agarrando mais fortemente à ele, que me segurou por minhas coxas, e girou, me pressionando à parede.
Nossos beijos pareciam mais intensos que nunca. Eu nunca tinha provado daquele Damon, nunca tinha experimentado seus beijos, nem seus toques, nem seu cheiro. Tudo era intensificado para um vampiro, mas aquilo levava esse clichê à um nível muito mais alto.
Ouvimos um barulho de algumas pessoas chegando, e travamos por um tempo, tentando pensar. Ele me apoiou na parede e me segurou somente com uma mão, tirando um cartão de algum lugar que eu nem percebi, e enfiando-o rapidamente no leitor. A porta se abriu e quase corremos para dentro do quarto.
Ele me colocou no chão e parou por um segundo para buscar sua jaqueta. Mas quando voltou, foi direto para mim, me segurando e beijando cada canto que conseguisse de mim. Ele me ajudou a tirar meu casaco e eu fiquei somente com uma regata branca e a calça jeans.
Nos beijávamos sem controle, andando ao mesmo tempo, desajeitados, procurando algo que nenhum de nós encontrávamos por estarmos tão entretidos — a cama. Eu me movia para trás e senti minhas pernas baterem num móvel de madeira, que identifiquei como uma escrivaninha.
Damon me levantou, colocando-me sentada nela e se ajeitando entre minhas pernas. Ele tirou meus sapatos e voltou-se para meu colo, espalhando beijos e choques elétricos por onde passava — minha boca, meu pescoço, minha clavícula, parte dos meus seios. Nossas respirações já estavam ofegantes, e eu — com muita dificuldade — me afastei um pouco para retomar o fôlego, o que ele fez também.
Ele simplesmente ficou passeando suas mãos lentamente pelo meu corpo enquanto isso. Subindo de minhas pernas, pela minha cintura, me arrepiando. Ao chegar em meu rosto, ele o segurou, fazendo meu olhar se prender ao dele.
— Você não sabe o quanto eu senti sua falta. — Ele falou intensamente, olhando diretamente em meus olhos.
— Sei sim. — Eu disse, apenas encostando meus lábios nos dele. — Por que acha que estou aqui?
— Tem certeza de que você quer isso? — Ele perguntou, alguma parte de sua mente o castigando por isso.
— Total.
Ele não me respondeu, só selou nossos lábios novamente, dessa vez segurando por baixo das minhas coxas e me levantando, levando-me para alguma direção do quarto, na qual eu não percebi por estar muito focada em beijar seu pescoço.
De repente me senti jogada, solta no ar até cair numa cama. Damon veio chegando perto de mim lentamente. Ele me ajudou a tirar minha blusa, e depois foi desabotoando minhas calças jeans, até eu ficar só de calcinha e sutiã, enquanto ele estava totalmente vestido ainda. Isso não era justo.
Puxei-o para mais perto, tirando o que restava de sua camisa, e depois abaixando suas calças. Ele se afastou de mim, sentando-se em minha frente, e depois levantou uma de minhas pernas, sem tirar seus olhos dos meus, e colocando-a em cima de seu ombro. Ele abaixou-se, dando beijos leves na parte interna de minha coxa, tomando muito mais tempo que o necessário para chegar aonde eu queria que ele chegasse. A expectativa me devorava por dentro. Ele passou sua língua por baixo de minha calcinha, chegando ao meu ponto de prazer e fazendo movimentos que me fizeram gemer sem ar e jogar meu pescoço para trás, agarrando o lençol de seda.
Ele firmou as mãos em cada uma de minhas pernas, e depois penetrou sua língua, de forma que eu quase não consegui me controlar. Gemi apenas conseguindo formar palavras irreconhecíveis, seu nome, termos chulos, figuras divinas. E ele continuou sem piedade. Eu me retorcia na cama, enquanto ele fazia o máximo que podia para eu chegar no meu auge. Quando finalmente meus músculos começaram a se contrair, prazer tomou conta do meu corpo de todos os cantos e minhas mãos correram para o seu cabelo, prendendo-o onde estava. Senti um líquido descer por minhas pernas e ele levantou o rosto, seus olhos repletos de puro êxtase e admiração, mas seu sorriso se mostrando triunfante e com ar de superioridade. Ele era tão impossivelmente lindo.
