Old Love

2 Uma estranha conhecida


Notas iniciais
Bom pessoal foi mal a demora, a escola está tentando me matar com todos esses trabalhos, pesquisas, avaliações, provas, e lições de casa. Então se quiserem culpar alguém, culpe ela, pois eu não tenho culpa. Boa leitura a todos.

Kisara Pov On

Estava cavalgando pela imensa cidade de Korin, olhava cautelosamente para todos os lados, percebendo que tudo estava aparentemente normal. Eu mudava de paisagem muito, mas não deixava de apreciar meus passeios matinais. O cheiro de paz, e de pessoas vivendo suas vidas pela manhã me deixava um tanto que contente, e cheia de energia para começar o meu dia.

Fechei meus olhos por meros segundos apreciando a brisa gostosa do vento que pairava sobre mim. Realmente uma sensação ótima para quem quer começar um bom dia com o pé direito. Meus cavalo andava um tanto que devagar o que fazia eu sentir tédio. Pégasus com certeza estava muito mais entediado do que eu para estar de mal humor tão cedo.

Não me sentia feliz e nem triste, possuía um humor zerado naquela manhã. Apenas o que sentia na maior parte do tempo era tédio. Eu sou nômade desde os dez anos quando meus pais morreram, e assim consegui me adaptar a tais métodos de sobrevivência.

Trabalho na corte do faraó como feiticeira, e também como espadim sendo uma das primeiras mulheres a se tornar general em campo de batalha. Como a guerra não acaba nunca eu sempre fico viajando, e embora as pessoas achem que essa é uma vida exaustiva e pesada, eu discordo.

Não me sinto só, sempre há novidades nas novas cidades em que visito, conheço bem cada pedaçinho de cada aldeia do império Egípcia, e me sinto uma pessoa feliz na maioria do tempo em que não estou com tédio. Não é uma vida estressante, não é uma vida pesada, é uma vida perfeita para alguém como eu.

No momento estou com um vestido longo (até dois palmos depois do joelho) todo branco, com vários detalhes em azul nas mangas e na cintura. Sapatilhas beges, braceletes nos pulsos,e meu cabelo longo e azul balança de acordo com o vento.

Pode se dizer que eu tenho conforto, não falta nada, mas também não tenho tudo. É uma vida livre cheia de aventuras interessantes esperando por mim, como as páginas de um livro esperam para ser lidas.

Fora tudo isso, eu possuo um dragão. Meu dragão é bem forte e muito poderoso, só o libero a noite quando todos dormem, essa criatura interior me ajuda em momentos dificies, mas só consigo envoca-la quando estou bem descansada, do contrário desmaiaria de cansaço. Como não possuo um tiradirân tentar envocar meu dragão muito cansada pode me deixar inconsciente por dias, além de receber por bônus muitos efeitos colaterais. Hoje acordei com uma sensação estranha, de que algo incrivelmente assustador vai acontecer hoje.

Ainda me lembro dele, aqueles olhos castanhos, aquele olhar que me passava conforto e proteção. Seto. Mesmo em sete anos não consegui esquece-lo, como esquecer de alguém que marca sua vida, e seu coração para sempre? Só queria saber se ele está bem, se está vivo. Se pensa em mim, ou sabe que penso nele. Meu coração ainda reage ao seu nome, batendo de uma forma descontroladora.

Seto Povo n

Estamos lidando com um grande problema que se resume em uma só palavra; Bakura. Esse é um grande mal feitor que não respeita a autoridade do faraó, desrespeita os deuses, usa feitiços estranhos, meche com coisas da sombra, usa coisas além do seu controle, e brinca com vida de cidadãos como um bebê brinca com um chocalho.

Ele também invoca monstros terríveis que são extremamentes dificies de destruir, mas quando em fim conseguimos, nossos esforços não valem absolutamente de nada, pois aparece outro monstro muito mais forte em seu lugar. Não sei o que o povo egípcio fez aos deuses a ponto de merecermos tal castigo. A força do diabólico de Bakura já se compara a força do Deus egípcio mais fraco Slaifer o dragão dos céus. Se ele continuar nesse ritmo, nem imagino o que acontecerá se atingir ou até ultrapassar o poder do Dragão Alado de Rá. Estaremos todos perdidos.

Eu sou Seto Kaiba, um dos sete guardiões da corte suprema do grande faraó, e determino o poder da minha varinha do milênio. Cheguei até onde cheguei com muito esforço e dedicação, muito diferente dos outros guardiões eu me elegi dentro dos cidadãos ultrapassando recordes e não aceitando limites.

Realmente me orgulho muito do cargo que possuo. Agora nesse exato momento estou andando pela cidade junto com Shadar o guardião da chave do Milênio. Como não tínhamos mais estratégias para derrotar Bakura, pois todas elas não funcionavam mais, parti para uma solução um pouco mais radical.

