One Last Chance
35 Don't Break My Heart
Notas iniciais
*Damon*
Acordei na manhã seguinte e estiquei meu braço para abraçar o corpo moreno e quente de Elena, mas tudo que senti foi o lençol já frio. Abri os olhos lentamente, me acostumando com a claridade excessiva, e encontrei no travesseiro dela uma bolsa de sangue e um pequeno papelzinho que dizia:
"Bom dia Dorminhoco,
Sei que estava cansado da viagem então achei melhor não te acordar. Fui visitar Jeremy e avisar que já chegamos. Não acho que vou demorar. Te amo.
E."
Sorri presunçoso e me levantei indo em direção ao banheiro, tomando o sangue. Meu cabelo estava todo bagunçado e meu rosto todo marcado do travesseiro. Assim que encontrei meu celular na bancada, me espantei com a hora. Já era uma da tarde e eu nem mesmo tinha tomado banho. Tirei minha calça de moletom cinza e minha cueca e entrei no chuveiro, colocando a água bem gelada para ver se eu acordava de vez.
Ontem havia sido um dia desgastante, e os músculos do meu corpo reclamavam por isso. Pensei por um segundo em nossa chegada e ri baixinho, agora achando graça. Na hora, não havia sido nenhum pouco engraçado. Eu imagino como as coisas estariam entre mim e Stefan depois de nossa conversa ontem.
Eu e Elena o encaramos sem reação, quase boquiabertos. Ela apertou meu joelho discretamente, provavelmente me pedindo para falar alguma coisa, mas nada saía. Stefan, do sofá da frente, observava enquanto absorvíamos suas palavras. Elena, sendo Elena, não aguentou muito o silêncio.
— Quer mesmo que nós sejamos felizes? — Falou, sem pensar. Quando ela parou para pensar no que havia falado, já era tarde. Primeiro, a expressão de Stefan era surpresa, talvez até um pouco irritada, e senti a respiração de Elena acelerar ao meu lado. Depois, ele assumiu um rosto um tanto debochado, e percebi que ele segurava um riso.
— Pensa tão mal assim de mim, Elena? — Ele perguntou, rindo fracamente.
— Não, não é isso, é que... — Ela se apressou em se explicar. O que ele esperava? Ele se lembra de ter tentado me matar menos de 24h atrás, não lembra?
— Não, eu entendo. Eu também não esperava isso de mim. — Ele abaixou a cabeça, olhando para suas mãos, mas depois ergueu o olhar. — Nós tivemos uma história, Elena. Mas agora eu tenho que aceitar que isso acabou e deixar você seguir em frente. Seja com Damon ou com qualquer outro.
— Stefan, você não... — Comecei.
— Não, Damon, deixe-me terminar de falar. — Ele me interropeu. — Olha, eu sei que vocês dois vão ficar juntos queira eu ou não. Você é a pessoa mais teimosa do mundo — ele disse apontando para Elena — e você sempre faz o que quer. — Ele disse apontando para mim. — Então nada melhor do que fazer isso de uma forma pacífica. Acho que consigo me acostumar com a ideia de vocês dois juntos se vocês me derem um tempo. Quero dizer, vocês sempre foram tão próximos, não é como se eu nunca tivesse visto isso antes. Eu... não posso dizer que estou adorando isso. Mas acho que vou ter que aprender a conviver com isso.
Stefan se redimindo era a coisa mais engraçada e estranha que eu já havia visto na vida. Eu tinha um vontade enorme de tirar sarro dele agora, mas sabia que esse não era o momento certo. Elena ao meu lado, parecia um tanto atônita, mas logo percebi um sorriso brotando em seus lábios e ela se levantou e foi em direção ao sofá, abaixando- se em sua frente e estendendo seus braços para Stefan. Nós dois nos encaramos por cima do ombro dela, nos perguntando o que é que estava acontecendo.
— Obrigada. Eu sinto muito, eu sinto tanto. Eu nunca quis te machucar. — Stefan não parecia completamente confortável com o contato, ainda demonstrando uma expressão calculada e controlada em seu rosto, mas parecia se esforçar para não dispensá-la rudemente. Ele não chegou a passar seus braços ao redor dela, mas apoiou uma mão em seu braço. — Obrigada.
