Oh, Dammit! [A SER REESCRITA]

5 Um dia os porcos vão voar!


Notas iniciais
Aaah Qual é! Nem demorei pra postar né? Então vocês tem a obrigação de me amar u.u -sqn Enfim, algumas pessoas me pediram para eu narrar a pegação do Nico e da Bianca na cozinha. A princípio eu não ia narrar, mas então eu tive uma grande ideia para tretas futuras, então eu meio que fui obrigada a narrar, já que era o momento perfeito! Me desculpem se estão esperando ansiosamente para a festa xD O próximo capítulo será ela e a narração será do Nico ~prevejo muitas tretas~ Enfim, espero que estejam gostando *-* Boa leitura e até lá embaixo haha

Bianca

O maior pecado que eu já pude cometer em toda a minha existência foi ter me apaixonado pelo meu próprio irmão.

Ás vezes eu me sentia suja por sustentar esse sentimento dentro de mim, mas depois daquele beijo no banheiro, não tinha dúvidas de que alguma coisa em mim atraia Nico. Talvez ele me achasse bonita e gostosa. Talvez ele me enxergasse da mesma maneira que eu o vejo. Talvez ele só quisesse se divertir.

Havia tantos “talvez” em minha situação que me deixavam extremamente confusa. Havia tanta coisa que estava me irritando que não era de se admirar que America percebesse.

– Está tudo bem? – ela perguntou deitando-se na cama e abrindo uma revista qualquer.

Olhei-a de modo frio. Não estava levando aquela coisa de casamento muito bem como parecia. Não estava me sentindo nem um pouco bem com os meus sentimentos por Nico. Não estava acreditando que Nico fora tão baixo em ter transado com ela. Aquilo só me irritava mais ainda e fazia-me odiar America.

Não podia culpá-lo, afinal, America era realmente muito linda. Cabelos escuros enrolados com várias cores nas pontas cheios de vida, nada comparado aos meus, negros, lisos e sem vida. Seus olhos verde-mar eram destacados por camadas de maquiagem pesada, enquanto os meus eram escuros e comuns demais. Sua pele era branca e lisa, a minha pálida e com algumas sardinhas. Além disso tudo ela tinha corpo. Seus seios não eram nem de longe pequenos, sua cintura era marcada e perfeita, sua bunda redonda e empinada.

Por mais que eu me esforce, nunca teria um corpo ou a beleza de America. Não era de se admirar que Nico a quisesse pra si.

– Não te interessa – eu disse e voltei meus olhos para minhas unhas. Estava tirando as cutículas, sentada no meu colchão.

– Vish! Que grosseria é essa? – ela disse de forma divertida. Não parecia nem um pouco ofendida com a minha atitude.

– Não tente bancar a irmãzinha perfeita.

Vi um movimento na cama dela com minha visão periférica. Virei um pouco a cabeça e a vi deitada de lado, apoiando a cabeça no braço com o cotovelo apoiado no travesseiro.

– A última coisa que eu queria era ter mais dois irmãos. Não me julgue por tentar ser simpática – ela disse calmamente. Não soava irritada nem triste, mas também não soava alegre.

Encarei-a por alguns segundos. Eu deveria no mínimo ser gentil com ela.

Era uma quarta-feira à tarde e estávamos sozinhas em casa, exceto pelos empregados. Nossos pais estavam trabalhando, Nico tinha ido para a casa de Leo fazer algum trabalho de química, Percy estava no treino de natação e Tyson estava no colégio, já que estudava à tarde.

– Hmm... – foi a única coisa que consegui dizer.

Não conhecia America, mas tinha certeza que ela tinha revirado os olhos. Levantou da cama e vasculhou alguma coisa em seu armário. Acompanhei seus movimentos com os olhos até ela se sentar em minha frente, com um esmalte roxo nas mãos.

– Essa cor combina com você – ela disse me entregando o esmalte e me lançando um sorriso simpático.

Ficamos nos encarando por uns segundos. Sua mão quente sobre a minha fria me fez sentir um choque térmico estranho, fazendo-me arrepiar. Tirei minha mão da sua e desviei seu olhar.

– Obrigada... – eu disse fazendo uma pausa – Eu acho.

Ela abriu um sorriso malicioso. Esse sorriso estava sempre em seus lábios e aquilo de certo modo me irritava um pouco.

– Sem problemas – ela disse.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, era extremamente desconfortável para mim, mas para ela parecia simplesmente normal.

