One Last Chance
34 Even The Sun Sets In Paradise
Notas iniciais
*Damon*
Senti que estava chegando — os últimos segundos de minha vida. Fechei os olhos, e não me debati. Não lutei. Eu sabia que nada iria adiantar agora. Stefan estava furioso. Ouvi Elena gritar um "não" bem audível e desesperado e espremi ainda mais minhas pálpebras esperando pelo momento. Eu esperava a dor, a sensação da estaca me perfurando e chegando ao meu coração. Não veio.
Abri os olhos lentamente, tentando entender o que havia acontecido. Stefan não estava mais sobre mim. A uns dez metros, Elena me olhava atônita e paralizada, com alguns cortes e lágrimas no rosto — que já estavam cicatrizando -, sentada no chão com milhares de pedaços de vidros espatifados. E então, à minha direita. Stefan me encarava cego pela raiva enquanto Katherine o prensava contra a parede tentando controlá-lo.
— Stefan, você não quer fazer isso, acredite. — Katherine falou, a voz tensa e rígida, lutando contra a força que ele fazia para se livrar dela. — Você iria se arrepender depois, estou te falando. Ele é seu irmão. Seu irmão, Stefan.
Mas Stefan não olhava para ela. Eu fui me levantando lentamente e ele acompanhava cada um de meus movimentos. Tentei ignorá-lo e segui direto em direção à Elena, que ainda parecia assustada e ao mesmo tempo entorpecida pela situação. Me abaixei segurando seus braços e levantando-a comigo. Ouvi um rugido atrás de nós e olhei para ver Stefan nos encarando enfurecido. Elena se afundou em meu peito, tentando não deixar mostrar as lágrimas que escorriam seu rosto e eu passei meus braços ao seu redor.
Nesse segundo, percebi que Katherine fez uma força maior contra ele, e depois falou:
— Stefan. — Ela o chamou em um tom sério, mas ele a ignorou, ainda nos fitando. — Stefan, olhe para mim. — Ele a encarou, relutante. — Vamos sair daqui, ok? Você precisa sair daqui e clarear sua mente, depois pode lidar com tudo isso. Temos que te tirar daqui. — Ela disse, reforçando.
Vi ele lutar um pouco contra ela ainda, mas depois pareceu voltar um pouco à si mesmo e assentiu. Ela o soltou lentamente, hesitante, mas ele apenas voltou seu olhar para nós, agora parecendo estranhamente entediado, e então para ela, e depois seguiu para a porta, onde depois ela o seguiu, mas não sem antes se virar para nós com um olhar de "vocês estão encrencados". Eu sussurei um "obrigado" inaudível para ela e depois ela sumiu, batendo a porta.
— Damon... — Elena sussurrou, a voz estrangulada e rouca. Voltei minha atenção diretamente para ela e segurei seu rosto entre minhas mãos.
Seus olhos estavam banhados em lágrimas e essa visão me perturbava. A tristeza em seu olhar era tão evidente que a única coisa que eu podia pensar é que eu queria tirá-la dali de novo e levá-la para um lugar bem longe de toda essa confusão. Isso era entre eu e meu irmão. Ela não deveria estar envolvida nisso, muito menos sofrendo por isso.
— Ei. — Falei, levantando seu queixo. — Vai ficar tudo bem, tudo vai se resolver. Ok?
Ela balançou a cabeça negativamente várias vezes rápido, se soltando de mim e me virando as costas com as mãos na cabeça.
— Não vai! Você não percebe? Eu fiz uma grande confusão disso tudo! Eu deixei meus sentimentos entrarem no caminho e não pensei nas consequências que isso traria para mais ninguém. Eu fui tão egoísta, como eu pude... Como eu... — Ela não conseguia terminar, interrompida pelos soluços e o choro incessável. Ela se virou para mim novamente, o rosto encharcado. — Eu fui tão estúpida, Damon! Como eu pude pensar que tudo isso ia acabar bem?! Ele quase te matou! Eu... eu...
