Once Upon a Time in Hidden Islands
10 Sextime With No Love
Notas iniciais

Hiccup e Merida, ao tomarem o leste em direção a Astrid e Toothless, não trocaram nem uma palavra sobre o que acabara de acontecer. Hic estava com muita vontade de saber o porquê de Merida não ter matado Elsa, mas não para criticá-la. Ele entendia o que era ser forçado a fazer algo e, principalmente, fazer algo irreversível como a morte. Tudo bem, ele havia impedido uma morte, mas em troca de outra. O resultado não mudou muito. Merida não aguentaria tal fardo, não por ser fraca, mas por ser uma cruz realmente desumana. E Merida não queria se abrir com ninguém. Não entendia o motivo, mas confiava no moreno que cavalgava ao seu lado, porém não estava no clima e apreciava ele respeitar seu momento. Passaram das ruas de Arendelle para a floresta branca. O cenário era realmente diferente do que eles haviam visto no começo da manhã. Era como outro reino. Depois de alguns minutos adentrando na floresta, o domador de dragões desacelerou seu cavalo, fazendo com que Merida fizesse o mesmo.
— Por que paramos?
Ele assobiou bem alto e dentro de alguns segundos viram uma criatura pairando sobre suas cabeças e logo esta posou abruptamente no solo e fez com que os cavalos se assustassem e tentassem se erguer, mas os jovens conseguiram contê-los puxando as rédeas fortemente.
— Aye amigo! — Hiccup desceu de seu corcel e caminhou até Tooth. — Senti sua falta, e você?
O dragão enfiou a cabeça entre as mãos do moreno, que fez carícias na cabeça do réptil. Merida tinha certeza de que aquilo significava “Eu também senti sua falta”. Ela também desceu de seu cavalo e se juntou a Hic. Tooth se virou para ela e pôs a cabeça em sua barriga, o que a fez rir e a fazer carícias nele como o moreno havia feito há alguns instantes.
— Também senti saudade Toothless — Hiccup observou enquanto Merida disse isto para o dragão e ão resistiu ao sorriso que forçava brotar em seu rosto. Ele sentiu um calor reconfortante quando viu Merida e Tooh brincando ali na neve.
— Vamos continuar o caminho no Toothless agora, okay? — Hiccup se aproximou dos dois e Merida recuou quando ele o fez. Ela sentia receio que os dois ficassem muito próximos e acontecesse como no baile há poucas horas.
— Okay, deixe que eu cuide dos cavalos — a ruiva disse se virando para o casal de cavalos.
— Você vai sacrificá-los?! — Hiccup deu um salto de temor e pôs as mãos na cabeça.
— Claro que não, Cérebro-de Escama — Merida inventou o apelido na hora e Hiccup não a censurou. — Vou fazer com que voltem para Arendelle, os agitando.
Ela ergueu as mãos e saiu correndo em direção aos cavalos, como se fosse uma senhora doida que morasse sozinha na floresta e visse alguém cortando suas plantas. Ela balançava os braços e a cabeça, fazendo com que os cabelos vermelhos parecessem um penacho. Os cavalos trotaram na neve, se viraram e dispararam no caminho que vieram com relinchos altos.
— Como tem certeza de que eles acharão o caminho de casa e não irão se perder na floresta? — Hiccup questionou a menina, assim que recuperou o ar de tanto rir com a cena na qual ela agitava os cavalos.
— Cavalos são mais espertos do que você pensa, senhor domador de dragões — Merida se juntou ao jovem e deu algumas gargalhadas. Até Tooth o fez.
Logo que recuperaram o foco, subiram no Night Fury e levantaram voo. A paisagem paradisíaca vista por ambos no começo do dia havia mudado completamente. Agora estava totalmente alva e fria. Não era menos bela, apenas diferente. Eles planaram por aproximadamente meia hora, mas Tooth não estava com pressão. Parecia que ele havia sentido que o clima estava tenso e resolveu dar tempo aos dois, com o vento frio batendo em suas peles e esvoaçando seus cabelos, os dois continuaram calados. Hiccup pensava em como ele havia se metido naquela roubada, pensou no favor que devia ao Dark One e pensou em como foi aquele momento em que ficou conectado com Merida no baile. Se perguntou o que ela achava sobre aquele momento e se ela estava pensando naquilo também.
— Você acha que fui idiota por não ter matado Elsa quando pude? — Merida quebrou a concentração de Hiccup, que se virou para observá-la. Ela estava cabisbaixa e o rosto se escondia em meio aos cabelos.
