Once Upon a Time

2 Por que comigo?


Notas iniciais
Mais um cap!!! Espero que gostem!

Once Upon a Time

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“Eu adoro a maneira como me sinto hoje

Mas como eu sei que o sol desaparecerá

Dias sombrios parecem ser

Os que sempre viverão em mim

Mas eu ainda corro” – Open your eyes (Alter Bridge)

2 ♣ Por que comigo?

— A história começa assim...

— A história se chama “A princesa guerreira” – Iria continuar quando Evellyn me interrompeu.

— Ah... vai ter luta? — Perguntou cruzando os braços, fazendo birra – Então eu não quero. – Falou virando o rosto e inflando as bochechas.

— Só vai ter um pouquinho – Falei descruzando seus pequenos braços – Vai Eve, você vai gostar, eu prometo

— Tudo bem... só um pouquinho – Falou um pouco mais animada se sentando com tudo na cama e fazendo perna de índio.

Sentei em sua frente e comecei a contar a história.

— Era uma vez uma princesa chamada... – Evellyn me interrompeu animada.

— Evellyn! A princesa pode se chamar Evellyn, tia Lua? – Perguntou querendo “ser” a princesa.

— Claro. – Falei com um leve sorriso — Evellyn – Continuei -, e ela era uma ótima princesa, com uma beleza imensurável, incomparável às outras, porém ela sentia falta de algo... Liberdade.

A Princesa Guerreira

Outra reunião... parece que elas nunca acabam.

“Não saia do castelo”, “Não vá para à cidade”, “Você é uma dama, não use armas”...

E a minha liberdade, onde está?

— Evellyn, venha se juntar à mesa, minha querida – Escutei minha mãe, a rainha, me chamando atrás da porta do meu quarto.

— Ok mãe – A respondi.

Parei de pensar na minha entediante rotina e fui jantar.

Como eu queria que algo novo acontecesse, minha vida já está ficando totalmente monótona.

Fui para o salão de jantar, onde era enorme para ter basicamente a mesa para a família real se alimentar.

— Como foi o seu dia hoje, meu amor? – Perguntou meu pai, o rei, já em seu lugar de costume, assim que entrei no salão.

— Como sempre – Respondi simplesmente.

E a mesma coisa se repetiu por quase duas semanas.

Até que, finalmente, minha vida estava prestes a mudar, completamente.

— Meu rei, minha rainha e princesa – Começou o homem em nossa frente, na sala do trono, era o dia em que o meu pai, ou até mesmo eu, respondia às perguntas ou ouvia as opiniões do povo para ver o que tínhamos que melhorar no reino. – Meu nome é Asgard, sou um feiticeiro e também um mestre de todas as armas, ao seu dispor – Fez uma reverência e depois nos encarou, provavelmente querendo ver a nossa reação, ou simplesmente curiosidade, talvez um pouco de impetuosidade, já que teve a coragem de encarar o seu rei bem nos olhos sem nenhum temor.

— Feiticeiro? – Perguntou meu pai incrédulo e achando isso um pouco engraçado, fazia tempo que uma figura dessa não aparecia em nossa frente – Prove-me disso, caro Asgard – Falou com certo tom de desafio, o rei estava realmente se divertindo.

— Com todo o prazer, Vossa Majestade.

Esse Asgard não me é estranho... eu me lembro dele de algum lugar... onde?

Deve ser impressão minha, acho que um senhor como ele não passaria despercebido pela minha mente considerando o jeito com que se veste, age e também pela sua beleza um tanto quanto jovial, que eu penso que não deve estar de acordo com sua idade, talvez ele tenha de 25 a 30 anos, mas sinceramente se eu o visse em outro lugar, na rua talvez, eu acharia que ele tinha 19 anos.

