Harry POV

Ed, meu amigo que tocava violão, começou a tocar músicas mais calmas. Eu estava abraçando Babi que se acomodou em meus abraços equanto eu passava a mão pelos seu cabelos compridos. Quando a olhei percebi que estava com sono.

– Quer ir pra casa princesa? — eu falei roçando os meus lábios em sua orelha. Sorri quando vi os pêlos dela se arrepiarem.

– Sim, mas eu não quero ir pra minha casa. — ela disse levantando a cabeça e olhando em meus olhos.

– Pode ir pra minha casa se quiser. — eu disse sorrinso maliciosamente quando pensei na possibilidade dela dormir na mesma cama que eu. O meu sentimento por ela estava aumentando a cada dia.

– Se não for nenhum encômodo. — ela disse retribuindo o sorriso e saindo dos meus braços, me deixando frio e vazio. Mesmo sorrindo eu ainda via a tristeza em seus olhos. Ela não estava bem, por culpa de um idiota que não soube como tratar um menina tão ingênua e linda como ela.

– Claro que não. — eu disse me levantando. — Já podemos ir? — eu perguntei estendendo minha mão pra ela.

Por um segundo achei que ela fosse recusar, mas ela segurou e se apoiou para se levantar. Nos despedimos de todos. Bbai pegou seu skate e entramos no carro. Fomos o caminhos todo em silêncio. Ela olhava a paisagem pela janela, eu podia ver o reflexo de seus olhos triste. Ela concerteza não estava bem.

Estacionei o carro na porta da minha casa e Babi foi abrir a porta, mas eu me estiquei sobre ela e fechei a porta novamente fazendo com que ela olhasse pra mim confusa.

– Quero conversar com você antes. — minha voz estava baixa e como ela não disse nada eu continuei. — Princesa — eu disse chegando mais perto de seu rosto e acariciando seu rosto com o meu polegar — eu consigo ver nos seus olhos o quanto está triste — os olhos dela se encheram de lágrimas — Mas não vale a pena, não por ele. — as lágrimas escorreram e eu as sequei. — Ele não te merece, é um idiota. — ela desviou o olhar e continuei — Mas me dê uma chance. Por favor. Eu sei que posso te fazer feliz. — ela olhou fundo em meus olhos novamente — muito mais do que um dia ele te fez.

As lágrimas dela não paravam de cair, eu as secava com as costas da minha mão e esperava uma resposta.

– Harry — ela tentou falar quase sem voz, mas parou.

– Pode falar princesa. Eu sei as respostas que posso ter de você.- sorri tentando mostrar confiancia.

– Se eu aceitar você vai se sentir como segunda opção? — ela foi bem direta.

– Como assim segunda opção? — eu perguntei um pouco confuso.

– Segunda opção. — ela ainda chorava — Não vai achar que só por que estou triste e precisando de carinho eu vou ficar com você?

– Claro que não princesa, eu não vou me sentir segunda opção, vou me sentir feliz. — eu disse sorrindo.

– Se for assim eu te dou uma chance pra me mostrar que eu ainda posso ser feliz no amor. — ela disse de olhos fechados como se estivesse pedindo para não se machucar pela segunda vez.

– Ei abra os olhos. — ela abriu e vi aquela imensidão escura que eram seus olhos que agora estavam inchados de chorar. — Eu vou te fazer feliz. Não vou te machucar. Prom..

– Não. — ela colocou os dedos na minha boca. — não me prometa nada. Da última vez uma promessa me machucou.

Eu apenas sorri e segurando seu rosto em minhas mão, fui chegando perto de seus lábios e meu coração foi acelerando, virei o meu rosto e dei um beijo em sua bochecha. Eu não queria me apressar, agora ela era minha. Parciamente e não oficialmente, ainda. Mas era.

– Vamos entrar. — eu disse saindo do carro, dando a volta e indo abrir a porta do passageiro pra que ela saísse. Enquanto andávamos em direção à minha casa, Babi deslizou seus dedos macios pela pele descoberta dos meus abraços, chegando até a minha mão e entrelancando nossos dedos, fazendo com que espontaneamente um sorriso de forma-se em meus lábios. Ela estava abraçada no meu braço, como que procurando por proteção, então eu me posicionei atrás dela, passando os meus braços por sua cintura e a abraçando. Ela colocou suas mãos em cima das minhas e entrelaçou nossos dedos novamente. Eu a beijei no rosto e dei a chave à ela para que abrisse a porta.

