Oh, Dammit! [A SER REESCRITA]

2 Bem-vindos à minha louca família!


Notas iniciais
Oi oi gente! Nem demorei pra postar né? Isso porque eu recebi 13 reviews em apenas um capítulo de fic! Cara, vocês não sabem o quanto isso me deixou extremamente feliz! Nunca pensei que uma história minha receberia 13 reviews logo no primeiro capítulo kkkkkk Nem minha fanfic Alphas X Betas foi assim xD Bom, vamos parar de falar e ir direto para o capítulo! Espero que gostem u.u Boa leitura haha

Nico

Eu simplesmente não estava acreditando no que eu tinha acabado de escutar. Minha mãe? Se casando outra vez? Ainda mais com o pai do cara que eu odeio mais que jiló? Isso só pode ser brincadeira.

O Jackson e a Bianca estavam completamente incrédulos. Eles olhavam para os nossos pais de bocas abertas e com o olhar indecifrável. Enquanto isso, Tyson simplesmente sorria para o seu vídeo game.

Por mais que eu não acreditava no que eu tinha ouvido, eu estava tentando compreender minha mãe. Ela merecia ser feliz e eu sabia disso. Não seria eu a interferir na felicidade da minha mãe.

Será que tinha como piorar?

– E nós decidimos contar a vocês agora por que... – começou minha mãe, mas ela não conseguiu completar a frase. Olhou pra Poseidon para que ele continuasse.

– Nós decidimos morar juntos antes de nos casarmos.

Dessa vez, Tyson tirou os olhos do jogo e encarou seu pai. Meus olhos se arregalaram mais ainda com a notícia. Já não bastava minha mãe se casar, agora vou ter que viver no mesmo teto com um cara que tem um ódio inexplicável por mim?

Dica do dia: se você está em uma situação ruim, nunca se pergunte se ela pode piorar, porque com toda a certeza ela vai piorar. Sou a prova viva disso.

– Nós iremos nos mudar para a mansão de Poseidon, crianças — disse minha mãe olhando para mim e Bianca — Vamos para lá amanhã de noite.

O que aconteceu a seguir me deixou boquiaberto. Eu tinha quase certeza que seria Bianca a sair correndo, mas quem fez isso foi o Jackson. Ele olhou furioso para Poseidon e minha mãe e simplesmente saiu correndo do restaurante.

– Percy – disse Poseidon, mas ele já tinha saído do restaurante.

Confesso que fiquei tentado a ir atrás dele. Mas eu não tinha motivo nenhum para fazer aquele idiota se sentir bem. Bianca saiu correndo atrás dele gritando um "espera" no meio do restaurante. Será que é do Jackson que ela está afim? Afinal, eles são da mesma série e tudo mais. Duvido que a Bianca deixaria de tentar ficar com ele só porque ele tem namorada.

Annabeth Chase. Uma garota bonita, loira dos olhos cinzentos, inteligente pra caramba que namora o idiota do capitão do time de basquete, Percy Jackson. Eles formam o casal mais "bonitinho" e meloso daquela escola.

E agora eu vou ver Annabeth com muito mais frequência e terei que aguentar os gemidos dela enquanto ele a come sem dó nem piedade. Só espero que meu futuro quarto não seja perto do dele. Se ele não me deixar dormir, vou fazer de tudo pra ele não dormir também.

Eu até que estava aceitando essa ideia numa boa. Já faz tempo que não vejo minha mãe tão feliz como ela está agora. Não vou deixar que nada estrague a felicidade dela. Mas mesmo apoiando-a, estou odiando essa ideia com todas as minhas forças.

Suspirei rapidamente e forcei um sorriso.

– Quando será o casamento?

[...]

– Eu não estou acreditando! – disse Thalia do outro lado da linha

– Nunca imaginei que sua mãe se casaria novamente... Sem ofensas – disse Leo também do outro lado da linha.

Tínhamos chegado a nossa casa um pouco mais da meia noite. Bianca tinha conseguido trazer Percy de volta à mesa, mas o cara não disse mais nada depois daquilo. Nenhuma palavra foi proferida por ele durante todo o jantar. A única coisa que ele fazia era encarar os presentes com cara feia, principalmente eu.

Eu já estava acomodado na minha cama quando a Thalia me ligou. Ficamos conversando um pouco até Leo ligar também e eu decidir que contaria para os dois juntos. Conectamos a chamada em uma só e soltei a bomba. Eles pareciam não acreditar. Eu não queria acreditar.