— Por que se importa com o que eu acho? — Ele pôs a mão no queixo da menina e levantou seu rosto para que eles conversassem se olhando. Ele abriu um sorriso simpático para a ruiva, tentando alegrá-la. Não sabia o porquê, mas não gostava de vê-la abatida. — Você não parece ser o tipo de pessoa que se importa com o que os outros acham. Principalmente domadores de dragões.
— Você é meu parceiro — disse, desviando dos olhares do moreno e observando o castelo de Arendelle, ao longe. A madrugada estava em seu início e eles haviam falhado na missão até agora. — Se vamos ser colegas nessa situação, devemos nos importar com o que o outro pensa, não?
— Eh... —Ele não sabia o que responder. — Acho que sim.
— Então você me acha uma idiota?
— Heeey n-não foi isso que quis dizer! — Hiccup ficou corado e erguer as mãos em sinal de negação. Sabia que uma garota podia ser destruidora quando com raiva. Provavelmente, ela o daria um soco na cara em poucos segundos. — Só concordei com o fato de sermos parceiros e nos abrirmos um com o outro.
— Ah sim — Ela virou o rosto para o outro lado. Não queria encontrar os olhos de Hiccup. Por algum motivo aquele cara a deixava insegura e com frio na barriga.
— O quê? — Ele disse surpreso. — Sem socos ou chutes?
— E por que exatamente eu faria isso? — Ela perguntou, se virando para ele, mas focando em seu tronco, fugindo do encontro ocular, mas não teve o resultado esperado. Merida observou que as roupas roubadas ficavam um pouco apertadas em Hiccup e seu peitoral ficava um pouco definido por isso, logo, ela corou.
— Nada demais... — Hiccup não queria admitir, mas sua experiência com garotas não fora tão pacífica nos últimos anos. — Então, voltando ao assunto, — ele virou para frente novamente. Não precisava, pois Tooth os levaria para Astrid sozinho, mas viu que não havia porque ficar virado para trás se ambos estavam receosos um ao outro — não acho que você tenha sido idiota. Você apenas seguiu seu coração, logo, deve ter um propósito para Elsa estar viva.
— Meu pai não pensará deste jeito, tenho certeza. Muito menos minha mãe.
— Não se preocupe. — Hiccup disse enquanto percebia Toothless pousando na clareira, agora encoberta de neve.
Astrid estava encolhida perto do tronco de uma árvore e a fogueira estava bem próxima a ela. A Lua transmitia uma luz prateada que realçava os olhos azuis de Merida e os verdes de Hiccup. Ambos estavam com pesar nas pálpebras, mas a adrenalina os impedia de dormir. Ao tocar o solo, Tooth abaixou a cabeça, para ajudar na descida dos jovens de seu dorso. Por ali mesmo, o dragão de enroscou e pegou no sono. Hiccup acariciou mais uma vez o animal e se afastou. Queria que ele descansasse bastante, afinal, no amanhecer eles partiriam ao encontro dos outros. Como será que eles estavam? Será que já teriam caído em algum penhasco ou sido soterrados pela neve? Hiccup não queria pensar nisso. Não tinha a menor intimidade com aquelas pessoas e achava que se preocupar com elas poderia ser um pouco de hipocrisia já que há poucas horas seu objetivo era dominá-los, mas mesmo assim, por algum motivo se sentia próximo deles. E quanto a Jack Frost? O moreno de Berk estava se sentindo como uma criança novamente, quando brincava na neve e Stoik o contava histórias de como o espírito do inverno fazia as geadas e as nevascas. Nunca havia pensado em Frost como uma pessoa de verdade. Quando menos, sempre sonhava em conhecer essas lendas e mitos e derrotar os monstros mitológicos.