Vamos procuras dentre todas as pessoas da cidade, uma que tenha uma criatura interior bastante forte, e com eles reuniremos um exército extraindo-as das pessoas. E vamos começar pelos ladrãos que normalmente determinam criaturas poderosas. E depois de tudo, vamos usá-las contra Bakura.

Foi um plano totalmente de minha autoria, é muito provável que não de certo, mas não custa nada tentar já que não temos mais nenhuma idéia boa o suficiente. Como disse um antigo sábio, Só os deuses sabem se iremos conseguir.

Tive essa maravilhosa idéia quando o faraó foi atacado por um ladrão enquanto celebrávamos nossa vitória em uma guerra, ele foi facilmente detido, e julgado pela corte do faraó. Trancamos a criatura das trevas que habitava em seu coração em uma placa santuário e então ele ficou sob nossas ordens.

Na maioria do tempo livre que eu tenho pra pensar em alguma coisa sem se tratar de guerra, penso nela. A garota que conheci a sete anos, nos encontramos por acaso, eu a ajudei, e então ela foi embora. Queria ter a conhecido, ela realmente me enfeitiçou com aqueles olhinhos azuis, mais lindos que os céus. Mesmo se passado sete longos anos ainda penso nela boa parte de tempo. Só queria saber se... Algum dia iria reencontra-la novamente. Mesmo que eu não detenha de seu amor, de uma amizade para o meu coração já é suficiente.

E aqui estou eu morrendo de tédio, com minhas reflexões da vida. Viajava perdidamente em meus pensamentos que mal pude perceber que já havíamos chegado no centro da cidade. Olhei em volta e nada, nem um sinal de ninguém ou nada forte o bastante, com certeza tive uma péssima idéia. Nunca pensei que seria eu obrigado a fazer as próprias coisas que falei. Se não iria propor algo mais fácil. Foco Seto!!!!!

- Podem parar aqui guardas. – falei parando meu cavalo. – Tragam qualquer cidadão que detenha de alguma atividade suspeita! – e assim todos os guardas se dissiparam entre todos os civis.

Suspirei pesadamente enquanto focava meus olhos em um ponto qualquer a minha frente. Praticamente aquilo me tomaria muito tempo, que o considero mais “útil” para me ocupar em questões sobre como deter Bakura. Geralmente só penso nos planos e nas estratégias, quem deveria ter vindo era Ísis, mas só que ela está mais ocupada se concentrando para tentar identificar o futuro que os deuses preverão para nós.

Shadar_ Você acha mesmo que isso vai dar certo, mestre Seto? – perguntou me desviando dos meus pensamentos me fazendo voltar toda a minha atenção a ele.

Seto_ Não sei. Provavelmente sim, mas levará tempo até que encontremos alguém que se encaixe no padrão que determinamos. – respondi não dando muito importância com o pessimismo de Shadar.

Shadar_ Concordo com você. Levará tempo. – falou por fim terminando nosso diálogo.

Deixei de prestar atenção nele e voltei minha atenção para os civis. Nada fora do normal, a não ser uma garota que me chamou a atenção. Passou sobre nós montada em um cavalo, e com um cajado. Com certeza uma feiticeira do palácio, mas também detinha uma espada, o que era algo muito incomum entre as mulheres.

Certamente devia ser uma das poucas mulheres que possuíam cargos importantíssimos em relação à estrutura do exército do faraó. Ele disse que não aceitava discriminações contra mulheres, e que se fosse por ele isso acabaria bem rápido, já que algumas se mostrarão até mais habilidosas e muito mais preparadas do que certos homens.

Estranhei quando minha varinha do milênio começou a brilhar intensamente, demonstrando que estava preparando um ataque, o que me deixou intrigado. Afinal, não tinha ordenado que ela fizesse isso, ou seja não a estava controlando, não detinha mais poder sobre ela.

Então vi que a varinha começou a flutuar e apontar em direção da moça que vi poucos segundos atrás. Shadar então começou a me fitar se perguntando o porquê de eu estar fazendo isso, enquanto eu me preocupava o porquê da varinha do milênio não respondia as minhas ordens, e estava sendo controlada por outra pessoa que não era eu.

Shadar_ O que? – perguntou não recebendo uma resposta, estava entretido de mais com o que varinha iria fazer.

Tão logo descobri, ela envocou dois monstros que rapidamente lançaram ataques de fogo na direção da moça que analizava poucos minutos atrás. Antes que os ataques a atingisse ela pulou habilidosamente de seu cavalo e fez uma espécie de escudo super protetor diante dela pra se proteger.