– Pois é... Agora tenho que arrumar minhas coisas para me mudar para a mansão dos Jackson — resmunguei e eles riram

– Qual é, a casa do Tio Poseidon é muito da hora! Tem piscina, trocentos quartos, empregadas, mordomos... Enfim, você terá vida boa daqui pra frente, meu amigo — disse Thalia animada.

Era obvio que ela já tinha ido lá e conhecido todas as maravilhas que a mansão Jackson tinha a oferecer. Isso até me deixou um pouco animado em ir morar lá.

– Mas eu vou poder te visitar não é? Não posso deixar você ter essa mordomia sozinho — disse Valdez, nos fazendo rir

– Se eu estivesse do seu lado, te daria um tapa — disse Thalia

– O senti na minha cabeça agora mesmo — respondeu Leo

– Bom gente, eu tenho que ir. Nós vamos nos mudar amanhã de noite e minha mãe nos deixou faltar aula para podermos arrumar nossas coisas. – eu disse nem um pouco animado com a ideia.

– Isso que é vida boa. Morrendo de inveja de você – resmungou Leo e eu e Thalia rimos

– Duvido que você iria querer dividir a casa com o cara que você mais odeia – eu disse olhando para o teto

– Não tenho nenhum inimigo, sou da paz di Angelo – ele disse convencido e eu pude visualizar Thalia revirando os olhos e dando mais um tapa em sua cabeça.

– Não seja convencido, Valdez – disse Thalia – Eu queria muito sair hoje, mas como você não pode deixa pra lá.

– Qual é, Thalia! Hoje é segunda-feira. – disse Leo – Temos aula amanhã, exceto Nico.

– Eu adoraria ir, Thals, mas eu realmente estou cansado. O treino foi meio puxado e essa notícia me deixou um caco.

– E daí? Festas não tem dia – ela disse animadamente – É uma pena mesmo. Vamos então, Valdez?

– Não acredito que vocês vão sair sem mim! – eu disse com uma falsa incredulidade

– Acredite, Niquito – ela disse e conhecendo-a bem, sabia que ela estava sorrindo debochadamente

– Já que é e assim, vamos então! Vou ligar para os gêmeos – disse Leo

– Vou ligar pra Katie e depois vou me arrumar – disse Thalia

– Aproveitem por mim. Thalia... – ela respondeu com um “hm” – Beba todas por mim – eu disse e ela riu – E Leo, pegue todas por mim.

– Pode deixar – eles disseram em uníssono – Boa sorte amanhã!

– Obrigado, galera. Boa noite – eu disse desligando o celular e o jogando em qualquer canto da minha mesa de cabeceira.

– Porque isso tinha que está acontecendo comigo? – resmunguei batendo minha cara no travesseiro

Senti pequenos passos em cima da minha cama e depois uma coisa gorda se aconchegou nas minhas pernas. Logo soube que era Sr. Bigodes, o meu gato preto e gordo de estimação.

Não demorou muito pra eu pegar no sono, mas acredite, eu não estava preparado para ter aquele sonho novamente.

Eu estava com 14 anos novamente e estava dentro do avião com meu pai. Estávamos tendo uma conversa não muito animadora sobre eu assumir seu cargo na empresa futuramente. Meu pai tinha uma empresa funerária e o sonho dele é que eu administrasse-a quando ele falecesse.

De repente o avião começa a chacoalhar violentamente e a voz da aeromoça em pânico é ouvida nos alto-falantes.

Senhores passageiros, estamos passando por uma turbulência. Queiram, por favor, ocupar seus lugares e esperar mais informações.”

Depois disso a única coisa que eu vi foram os olhos de meu pai me encarando em desespero. Meus olhos começam a acumular lágrimas e logo eu estou agarrado ao meu pai chorando compulsivamente.

– Vai ficar tudo bem, nós vamos sair dessa – ele dizia tentando se manter firme e acariciando meus cabelos. Ele estava claramente desesperado, mas estava fazendo de tudo para me acalmar.

Então aconteceu, um dos lados do avião explodiu, fazendo o fogo se alastrar rapidamente para o restante do avião e fazê-lo perder altitude rapidamente.

– Eu amo você, Nico – disse meu pai antes de sentirmos o calor insuportável do fogo e tudo a nossa volta apagar.