– Você gosta dele, não é? – ela perguntou de repente. Senti o sangue subir pra minha cabeça, me deixando vermelha.

– N-não! Porque você acha isso? – gaguejei após tentar não fazê-lo.

– HÁ! Então é verdade! Eu não disse quem era, então você realmente gosta do Nico – ela disse com um sorriso. Não entendi muito bem seu raciocínio, mas parecia que para ela fazia o maior sentido.

– Isso não é verdade! – eu disse mais alto, quase gritando.

Ela riu e chegou mais perto de mim, apertando minha bochecha.

– Você está muito corada, Bianca! Não esconda isso de mim – ela disse com um sorriso e um tom divertido na voz.

– Você está muito enganada, America! – exclamei e ela riu.

– Olha, não se preocupe, okay? Não vou contar pra ninguém – ela disse. – E antes que você pense merda, eu e Nico não transamos.

Olhei-a incrédula. Aquilo era quase impossível de se acreditar. Eles estavam praticamente pelados na cama!

– Não iríamos fazer isso com você no quarto – ela disse rindo da minha expressão – Ao contrário de Percy, eu tenho senso.

Semicerrei os olhos para ela, que sorria irritantemente em minha direção. Assim como Nico, tenho o sono extremamente pesado, então se eles transaram ou não, eu não saberia. Eles poderiam ter feito o maior barulho possível, estava tão imersa em meus sonhos que não teria escutado de qualquer forma.

– Então vocês fariam se eu não estivesse no quarto, é isso? – perguntei com uma irritação na voz. Ela riu mais uma vez.

– Seu irmão é muito lindo e muito gostoso – ela disse e riu quando viu minha cara de irritação – Mas não, não faria uma coisa dessas. Não com gente dentro de casa.

Encarei-a cética. America parecia o tipo de rebelde reservada, que não fazia merda nenhuma. Sem contar que ela frequentava um colégio de freiras. Mas agora, falando dessa forma, parecia que ela era a pessoa mais porra-louca do mundo.

Logo saquei a jogada dela. Ela era santinha dentro de casa e porra-louca fora de casa. A jogada perfeita para manter a visão dos nossos pais de que ela é a pessoa mais inocente do mundo, então eles não iriam suspeitar se ela bebesse ou transassem com trocentos caras em uma noite.

– Então você já fez isso... Com outros? – perguntei me sentindo um pouco envergonhada por falar desse assunto com ela.

– Mas é claro que sim! Você não? – ela perguntou divertida. Meu coração acelerou.

– Claro que sim! – menti descaradamente – Por favor, tenho 18 anos.

Ela semicerrou os olhos, parecia que não tinha acreditado em mim, mas logo suavizou a expressão, tornando-a maliciosa.

– Já que você diz... – ela falou dando de ombros. Chegou mais perto de mim.

Então ela fez algo que eu não esperava: começou a fazer cócegas em minha cintura. Eu simplesmente abomino essa coisa do demônio. Fala sério, essa sensação não é de Deus! Nós parecemos felizes por estarmos rindo, mas por dentro estamos em total pânico e querendo morrer.

– America! – gritei rindo – Pa-para!

– Não seja sem graça, Bia – ela disse rindo da minha desgraça.

Com isso, ela acabou por cima de mim, sentada em minhas coxas para que eu não me mexesse tanto e fazendo cócegas em minha cintura. Então ela parou, mas prendeu as minhas duas mãos em cima da minha cabeça.

Meu coração estava mais disparado do que nunca por causa das cócegas. Ela me olhava com aquele sorriso que eu descobri que me irritava profundamente e se aproximou de mim.

– O que você tá fazendo? – perguntei, mas minha voz saiu falhada.

– Não te interessa – ela disse me imitando e roçando os lábios nos meus.

Aquele encostar de lábios me deixou estática e com a respiração descontrolada. America sorriu contra minha boca e finalmente me beijou. Sua boca contra a minha era uma sensação nova e gostosa. Ela pediu passagem com a língua e eu concedi sem demora.

Nossas línguas se enroscaram com uma urgência desnecessária, mas eu queria aquilo, queria mais na verdade. As mãos dela soltaram as minhas, que foram instantaneamente para seus cabelos, puxando-a mais pra perto.

As mãos dela deslizaram pelo meu pescoço até meus seios cobertos pelo sutiã e pela blusa que eu tinha ido pro colégio mais cedo. Ela começou a desabotoar minha camisa, deixando-a completamente aberta, expondo meu sutiã rosa e meus seios.