Ele está usando uma armadura bem chamativa de certa forma, ela é na base de branco e cinza, com alguns entalhes em ouro. Ele também usa algo parecido com uma capa, que é branca, também havia algo parecido na parte de seus ombros, onde pareciam penas. No seu peito parecia que havia um entalhe principal que me lembrava de um pássaro, ele era feito de ouro, assim como a maioria dos entalhes de sua armadura; havia um cinto ou simplesmente um detalhe, não sei ao certo, que também era feito do mesmo material, mas também havia uma faixa de uma cor cinza, então acho que aquilo era simplesmente um apetrecho; ele realmente é um homem meio extravagante. Ele também usava uma calça preta e botas de couro. Asgard tinha umas luvas que me lembravam a garras e elas pareciam pesadas, igualmente a toda a armadura.

Ele deve ser forte pra aguentar todo esse peso que ela aparenta ter. Asgard tem cabelos loiros e olhos castanhos, cor mel para ser mais específica.

E com essa rápida e breve análise dele, vejo que Asgard vai para o centro do salão e começou a falar palavras estranhas que me lembravam o latim, mas qualquer um conseguiria ver que não eram.

Eu, assim como todos no recinto, estava apreensiva, normalmente não se deve confiar em pessoas como ele.

E então eu vi algo saindo de suas mãos, parecia uma fumaça, mas tinha uma cor meio alaranjada, não podia ser uma fumaça, eram luzes... luzes cor de fogo, que realmente me lembravam do mesmo.

E então, na frente de todos os olhos, ele fez aparecer um arco em suas mãos, um arco de madeira com entalhes de ouro... simplesmente lindo.

— Princesa – Asgard me chamou e eu parei de olhar fixamente para o arco e flecha – Parece que gostou dele, deseja experimenta-lo? Eu prometo que ele nunca errará o alvo que quiser acertar.

— Posso, meu pai? – Perguntei

— Cuidado – Disse simplesmente

Percebi que o meu pai e todos os guardas encaravam Asgard com atenção, um ato suspeito dele e provavelmente eles o matariam ali mesmo.

Me levantei animada, nunca tinha atirado, mas vamos ver como eu me saio.

Fui em sua direção e peguei o arco de sua mão.

“Leve” foi a minha primeira impressão, não sei se isso é bom ou ruim, mas é fácil de manusear.

— Tente atirar em algo, princesa

— Onde eu poderia atirar?

— Que tal... aquela taça? – Apontou para um taça que um servo estava segurando, pude perceber que o mesmo começou a suar frio. – Majestade... – Falou vendo se tinha a permissão para tal ato.

— Concedido – Fez um leve aceno com a mão

Segurei o arco com cuidado, nunca tinha atirado em algo antes ou simplesmente segurado um, mas sempre quis fazer isso.

Tentei copiar os arqueiros do reino, mas não sei se fiz isso corretamente, espero que sim... bom... não custa nada tentar

********************

— Evellyn!! – Escutei minha patroa chamando sua filha – Onde você está filha?

— Já vou mamãe! – Gritou de volta – Termina de me contar a história depois, ok tia Lua? – Perguntou, mas antes mesmo de eu responder já saiu correndo.

— Essa Eve... – Comentei com um sorriso.

*******************

Hoje eu acordei com uma sensação ruim no peito, sabe aquela sensação que você tem quando acha que vai acontecer algo não muito bom? Que talvez mude tudo? Então, era exatamente essa sensação que eu estava sentido, e sinceramente não estava gostando muito dela.

Tento ignorar esse sentimento e xingo mentalmente a cama que estava dificultando a minha saída da mesma. Tentei não acordar a minha mãe – Que estava dormindo do meu lado, na minha frente para ser mais específica, então sair não era uma tarefa tão fácil. Eu precisava comprar as coisas pro café da manhã que tinham acabado, já que essa tarefa é minha eu não precisava que ela acordasse também.

— Já acordada Luana? – Perguntou a cozinheira da casa, que ia começar o café da manhã, mas não estava conseguindo encontrar as coisas.

— Sim, vou comprar exatamente o que a senhora está procurando – Disse e ela parou o que estava fazendo

— Por isso não encontrava nada! – Disse irritada consigo mesma por não ter pensado na possibilidade das coisas terem acabado.