Merida se sentia assim também. Como podia ter a audácia de se preocupar com pessoas que mal conhecia e que há pouco pretendia enganar? Principalmente em relação a Elsa. Ela havia ido até ali para mata-la, e agora estava se unindo a estranhos para salvá-la. O que diria aos seus pais? O que diria ao seu reino? Que era covarde demais para cumprir ordens? Não sabia o que fazer e toda aquela situação não havia sido prevista pelos seus professores de etiqueta, esgrima ou pelos sacerdotes de DunBroch. E no meio de tudo isso tinha uma lembrança da infância e como se já não bastasse, havia esse domador de dragões. Ela sentia que Jack a conhecia por inteiro, como se estivesse presente em todo momento de sua vida, mas sabia que era impossível. Ele não aparentou conhecê-la, muito menos se importar com ela. Mas mesmo assim, a ruiva estava fascinada em conhecê-lo. Tantos anos, tantas lendas, tantas histórias sobre o espírito do inverno. O imaginou de tantas formas, mas nenhuma delas chegou perto de sua aparência real. Era bonito, mas aparentava grande sofrimento e angústia. Mesmo assim, soava simpático. E quanto a Hiccup, bem, ela não sabia ao certo o que a assustava nele. Não era feio, ou musculoso ao ponto de poder estrangulá-la. Pelo dia que passaram juntos, ele parecia ser um homem normal, na verdade, até mais gentil e atencioso que os outros príncipes que a mãe já a apresentara. Todos eram arrogantes, cheios de si e soberbos. Ele, ao contrário, tinha uma ilha inteira para ele, um dragão ao seu dispor, e mesmo assim não saía pela vida atormentando os outros com sua superioridade.
— Princesa, está tudo bem? — Hiccup pôs a mão em seu ombro, retirando-a do transe e só então ela percebeu que ficara parada com cara de palhaça por alguns minutos. Ele sabia que já havia prometido não chama-la de princesa, mas com aquele vestido era difícil.
— Ah, sim! — Disse talvez um pouco alto demais, já que Astrid se tremeu e abriu os olhos.
— Hey! — A loira falou enquanto se levantava. — Dá pra vocês falarem um pouco mais baixo? Estou tentando aproveitar minha hipotermia.
— Ah, nos desculpe querida — Merida lhe dirigiu a palavra. — E nós estamos tentando nos acalmar enquanto você sossega seu rabo quente na neve — talvez tenha soado mais rude do que o esperado, mas a ruiva estava muito cansada para medir suas palavras.
— Vou te mostrar o rabo quente, princesinha — Astrid preparou-se para dar um soco no rosto de Merida, mas Hiccup segurou seu pulso e se pôs entre ambas.
— Agora chega garotas — Merida se acalmou ao ouvir o som da voz do moreno. Astrid fechou a cara e tirou seu braço da mão de Hiccup brutamente. — Se vamos enfrentar esse inverno, vamos ter que aprender a não socar a cara dos outros ou dizer a temperatura do rabo um dos outros, okay?
— Espere — Astrid estreitou os olhos na direção de Hiccup, como se o desafiasse a repetir a frase. — Você disse que “vamos enfrentar esse inverno”? Está de brincadeira.
— Sim, eu disse, e não estou brincando.
— Vocês já mataram a rainha, vamos dar autorização para os homens de DunBroch e ir embora — Astrid pôs as mãos no quadril.
— Então... — Hiccup pôs uma mão na nuca e fitou o chão. — Quanto à “matar a rainha”... Defina ‘matar’.
— Hiccup Haddock III... — Astrid percebeu na expressão do namorado que algo não estava certo e se aproximou dele o bastante para que sentissem a respiração um do outro. — Me conte o quê aconteceu se não vou te mostrar a definição de “matar”.
— Nós não a matamos — Merida se dirigiu a loira.
— O quê? — Astrid retirou a atenção do moreno e caminhou até a ruiva. — Como assim não a mataram?
— Detalhes à parte, não deu tempo — Merida disse, sem prolongar a explicação. — E este inverno foi provocado por Elsa.
— Como é possível uma rainha criar um inverno? — Astrid se voltou para Hiccup e moveu os braços em sinal de dúvida. — Já ouvi dizer que os súditos movem céu e terra pela realeza. Mas isso aqui já é ridículo.
— Ela possui algum tipo de magia — o moreno explicou à namorada. — Magia glacial. Isso é um dos motivos pelos quais vamos enfrentar a neve.
— Nós vamos atrás da Rainha, matá-la e acabar com o inverno — Astrid soprou a franja enquanto dizia isto.
— Como? NÃO! — Merida interveio.
— O quê quer dizer com “não”? — Astrid se virou para Merida — Essa é a sua missão!
— E a nossa missão, amor — Hiccup disse, chamando a atenção das duas garotas — é servi-la em sua tarefa. Não questioná-la sobre os métodos. Ela é nossa líder nesta situação — ele se voltou para Merida e inevitavelmente, seus olhos se cruzaram e ele pode ver o quanto os olhos azuis dela ficavam bonitos à luz da Lua. — e eu vou segui-la até que ela complete ou fracasse em seu dever.