Acordei suado e ofegante. Tinha me sentado rapidamente, olhando com os olhos arregalados para o além. Ouvi a porta sendo aberta e minha mãe entrando rapidamente pra me abraçar.

– Vai ficar tudo bem – disse ela me apertando fortemente em um abraço

Ela estava chorando. Não precisava ver o seu rosto para saber que lágrimas quentes de desespero e pânico estavam escorrendo pelos seus olhos.

Fazia um ano que eu não tinha esse sonho. O sonho do que era pra realmente ter acontecido. Eu iria com o meu pai para Nova York quando tinha 14 anos, para começar a aprender um pouco sobre a empresa que ele administrava, mas eu estava tão doente nesse período que minha mãe não me deixou ir.

Desde então, eu tinha esse sonho. Sempre acordava suado e ofegante, muitas vezes chorando compulsivamente. Eu deveria estar morto. Não deveria estar respirando neste momento.

O pior de tudo era que minha mãe, estranhamente, compartilhava esse sonho comigo. Sempre que eu tinha ele quando ela menor, ela estava lá para me reconfortar e dizer que era apenas um sonho. Pelo visto, depois de tanto tempo sem sonhar com aquilo, nossas mentes ainda estavam conectadas por esse maldito sonho.

– Foi só um sonho – ela disse segurando meu rosto com as duas mãos

Apenas assenti. Não tinha chorado dessa vez, mas ver minha mãe com as lágrimas correndo não era nem um pouco legal de se ver.

– Dorme comigo – eu disse em um sussurro

Maria sorriu e se aconchegou ao meu lado, acariciando meus cabelos negros até eu pegar no sono novamente.

[...]

Eram 15h quando eu acordei com o Sr. Bigodes arranhando de leve meu rosto pedindo comida.

– Qual é, amigão – resmunguei – Me deixa dormir!

– Miau – ele respondeu e eu o encarei feio

– Tá bom, tá bom — eu disse me levantando e indo para a cozinha para colocar comida pra ele.

Assim que cheguei à cozinha, vi minha mãe tirando algumas coisas da dispensa e colocando em caixas. Algumas caixas de mudança estavam no chão, provavelmente com pratos, copos e essas coisas.

Revirei os olhos, coloquei a comida pra o Sr. Bigodes – que foi correndo comer a recém colocada comida — e me senti na mesa, onde Bianca estava lanchando misto quente.

– Bom dia – resmunguei apoiando meu rosto na mão

– Boa tarde, você quer dizer não é? – zombou Bianca

– Ah, não enche – disse rabugento

– Coma alguma coisa, querido. Você tem até às 19h para arrumar suas coisas. – disse minha mãe.

– Aaaaargh – resmunguei e peguei qualquer coisa na geladeira para comer

Fui para o meu quarto novamente e minha vontade foi me jogar na cama e ficar lá até esse pesadelo acabar. Mas não tinha escolha a não ser arrumar minhas coisas, isso se eu quisesse não ser xingado pela minha mãe pelo resto da minha vida.

Minha mãe falou que por enquanto íamos dividir os quartos com os filhos de Poseidon. O meu quarto e o da Bianca estavam sendo reformados para poder nos acolher melhor, isso significa que eu vou ter que dividir quarto com o Jackson ou o Tyson.

Que Tyson esteja disponível, que Tyson esteja disponível!

Devido a esse pequeno problema, não iríamos mudar os moveis hoje, apenas nossos pertences que julgarmos serem necessários para sobreviver até os quartos estiverem prontos.

Peguei uma caixa de mudança com a minha mãe e comecei a colocar meus livros dentro da mesma. Pode parecer estranho, mas eu tenho um vício em leitura que só Annabeth pode bater. Sério, eu tenho uma estante enorme só com livros de literatura para me divertir. Encaixotei meus livros e cadernos da escola e finalmente os lacrei depois de tanto tempo.

Desconectei meu vídeo game da TV e o guardei em sua caixa. Iria levá-lo só para não ter briga com a posse de vídeo game com Tyson e Percy; Guardei meus jogos em uma mochila e fui tacando algumas coisas nela.

Passei para o meu guarda-roupa assim que terminei de encaixotar meus outros pertences. Peguei uma mala que estava em cima do meu armário e comecei a jogar minhas roupas lá dentro. Não jogar no sentido literal, porque eu sabia que teria que passar minha roupa caso ela amassasse toda dentro da mala.

