Olhos Azuis
11 Eu espero...
Notas iniciais
Obrigada pelos comentários. Como já disse, eu leio todos e agora prometo que voltarei a responde-los...vocês são ótimos *-* Bjinhos
Domingo à tarde. Santana andava de um lado para o outro em seu quarto, ela não falou com Britt desde o episodio na pizzaria, aliás, à volta para casa depois do que aconteceu foi extremamente silenciosa. A cabeça da morena não parava de funcionar, essa avalanche de pensamentos a incomodavam, a ideia de que Brittany pudesse estar chateada com ela a fazia sentir um aperto no peito. Eram tantos pensamentos, tantos sentimentos a deixando cada vez mais confusa e assustada... Santana estava se sentindo um grande quebra-cabeças onde as peças demoravam a encontrar seus lugares e o encaixe correto nunca acontecia.
Seus pensamentos foram interrompidos pelo toque do celular. Era uma mensagem...
“Já conversou com ela?” – Blaine
“Ainda não”. – Santana
“E está esperando o que mulher? A Britt te adora...” – Blaine
Santana sorriu.
“Ok. Vou falar com ela agora”. – Santana
“Isso. Vá lá e coloque um sorriso no rostinho da minha amiga”. – Blaine
Santana selecionou outro numero no celular e enviou uma nova mensagem.
“Você está em casa?” – Santana
“Estou. Por quê?” – Brittany
“Preciso falar contigo”. – Santana
“Ok. Vou abrir a porta para você”. – Brittany
“Não precisa... Só abre o vidro da sacada”. – Santana
Brittany fez o que Santana pediu e arregalou os olhos quando viu a morena tomar um impulso para pular.
O pensamento de Santana era “Se a Britt conseguiu, eu também consigo”.
Felizmente ela conseguiu chegar do outro lado, mas ao tocar o chão do quarto da loira sentiu que todo o seu corpo tremia, Britt tocou em sua mão e percebeu.
– San, você está tremendo. Está tudo bem? – perguntava preocupada.
– Eu.... Eu tenho.... medo de altura – ela mal conseguia falar.
Brittany apenas a abraçou esperando que a latina parasse de tremer e a respiração voltasse ao normal.
– Desde quando você tem medo de altura? – a morena suspirou.
– Desde o dia em que cai de cima de um escorrega aos cinco anos.
– E como isso aconteceu? O escorrega é um brinquedo divertido...
– Um garoto me empurrou. Ele disse que eu estava demorando muito para escorregar no brinquedo... Britt me desculpa...
– Por você ter medo de altura? – a loira perguntou confusa e Santana sorriu.
– Não... Pelo que aconteceu ontem. Eu acabei com a nossa noite por causa do meu jeito estourado de ser...
– Não se preocupe San. A Quinn teve culpa nisso também... Você só quis nos defender. – deu um pequeno sorriso.
– Mas... Mas...
– Mas nada San. Eu estava com saudade...
– Eu também....
Dessa vez elas não saberiam dizer quem deu o primeiro passo, provavelmente aproximaram-se mutuamente. Um pequeno roçar de lábios que aos poucos foi evoluindo para um beijo intenso, as línguas se tocando, provocando arrepios e pequenos gemidos.
Santana sentiu um leve aperto em sua cintura, percebeu o que estava acontecendo. Ela estava deitada no chão com metade do corpo de Brittany sobre o seu. Uma das mãos da loira passeando sobre a sua barriga e cintura... Apesar de sentir o sangue ferver ao menor toque da outra em sua pele, aquele ainda não era o momento, ela ainda não estava totalmente certa do que queria.
– Britt... Britt... – a garota beijava seu pescoço.
– Hã? – Santana segurou o rosto da amiga encarando os olhos azuis, percebeu um brilho diferente neles.
– Rápido demais...
– Desculpa San. – Britt desviou os olhos.
– Hey. Não precisa se desculpar, BrittBirtt... Eu... Eu quero – a morena corou – mas preciso de um tempo...
Brittany sorriu as ver que Santana tinha ficado vermelha.
– Tudo bem, San. Eu espero... Tudo no seu tempo...
Notas finais
Acho que no próximo capitulo darei um destaque para a história da Quinn.
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