Não deixei-a terminar de falar e a segurei em meus braços fortemente, e ela tentou se livrar de mim por alguns segundos, mas depois se rendeu, jogando seus braços ao redor de mim e encharcando minha camisa. Mas eu não importei. A única coisa que eu precisava naquela hora era consolá-la e tirar toda a culpa que eu sabia — conhecendo Elena — que ela sentia.
— Me desculpe. — Ela disse, se afastando. — Eu estraguei seu relacionamento com seu irmão, e... E eu também estraguei o meu com ele, ... — Ela dizia entre soluços — Eu só espero que eu não estrague também o nosso. Eu não posso te perder também. — Ela disse, balançando a cabeça como se tentasse afastar o pensamento. Eu segurei suas mãos e olhei em seus olhos até ela se acalmar e me olhar de volta.
— Você não vai. Não há nada no mundo que você possa fazer para me afastar de você. Nada. — Ela sorriu fracamente. — Nem se você quiser. — Ela riu um pouco com a minha piada, mas depois abaixou os olhos, triste.
— Ele nunca mais vai querer me ver. Ele deve me odiar tanto, Damon. — Ela voltou a chorar.
— Ei, ei, ei. — Eu disse, não deixando suas mãos se soltarem das minhas. — É impossível te odiar, Elena. Você é linda, e tão corajosa e meiga e altruísta. É claro que ele não te odeia. Agora quanto à mim... Mas nós só temos que dar um pouco de espaço e tempo pra ele. Stefan pode ser osso duro de roer, mas ele se acostuma com a ideia. E eu tenho certeza que Katherine vai conversar com ele e acalmá-lo um pouco. Fique tranquila, vai tudo se ajeitar, eu tenho certeza. A única coisa que você tem que fazer agora é respirar fundo, ir lavar essa maquiagem borrada e voltar aqui porque seu namorado vai preparar algo delicioso para você. Ok? — Eu disse, e ela abriu um sorriso um pouco maior que antes. Uma última lágrima caiu mas ela já estava controlada.
— Ok.
— Então vai lá. — Eu disse, enquanto ela se virava para as escadas e eu dava um tapinha de leve em sua bunda.
Elena desapareceu escada acima e eu me dirigi à cozinha. Minha mente estava uma confusão enorme. Nos últimos minutos eu joguei Elena contra uma parede — e não num sentido bom -, meu irmão tentou me matar, minha ex me salvou e agora eu estava consolando minha namorada. Bem, deve ser terça-feira.
Peguei alguns ingredientes no armário e chequei para ver se estavam dentro da data de validade porque normalmente ninguém comia naquela casa. Procurei o lugar onde ficavam as panelas e rapidamente comecei a cozinhar uma macarronada com molho italiano que eu sabia que Elena iria adorar.
Deixei cozinhando e fui até o corredor recolher nossas malas, e as deixei no canto das escadas, sem querer subir. Eu conhecia Elena e sabia que depois daquilo ela iria querer um tempo sozinha para processar tudo.
*Elena*
Passei água em meu rosto pela trigésima vez e esfreguei minhas têmporas, tirando todo o resto de rímel e lápis preto que havia ali. Enxuguei com uma toalha e depois me encarei no espelho. Bem, eu estava melhor do que antes, mas meu rosto ainda estava um pouco vermelho e inchado depois da choradeira.
Ao lembrar da reação de Stefan, eu só conseguia ter mais medo e vontade de chorar. Eu sabia o quanto ele amava Damon. Droga, eu sabia que ele o amava mais que a qualquer um, e ainda assim, o que eu fiz de algum jeito foi capaz de fazer querer matá-lo — o que eu nunca pensei que Stefan poderia seriamente considerar. As lembranças dele segurando a estaca de madeira pronto para atacar o irmão começaram a me assombrar de novo, e uma nova onda de culpa me invadiu.