Já eram quase 19h quando eu terminei de arrumar todas minhas coisas. Não estava com aquela sensação de vazio porque os móveis ainda estavam lá, mas pensar que não tinha nada dentro deles e que tudo estava prestes a ir para a casa dos Jackson não era nada animador.

Peguei uma muda de roupa e fui para o banheiro tomar banho, mas Bianca estava lá... Ainda... Deveria estar a mais de uma hora trancada naquele banheiro.

– Bianca! Sai desse banheiro – disse batendo na porta com força – Eu quero tomar banho e daqui a pouco estamos saindo.

– Pra que você quer tomar banho? – ela disse com um tom de raiva na voz – Quer ficar cheirosinho pra tal de America?

– Quem é America menina? – perguntei estranhando sua atitude

– Nossa nova meia-irmã, Nico. Irmã de sangue do Percy e do Tyson – ela disse e eu pude visualizá-la revirando os olhos

– Ah, eles têm uma irmã? – perguntei com um sorriso no rosto

– Têm, mas aviso logo que ela não é pro seu bico! – ela disse com mais raiva ainda

– Não seja ciumenta, Bi! Você sabe que de irmã você é minha única e sempre será. Sempre terá um espaço enorme no meu coração pra você – eu disse encostado na porta, mas cai pra dentro do banheiro assim que Bianca abriu a mesma

– Sério? – ela disse com os olhinho brilhando segurando uma toalha branca sobre seu corpo molhado

Tentei desviar o olhar do corpo dela para seus olhos, tarefa difícil quando se tem uma menina gostosa molhada na sua frente.

– Mais é claro que sim, Bianca! – exclamei sorrindo

– Então me beija – ela disse quase que em tom de suplica

– O que... – comecei, mas fui interrompido pelos lábios dela que estavam grudados nos meus

Eu estava beijando minha irmã dentro do banheiro. Eu estava beijando minha irmã dentro do banheiro. Caralho meu, isso vai fuder pro meu lado!

Mas não estava conseguindo me controlar. Bianca puxava a gola da minha camisa com força, me juntando mais a ela e me impedindo que eu me afastasse. O selinho demorou alguns segundos até ela pedir passagem com a língua e eu conceder depois de um segundo de hesitação.

Ela largou uma das mãos da minha camisa e fechou a porta, trancando logo em seguida. Suas mãos foram pra minha nuca, arranhando-a com força suficiente para deixar vermelho. Seus lábios tinham gosto de morango e sua pele cheirava a sabonete.

Minhas mãos foram instintivamente pra sua cintura, apertando-a com força suficiente para Bianca soltar o leve gemido contra meus lábios. Estávamos empolgados com aquilo. Nossas línguas dançavam em uma sincronia perfeita.

Por ela ser mais baixa e eu estar torto para poder beijá-la, peguei sua cintura e a sentei em cima da pia, deixando-a mais alta e me dando facilidade para beijar seu pescoço.

Tínhamos parado por falta de ar, mas nem por isso deixei de fazê-la sentir um pouco de prazer. Bianca gemia contido em meu ouvido, me deixando um pouco louco e querendo fazer coisas a mais com ela.

Voltamos a nos beijar assim que recuperamos o ar e quando eu ia começar a mexer em sua intimidade, nossa mãe bate na porta.

– Bianca? Nico? Vocês estão ai? – ela perguntou batendo na porta – O que estão fazendo?

– Estamos sim, mãe – eu disse rapidamente – Bianca está terminando o banho e eu vim pegar minhas coisas para encaixotar.

Olhei para Bianca e ela estava mais pálida que o normal. Não seria nada legal nossa mãe nos pegar ficando dentro do banheiro, ainda mais me ver masturbando-a.

– Okay então. Não se atrasem, daqui a pouco a limusine vem nos buscar – ela disse animada e pude ouvir seus passos se distanciando da porta

– Você sabe que vamos queimar no fogo do Inferno por causa disse né? – eu disse com uma certa raiva na voz e ela apenas assentiu com os olhos arregalados ainda em choque pelo quase flagra – Isso nunca aconteceu, ouviu?

Peguei-a pelo braço e a tirei do banheiro, fechando a porta antes que ela pudesse reclamar.

O que ela tinha na cabeça pra me beijar? Ou melhor, o que eu tinha na cabeça para corresponder? Ela é minha irmã! Que tipo de pessoa pega a própria irmã? E olha que eu não posso dar a desculpa de que estou na seca ou que estou bêbado. Não tenho desculpa, então é melhor deixar essa merda baixa.