Ela então voltou sua atenção para mim, me encarou quase que exigindo uma resposta do por que dela estar sendo atacada, e ao tudo que indicava as circunstancias, a minha varinha a estava atingindo sem motivo algum.

- O que é isso? – indagou demonstrando um leve toque de irritação.

- Minha varinha na está ao meu comando, alguém a está controlando. – respondi pensando em como cortar essa ligação entre minha varinha, e quem quer que seja que estivesse alterando seus ataques.

- Faça alguma coisa Seto! – falou Shadar. Fácil falar.

Desci do cavalo assim como Shadar, ele fez envocou uma criatura onde lançou seu feitiço na direção da minha varinha.

- Cesse os ataques varinha do milênio

Falei esticando minha mão onde a varinha flutuou até ela, mostrando estar novamente ao meu comando. A garota não entendendo nada do acontecido deu de costas indo novamente em direção ao seu cavalo pronta para seguir novamente seu caminho.

Mas, a chave do milênio saiu do controle lançando um pequeno furacão onde me jogou longe assim como Shadar, e a garota. “Quando finalmente conseguimos deixar a minha varinha do milênio em seu juízo perfeito, agora a chave do milênio de Shadar agora resolve dar chilique. Pelo amor de Rá, o que está acontecendo aqui?!” – me perguntei mentalmente, quase que exigindo uma resposta.

Logo apenas senti vários ataques vindo em minha direção, e mirando novamente na garota que estava caída poucos metros de mim e de Shadar. Ela ainda estava tentando se recuperar do último golpe, recebeu o ataque em cheio, caindo inconsciente no chão.

Me levantei tentando entender alguma coisa, mas muitas perguntas martelavam minha cabeça incessantemente. Quem era aquela garota? Porque a chave e a varinha do milênio a atacaram? Quem as estava controlando? E por fim a pergunta que conseguia resumir todas as outras; O QUE ACONTECEU AQUI?

Shadar_ O que aconteceu aqui??????- Perguntou se levantando e apanhando sua chave do milênio que estava caída no chão, e tento total certeza que ela estava sob suas ordens.

Seto_ Não faço idéia. – Respondi pegando minha varinha do milênio do chão e verificando se ela estava sob meu poder. A encarei por uns estantes tentando encontrar respostas, mas... Nada.

Fui até onde a garota estava caída, e parei olhando para seu rosto. Não sei como, mas de alguma forma sentia que já conhecia ela de algum lugar, e há muito tempo. Como a sensação de reencontrar um velho amigo. Mas não me lembrava exatamente como a conhecia.

Shadar caminhou até onde eu me encontrava e ficou fazendo a mesma coisa que eu. Tentando encontrar uma solução lógica para tudo o que aconteceu. Depois a chave do milênio começou a brilhar de novo, mas não na forma de ataque, na forma de poder.

Ele andou a passos a frente de mim, e apontou a chave para a garota, então ficou com uma cara meio que surpresa ou assustada. Não sei qual a melhor palavra para descrevê-la.

Shadar_ A criatura dentro dela, é... A mais forte que já vi. – então como se um furação estivesse passado, ele foi jogado com muito impulso para trás – Eu nunca vi algo tão poderoso.

Seto_ Sério? Não sei o que é, mas tem algo muito familiar nessa garota. Guardas, vamos recrutá-la ao palácio. Dêem toda comida e água que ela quiser precisamos correr homens.

Vários guardas foram até ela verificando seu pulso, então a colocaram em um cavalo e rapidamente se dirigiram até o palácio. Voltei para meu cavalo os acompanhando, assim como Shadar.

Shadar_ Não entendi mestre Seto?

Seto_ Alguma coisa controlou as nossas relíquias do milênio, quero saber se isso têm alguma coisa haver com Bakura. Se ele pode fazer isso, é apenas questão de tempo até tentar controlar as outras, até chegar ao enigma do milênio do faraó. Fora isso vou verificar se a criatura dela é forte, assim poderemos ter uma arma contra Bakura.

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Notas finais
Já que vocês perderam uns cinco minutos lendo, desça mais nessa página e deixe um comentário expressando sua opinião. Não vai levar nem 60 segundos, e sua mão não vai cair, sem contar que essa autora aqui vai ficar muito feliz XD
O próximo capitulo está previsto pro dia 16 ou 17 de Junho. Não me culpem tá pela demora, mas eu tenho outras fics também e elas tem mais leitores do que essa, e eu tento priorizá-las um pouco. Mas, como eu disse não iria desistir da fic. Acho isso um absurdo.
Eu não iria prolongar a fic, no máximo terá uns 15 capitulos. Na verdade era pra seu uma one-shot mas achei que iria ficar muito grande. Se eu escrever o próximo capitulo antes, provavelmente avisarei no meu perfil. Kissus!!! =)