Once Upon A Time ...
7 Capítulo 7
Olivia POV
Eu, Gabi, Isa e Demi estávamos de pé em um rodinha conversando esperando Babi que tinha nos convidado. Estávamos ficando impacientes achando que ela não viria, quando ela veio andando em nossa direção até um menino de cabelo moreno e cheio de cachos entrou na frente e deu um beijo na bochecha dela. Mas não me pareceu um beijo normal, tinha um clima ali. Um climão. Estava vendo até onde essa noite ia terminar.
Harry POV
Pelo jeito eu tinha apostado em alguém que valeria a pena. Babi era linda, mas a única coisa que me impedia de ficar com ela aqui, nessa praia era o amor dela por um garoto que eu não conheço, mas não gosto.
- Vamos andar um pouco – eu não queria ficar parado, queria ficar sozinho com ela.
- Vamos, só deixa eu falar com as minhas amigas. – ela disse e passou por mim indo até quatro meninas.
Gabi POV
Babi passou pelo menino e veio conversar com a gente.
- Meninas, eu vou dar uma volta, tentem se entrosar com o pessoal. – ela virou e saiu andando e o menino de cabelos cacheados foi atrás dela.
- Não acredito que essa vadia fez isso com a gente. – Olivia disse irritada.
- Convidar a gente e sair com ele. – Isa disse.
- Eu queria muito saber o que eles vão fazer. Ela não pode esquecer que namora.
- Mas se ele fizer ela esquecer.. – Demi disse baixinho, mas não continuou a frase o que me deixou apreensiva.
- Como assim Demi? – eu perguntei confusa.
- Se esse menino fizer ela esquecer o Justin por um segundo se quer eu tenho certeza que ela vai ceder. E ai já era.
Babi POV
Fui andando para longe das minhas amigas e Harry veio atrás de mim. Ficou ao meu lado e começamos a andar.
- Então como andam as coisas com seu namorado perfeito?
- Hm. Perfeito. – eu dei risada, o que fez ele rir. – Por que sempre me pergunta sobre ele?
- Não sei, acho que vejo você sempre tão feliz por causa dele e eu queria ser o motivo desse sorriso lindo que te pergunto sobre ele pra saber o que ele faz te deixar assim.
- Harry, não fala assim. Você me conheceu em uma balada, não pode gostar tanto assim de mim. – eu disse sorrindo.
- Também não sei o que esta acontecendo comigo, eu nunca fui de gostar de alguém assim como gosto de você.
-Você tem parar com isso sério. – eu disse parando de andar e ficando de frente pra ele. – Harry eu não quero te iludir, mas você é menino ótimo, eu ficaria com você numa boa.
- Então por que não faz logo isso? – ele perguntou chegando mais perto de mim e segurando meu rosto em suas mãos como se fosse me beijar.
- Porque eu não posso Harry. – eu dizia tentando entender meus sentimentos e expressá-los.
- Só por causa do seu namorado?
- Só? Já não é um bom motivo?
- Não. Termina com ele e fica comigo. Eu sei que posso te fazer mais feliz do que ele faz.
- Desculpa Harry, mas eu não posso arriscar. Não agora. – “Não agora que tudo estava dando certo entre eu e ele” eu pensei. Eu não tinha mais o que fazer ali, de frente pra ele, mas por um segundo eu fiquei com uma vontade louca de beijá-lo, até que me lembrei de Justin e voltei pras minhas amigas correndo feito uma louca, sem nem me importar em olhar pra trás e ver como Harry estava.
Quando cheguei perto da fogueira, olhei pra fora da praia, onde os carros ficam estacionados e vi o carro de Justin. Meu coração acelerou e por puro impulso eu fui ate lá. Quando abri a porta do carro, vi Justin e Brooke, no banco de trás do carro se pegando. Eu não acreditei no que estava vendo. Lagrimas se formaram e escorreram mesmo quando eu tentei segurar. Justin olhou pra mim e balançou a cabeça negativamente.
- Não. – ele estava saindo de cima de Brooke, saindo do carro e andando na minha direção. – Babi não é nada disso.
- Ah para de palhaçada. – ele tentou segurar a minha mão, mas eu a afastei. – Não adianta tentar se explicar dessa vez eu não ouvi, eu vi com meus próprios olhos.
-Não Babi, por favor me ouve. – ele me prendeu com as mãos. – Eu te amo. – ele disse bem baixinho, mas eu consegui escutar. Eu não conseguia me mover, Justin nunca me disse que me amava. Nunca. Quando consegui falar, o que saiu não foi bom, é claro.
- Ah, se esse é o amor que você sente por mim. – eu disse apontando pra onde Brooke estava dentro do carro. – Então pode ficar com ele pra você, porque pra mim isso não é amor.
Me soltei dele e corri na direção das minhas amigas. Eu chorava muito.
- Babi, o que aconteceu? – Isa perguntou preocupada.
- Lembra quando uma das líderes de torcida disse pra eu abrir os olhos em relação ao Justin? – Isa afirmou com a cabeça. – Pois é, eu acabei de ver ele e Brooke se pegando dentro do carro.
Minhas amigas ficaram me olhando, assustadas, assim como eu. Olivia me abraçou e eu desabei. Do nada uma mão quente entrou em contato com a minha pele fria. Quando olhei pra trás vi Harry com a expressão confusa, olhando pra mim.
- O que aconteceu princesa?
Eu não conseguia responder, apenas abracei Harry, que retribuiu o abraço. Um abraço caloroso, um abraço de urso. Eu sumia nos braços de Harry. Não queria sair dali tão cedo, mas ele se afastou de mim, segurou meu rosto em suas mãos e secou minhas lágrimas.
- Me conta o que aconteceu princesa? – ele olhava fundo em meus olhos. – Não gosto de ver triste assim.
Puxei Harry pra que sentasse comigo, encostados em uma pedra. E expliquei toda a história pra ele, segurando o choro.
- Ah princesa, não fique assim, ele não te merece e você vai encontrar alguém melhor.
- Obrigada Harry.
- Pode me chamar de Hazza. – ele passou a mão atrás das minhas costas e eu encostei a cabeça em seu peito. – Ei, você está tremendo. Vamos pra perto da fogueira.
Hazza levantou e eu levantei logo atrás. Ele deslizou a mão pelo braço até chegar à minha mão, segurando-a firme. Eu não estava em posição de rejeitar um carinho, então segurei firme sua mão e andamos na direção da fogueira. Sentamos e as meninas ao meu lado. Um menino ruivo tocava violão e cantava. Harry estava abraçado comigo. Quando olhei pro lado, vi alguns meninos sentados perto das minhas amigas. Eu não iria me meter.
Comecei a pensar que seria errado ficar com Harry, ele se acharia segunda opção. Mas naquele momento, abraçada com ele em volta da fogueira, cantando com ele, eu percebi que me sentia bem ao seu lado. Muito bem.
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