Vou contar apenas para o Leo e pra Thalia, eles vão saber o que eu devo fazer. Além de ser uma ideia insana, eu nunca imaginei que cometeria incesto na minha vida. Nunca me passou pela cabeça pegar a Bi. Eu sei que nós tínhamos intimidade suficiente para darmos selinhos de despedida, mas beijo de língua nunca rolou e eu não pretendia que rolasse.

Eu estava me sentindo muito culpado com isso.

Terminei o meu banho com essas merdas na cabeça. O beijo, o fato da minha mãe se casar novamente e o fato de eu ter que dividir o mesmo ar que o Jackson 24 horas por dia á partir de hoje.

Sério, nunca perguntem se a sua situação pode piorar.

Depois de 10 minutos debaixo do chuveiro com minha mãe esmurrando a porta e me xingando, sai do banheiro arrumado e enxugando meus cabelos negros com a toalha. Quando sai do banheiro, dou de cara com Bianca, que estava com uma cara de poucos, senão nenhum, amigos.

– Nós vamos sair daqui a 5 minutos, dá pra você ajudar a colocar as coisas na van? – ela perguntou com raiva na voz

Tentei ignorar sua raiva, então apenas assenti com a cabeça e fui para o meu quarto pegar as caixas. Assim que terminei de colocar tudo na van, minha mãe ainda estava na metade – isso com a ajuda do motorista – então decidi ir falar com o Travis e com o Connor.

Subi no elevador novamente, com a mochila nas costas e toquei a campainha do apartamento da frente. Logo uma menina de cabelos castanhos claros até metade da cintura mais ou menos, olhos verdes folha e a pela branquinha atendeu a porta. De cara soube que era a Katie.

– Nico! Tudo bem? – ela perguntou me dando um abraço apertado — Fiquei sabendo que você vai se mudar

– Pois é, Katie. Vou encarar o meu Inferno particular – ri fazendo-a me acompanhar

– Bom, dê os parabéns a sua mãe por mim! Afinal, não é todo dia que nos casamos, ainda mais de novo – ela disse animada

– Pode deixar que você irá no casamento assim como os gêmeos encrenca. Por falar neles, cadê os manés? – perguntei e ela riu

– Vou chamá-los – então desapareceu pra dentro da casa, mas logo voltou com dois cara um pouco mais altos que eu de cabelos castanhos médios, olhos da mesma cor e pele morena bem clara.

– E ae, Nico? – disse Travis me cumprimentando

– Colé encrenqueiros – eu disse brincando e eles riram

– Vai ser muito chato sem você aqui para nos ajudar nas nossas pegadinhas com os vizinhos – disse Connor

Nós éramos bem conhecidos no prédio por fazermos pegadinhas com todos os moradores, principalmente o porteiro chato que tem uma verruga viva na cara que está sempre reclamando da vida.

– Quando eu vier visitá-los, vamos fazer as melhores pegadinhas de todas – eu disse tentando parecer animado

– Com toda certeza! E vê se não nos abandona na escola para ficar com o Jackson e seus amiguinhos do time de basquete – disse Travis em tom de ameaça

– Isso você pode ter certeza que nunca vai acontecer, meu chapa – eu disse – Nunca vou trocar vocês por aqueles babacas que vivem me azucrinando

– Bom mesmo – disse Connor rindo

Depois de uns poucos minutos conversando, meu celular toca informando que é minha mãe. Nem me dou o trabalho de atender, já sei que ela está nervosa me chamando para nós irmos logo.

– Então é isso galera! Até amanhã na escola – eu disse abraçando os dois – Agora nos veremos menos, não é? – disse me dirigindo a Katie

– Sempre estarei aqui para quando você for visitar esses dois bobões – ela brincou e me deu um abraço apertado de despedida.

– Então é isso... – eu disse – Até algum dia, Katie! Vejo vocês amanhã, gêmeos.

Me despedi novamente de todos e entrei no elevador, apertando o térreo. Minha vida ia mudar daqui pra frente, eu só não sabia se era pra melhor ou pra pior. E digamos que eu temia a resposta.

Assim que cheguei lá embaixo, a van não estava mais lá, mas uma limusine tomava seu lugar. Minha mãe estava do lado de fora com os braços cruzados e batendo o pé freneticamente no chão.