Elena o soltou de seu abraço e pegou suas mãos nas dela, dando um beijo leve. Ele pareceu se esforçar para retribuir o afeto, dando um beijo suave e rápido no topo de sua cabeça. Ele então soltou uma mão de suas mãos e a colocou em cima da dela por alguns momentos antes de se levantar.
— Boa noite para vocês. — Ele falou, dando as costas e saindo pela porta principal da casa.
Eu sabia que essa noite havia sido difícil para ele, então não esperava que ele fosse ficar na casa. Ele estava sendo compreensivo até demais, então não iríamos abusar e o deixamos sair sem questionar. Foi melhor do que havíamos imaginado.
Assim que ouvimos o barulho do carro de Stefan dando partida, Elena se jogou de novo no sofá e deitou-se em meu ombro, sua felicidade parecia sacudir todo seu corpo e seus olhos tinham um brilho inigualável. Tudo caminhava bem na medida do possível.
Terminei meu banho e coloquei uma de minhas típicas roupas pretas, pronto para descer. Ouvi um barulho de um carro sendo estacionado na garagem e instantaneamente sorri apenas pela ideia de ver Elena.
*Elena*
Assim que estacionei o carro, vi pelo retrovisor um outro vermelho chegando também e identifiquei como Stefan. Desci do carro, feliz por ter ido visitar meu irmão e perceber que ele e Matt estavam se virando muito bem na casa. Finalmente havia paz em Mystic Falls.
Stefan parou o carro do meu lado, e desceu também, dando um pequeno sorriso na minha direção. Eu não sabia se era forçado, mas pelo menos ele estava dando o melhor de si.
— Bom dia. — Ele disse.
— Você quer dizer boa tarde. — Brinquei, dando um pequeno empurrão nele enquanto nos dirigíamos para a porta da casa.
— Sim. — Ele riu sem graça. — A noite foi longa, acho que acabei acordando tarde demais.
Comecei a pensar se isso deveria significar alguma coisa. Será que Stefan havia passado a noite toda se remoendo por causa de mim e Damon? Se isso tinha acontecido, eu com certeza me sentiria bem culpada. Meus pensamentos foram interrompidos assim que ouvi a voz familiar que eu mais ansiava para ouvir hoje.
— Bem, você não foi o único. — Damon disse, abrindo a porta e encostando no batente, sorridente. Não consegui evitar o sorriso involuntário que também apareceu nos meus lábios ao vê-lo. Provavelmente Stefan tinha percebido, mas nós dois não conseguimos nos importar o bastante para parar de nos encararmos. Eu e Damon estávamos tão felizes desde a noite passada que era possível até mesmo sentir e perceber nossa felicidade a metros de distância. Depois de um tempo, meu celular apitou com uma mensagem e eu pigarreei constrangida. Era Caroline. Eu li rapidamente e já pensei numa ideia.
— Eu só passei para ver se você tinha acordado. Na verdade, eu estava indo até a casa de Caroline agora. — Eu disse, já apontando para o carro.
— Não seja por isso. — Damon disse, sumindo por dois segundos para detrás da porta e voltando colocando umas de suas jaquetas de couro preto que eu amava. — Eu também vou.
— Ok. Tchau, Stefan. — Murmurei meio embaraçada. Eu teria que me acostumar a pelo resto da vida estar no mesmo ambiente que meu ex e meu atual. Se eu tivesse filhos a primeira lição que eu lhes passaria seria para não se envolverem com irmãos.
— Tchau. — Ele disse enquanto entrava na casa e eu e Damon seguíamos até o carro.
— Eu dirijo. — Falei, e Damon fez uma careta, mas não protestou.
— Não bata o carro.
— Até parece. — Eu disse, abrindo a porta de seu carro enquanto ele se sentava no banco do carona.
Apenas quando estávamos a uma distância considerável da casa e já havíamos adentrado um pouco mais na cidade, que Damon falou:
— Bem, aquilo foi estranho.
— Nem me fale. Será que vamos ficar assim pra sempre? Com esses silêncios constrangedores e olhares inquisitivos? Mal posso esperar pelos natais em família. — Resmunguei sarcástica.