Astrid não respondeu. Ficou parada observando Hiccup com o olhar de “eu vou te estrangular por me contrariar”. Merida e Hiccup perceberam que mesmo se olhando não houve nada de parecido com o que ocorreu no baile. Talvez eles estivessem muito nervosos na hora por conta da invasão ao castelo e imaginaram coisas durante a dança e agora que estavam mais calmos (como se fosse possível) não ocorreu nada.
— Obrigada, Cabeça-de-Escama — Merida sorriu com o canto da boca e se virou para onde as sacolas com suas coisas estavam. — Acho melhor mudarmos de roupa e descansarmos. Amanhã será um dia longo e acordaremos cedo.
Ela caminhou até onde seu vestido casual estava e o pegou. Depois foi para trás de uma árvore e se trocou rapidamente. Sabia que Astrid nunca deixaria Hiccup sonhar em ver outra mulher nua, então não se preocupou com olhos sobre si. Retirar o vestido de festa de seu corpo foi como largar dez quilos. Aquela peça pesava por conta do material e Merida ainda havia despejado nele uma carga de responsabilidade incomum. Isto tornava a roupa cinco vezes mais pesada. Colocar sua roupa normal era um alívio. Normalmente ela dormia nua, mas devido às circunstâncias climáticas, não poderia. A não ser que quisesse morrer de frio. Saiu de trás do tronco e não encontrou Hiccup ou Astrid. Estranhou, mas não iria procurá-los. Estava cansada demais para isso. Apanhou uma pele de urso das coisas de Hiccup (tinha certeza que ele não iria se importar), se encolheu nas raízes da árvore mais próxima e fechou os olhos. Não sonhou com absolutamente nada. Apenas adormeceu profundamente sobre a neve.
Enquanto Merida estava trocando de roupa, Astrid havia puxado Hiccup pelo colarinho do colete roubado e levado ele para um pequeno lago congelado que ficava a uns quinze metros de distância da clareira. No caminho não viram nem um único esquilo ou pássaro. Os animais provavelmente haviam se refugiado do frio, coisa que eles também deveriam estar fazendo.
— Por que me trouxe até aqui? — Hiccup perguntou, mas se perdeu com a beleza do local.
As árvores com troncos rígidos estavam com as copas completamente brancas e cintilantes, devido à luz da Lua. O local parecia prateado e o reflexo dela junto às estrelas no gelo da superfície do lago era paralisante.
— Porque quero saber o que você sente por essa garota — Astrid caminhou até a borda do lago e se voltou para o namorado, cruzando os braços para o mesmo.
— O quê? — O moreno ficou em dúvida e pôs as mãos no quadril para expressar tal sentimento. — Sentir o quê? E que garota é essa?
— Não se finja de idiota, idiota — a loira soprou sua franja e começou a caminhar lentamente até Hiccup.
— Eu realmente não sei do que você está falando, querida — o domador de dragões relaxou os braços ao longo do corpo — e acho que devíamos parar de conversa e irmos dormir. Amanhã será um dia longo.
— Vou ser mais clara, amor — Atrid foi rápida o bastante para derrubar Hiccup na neve e ficar sobre ele, com o antebraço pressionando seu pescoço. — Você gosta dessa Merida?
— Como? — Ele fez uma careta, como se tivesse sido atingido por um dragão em pleno ar. Nunca havia parado para pensar no assunto. Estava com dificuldade para falar e respirar, devido ao braço de Astrid.
— Me responda logo, moleque! — Ela sacou uma pequena adaga e pôs próxima ao pênis do moreno, que engoliu em seco. — Hah! Vocês homens são tão idiotas! Se preocupam com a cabeça de cima e se esquecem da que está em baixo.
— Eu não... — Não sabia o que dizer. Ela o havia pegado de jeito. Se tentasse fugir, ela cortaria seu pau com certeza. Era habilidosa o suficiente para isso e conhecia a namorada bem demais para saber que não sairiam dali até ela obter uma resposta. E sua paciência já estava se esgotando. Só havia uma saída: ferir o orgulho da loira. — Você está com medo que a Merida me tome de você? É isso?
— O quê? — Astrid não ficou envergonhada ou abatida. Na verdade, ela parecia querer rir do comentário. — Claro que não! Você nunca conseguiria me trair! Olha pra você...
— Sério mesmo? — Hiccup ignorou a arrogância e pôs um sorriso no canto dos lábios, provocando a namorada. — Porque você me parece muito insegura...
— Não me chame de insegura, seu merda — Astrid se aproximou do rosto do moreno.