O ar foi necessário, mas ela não parou por ai. Deslizou os lábios para o meu pescoço, beijando e chupando minha pele branca. Eu tentava conter os gemidos e controlar o meu corpo para que ele não se mexesse embaixo dela, mas era impossível.

America traçou uma linha de beijos até o meu peito esquerdo e quando estava prestes a tirar meu sutiã, eu acordo.

Sentei-me na cama ofegante e com o coração disparado. Olhei ao meu redor, estava no quarto de America. Estava tudo completamente escuro, mas eu assim que olhei para a cama de casal, America estava lá esparramada na cama, com uma camisa preta comprida, mas que deixava a mostra sua cueca boxer feminina vermelha.

Engoli em seco. Aquilo tudo não se passou de um sonho? Eu tive... eu tive um sonho erótico com a America?

Levantei do colchão completamente atordoada e tropecei em algo jogado no chão, um tênis All Star preto. Olhei para trás rapidamente para me certificar que America não tinha acordado com o barulho que eu tinha feito. Ela ainda estava dormindo, na mesma posição que tinha visto quando acordei. Então ela tinha o sono pesado igual a mim.

Tentei não fazer nenhum barulho até chegar a porta e abri-la, saindo do quarto e me direcionando para as escadas. Estava tudo escuro, então esperei uns segundos antes de avançar para que meus olhos se acostumassem com o pouco de luz. A casa era iluminada pela luz da lua de algumas janelas, apenas isso.

Desci as escadas e me encaminhei para a cozinha pensando no sonho que eu tive. Não estava acreditando que eu tive mais um sonho desse tipo. Não era a primeira vez que eu sonhava coisas pervertidas com uma garota e pelo visto não será a última.

Abri a geladeira e peguei um jarro de água, despejando o conteúdo em um copo de vidro. A cozinha era grande e luxuosa, mas não estava prestando atenção nisso, apenas olhava para a janela tentando afastar aquele sonho da minha mente.

Sentei-me em uma bancada perto da janela e tomei minha água calmamente. Balançava as pernas penduradas, sinal de nervosismo. Respirei fundo algumas vezes e tentei não gritar quando uma figura apareceu na porta.

– Shhh! Cale a boca – disse a voz masculina na porta. Por mais que a voz soava completamente bêbada, eu a reconheci. Era a voz do meu irmão.

– Nico? – eu disse chegando mais perto dele. Nico riu um pouco e caiu em cima de mim. Segurei-o rapidamente. – Onde você estava?

– Um dia os porcos vão voar! Eu tenho certeza! – ele exclamou claramente bêbado.

Revirei os olhos, mas não deixei de rir com o que ele disse.

– Vamos moço, você está completamente bêbado – eu disse tentando levá-lo para o quarto.

Olhei para o relógio, estava quase dando duas da manhã. Nós estávamos perto da bancada onde eu estava sentada segundos atrás, o que me sustentava por trás, pois eu estava em uma posição péssima e acabaria caindo com ele por cima de mim, mesmo tenho força para sustentá-lo.

– Nico, vamos... – comecei, mas fui interrompida por sua boca na minha.

Eu não merecia aquilo. Ele estava bêbado! Então porque eu estava correspondendo? A emoção foi maior que a razão naquela hora. Pra falar a verdade, a emoção era sempre maior que a razão em tudo o que eu fazia.

O beijo de Nico era simplesmente inebriante e viciante, não tinha como afastá-lo, mesmo com o gosto de álcool em sua boca. Confesso que aquilo era até gostoso. Nosso beijo foi ficando cada vez mais envolvente e excitante. Nossas mãos exploravam o corpo um do outro com urgência.

Logo eu estava sentada de novo no balcão, mas dessa vez Nico tinha me sentado lá. Como eu era mais baixa que ele, fiquei da sua altura sentada no balcão, facilitando nosso beijo. Eu estava de camisola, então estava fácil para ele fazer o que quisesse comigo. Senti um pouco de medo, mas logo passou quando um de seus dedos entrou em minha intimidade sem demora.

A dor me invadiu por um segundo, mas logo foi substituída pelo prazer. Sua mão começou a fazer movimentos de vai e vem dentro de mim e a cada segundo eu me sentia melhor e feliz. Não estava acreditando que aquilo estava acontecendo comigo, era simplesmente maravilhoso.