— Não sei. Acho que não. E nós nunca comemoramos Natal. — Ele disse simplesmente, enquanto eu estacionava na frente da casa de Caroline. Mesmo com o carro parado, nenhum de nós se moveu para sair. — Então, o que estamos fazendo aqui mesmo?
— Caroline me mandou uma mensagem falando que sabia que eu já havia chegado e que era para eu parar de ignorar ela.
— E você está ignorando?
— Não. Claro que não. Só que tivemos coisas mais importantes para lidar do que uma visita à casa dela.
— Fale isso para ela.
— Não a conhece? A esse ponto ela já sabe de tudo. Nunca vi mais fofoqueira que ela. — Ele riu. O som de sua risada atingiu meus ouvidos fazendo meu coração se aquecer e eu não pude evitar e ri também. Me aproximei dele e colei nossos lábios de uma forma muito calma e carinhosa, sentindo o sabor delicioso de sua boca e seu cheiro inebriante. Nos afastamos e eu logo perguntei: — Deveríamos já chegar... você sabe... como um casal?
— É decisão sua. Mas na minha opinião, por quê não? Já enfrentamos o pior. — Ele disse, sorrindo, e saiu do carro, dando a volta e abrindo a porta para mim. Andamos de mãos dadas até a entrada, e antes mesmo que pudéssemos tocar a campainha, a porta foi escancarada, mostrando uma Caroline visivelmene irritada, com as mãos na cintura.
— Elena Gilbert! Quem você pensa que é para desaparecer de mim desse jeito?!
— An... Oi pra você também, Caroline. — Murmurei num tom óbvio.
— Ok, me desculpa. — Ela disse, me pegando num abraço muito forte. Mesmo assim não larguei a mão de Damon, e acho que ela percebeu o incômodo do braço dele entre nossos corpos e me largou, apenas me segurando pelos ombros. — Só que eu senti muito sua falta. Nunca mais faça isso comigo. Eu quase morri de preocupação.
— Que exagero. E nem morrer você pode. — Eu falei, já entrando em sua casa e puxando Damon junto comigo.
— Olha só quem está de volta. Venha, Damon, entre. — Caroline disse com um sorriso pequeno no rosto e um tom estranhamente amigável. Até ele achou estranho, mas não reclamou.
— Obrigado, Barbie.
Antes que eu pudesse mesmo pensar ou falar alguma coisa, fui atingida por outro par de braços, e reconheci o cheiro como sendo de Bonnie.
— Elena! Ai, você quase me matou de susto. — Ela disse, mas estava rindo.
— Meu Deus, como vocês são exageradas. — Eu ri também. Ela se afastou e olhou para minhas mãos estrelaçadas nas de Damon, e, como eu esperava, nenhuma delas comentaria nada enquanto ele estivesse aqui.
— Hey, Damon. Bem-vindo de volta. — Bonnie disse. Seu tom era estranhamente convidativo, mas tinha algumas pontadas mínimas de irritação, o que era simplesmente uma reação natural e incontrolável que ele causava nela. Mas eu estava agradecida por elas terem se esforçado.
— Até parece, Bruxinha.
— Eu estava tentando ser gentil. — Ela disse, já cética, mas depois deu um sorriso sincero.
— Não precisa. — Damon respondeu, mas pelo tom, eles estavam apenas enchendo o saco um do outro, como sempre.
Eu sorri internamente com a sensação de ter todos reunidos e tudo de volta ao normal novamente. Seguimos para o quarto de Caroline e enquanto ela e Bonnie se sentaram na cama, Damon se sentou na poltrona e eu me sentei em seu colo — o que as fez se olharem discretamente -, sem desgrudar dele nenhum minuto.
Ficamos por um bom tempo apenas falando de como havia sido a viagem e a história de como o encontrei, além de responder suas perguntas inacabáveis. Normalmente aquilo tudo teria feito Damon revirar os olhos para nossos papos clichê de adolescentes e se levantar para ir embora, mas ele por nem um segundo pareceu incomodado, apenas fazia alguns comentários sarcásticos de vez em quando, sem tirar as mãos de mim por nada. Seus dedos percorriam lentamente meus braços, minhas mãos e por vezes meus cabelos e meu joelho, mas nunca me deixavam. Isso não passou despercebido nem por Caroline, nem por Bonnie, mas eu não me importei. Elas teriam muito tempo para fazer qualquer que fossem as perguntas e comentários que agora estariam morrendo para fazer.