Ele foi subindo por meu corpo, dando beijos em minha barriga, meus seios, e por fim chegando aos meus lábios. Paramos por alguns segundos, apenas nos olhando nos olhos. Aqueles olhos! Tirariam o fôlego de qualquer um. Aqueles mesmos olhos que ontem mesmo eu morria de medo de nunca mais poder vê-los. E agora eles estavam aqui, na minha frente, me encarando como nunca antes.
Coloquei minhas mãos em seu rosto, traçando-o com as pontas dos meus dedos, enquanto ele fechava o olho. Segui por sua mandíbula, seu pescoço, sua nuca. Puxei algumas fios de seu cabelo levemente e desci para suas costas, arranhando-as lentamente com minhas unhas, e depois segui mais baixo, abaixando sua cueca boxer preta, e depois passando a mão lentamente em seu membro. Um fogo se acendeu em mim tão rápido quanto havia sido apagado alguns minutos atrás quando senti sua dureza. Dando uma leve pressionada, vi seus olhos que antes me fitavam se fecharem um tempo. Quando retirei minhas mãos, ele passou uma mão por baixo de mim, me segurando pela cintura e me deixando um pouco erguida. Ele beijou meu pescoço, fazendo pequenos círculos com a ponta de sua língua que me levavam à loucura, depois cravando seus dentes novamente nele.
Num movimento muito rápido, senti ele entrar em mim tão repentinamente que eu não estava preparada, me fazendo gemer alto de surpresa e depois perder a capacidade de emitir sons coerentes, apenas arfando e revirando os olhos. E ele continuou, por muitas outras vezes, até que descemos daquela subida juntos, nos agarrando um ao outro como se quiséssemos nos unir em um só. Me fazendo cada vez mais parte dele.
Eu não poderia nem mesmo ter sonhado algo melhor que essa noite. Não era bem noite, apesar de estar um pouco escuro ainda. Nunca senti ou vi Elena daquele jeito antes. Ela estava totalmente diferente da Elena de antes. Mais desinibida, forte, sexy, como se isso fosse possível. A cada gemido que ela fazia um estímulo a mais me percorria por completo. Eu não sabia se ela que havia mudado ou eu que nunca havia realmente a conhecido por completo. Meu corpo parecia só obedecer a ela. Tudo que ela precisava e tudo que ela me proporcionava eram a única razão do meu corpo físico.
Mas a questão principal nem era essa — o sexo. A questão era que, pela primeira vez na vida, eu vi alguém correr por mim. Eu vi alguém realmente me querer ali e não para me usar. O jeito que ela me olhava... Era como se... como se... Melhor não falar. Não posso criar esperanças agora.
Entretanto, eu não conseguia pensar em melhor sensação no mundo do que acordar com o sol batendo no rosto e ver Elena ao meu lado, dormindo profundamente em meus braços. Seu rosto, sereno, apesar de completamente sujo de sangue como o meu — o que só me fazia achá-la mais sexy — com sua boca meio entortada dando impressão de um pequeno sorriso. Quando comecei a fazer carinho em seus cabelos, ela se agarrou mais à mim e me abraçou mais forte, mas ainda assim, sabia que ela ainda não estava consciente. Meu coração já parado pareceu ter revivido por um milésimo de segundo.
Apesar de já ter percebido como ela estava diferente, também reparei algumas mudanças físicas nela. Ela parecia bem mais magra, seu rosto estava bem mais fino e com linhas mais profundas, mostrando uma olheira que parecia estar há tempos ali, dando sinais de cansaço. Como se ela tivesse passado por muita angústia e tempo sem dormir nos últimos meses. Talvez fosse um reflexo da minha própria situação.
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