— Espere só mais um pouco, ok? Eu já venho com tudo que a senhora precisa, rapidinho. – Falei terminando de colocar o meu sobretudo e saí de casa.

Eu não gosto muito de ir para o mercado ... para falar a verdade eu não gosto nem de sair de casa direito.

As pessoas ficam me encarando... acho que deve ser algo no meu rosto, cabelo ou roupa que eles devem acham estranho, não sei, só sei que dessa vez eu vou com o sobretudo que tem um capuz exatamente para eles não ficarem me encarando, talvez assim eu me esconda... ou chame mais atenção... Meu Deus! Que contradição.

Cheguei no mercado e ele estava muito cheio, mesmo, tão cheio que era difícil até mesmo andar por lá.

— Olá linda donzela, eu poderia ver o seu rosto? Você é a única pessoa com um capuz aqui, e eu sou, digamos que, um apreciador de beleza, e parece que você tem de sobra, o que me deixou curioso o fato de uma linda donzela se esconder – Falou tentando olhar sob o meu capuz, fui para trás, com medo.

Por isso não gosto de sair de casa, nem mesmo cobrindo o meu rosto eles me deixam em paz.

— Já que não diz nada, irei aceitar isso como um “Tire meu capuz, caro cavalheiro, e eu te deixo me ver”

E sem eu nem mesmo ter tempo de pensar, ele tirou meu capuz, sem minha autorização.

Meus cabelos negros caíram rapidamente pelos meus ombros chegando até minha cintura, já que o que os estavam sustentando era o capuz.

— Que linda morena de olhos cor mel, que ficam encantadores com esta sua expressão – Falou me encarando, pegou no meu queixo erguendo o meu rosto com certa brutalidade, o encarei com medo.

— Me solta, por favor... – Falei tentando me livrar de sua mão.

— Por que? ... eu estou apenas começando – Falou e colocou a sua outra mão em minha cintura, me trazendo para perto de si.

Por que ninguém me ajuda? Tem tantas pessoas vendo o que ele está fazendo comigo...

— Que vestido lindo..., mas eu aposto que fica melhor sem ele – Falou em meu ouvido e me colou ainda mais em seu corpo.

— Me solta! – Gritei tentando empurra-lo e quando achava que estava tendo sucesso ele consegue me segurar de novo – Me solta, por favor!

— Solta ela – Disse um homem calmamente, mas com muita autoridade, quem será que é ele? Ele está bem vestido, as suas roupas são até melhores que as do marido de minha patroa.

— E quem você pensa que é para mandar em mim? – Falou o homem ainda me segurando, mas olhando para ele.

— Bom... por acaso, ou não, eu sou o príncipe do reino. – Falou com um sorriso debochado no rosto e o homem que estava me segurando acabou me soltando, com medo – Príncipe Andrew, com todo o prazer – Falou estendendo a mão para mim, ainda meio hesitante segurei sua mão e o outro homem foi embora rapidamente.

— E qual é o seu nome? – Perguntou o Príncipe Andrew.

— Luana. Meu nome é Luana, Vossa Alteza – Falei soltando sua mão e fazendo uma reverência.

— Luana... que nome bonito, porém diferente – Disse com um leve sorriso.

— Minha mãe me contou que vem de “Lua”, em português, minha avó ou bisavó, não tenho certeza, era brasileira, então quis que suas filhas soubessem sua língua, não somente o inglês que é imposto.

— “Lua”? – Perguntou confuso, sem saber o significado dessa palavra.

— “Moon” é “Lua”, só que em inglês.

— Ah! Entendi. Gostei do nome – Falou me encarando fixamente, o que me deixou um tanto envergonhada.

— Eu também gosto dele – Falei com um sorriso, tentando não desviar o olhar, mas também tentando não olhar tanto, afinal, mesmo ele tendo me salvado, continua sendo o príncipe do reino.

Depois de um tempo desse jeito, em um silêncio um tanto quanto constrangedor, decido agradecê-lo, já que ainda não o tinha feito.

— Bom... obrigada por isso, Vossa Alteza.