— Okay, vamos pensar então num jeito — ele pôs as mãos na bunda da namorada, mantendo o sorriso provocante — de você me provar que não está insegura. Que tal?
— Você acha que se eu estivesse insegura eu faria isso? — Ela retirou seu casaco de pele de búfalo e o jogou em algum lugar, ficando apenas com uma saia curta e uma blusinha pequena feitas de couro preto. Pegou sua faca e rasgou o colete e a blusa de Hiccup, expondo seu torso. Não era muito musculoso, mas era definido. — Estou com frio... Que tal nos esquentarmos?
— A-aqui? Na neve?
— Não vou esperar nem mais um segundo.
O jovem lhe lança um sorriso maldoso. Seus olhos verdes, cintilando. Ele puxa delicadamente a alça da blusa preta para baixo, com toques leves. Ela não se opôs, pois queria muito aquilo. Hiccup a livra da peça de couro lentamente. Sabia que ela estava nua por baixo do tecido. Ultimamente, todas as roupas a apertavam e a deixavam desconfortável, pois seus peitos não eram nada pequenos. Até as de baixo. Sua mão deslizava pela coxa feminina, e subia, sentindo as curvas do corpo da loira enquanto subia o seu próprio corpo, retirando os farrapos de suas roupas rasgadas há pouco, ficando com a parte de cima completamente descoberta. Astrid o ajudou com essa tarefa e sorriu maliciosamente quando ele terminou. Logo, ela estava sentada em seu colo, de frente para o rapaz sentado na neve. Ele a olhava com excitação e tocava-lhe com um cuidado e uma suavidade absurdos, como se ela fosse feita de cristal e pudesse se quebrar a qualquer instante. Em alguns momentos, chegava a ser irritante para ela.
– No que você está pensando, meu amor? – ele a beijou no pescoço.
– Em como você parece uma mulher me tocando.
– Você consegue ser desagradável até na hora do sexo — ele disse enquanto escorregou sua mão até a entrada de Astrid e começou a penetrá-la com os dedos.
Ela suspira e sente suas bochechas arderem. A outra mão do viking acaricia um de seus seios por um instante e então ele abocanha o outro seio, rodando a língua rapidamente entorno do mamilo e chupando verazmente. Seus dedos excitam-na com cuidado e ela suspira diante do toque bruto em seu centro. O domador a deitou no chão, ficando por cima da mesma e sem parar os toques e chupões. A loira afasta os joelhos, para oferecer-lhe melhor acesso e permitir que ele retirasse sua saia. Isto fez com que o moreno substituísse os dedos por sua língua. Agora eles não podiam mais se controlar e nem queriam. Hiccup era habilidoso e definitivamente sabia como brincar. Sabia que ela estava mais excitada e aproveitava-se disso dignamente. Astrid permitia-se entregar ao momento. Gemidos incoerentes escapam de seus lábios vermelhos. Suas mãos agarram-se com força aos cabelos dele. Sentiu-se ofegante. A visão escurecendo aos poucos. Estava perto. E então ela puxou a cabeça de seu namorado, para que parasse de lhe dar prazer por um momento. Não queria chegar ao ápice tão rapidamente. Ele já havia lhe dado prazer, agora era a vez da viking. Ela empurrou o garoto que caiu de costas na neve. Seus corpos já estavam quentes e o frio não incomodava mais. Astrid retirou as botas e calças do rapaz com muita rapidez e, assim que o fez, viu o pênis rígido de Hiccup. Sem pensar duas vezes, o abocanhou e Hiccup soltou um gemido calado de prazer. Astrid brincava com os testículos do jovem e fazia movimentos rápidos de sobe e desce com a cabeça. No auge do momento, Hiccup a auxiliou, pondo as mãos em sua cabeça e ajudando nos movimentos com movimentos dos quadris. Hiccup sentiu como se fosse ejacular na boca da loira, então se conteve e fez com que a loira parasse.