*Damon*
Se tinha uma coisa que havia mudado nesses últimos meses, essa coisa era eu. Que dia Damon Salvatore iria passar a tarde ouvindo conversas de menininha e depois as vendo — e até ajudando — assar cookies e cupcakes juntas? Nunca. Até o dia em que Damon Salvatore conheceu Elena Gilbert. Ok, e agora eu sou um indivíduo que fala na terceira pessoa como se fosse lunático.
Eu não só tolerava essa situação, como apreciava. Gostava de ver Elena feliz, vê-la com suas amigas, vê-la tendo uma vida normal sem as loucuras pelas quais ela havia passado nos últimos anos. Era quase um consolo vê-la agir como qualquer garota de 18 anos agiria, e não a menina perdida que encontrei anos atrás, que havia perdido os pais, que continuava perdendo as pessoas que amava e não visualizava qualquer rumo na vida. Sua felicidade emanava para todos os cantos, e Caroline e Bonnie perceberam isso. Ela simplesmente tinha um brilho que eu nunca havia visto antes e até no lugar de seu olhar cansado, surgiu uma chama que nunca se apagava. Antes eu não achava possível me apaixonar mais por ela, mas estava enganado.
Quando era por volta das sete da noite, resolvemos ir embora. Elena foi buscar sua bolsa no quarto e eu fiquei esperando-a na sala. Um sussurro "psiu!" me chamou a atenção e eu logo me virei para ver Caroline me encarando seriamente.
— Que foi? — Eu perguntei, confuso.
— Shhh! — Ela falou, fazendo sinal para eu falar baixo. Eu não sabia o que estava acontecendo. Ela sussurrou quase inaldívelmente: — Estou te avisando, Damon, eu nunca vi Elena tão feliz assim em anos, e de algum jeito você parece ter algo a ver com isso. Então se você quebrar o coração dela, eu vou quebrar sua cara. — Ela declarou, e virou as costas para mim fazendo seu cabelo roçar meu rosto. Elena chegou na sala e logo sua expressão mudou.
— Algum problema? — Ela perguntou, um pouco tensa.
— Não, nenhum. — Eu e Caroline falamos uníssonos, forçando sorrisos.
— Hm, ok. — Ela disse, desconfiada, mas não perguntou mais nada.
Saímos em direção à Mansão e na volta eu dirigia. No rádio ouvia-se uma daquelas músicas que qualquer um sabe a letra de cor e Elena cantarolava baixinho junto ao cantor. Se não me engano, era She Will Be Loved, como essa frase nunca parava de ser repetida durante o refrão. De repente as palavras de Caroline me atingiram como um balde de água fria. Na hora tive vontade de rir de sua ameaça, mas e se ela estivesse certa? E se eu machucasse Elena? Eu era tão impulsivo, por vezes tão egoísta. Eu não podia estragar nenhum pingo da felicidade de Elena e desfazer nenhum traço de seu sorriso deslumbrante. Eu simplesmente não podia. Naquele momento, prometi isso à mim mesmo. Não importa o que acontecesse, eu não deixaria nada machucá-la, muito menos eu.
Chegamos em casa e não havia nenhum sinal de Stefan, o que deveria ser um bom sinal, mas não pude evitar me perguntar se sempre seria assim. Ele sempre evitando estar aqui, nos evitando nos lugares e nós mal nos vendo ou nos falando. Eu esperava que não. Apesar de tudo, Stefan era meu irmão.
Fomos direto para o meu quarto e Elena entrou no banheiro, abrindo a torneira da banheira e tirando suas roupas enquanto ela enchia. Ela o fez com tanta descontração e conforto, dentro do meu espaço, à minha vista, que meu peito se esquentou de uma alegria simples. Fiquei admirando-a de longe e ela se virou para me olhar, me pegando de guarda baixa. Ela sorriu um pouco maliciosa ao perceber que eu estava a observando e depois sumiu da minha vista indo até a pia, onde começou a escovar os dentes. Não consegui evitar e tirei minhas roupas também, ficando apenas de cueca e a segui até lá, e enquanto ela estava abaixada para enxaguar a boca, coloquei minhas mãos em sua cintura, sentindo-a tremer levemente com meu toque. Ela se levantou, me encarando pelo espelho. Eu não conseguia definir sua expressão, parecia um pouco... atordoada? Talvez desejosa.