Eu queria fazer dessa noite, uma que ela jamais esqueceria. Porque eu tenho certeza que eu me lembraria dessa noite por muito tempo.

Passamos pela sala ainda abraçados.

- Hazza — ela me chamou com a voz fraca. — eu estou com fome.

- Vire a direita na minha cozinha. — eu disse com uma voz estranha fazendo com que ela risse. Apontei pra que ela se sentasse em um dos banquinhos. — Eu vou pegar agulma coisa porque estou com preguiça de cozinhar.

Abri a geladeira e peguei frios. Fui até o armário, peguei o pão e coloquei tudo em cima da mesa.

- Você se importa de ficar aqui sozinha enquanto eu tomo banho?

- Não. — ela disse meiga.

- Eu já volto. — eu disse segurando seu rosto em minhas mãos e beijando o cantinho de sua boca. Ela ficou corada.

Subi as escadas e peguei a calça de um pijama de frio, já que a noite tinha esfriado. Entrei no banheiro, tomei um banho não tão demorado, coloquei apenas a calça e peguei a blusa. Desci as escadas sem fazer barulho, quando cheguei na sala encontrei Babi olhando alguns porta retratos que eu tinha no móvel da sala. Ainda sem fazer nenhum barulho eu fui chegando perto dela.

- Sabia que você era muito fofo quando pequeno? — ela perguntou sem virar pra trás.

- Como sabia que eu estava aqui? — ela se virou pra mim e apoiou as mãos em meu peito.

- Eu ouvi você descendo as escadas. — eu passei meus braços pela sua cintura.

- Se quiser tomar banho, o banheiro é dentro do meu quarto que você sabe onde é. Aqui seu pijama. — eu disse dando-lhe a blusa do pijama do qual eu vestia a calça.

- E calça? — eu olhei para as minhas pernas e sorri. — Acho que já vou tomar banho. — ela riu e subiu as escadas.

Fui até a cozinha, peguei um copo d'água. Eu estava nervoso por ter uma menina dentro de casa. Isso nunca acontece comigo. Eu queria saber que estava acontecendo comigo. O que eu estava sentindo. Arrumei tudo e me sentei no sofá da sala. Liguei a televisão e coloquei Atividade Paranormal. Quando ouvi passos descendo as escadas, levantei e fui até o pé da escada. Babi tropeçou no final da escada e para não cair começou a descer bem mais rápido. Quando chegou perto de mim, pisou no tapete que tinha na ponta da escada e caiu me levando com ela. Ela ficou em cima de mim e começamos a rir. Tirei seus cabelos do seu rosto e olhei aqueles olhos lindos. Ela estava mais linda do que de costume. Ela apoiou as mãos em meio peito e começou a chegar perto do meu rosto. Eu sentia a sua respiração em meu rosto. Fechei os olhos e ela roçou os lábios nos meus, eu mordi o seu lábio inferior e quando soltei, ela me beijou. Eu não tive reação. Retribui o beijo. Era um beijo calmo, curioso e apaixonante. Eu coloquei uma mão em sua nuca e outra passei pelas suas costas. A virei no chão, ficando por cima.

- Não gosto de ser controlado. — eu disse sorrindo. Ela levantou a cabeça eu começou a me beijar novamente, dessa vez um beijo mais quente e deseperado. Desci minhas mãos para suas coxas, então ela parou de me beijar encostando a cabeça no chão e respirando ofegante.

- Desculpa. — eu disse também ofegante.

- Tudo bem.

Levantei e a puxei, sentamos no sofá e assistimos Atividade Paranormal. Cada vez que Babi ficava com medo ela me unhava. Até que decidi mudar de posição. Deitei no sofá e ela de frente pra mim, em cima do meu corpo. O filme acabou e eu ia me levantar pra colocar outro. Mas Babi não se mexia.

- Babi? — eu a chamei mas ela não se mexeu. Sorri quando vi que ela tinha dormido. Levantei cuidadosamente e a peguei no colo, levando-a pra minha cama. Coloquei no colchão, a cobri até a cintura, contornei a cama e me deitei. Babi se mexeu e deitou com a cabeça e uma das mãos em meu peito. Eu podia sentir sua respiração e seu coração. Acabei adormecendo pensando nos próximos dias. Agora eu a tinha. Eu não podia fazer ela sofrer, afinal, eu gostava muito dela e eu tenho certeza que eu podia fazer ela ser feliz. Muito feliz.