— Não foi nada. – Respondeu com um singelo sorriso – Quer que eu te leve para sua casa? – Perguntou.

— Não! Imagina, não precisa Alteza, eu tenho que comprar as coisas ‘pro’ café da manhã ainda.

— “Pro café”? Açúcar e café? Somente isso? – Perguntou aparentemente confuso.

— Não – Respondi achando um pouco engraçado sua confusão – As coisas para o café da manhã.

— Ahh! – Exclamou com uma cara de quem realmente entendeu agora – Mas por que você não pede para alguém fazer isso?

— Porque eu sou a responsável por isso.

— Como assim?

— É o meu trabalho, eu sou meio que uma “assistente de empregada” – Falei fazendo aspas com as mãos – Eu ajudo a minha mãe – Complementei.

— Sua mãe é empregada? – Eu assenti com a cabeça — Para quem ela trabalha? Talvez eu conheça.

— Karmen Waysten. Conhece?

— Não... acho que ela não deve ser uma nobre.

— Não, ela só tem dinheiro, mas não chega a ser uma nobre.

— Entendo...

E foi somente agora que eu percebi como ele era realmente muito bonito. Ele parecia um príncipe, mas às vezes, parecia muito sério e entediado para tal.

Ele tinha um cabelo negro meio comprido e os olhos verdes, pareciam duas esmeraldas, pele alva, tão branca quanto a neve. E o olhar, meu Deus, aquele olhar... tão intenso, mas sem malícia; sério, mas confortante ao mesmo tempo...

Simplesmente deslumbrante.

Mexi a cabeça tentando me livrar desses pensamentos. Eu mal o conheço! Não posso pensar essas coisas.

— Bom... eu tenho que ir... obrigada de novo.

— Não fiz nada mais que minha obrigação. E eu espero que possamos nos encontrar novamente – Diz com um pequeno sorriso.

Ruborizei um pouco, mas acabei dando pelo menos um leve aceno com a cabeça e me virei para ir comprar minhas coisas.

****************

Quando estava quase chegando na casa da minha patroa comecei a me sentir observada, fiquei apreensiva e acelerei o passo.

Entrei em uma loja para ver se alguém entrava, fiquei lá dentro por uns três minutos e comprei só mais um pacote de bolacha.

Lembrei que teria que passar por um beco caso quisesse chegar cedo... eu poderia ir pelo caminho mais longo, mas aí a patroa iria acordar e brigar com a minha mãe.

Saí da loja e olhei para os lados, nada.

Suspirei e andei em direção ao beco, ainda apreensiva. Se alguém estivesse me seguindo talvez tivesse se escondido...

Bom... Só mais uns 8 minutos e eu chego em casa.

E depois vai demorar mais uns 10 minutos para terminar o café.

E eu tenho uns 25 minutos até a patroa acordar, eu posso me atrasar só uns 7 minutos, se não minha mãe leva bronca.

Suspirei, olhei para o beco tomando coragem e entrei.

Ele nunca pareceu tão grande quanto agora.

Escutei um barulho de algo se quebrando atrás de mim, uma garrafa... talvez fosse o vento...

Não me convenci totalmente disso e acabei olhando para trás.

E então tudo ficou em câmera lenta.

Eu vi um homem com um sobretudo preto, cobria praticamente seu corpo inteiro, mas dava para perceber um volume ao lado de seu corpo... Uma Katana.

Meus olhos automaticamente brilharam, mesmo com o medo percorrendo o meu corpo por inteiro... eu amo aquela arma, faria de tudo para tocá-la nem que fosse somente uma vez.

Me livrando desse breve pensamento, que eu realmente não devia estar tendo nesse momento, percebo em que situação eu estou e a analiso.

Em primeiro lugar: Não tenho a mínima vontade de ter a Katana cravada em mim...

Em segundo... um homem, cujo não consigo ver seu rosto direito, está me seguindo já faz um tempo, utilizando uma Katana e ainda estamos em um beco... sozinhos.