Antes de parar por completo depositou beijos pelo membro enrijecido. Por alguns instantes, Hiccup permaneceu ali, simplesmente deitado, com a cabeça repousando levemente sobre o manto de neve, sentindo os movimentos vivos em seu interior enquanto ela subia e ficava em cima do menino novamente. As mãos dela acariciavam o corpo do jovem, seu peitoral, seu abdômen. A respiração ofegante foi aos poucos se normalizando, e ele sorriu maldosamente, sabendo que era o momento certo de continuar. Ergueu a cabeça e a encarou sedutoramente com seus bonitos olhos verdes. Astrid arqueou a sobrancelha e sorriu com o canto da boca, instigando-o a prosseguir. O homem ajeitou-se e capturou os lábios dela com habilidade, roubando um beijo seco e comum, cheio de fome e desejo. Enquanto a beijava sua namorada, Hiccup não sentiu mais aquela conexão de seis anos antes. Parecia que o amor entre eles havia se perdido em meio às brigas e às lutas. Poderia parar o ato ali mesmo e ir para a clareira dormir, mas não o faria. Sua necessidade corporal clamava mais alto. Transaria com Astrid como nunca havia feito. Sua mão passeava pelo corpo dela e seu pênis roçava perigosamente uma de suas coxas. As mãos dela, por sua vez, encontraram seu membro e divertiam-se o manipulando com habilidade. Ela sussurrou seu nome, e ele soube. Era a hora. Tornou a ajeitar-se cuidadosamente para não machucá-la, e ela colocou o órgão masculino em sua entrada e num movimento o deslizou para dentro lentamente, torturando-o. Hiccup fechou os olhos e se permitiu apreciar cada segundo daquilo. A mão do viking acariciou Astrid, despertando seu corpo. Seu quadril lançando-se contra o dele de uma maneira forte e ritmada, enlouquecendo-o mais e mais a cada segundo. Os gemidos dele em seus ouvidos, incentivando-a a acompanha-lo naquela dança maluca e perfeita.
— Você não me aguenta não é mesmo, Hic? — Astrid provocou o rapaz.
— Não tem ideia do que sou capaz — ele sentou, sem retirar-se de dentro dela, pôs o rosto entre os petitos da loira e a envolveu com seus braços, fazendo com que suas estocadas ficassem mais rápidas e fortes.
Ela não conseguiu mais fingir ser superior e gemeu alto com a força dos movimentos. Hiccup copntinuiou segurando-a com um dos braços e colocou sua outra mão no seio da jovem, brincando enquanto penetrava como um selvagem a namorada.
— Estou rápido demais pra você? — Hiccup disse ofegante em meio aos movimentos.
— Nem perto! — Astrid mentiu. Na verdade, ela estava quase em seu auge, mas não admitiria isso.
Hiccup encarou aquilo como um desafio. Agora, faria Astrid ter um orgasmo por questão de orgulho. Com um impulso, agarrou a menina e ficou de pé, segurando-a sem parar as estocadas. Astrid abraçou o pescoço do jovem para não perder o equilíbrio. Ela salivava de prazer. Hiccup encostou a loira de costas numa árvore próxima, segurou nas pernas da garota e aumentou a velocidade com que penetrava Astrid.
— Hiccup, me fode mais forte — ela implorou ao moreno.
— Como desejar! — Ele a tirou da árvore e a apoiou no chão. Desta vez, ele ficou por cima e segurou as pernas, abrindo-as.
Assim, ele penetrou mais fundo a menina que gemia descontroladamente. Ela acariciava os próprios seios e os apertava. Hiccup usou toda a sua energia para estocar o mais rápido e forte que podia. Logo, obteve resultado: o corpo dela estremecendo com o orgasmo. Ela arqueou as costas e soltou o gemido mais alto da transa. Ele conseguiu fazer Astrid enlouquecer de prazer. Mas ele ainda estava excitado e continuou por mais alguns minutos até que ele estremeceu também, em resposta, dentro da loira. O jovem também soltou um gemido de prazer e alivio. Os suspiros de um e de outro, o suor misturando-se à sensação de prazer físico. Tudo era simplesmente sexual. Talvez isso não fosse tão bom quando se namora há seis anos: sexo sem amor.
Após se recomporem, Hiccup pôs novamente as calças, mas estava sem roupas para a parte superior do corpo já que Astrid havia rasgado seus colete e blusa roubados. Então teve que voltar à clareira de botas e calça somente. Ela, por sua vez, colocou suas saia e blusa curtas e aqueceu-se em seu casaco de urso. Hiccup teria que pegar alguma de suas roupas em sua sacola para que pudesse dormir e antes que fizesse isso, já pode ver que Astrid havia pegado no sono perto de Tooth. Ele então abriu sua sacola, pegou uma blusa verde de manga longa e colocou. Já se preparava para se aconchegar no dorso do dragão quando viu, encolhida nas raízes de uma árvore, Merida adormecida. Soltado um sorriso sincero, caminhou até a ruiva, passou a mão em seus cabelos e depositou um beijo em sua testa.
— Boa noite, princesa — após isso, correu até o Night Fury, se deitou sobre ele e adormeceu profundamente.
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