Eu tentava conter os gemidos enquanto Nico me masturbava e beijava meu pescoço. Estava de olhos fechados e com a cabeça jogada para trás, maravilhando-me com suas carícias. Depois de uns minutos, que para mim foram segundos, Nico tirou seu dedo de dentro de mim e me puxou da bancada.

– Vem – ele disse com a voz beirando a sóbria.

Ele me levou para no andar de cima, tropeçando às vezes em alguns degraus, mas recuperando o equilíbrio rapidamente. Logo estávamos no segundo andar, nos dirigindo para um quarto depois do de America, Tyson, Percy e os nossos futuros.

Nico abriu uma porta e me jogou lá entro, fechando-a atrás de si. Agarrou-me pela cintura e começou a me beijar novamente. Eu estava fazendo de tudo para que cada centímetro do meu corpo estivesse encostado ao dele e isso era fácil quando não se estava encostada na parede. Então, para minha infelicidade, Nico inverteu as posições, me pressionando com seu corpo contra a porta. Abri os olhos rapidamente para ver onde estávamos, tinha alguns jogos de mesa em um canto da sala, um sofá, uma TV e um vídeo game. Lembrei-me do meu tour pela casa com minha mãe e Mellie, ali era a sala de jogos.

Empurrei Nico até ele cair de costas o sofá, sem parar de beijá-lo, ficando por cima. Segurou minha cintura, apertando-a fortemente, mas não a ponto de me machucar. Peguei a barra de sua camisa e ele me ajudou a tirá-la o mais rápido possível. Tinha quase certeza de que ele não estava gostando nada da ideia de eu estar por cima, então não reclamei quando ele virou e caiu por cima de mim no chão.

Minhas costas doeram um pouco quando atingiram, mas logo a dor passou com as carícias de Nico nas laterais do meu corpo. Ajudei-o a tirar minha camisola, me deixando apenas de calcinha, e sem cerimônias ele atacou meu peito esquerdo, beijando e chupando meu mamilo enquanto acariciava e estimulava o outro com a mão.

Eu tentava conter os gemidos, mas era quase impossível. Aquela sensação era extremamente nova pra mim e eu estava em completo êxtase. Tirei a calça do meu irmão rapidamente e comecei a masturbá-lo com vontade.

Uma parte de mim dizia para eu parar, mas a outra dizia para eu continuar. Infelizmente, a que falava “Continua, não era isso que você mais queria?”, estava vencendo de lavada.

Nico gemia contra meus peitos e isso me deixava cada vez mais louca. Nunca tinha feito esse tipo de coisa, mas pelos gemidos e as caras e bocas dele, ele estava gostando. Arqueava minhas costas quando ele mordia meu seio um pouco mais forte ou chupava o com mais vontade.

Logo meu irmão parou com as carícias nos meus peitos e passou a fazer uma trilha de beijos até chegar a minha intimidade. Foi nesse momento que eu descobri o que era prazer. Nico chupava e lambia meu clitóris como um pouco de violência, mas não deixava de ser maravilhoso.

Não tinha como conter os gemidos. Com toda certeza alguém iria ouvir, então Nico levantou uma das mãos, tapando minha boca para que os gemidos altos fossem abafados. Vez ou outra soltava um gritinho de prazer, mas nada que demorasse muito. Senti seus dedos me invadindo novamente, sem deixar de lamber minha intimidade.

Depois de alguns segundos de carícias, vi Nico levantando rapidamente e tirando sua cueca boxer preta.

– O que você vai... – fui interrompida quando sua mão tampou minha boca novamente e seu membro me invadiu rapidamente.

Comecei a chorar de dor. Nico notou o meu estado e não se moveu até eu me acostumar com seu membro dentro de mim. Então ele me beijou até que eu parasse de sentir aquela sensação horrível. Meu interior ainda estava pulsando e senti um líquido escorrendo por minhas pernas, provavelmente meu sangue dizendo “HÁ, perdeu a virgindade vadia!”.

Era exatamente como eu me sentia, uma vadia por estar transando com meu irmão, mas se tínhamos chegado até ali, não seria eu quem iria parar com tudo. Até porque era isso que eu queria, não era?

Enquanto beijava Nico, meus pensamentos migraram rapidamente para o sonho que tive com America alguns minutos, ou horas, atrás. A sensação dos lábios dela tocando os meus em meu sonho era maravilhoso, o que me fez arrepiar.

Mas meus devaneios foram interrompidos quando Nico começou a se mover dentro de mim. Naquele momento, nada mais importava a não ser ele tornando-me sua.