Ele não parece ser um amador que apenas usa uma Katana de enfeite... deve ser habilidoso.

Ele também tem uma arma que está em um coldre em sua perna direita, têm um volume naquele local, e dá para ver um pedaço do coldre, por isso sei disso.

Se ele for realmente habilidoso como aparenta, não adianta eu correr que ele vai me alcançar.

O que eu faço? ... eu ainda tenho 6 minutos para chegar em casa... 13 contando com os 7 minutos de atraso.

— Por que está me seguindo?

— Curiosidade – Falou sob o capuz.

— “Curiosidade”? Você já é a segunda pessoa que tenta algo comigo com o pretexto de curiosidade.

Ele ficou quieto.

— Eu posso ir embora? – Perguntei.

— Não está com medo? – Retrucou minha pergunta.

— Estou, mas não sou burra o suficiente ao ponto de correr sendo que você consegue facilmente me alcançar.

— Boa observação.

— Então, eu posso ir embora?

— Você não é um pouco atrevida não? Hein, menina? – Perguntou achando provavelmente estranho e engraçado o modo com que eu me comportava. Não lhe respondi nada.

Realmente... eu não devia estar o respondendo e o encarando dessa forma, é muita coragem ou muita burrice de minha parte, mas eu tenho a impressão que ele tenha gostado.

— Me mostre seu rosto, quero ter certeza de algo. – Continuou

— Se eu fizer isso posso ir embora?

— Sim.

— Mas por que quer ver o meu rosto?

— Tenho meus motivos – Disse simplesmente, deixando bem claro que não falaria mais nada.

Decidi não insistir mais, talvez ele mude de ideia se eu insistir e não me deixe mais ir embora.

Tirei o meu capuz do rosto e fiquei esperando algo de sua parte, mas ele somente sussurrou algo que foi impossível de se ouvir e não mudou a sua expressão.

Depois somente disse:

— Quando estiver com algum problema ou quiser algo, pode me procurar.

— Por que deveria confiar em você?

— Não deve. Mas lembre-se disso, eu posso te ajudar quando precisar, acho que você deve ter percebido isso.

O que ele está falando é verdade... eu não estou com medo dele no momento... o que é realmente muito estranho, considerando a situação..., mas por quê?

— Qual é o seu nome? – Perguntei, essa tranquilidade ainda me incomodava um pouco. Por que eu tenho essa sensação de que posso confiar nele?

— Eu não posso lhe falar o meu nome agora, por enquanto me chame de Asgard.

“Asgard”? Pensei, “Por que o ‘nome’ dele é o do feiticeiro da história? Deve ser simplesmente uma coincidência, ninguém pode ser um mestre de todas as armas de qualquer forma”.

— Asgard... vou lembrar desse nome.

— Cuide de sua mãe – Falou antes de ir embora.

Como assim cuidar de minha mãe? Ele a conhece? Vai fazer algo com ela?

Melhor me livrar desse pensamento no momento, tenho que me apressar. Mais 4 minutos... se eu correr vou chegar a tempo.

Coloquei meu capuz novamente e comecei a correr em direção à casa de minha patroa. Espero chegar a tempo.

(N/A: A partir daqui podem colocar uma música que está nas notas finais para “entrarem no clima”, não é obrigatório, somente uma dica ;), é isso :D )

Corri o máximo que eu pude e achei estranho quando cheguei e vi uma multidão em volta da casa... o que aconteceu?

Pedi licença para as pessoas para que eu conseguisse passar e ver o que estava acontecendo.

Nesse momento parece que tudo começou a se passar lentamente, como se eu não devesse perder nenhum acontecimento ou detalhe, como se eu fosse obrigada a olhar o que quer que fosse acontecer a seguir, mesmo não querendo ver.

Eu conseguia escutar os meus batimentos cardíacos como se fossem tambores. Ele batia com tanta força sob meu peito, como se quisesse sair do mesmo tão forte que batia, e a dor não era nada diferente, parecia que o meu coração estava sendo dilacerado.