Abracei seu corpo e comecei beijos em seu pescoço, o que fez com que ela o deitasse em meu ombro, deixando-me explorar seus pontos sensíveis e arfando a cada vez que meus dentes se arrastavam levemente por sua pele exposta. Minhas mãos foram subindo para seus seios e, quando ela percebeu minhas intenções, sua respiração acelerou consideravelmente antes mesmo de eu tocá-la. Massageei os dois, primeiro lentamente, depois com mais força, aumentando cada vez mais, e depois acariciando e circulando seus mamilos enrijecidos. Ela gemia baixinho sob meus toques, murmurando coisas ininteligíveis. Levantei meu olhar para ver seu rosto no espelho, e apenas de vê-la com seus traços contorcidos de prazer e seus gemidos ao fundo me senti completamente excitado. Ela abriu os olhos e encontrou os meus. Os seus estavam um tanto desesperados e pareciam implorar por algo. Apertei uma outra vez fortemente seus seios e arfei ao ver suas expressões mudarem em desespero e perceber que ela estava totalmente entregue à mim.
Girei seu corpo e coloquei-a sentada em cima do balcão, procurando desesperado por seus lábios, seu maxilar, seu queixo, respirando seu cheiro maravilhoso enquanto ela se segurava firmemente à minha nuca, puxando alguns fios de meu cabelo e me fazendo gemer. Suas pernas abraçaram meu quadril vigorosamente, e senti minha ereção roçar em sua intimidade, e a única coisa que nos separava era o tecido fino de minha cueca. Ela se movimentou rebolando contra mim e gemendo, deixando claro o que queria, mas eu não deixaria ser tão fácil.
Desci minhas mãos de sua cintura, apertando suas nádegas e a fazendo dar um pequeno pulinho de surpresa. Segui até a parte interna de suas coxas e ela abriu mais as pernas, me dando espaço e quase implorando para que eu a tocasse. Esfreguei dois dedos por seu clitóris, sentindo sua intimidade quente já totalmente molhada.
— Hmm. — Murmurei, sem conseguir evitar.
— Damon. Por favor. — Ela sussurrou, totalmente incoerente.
— O que você quer? — Murmurei, roçando meu queixo em seu pescoço. Ela se movimentou em direção aos meus dedos, pedindo. — Acho que não entendi. O que você quer, Elena?
— E-eu quero v-você. Eu quero qu... que me toque. — Ela disse entre seus suspiros. Suas palavras e seu tom de desespero acendiam meu corpo todo.
— Agora sim.
Massageei todo seu clitóris, fazendo movimentos fortes circulares, levando-a à loucura. Suas costas arquearam e eu aproveitei para beijar toda extensão de seu pescoço até seus seios, chupando-os e mordendo seus mamilos. Ela segurava minha cabeça firmemente contra ela, me ditando exatamente onde e o quê queria. Minha língua contornava seus botões enrijecidos e ela tinha espasmos e arfava de forma extremamente excitante. Enfiei-lhe dois dedos e um gritinho escapuliu de sua garganta, o que me estimulou a fazer movimentos de vai-e-vem dentro dela. A cada vez mais rápido, a cada vez mais forte. Ela me abraçou forte como se precisasse de mim para firmar seu corpo, parecia que ia explodir. Quando senti seus músculos se contraírem sobre meus dedos, os retirei e ela soltou um gemido de reclamação.
— Damon... não... por favor.
— Espere, Lena. Quero estar dentro de você antes.
Desci meus beijos até seu umbigo e mais baixo, e ela encostou suas costas no espelho, totalmente exausta e sem ar. Me ajoelhei à sua frente, segurando suas coxas e a encarei malicioso, depois lambi toda extensão de sua intimidade, sentindo seu gosto e puxando com os dentes seu clitóris para mim. Ela então colocou sua mão em meu cabelo e reiniciou sua sessão de gemidos e incoerências.
— Damon. Ah. Ah! Não faça isso, eu vou... Eu... Quero dizer, continue. Por favor, não pare. Ah...