Sem querer mais chorar, travei minha garganta para nenhum soluço mais irromper dela e olhei para o teto para nenhuma lágrima mais cair. Eu sabia que Damon deveria estar esperando, mas eu não estava pronta para descer e, além disso, eu me sentia suja e com o corpo rígido da longa viagem, então não consegui pensar em nada melhor para fazer do que tomar um banho.
Entrei no chuveiro quente de Damon e deixei meus músculos relaxarem. Era minha primeira vez ali de um jeito tão descontraído e confortável. Peguei um shampoo e eu esfregava minha cabeça com mais força do que o necessário, querendo me livrar de toda impureza e ao mesmo tempo descontando minha angústia. Fiquei por longos minutos debaixo da água, mas quando percebi que não dava para adiar mais, me enrolei na toalha e saí do box.
Como havia deixado minhas malas no andar debaixo, não achei nenhuma alternativa melhor do que procurar algo nas gavetas de Damon, mas percebi que assim que as abri, elas estavam vazias. Um flashback de meses atrás voltou a minha cabeça, de uns dois dias depois que Damon havia ido embora. Eu vim até o quarto dele e chorei por horas a fio ao perceber que ele havia levado tudo. Todas roupas, sapatos — tudo. Aquele havia sido o sinal necessário para eu perceber que ele não voltaria mesmo. Era estranho me lembrar daquela época nas circunstâncias atuais.
Eu estava com Damon, estava feliz e ele estava de volta. Naquele tempo, eu me sentia vazia, incompleta e sufocada por Stefan e pela falta de Damon.
Fechei a gaveta de novo e me joguei na cama de toalha, molhando os lençóis de seda. Pensei em todos aqueles meses sem Damon. Meu desespero, minha tristeza, meu desânimo e até minha figura no espelho. Eu andava mais pálida e mais magra, e até meu cabelo parecia mais quebradiço. E agora, desde que o encontrei novamente, eu parecia até ter ganhado mais cor. Meus músculos do rosto haviam até estranhado quando o primeiro sorriso verdadeiro em meses apareceu. Meus cabelos nunca pareceram tão brilhantes, e meu coração nunca bateu tão forte e caloroso. Eu estava feliz.
Por que tudo tinha que ter sido arruinado? Quero dizer, eu não esperava uma reação boa de Stefan, mas ele estava furioso. Cego de raiva. Eu nunca quis machucá-lo, nunca planejei isso, mas agora parecia até irônico que eu não esperasse isso. Eu amava Stefan, eu sabia disso. Sempre iria amar, mas agora ele parecia simplesmente uma parte boa do meu passado — uma parte que não tinha mais motivos para permanecer no meu futuro romanticamente falando. Damon era tudo que eu conseguia enxergar quando imaginava o resto da minha eternidade.
Mas eu sabia o quanto Stefan era importante para ele, e não seria tão fácil assim. Mas eu deveria mesmo deixá-lo estragar essa felicidade — tão esperada — que eu sentia? A felicidade que eu sentia ao estar nos braços de Damon, ao sentir seus beijos, seus abraços, seu corpo colado no meu, ao ouvir sua voz, seus comentários sarcásticos e até as vezes que ele tentava me irritar de propósito. Eu havia lutado tanto por isso. Havia aberto mão de tantas coisas para estar com ele que agora me parecia ridículo deixar Stefan entrar no caminho de nós dois, apesar de tudo isso ser bem mais complicado do que parecia.
Mas eu me sentia uma nova Elena. Totalmente desinibida, destemida e intrépida. E eu gostava disso. Gostava da sensação de poder ser honesta comigo mesma e com o que eu sentia. Eu não podia deixar que Stefan estragasse isso, não agora. Decidida, me levantei da cama e desci as escadas, encontrando as malas perto dos primeiros degraus. Subi com elas e encontrei um short jeans larguinho e uma bata de manga comprida preta de algodão bem confortável. Coloquei meu relicário e um chinelo, passando um perfume que eu sabia que Damon gostava e nem me importei de secar meu cabelo.