Sua mão continuava em minha boca, o que me dava liberdade para gritar e gemer sem que os outros pudessem ouvir com tanta facilidade. Tentei contê-los, mas era óbvio que eu não ia conseguir, estava perdendo minha virgindade.

Os gemidos de Nico não eram nem um pouco comparados aos meus, o que me levou a concluir que ele já tinha feito isso milhares de vezes com milhares de garotas diferentes e tinha aprendido a controlar seus gemidos. Eles eram roucos e contidos, deixando-o mais sexy do que nunca.

Os movimentos começaram a acelerar, as estocadas dentro de mim se tornaram mais fortes. Uma fina camada de suor cobria nossos corpos, deixando os braços e os ombros de Nico mais sexy, ainda mais com as tatuagens que cobriam seu braço direito, e seus olhos não paravam de me encarar. Provavelmente estava adorando ver eu me contorcendo embaixo dele. Eu fechava os olhos algumas vezes, mas fazia de tudo para mantê-los abertos, olhando para o amor da minha vida.

Depois de muitos minutos naquilo, eu senti um jato quente me invadindo e soube exatamente o que era. Nico tinha gozado dentro de mim. Ele não parou de se movimentar, apenas diminuiu o ritmo até meu corpo começar a dar pequenos espasmos e eu gozar também. Senti nossos líquidos quentes escorrendo por minhas pernas.

Mas o que aconteceu a seguir eu não esperava em nenhum momento: Nico simplesmente caiu em cima dos meus peitos, adormecido.

Ele não tinha saído de dentro de mim e sua respiração, antes rápida e descompassada, agora era calma e regular. Senti-me péssima com tudo o que aconteceu. Senti-me horrível por ter permitido aquilo. Eu poderia ter afastado-o, mas não o fiz. Ele não faria uma coisa dessas comigo se estivesse sóbrio. Eu me aproveitei do seu momento de fraqueza pra ter uma coisa que eu queria.

Permiti-me deixar algumas lágrimas de tristeza e confusão antes de tirar Nico de cima de mim. Meu coração estava mais acelerado do que nunca e o que eu poderia fazer agora era dormir para tentar deletar as coisas que eu fiz, que nós fizemos. Claro que aquilo não ia apagar o ocorrido, mas iria me deixar um pouco melhor. Assim esperava.

Vesti-me e com muita dificuldade, consegui vestir a cueca boxer de Nico. A dor entre minhas pernas era horrível, mas eu tinha que dar um jeito naquela situação, não podia deixar meu irmão largado e pelado no meio da sala de jogos. Levantei-o com muito esforço, mas consegui, mesmo tentando achar uma posição que não fosse ruim para mim com a intimidade completamente dolorida. As aulas de muay thai e as várias horas gastadas na academia tinham servido para alguma coisa, afinal. Nico era bastante pesado, mas eu tinha força suficiente para sustentar seu corpo desmaiado enquanto ele dava passos inconscientes até o quarto de Percy.

Esforcei-me ao máximo pra não fazer barulho e acho que consegui isso com sucesso, pois Percy não acordou. O sofá-cama agora estava sempre aberto por causa de Nico, então não tive o trabalho de abri-lo. Coloquei meu irmão deitado de bruços e o cobri até a barra de sua cueca. Vê-lo assim me deixava estranha.

Dei um beijo em sua bochecha e sai do quarto, voltando para a sala de jogos e catando as roupas de Nico rapidamente. Fui ao banheiro e as joguei no cesto de roupa suja. Decidi tomar um banho para ver se ajudava a afastar aqueles pensamentos e sentimentos e também para me limpar.

Minhas pernas estavam cobertas de sangue seco e gozo do Nico e meu. Arrepiei só de pensar. Abri o chuveiro, mas os pensamentos vieram à tona, então comecei a chorar. Sentei-me no chão do box e deixei minhas lágrimas serem levadas pela água quente e aconchegante do chuveiro.

Não me dei ao luxo de ficar muito tempo no banho, alguém podia acordar com o barulho e a última coisa que eu queria era explicar o motivo do meu rosto vermelho. Esse era o ruim de ser branquela, qualquer coisa, qualquer chorinho te deixa com a cara vermelha.

Lavei minhas pernas e minha intimidade ainda dolorida, sai do banho e me enxuguei. Tentei achar um jeito de andar que não doesse tanto, mas era quase impossível. Peguei meu pijama com um pouco de sangue e me encaminhei para o quarto de America.

Escondi o pijama manchado de sangue, amanhã daria um jeito nele, vesti outro limpo e me deitei com os pensamentos a mil.