Circulei-o com a língua, e depois cheguei ao seu ponto extremamente sensível e ela se estremeceu sob minhas mãos. Penetrei-lhe a língua o máximo que podia e movia-me incessavelmente. Mas eu não a deixaria ter um orgasmo sem mim. Continuei apenas por mais um tempo e depois me levantei, tirando minha cueca e depois carregando-a até a banheira já cheia. Entramos e eu a coloquei em meu colo. Desliguei a torneira e ela iniciou beijos por meu pescoço e meu peito, pressionando seus seios contra mim e me deixando totalmente sem ar. Suas mãos percorriam meus braços e meu abdômem desesperadamente, enquanto ela esfregava sua intimidade contra minha ereção, me levando à loucura. Aquela garota sabia me excitar. Eu percebi que ela não estava aguentando mais muito tempo, e nem eu, mas quando fiz menção de me encaixar nela, ela colocou meu membro em suas mãos e começou a me estimular, fazendo movimentos rápidos e consistentes, e por vezes, passando levemente suas unhas por toda sua extensão. Eu segurava seu cabelo com força, tentando não puxá-lo demais, e gemidos e alguns arfadas escapuliam de minha boca enquanto ela descia a dela por meus ombros e braços, continuando com seu vai-e-vem que me enlouquecia.
— E-Elena... Ah. — Eu gemia incoerentemente.
Ela se soltou de mim e colocou as mãos nas bordas da banheira, levantando-se e sentando-se com força em mim, já me fazendo penetrar nela. Nós dois gememos alto com o contato tão esperado e esperamos para nos acostumarmos com a sensação de estarmos conectados. Ela foi a primeira a iniciar, e eu segurei sua cintura auxiliando-a nas estocadas. Elena se levantava e sentava num movimento rápido e consistente, rebolando contra mim — quase pulando em cima de mim, para falar a verdade — e arranhando minhas costas. Segurei-a com mais força e esfreguei-me contra ela, e quando ela conseguiu pegar o ritmo sozinha, subi minhas mãos por seu corpo, explorando cada detalhe dele e parando em seus seios, massageando-os com força e fazendo-a gemer ainda mais alto, acelerando seus movimentos à medida que nós dois não conseguíamos adiar mais nosso ápice.
—Ah! E-eu estou tã-ao próxima! Ah. Damon. Damon.
— Eu também Elena, eu ta-ambém.
A água se agitava ao redor de nós enquanto nos movimentávamos violentamente um contra o outro, o único barulho ecoando era o de nossas estocadas e de nossos gemidos, que se estenderam, por fim, quando nossos orgasmos nos atingiram ao mesmo tempo. O corpo de Elena tremia por inteiro e sua testa descansava no meu pescoço enquanto eu ainda apertava sua cintura fortemente, ainda tentando descer daquela subida.
Não me retirei dela e apenas esperamos nossas respirações se estabilizarem, ela agora deitada em meu ombro e eu fazendo pequenos círculos com meus dedos em suas costas. Terminamos nosso banho dessa vez mais calmamente e depois colocamos nossas roupas para dormir. Assim que nos deitamos, Elena falou:
— Eu poderia continuar a noite inteira daquele jeito, mas estou exausta depois desse banho.
— Eu também. Mas temos muito tempo para isso agora.
— Sim. — Ela sorriu. Um sorriso cansado. Depois se aninhou em meu peito e puxou a coberta para cima de nós dois.
Abracei-a, colocando meu nariz em seus cabelos para dormir sentindo seu cheiro doce e ouvir sua respiração, que sempre me acalmava. Depois de alguns segundos, pensei que não iríamos mais falar nada e fechei os olhos.
— Damon? — Ela murmurou, receosa.
— Sim? — Perguntei, abrindo os olhos novamente, preocupado com a mudança em seu tom de voz. Ela se levantou um pouco para me encarar, nossos rostos a milímetros um do outro. Seu semblante era hesitante, poderia dizer até um pouco triste, mas o brilho de seus olhos ainda estava lá.
— Por favor. — Esperei que ela continuasse, e ela olhou para baixo, demorando alguns segundos para se voltar para meus olhos, e murmurou bem baixinho, um pouco relutante: — Por favor. Eu estou tão estupidamente feliz. Não quebre meu coração.
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