Notas iniciais
Olá. Primeiro de tudo: Eu não estou muito satisfeita com esse capitulo, nunca imaginei que escrever sobre a Quinn fosse tão difícil =( Mas prometo melhorar no próximo. Bjinhos

Deitada em sua cama, Quinn viu o dia acabar, amanhecer e novamente o céu claro dar espaço as estrelas. Era Domingo a noite e ela ainda não havia dormido, desde que ouviu as palavras de Santana e se lembrou de sua amizade com Brittany a líder de torcida não fez mais nada além de ficar deitada em sua cama.



Ela já estava com os olhos vermelhos e inchados devido ao choro e as horas em claro, mas ela não se importava mais. Lágrimas contidas por um ano não paravam de descer pela face branca, tanto tempo se comportando como a rainha do gelo, escondendo todos os sentimentos e fazendo de tudo para ser a melhor, a mais popular, quando de repente as palavras de alguém, que nem conhecia direito, soaram como um tapa a fazendo cair na real.



Como poderia ter tratado tão mal alguém como Brittany? Como podia ser tão egoísta? Se fosse ao contrario nada disso teria acontecido, afinal Brittany era a melhor pessoa que já conhecera.



“Eu com certeza sou a pessoa mais estúpida que existe. Ao invés de fugir e virar a pessoa que virei, eu deveria ter conversado com a Britt, tenho certeza que ela me entenderia, mas a raiva me cegou completamente.

E se eu tivesse falado a verdade? Será que ela se afastaria? Aaaa inferno! Falando ou não falando acho que eu a perderia.... Eu a perdi...”



Os pensamentos confusos de Quinn foram interrompidos por fracas batidas na porta de seu quarto.



– Quinn filhinha. Posso entrar?


– Pode sim mãe... Só não acende a luz porque estou com dor de cabeça. – ela não queria que a mãe reparasse em seu rosto inchado.


– Eu trouxe algo para você comer... Você não sai do quarto desde ontem e eu fiquei preocupada. O que aconteceu?


– Não é nada... – suspirou – Aliás, é algo que só eu posso resolver.


– Ok, mas se precisar...


– Eu falo com a senhora.



Quinn recebeu um beijo na testa e observou sua mãe se retirar do quarto, olhou para a bandeja e pensou em comer um pouco, mas sua garganta estava travada.



“Ai Quinn... Você fodeu com a sua vida sabia? Bagunçou tudo por nada... Mas também, quem mandou se apaixonar por sua melhor amiga? Brittany... É quase impossível não gostar dela... Só que aquela desgraçada da Emily apareceu e estragou tudo mais ainda. O ciúmes que senti quando ela se aproximou da Britt foi assustador.”



Eu já fazia parte das lideres de torcida, mas tinha decidido falar com a Britt, abrir o jogo... Fui até uma parte afastada da quadra de basquete, sabia que encontraria Britt ali, era nosso esconderijo... E foi aí que eu as vi, aos beijos. Fiquei alguns minutos paralisada diante da cena e quando elas se separaram Brittany me encarou, e tenho certeza que ela viu todo o ódio, raiva que eu estava sentindo. Só que era bem mais que isso... Eu queria estar no lugar da Emily. E falando nela... A garota tinha uma cara apavorada, era como se gritasse silenciosamente para que eu não contasse para os outros o que eu tinha visto. Idiota! Mas eu não podia falar nada. Eu estava fugindo dos meus sentimentos...

Brittany tentou se aproximar, tentou conversar, mas acredito que minha cara não era das melhores e então ela recuou assustada.

Eu era líder de torcida, estava apaixonada pela minha melhor amiga e também estava cega de raiva... Foi ai que resolvi agir. Agir da única maneira que eu sabia, mesmo tendo consciência das consequências.

Tudo o que fiz agradou as outras lideres de torcida e aos jogadores, mas no final do dia eu sempre chegava em casa me sentindo péssima. Uma verdadeira vaca!



“O pior de tudo foi ver o tempo passar e perceber que o amor de amiga ainda existia, mas a paixão que eu sentia pela Britt havia desaparecido. Eu devo ter confundido os sentimentos e estraguei tudo. Não tem um dia que eu não sinta falta dela... Mas é tarde demais, ela nunca vai me perdoar. Eu estou totalmente envolvida na brincadeira da fotografia, e mesmo nunca tendo mostrado elas para os outros, eles sabiam que era coisa pesada.

Ver aqueles olhos azuis tristes era como sentir pequenas agulhas perfurando meu corpo. Doía, mas eu disfarçava bem, ninguém podia perceber, afinal ali no colégio eu sou Quinn Fabray, a líder de torcida mais popular e mais sangue frio que já existiu. Uma bela de uma fachada... Mas ali todos vivem de aparência...”



Seus pensamentos foram novamente interrompidos por uma garotinha de seis anos. Cindy, filha de uma vizinha. Quando a mãe da menina precisava fazer plantão no trabalho ela ficava na casa dos Fabray.



– Quinnie! Quinnie! Vem brincar comigo. – a garotinha pedia enquanto pulava na cama.


– Hoje não Cindy. — Quinn não pode deixar de sorrir da carinha que a menina fez.


– A tia Mary disse que você estava triste – passou as pequenas mãozinhas no rosto de Quinn – Eu não gosto de te ver triste.


– Eu sei... Mas prometo que tudo vai ficar bem. Palavra de melhor amiga.


– Você é minha melhor amiga grande, mas a minha melhor amiga criança é a Julia. – a menina sorria.


– Quer dizer então que eu tenho que te dividir com a Julia? – começou a fazer cócegas em Cindy.


– Para! Para! Eu me rendo! Mas agora eu vou assistir desenho. – a menina falou já pulando da cama.


– Ok... Cindy! – Quinn chamou a menina que já estava na porta — O que você faria se tivesse feito algo que machucou a Julia?



A garotinha ficou séria por um momento, pensou e respondeu num tom óbvio.



– Eu pediria desculpas, daria um beijinho no machucado, mamãe sempre diz que ajuda a sarar mais rápido, e dividiria meus biscoitos preferidos com ela.



Cindy saiu do quarto deixando para trás uma Quinn boquiaberta, mas que sorriu ao decidir o que iria fazer.



Notas finais
Será que ficou mais claro o pq da Quinn se comportar como uma vaca?