Simplesmente não conseguia me mexer, estava paralisada, mesmo querendo me mover, não conseguia, era impossível. Parecia que tinha um peso enorme sobre o meu corpo me impedindo de me movimentar.

Todas essas pessoas ao meu redor, também chocadas com o acontecimento, conversando entre si... de certa forma me irritavam, como elas poderiam agir assim, tentar saber como a família está se sentindo ... se não é com elas?

Eles são simplesmente um bando de pessoas curiosas que não têm o que fazer e vão usar esse acontecimento para ser comentado com alguém durante o dia, diferente de mim... que não quer nem pensar nisso... algo simplesmente impossível.

Como vai ser agora? Como eu vou conseguir dar um enterro digno dessa pessoa maravilhosa?

Não... isso não pode estar acontecendo, não pode.

Não... não... não!

Como eu vou agir agora? Qual é o sentido eu estar aqui se a pessoa que cuidou de mim a minha vida inteira não está?

Quem vai me dar bronca quando fizer algo errado? Quem vai me mandar fazer as coisas na casa para ajudá-la? Quem vai me abraçar e falar que está tudo bem quando eu chorar? ...

Quem vai ser a minha mãe? ...

Corri em sua direção, largando tudo que trouxe em algum lugar qualquer, não importa agora. Isso não pode estar acontecendo, por que isso está acontecendo comigo? Por que? Por que, Deus? Me conta.

Parei perto de onde ela jazia. Eu não aguentei mais a dor, caí no chão sobre os meus joelhos, os machucando, mas a dor não é tão forte quanto a dor que eu estou sentindo em minha alma. A dor externa não importa, nada mais importa.

“Quando estiver com um problema ou quiser algo, pode me procurar”

Será que isso conta? Eu só preciso de alguém para me dizer que isso não nada mais que um sonho.

Acho que algumas pessoas estão me chamando, talvez preocupadas, mas eu não ligo, afinal, elas não importam agora.

Pense Luana! Pense!

Deve ter algo... mantenha a calma... quem fez isso? E por que?

Eu sei que aquele não era o momento exato para pensar nisso, e a minha mente concorda comigo, porque mesmo me esforçando nisso não conseguia me concentrar, ela só pensava:

Não... não... isso não pode estar acontecendo... mãe...

Olhei para as pessoas ao me redor e tentei me levantar, mas foi uma missão quase fracassada por conta de minhas pernas que estavam muito fracas e tremendo. Com a ajuda das pessoas ao meu lado eu consigo me levantar, mas ainda não conseguia entender o que elas diziam, parecia que eu estava em um mundo totalmente silencioso, onde tudo e a única coisa que eu ouvia eram os meus batimentos cardíacos e a minha fraca respiração, mas em algum momento eu percebo outro som.

Gotas d’água.

Olho para cima e não vejo chuva, porém sinto algo escorrendo pelo meu pescoço. Coloco a mão no local e depois a vejo molhada.

Desde quando eu estava chorando? Eu não tenho ideia... sinceramente não sei.

Acho que um policial me chamou e fez algumas perguntas, eu não sei, só sei que começaram a me tirar de minha mãe.

Não... não!!

Comecei a me debater nos braços do policial.

Falam que em um momento de desespero nós conseguimos tirar forças de onde não temos, conseguimos aumentar nossa força em umas 10 vezes... acho que foi isso que aconteceu nesse momento, porque eu realmente não sei como consegui me livrar dele.

Assim que me soltei de seus braços voltei correndo para onde minha mãe estava.

Me joguei em seu cadáver... por que? ... por que isso estava acontecendo? Por qual motivo? Por que justo com a minha mãe?

Será que foi um acidente? Ou será que ela era o alvo? ...

Eu não sei... eu realmente não sei..., mas eu sei de uma coisa...

Eu quero a minha mãe de volta...

Notas finais
Espero que tenham gostado!!! Vejo vocês daqui duas semanas! Comentem, por favor, assim eu sei que estão gostando :3 Bjuuus! (Link para a música: https://www.youtube.com/watch?v=5anLPw0Efmo)