Desci as escadas um tanto quanto melhor que antes e segui até a cozinha, onde me deparei com Damon de costas, com um pano de prato no ombro e mexendo algo na panela. Aquela imagem me fez rir e ele se virou para me olhar.
— O que foi? — Ele disse, parecendo um tanto surpreso.
— Nada. Só te ver assim, todo... doméstico. — Ri e ele estendeu a mão, me chamando. Agarrei a mão dele e o abracei por trás, beijando sua nuca e sua clavícula, enquanto ele continuava cozinhando. — Hmmmm, isso está com um cheiro muito bom.
— Espera pra provar, então. — Ele disse, convencido.
— Eu espero mesmo, estou morta de fome e cansada de comidas de hotel.
Assim que ficou pronto, comemos juntos e eu tentei ao máximo parecer descontraída e demonstrar o quanto eu estava feliz por estar com ele, sem deixar mostrar o nervosismo que eu sentia por não saber como iríamos fazer daqui para frente. Eu imaginei onde estaria Stefan e se Katherine estaria conversando com ele, tentando prepará-lo e acalmar um pouco as coisas. Eu ficaria muito grata se ela fizesse isso, verdadeiramente.
Outra pessoa que parecia ter mudado era ela. Algum tempo atrás, eu aposto que ela adoraria ver os dois brigando, principalmente por algo que eu criei e especialmente para jogar na minha cara o quanto eu era egoísta, nada melhor que ela e estava jogando um contra o outro. Mas não, hoje ela havia parecido realmente preocupada com Damon e Stefan — e até um pouco comigo. Talvez meus conceitos em relação à ela estivessem mudando um pouco também. Ela já esteve no mesmo lugar que eu, com as mesmas escolhas, a única diferença é que ela optou pelo caminho fácil e não fez escolha nenhuma, preferiu ficar com os dois. Eu nunca faria isso, mas talvez o fato dela ter feito não a tornava uma pessoa tão horrorosa quanto eu pensava. Eu conseguia, até certo ponto, quase entender seu ponto de vista. Não escolher nenhum implica não perder nenhum. Seria quase tentador se não fosse tão moralmente repugnante.
A macarronada de Damon estava deliciosa, e eu a elogiei tanto que ele pareceu satisfeito por ter feito algo que eu tinha gostado. Lavamos os talheres e os pratos e depois eu fiquei no sofá da sala lendo um livro enquanto ele tomava banho, mas assim que ele desceu, percebi que ele carregava uma garrafa de vinho na mão e duas taças.
— À que estamos brindando mesmo? Nosso retorno espetacular? — Fiz piada, mas não tinha humor algum.
— Ora, não seja pessimista. Não precisamos de motivo pra beber. — Ele piscou, sorrindo do jeito que só ele sabia.
Ele retirou minhas pernas e sentou-se, voltando a colocá-las em seu colo. Me entregou uma taça e nos serviu. Eu tomei um longo gole e senti minha garganta arder um pouco.
— Ei. — Eu falei, entre um gole e outro — Por falar em beber, o que você fez com aquele whisky que comprou em Little Rock?
— Ah. Aquilo era para Stefan. — Ele falou, diminuindo minimamente o sorriso. Mas eu percebi. — Ele costumava gostar dele e ele é bem raro de se achar. Eu achei que, sei lá, trazer isso para ele melhoraria um pouco as coisas. — Ele falou, revirando os olhos e tomando outro gole. — Mais? — Ele perguntou, gesticulando para a garrafa, e eu assenti. Alguns minutos depois, quebrei o silêncio.
— Damon, me desculpe. — Ele me encarou, como se não entendesse do que eu estava falando. — Por entrar no meio de vocês dois, e de algum jeito jogar um contra o outro, eu nunca quis...
— Ei, Elena, pare com isso. — Ele me interrompeu. — Não quero que se culpe. A culpa não é sua. Não é de ninguém. A rixa entre eu e Stefan vem de muitos anos, não foi você que criou isso.
