One Day More
2 Sous la pluie
Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=VvzLZIiD5TU
Aproveitem,mas não é uma boa historia de amor.
Ele sabia que Éponine amava Marius.Mas seu coração palpitava ao vê-la.Sua mente parava quando ela ria.E era com seus cabelos negros tão longos e belos que Courfeyrac sonhava todas as noites.
Éponine alugara os ouvidos do pobre jovem,assim que Marius chegara.
–Por favor,Courfeyrac!Por que não fala de mim a ele? — Dizia Éponine a ele.
–Ele não gosta de você e não quer se envolver com ninguém. — Responde Courfeyrac.
Éponine pensa em responder,mas apenas olha para o chão,fitando os pés.
– Já lhe disse isto um milhão de vezes! — Completou ele. -Marius não quer saber de mulheres.Na realidade não quer saber de nada atualmente.
Qualquer um poderia ver que Courfeyrac não sabia mentir,e foi isso que colocou a esperança nos olhos de Éponine.
–Saber mentir não é uma de suas qualidades-Disse ela,segurando nos ombros de Courfeyrac com um largo sorriso.
Éponine avista Marius e sai em direção a ele,deixando Courfeyrac sozinho.
Courfeyrac nunca fora de se apaixonar em vão.Também nunca se considerara um romântico,até Éponine chegar a cidade.Ela era apenas uma criança magricela,mas logo Éponine se transformara em uma bela moça.Sua aparência não era sadia,nem era a mais inteligente de todas.
O especial em Éponine era o sorriso,aberto mostrando seus belos dentes.Quando sorria,um passáro começava a cantar em algum canto de Paris e algumas vezes fazia a chuva cessar.O mundo de Courfeyrac se iluminava vendo a alegria nas covas de suas bochechas magras e a saliencia que seus ombros faziam quando ela gargalhava.
Courfeyrac era tão apaixonado por Éponine que dera comida a seu irmão Gavroche, pelo qual começara a criar grande afeto.
...
A chuva ainda não havia cessado,Courfeyrac se escondera em seu quarto que dividia com Marius.A barricada seria há pouco mais de um dia.
–Então entregará para mim? — Ele ouviu a voz de Marius.
–Sei exatamente onde ela mora. — A voz de Éponine ecoou pelo corredor,rouca e triste.
Marius logo entrou no quarto.
–Éponine sabe onde mora Cosette. — Diz Marius radiante.
–Como? — Perguntou Courfeyrac.
–A bela moça que vi no Jardim de Luxemburgo, há uns dias.- Courfeyrac concordou. — Éponine a conhece.
Naquele momento ele pensara em Éponine.
–Ah Marius!Você realmente não vê! — Exclama Courfeyrac,levantando-se e pegando seu casaco.
– O que?O que não vejo?
Ele saiu a procura de Éponine.A pressa tomara conta dele.Ele temia que Éponine sofresse por Marius.Ele tinha certeza que ela estava sofrendo por Marius.
A chuva piorara.Mas Courfeyrac mal sentia a chuva em seus ombros.
–Éponine! — Gritava ele.
–Mas o que há, Courfeyrac!? — Era a voz do menino Gavroche.
–Gavroche,você viu Éponine? — Pergunta Coufeyrac.
–Ela estava indo ao bar do ABC...
–Obrigado !E...e saia da chuva! — Diz Courfeyrac já correndo em direção ao bar.
–Courfeyrac!Maluco...Este ai é maluco... — Dizia a si o menino.
...
–Éponine.Éponine! — Ele gritava ofegante a procura da moça.
Ele ouve soluços.Lá estava ela.Pobre Éponine,escondida atrás de um monte de barris,encolhida a suas mágoas.
As asas doces da expectativa haviam ido embora.Agora ela via.Ela via o Marius que todos conheciam,não seu príncipe encantado.
Éponine caíra de seu castelo dos sonhos.Pobre criança que vivia em seu mundo próprio.Que via as maravilhas nas piores coisas do mundo.Pobre princesa sem reino.Pobre inocência perdida.
–Éponine?
Courfeyrac senta ao lado da moça.
–Ele ama Cosette!Uma criança! — Épopine fala,abraçando Courfeyrac com toda a inocencia que ainda carregava.
Courfeyrac fica sem reação.Apenas deu alguns leves tapas nas costas de Éponine.
–Eu o amo.Toda a minha vida eu só tenho fingido...Sem mim, o mundo dele continuará acontecendo... -Éponine dizia entre soluços.
Naquele momento,Courfeyrac sabia que devia se declarar.
– Mas o meu mundo não.Meu mundo gira apenas com você por perto. -Murmurou ele,totalmente constrangido.
Éponine para de soluçar por um momento e desfaz o abraço.Ela olha nos olhos do rapaz,vasculhando sua alma e seus pensamentos.
Courferac se aproxima e toca os lábios de Éponine,sem pensar.
Éponine cede por um ou dois segundos ,mas recua.
–Eu o amo! — Ela disse. — Você sabe disto!
Então ela desapareceu, correu com o vento frio da chuva que havia piorado.
E nada poderia mudar,Ele a amava.
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