[...]

Não consegui dormir de jeito nenhum, mas fingi que estava quando notei que Linda entrou no quarto para nos acordar. Ela me chamou algumas vezes e eu fingi que acordei. Peguei algumas roupas rapidamente e fui para o banheiro, não queria que America visse que eu tinha chorado. Sempre que eu choro eu fico com a cara toda inchada no dia seguinte, então todo mundo nota.

Passei um quilo de maquiagem para disfarçar as olheiras e a cara de chorou. Vesti minhas roupas e sai do banheiro com uma cara melhor devido à maquiagem.

– America, Bianca e Tyson! – gritou minha mãe – Venham aqui.

Segui sua voz e ela estava na sala de jogos. Gelei ao ver a poça de sangue no tapete. Meu sangue. O sangue era tanto que não dava pra notar tanto o gozo que estava misturado com ele.

Tentei não demonstrar que fiquei em choque e procurei em minha mente alguma desculpa para dar. Logo America e Tyson chegaram e se depararam com a mancha. Eu estava fodida.

– Segundo Linda, vocês foram os únicos que vieram aqui ontem. Podem me explicar o que é isso? – ela perguntou claramente irritada. Eu sabia que aquela irritação era direcionada a mim e não a Tyson e America. Minha mãe nunca os trataria assim.

– Ér... – comecei, mas fui surpreendentemente interrompida por America.

– Fui eu, Maria. – ela disse calmamente – Menstruei ontem quando estava sentada aqui e não queria contar a ninguém.

Minha mãe e olhou um pouco cética, mas suspirou e a encarou.

– Da próxima vez tenha cuidado, querida – ela disse simplesmente. – Linda, chame alguém para cuidar disso.

Então saiu do quarto junto com Linda e Tyson. America estava saindo, mas eu a interrompi pegando em seu braço.

– Porque mentiu pra minha mãe? – perguntei encarando seus olhos verdes.

Ela simplesmente riu e se soltou do meu braço de modo delicado.

– Eu ouvi os gemidos ontem à noite. Sei que você estava transando com alguém – ela disse rindo e indo em direção à porta – E também você trocou de pijama. Então apenas liguei os pontos.

– Como você ouviu? Você estava dormindo como uma pedra – indaguei meio desesperada.

– Você acha mesmo que eu estava dormindo na hora que você saiu do quarto? Cara, Bianca, eu tenho o sono extremamente leve. Eu a ouvi quando tropeçou em meu tênis.

Ela riu um pouco, uma risada irônica. Lançou-me um sorriso malicioso, o mesmo sorriso que ela dava em meu sonho. O mesmo sorriso que me irritava profundamente.

– Além do mais, eu tenho um radar para sexo – ela disse rindo. – E como forma de pagamento, por ter mentido, quero detalhes.

Piscou para mim e saiu da sala.

Fiquei totalmente chocada. Meu coração estava a mil, tanto pela situação que eu acabara de passar quanto pela piscada de America. Balancei a cabeça rapidamente, me obrigando a parar de pensar no sonho que eu tive e fui para a sala de janta, onde fazíamos todas as refeições.

Eu estava devendo uma a America. Nunca pensei que ela fosse assim. Nunca pensei que ela faria uma coisa dessas por alguém, ainda mais por mim. Como no meu sonho, ela estava querendo ser simpática comigo e com Nico.

Fiquei me perguntando se ela sabia que a pessoa que eu tinha transado era Nico. Fiquei me perguntando se ela aceitaria alguma coisa tão baixa para a sociedade como incesto. Será que ela acharia isso nojento? Mas afinal, porque eu estava me importando com a opinião dela? Minha cabeça rodava e me deixava mais confusa a cada pensamento e sentimento estranho.

Continuava a me sentir uma vadia, uma puta e uma estúpida por ter feito aquilo com Nico e por ter me deixado levar pelos meus sentimentos. Se nossa mãe descobrisse isso eu com certeza seria deserdada.

Afinal, o que eu realmente queria?

Notas finais
E ae? Vocês querem me matar? A pegação foi boa pra vocês seus safados de plantão? kkkkkkkkkk Quero reviews com a opinião de vocês! Eu sei que parece muito estranho, mas cara... Fics tretosas são as melhores, admitam! kkkkkkkkk Enfim... Agora me focarei na minha outra fic, mas o capítulo 6 já está em andamento u.u Espero que tenham gostado haha Kissu Kissu Minna :3