— Mas eu piorei. — Eu disse, abaixando a cabeça e encarando minhas mãos.
— Não tinha o que ser piorado, Elena. Stefan ficaria bravo comigo de qualquer jeito, eu voltando ou não. Isso não foi sua culpa, por favor pare de falar que é.
— Mas...
— Mas nada. Deixe isso quieto, tudo vai se ajeitar.
Ele desviou o olhar de mim e encarou o nada enquanto continuava a beber. Eu coloquei minha taça apoiada no chão e me inclinei para ele, ainda com as pernas em se colo.
— Ok, não falo mas isso. — Falei, e ele finalmente me olhou. — Eu só estou com medo de te perder. Eu te amo.
— Já te falei que você não vai me perder. — Ele falou, me encarando profundamente nos olhos. — Eu te prometo que você não vai me perder. Nem se você quisesse eu conseguiria.
Encostei nossos lábios, beijando-o calmamente e pedindo brecha para minha língua se enrolar na sua. Uma paz e serenidade me invadiu, e meu coração bateu mais forte e quente, como se tivesse clamado muito tempo por isso. A sensação de seus lábios nos meus era indescritível, algo que eu nunca esperaria de um simples beijo.
Nos separamos e eu me aconcheguei em seu peito, fazendo desenhos circulares nele com a ponta do dedo enquanto ele afagava meu cabelo já seco. Respirei fundo em seu pescoço sentindo seu perfume maravilhoso e ele sorriu presunçoso quando eu soltei um pequeno gemido de aprovação.
— Gostou?
— Muito. Mas tenho que admitir que nada vence seu cheiro natural.
— Ah, é? E qual seria ele? — Ele perguntou, curioso e divertido.
— Meio amadeirado. Meio de almíscar com canela e é meio cítrico também. Uma mistura de tudo, mas é muito bom. — Falei.
— Você também tem um cheiro típico muito bom. Parece um pouco baunilha e côco, mas também tem algo muito sexy adicionado, ainda não descobri o quê. — Eu ri e ele me acompanhou, enquanto eu ainda tentava absorver o seu perfume inebriante.
Ouvimos o barulho da porta abrindo lentamente e rapidamente enrijecemos e nos viramos para olhar. Stefan andava em nossa direção. Parecia controlado, calmo e Katherine vinha alguns metros atrás dele. Mesmo assim, Damon assumiu uma posição um tanto protetora à minha frente, e isso não passou despercebido por eles.
— Damon, ele não veio aqui para brigar. — Katherine murmurou, então ele relaxou um pouco.
Stefan contornou a mesa e parou a algum espaço de nós, e a visão de nós dois juntos e tão próximos ou não parecia incomodá-lo mais tanto ou ele estava se esforçando muito para não deixar demonstrar o incômodo. Eu esperava ansiosa pelo que ele lutava para dizer. Ele cruzou os braços, e o que era aquilo no semblante dele? Parecia um pouco como... Vergonha? Não podia ser. Damon também parecia nervoso ao meu lado.
— Me desculpe por mais cedo. Eu não queria... — Ele disse, olhando para Damon. — Eu não queria te atacar daquele jeito, não foi justo. Eu só... — Ele parecia lutar com as palaras.
— Ei, tudo bem, não tem problema. Eu entendo.
Stefan voltou seu olhar mais duramente para mim por alguns segundos, mas também parecia haver algo mais, como se estivesse querendo me dizer alguma coisa que eu não conseguia decifrar o que, mas o que quer que fosse, ele não disse em voz alta. Seu olhar se voltou para Katherine e ela assentiu, como se eles tivessem tendo uma conversa somente por olhares. Ela então saiu do cômodo e partiu escada acima. Assim que ela parecia já estar no segundo andar, Stefan se aproximou e sentou no sofá a nossa frente.
— Podemos conversar?
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