Depois de ouvir os seus xingamentos e sermões, entramos dentro da limusine e partimos para a mansão dos Jackson.

Ao chegarmos lá, fico boquiaberto. A casa deveria ser o triplo ou mais da nossa cobertura e era pintada de um azul tão claro que era quase branco. Passamos por um portão grande de ferro que tinha um “J” gigante na gente e um tridente cruzado nele. Tinha um jardim bem organizado e bonito na frente com um caminho contornado de pedras brancas que levava até a porta da frente.

– Uau – exclamei junto com Bianca

A van que tinha ido buscar nossas coisas estava sendo descarregada pelos serventes de Poseidon. O motorista abriu a porta para nós e fomos recebidos por uma penca de empregados.

Meu Deus, será que eu consigo lidar com isso?

– Olá senhoras e senhor di Angelo, meu nome é Mellie e eu sou a governanta da mansão. Eu e os outros empregados demos boas-vindas à mansão Jackson – disse uma mulher de meia idade com os cabelos ruivos um pouco grisalhos. Tinha os olhos azuis que transmitiam seriedade, mas ao mesmo tempo recepção.

– Olá, Mellie. Pode me chamar de Maria. Esses são Nico e Bianca – minha mãe disse e os empregados fizeram uma reverencia que me deixou um tanto constrangido.

– Como queira, madame – disse Mellie – Senhor Jackson está chegando do aeroporto. Ele foi buscar a senhorita Jackson a pedidos da mesma. Fui orientada a recebê-los e mostrar-lhes seus devidos quartos. Em poucos minutos eles estarão conosco.

Apenas assentimos com a cabeça e seguimos Mellie para dentro da casa. Se do lado de fora a casa era maravilhosa, do lado de dentro nem se fala! A sala era, brincando, duas vezes maior que meu quarto lá no apartamento e olha que ele não era tão pequeno assim.

Os móveis eram modernos e a grande maioria tinha a cor branca ou creme, deixando a sala bem clara. Uma escadaria bifurcada levava para o andar de cima. Seus degraus eram forrados com tapete vermelho sangue e o corrimão era dourado. Na ala das escadas, havia vários quadros pintados de várias pessoas, provavelmente os antepassados da família Jackson.

O que nós, meros mortais, podíamos fazer era apreciar tanta beleza imponência.

Mellie nos levou até o andar de cima, onde havia um corredor grande com várias portas de madeira.

– Esse corredor é onde ficam os quartos das proles e algumas salas para o entretenimento de vocês – disse Mellie de forma tão formal que me fez eu me sentir burro. – O seu quarto, senhora di Angelo, é no andar de cima – ela disse apontando para um escadaria no final do corredor.

– Obrigada, Mellie – disse minha mãe sorrindo – E realmente pode me chamar de Maria.

– Não estou autorizada a chamá-la assim, minha senhora. Sinto muito – disse Mellie fazendo uma reverencia – Continuando... A senhorita di Angelo terá que dividir o quarto com a senhorita Jackson enquanto seu quarto está sendo reformado. Lembrando que os senhores terão a liberdade de escolher como será seus quartos. As reformas começam amanhã. E senhor di Angelo dividirá o quarto com o senhor Perseu Jackson.

– O que? Mas por quê? Eu não posso dividir o quarto com o Tyson não? – perguntei alarmado

– O senhor Tyson está passando por dificuldades na escola, então ele precisa se concentrar nos estudos. O sr. Poseidon acha melhor deixá-lo com o seu outro filho por esse motivo e para que os dois possam virar amigos.

– A última coisa que eu quero é virar amigo daquele imbecil – sussurrei para que ninguém pudesse ouvir

– Bem, o quarto da senhorita Jackson é a porta roxa com listras pretas e o quarto do senhor Perseu é o de porta azul escura. Os empregados deixaram seus pertences nesta sala por enquanto – disse Mellie apontando para uma porta a direita cor creme – Agora lhes mostrarei o restante da casa.

– Ah, eu estou muito cansado, amanhã Bianca me mostra a casa... Vou ir me deitar logo – eu disse tentando enrolar

– Como quiser, senhor. Sua cama já está pronta no quarto – disse Mellie – As duas irão querer me acompanhar em um tour pela casa?

Minha mãe e Bianca assentiram rapidamente e logo desapareceram pelas escadarias.

Fiquei sozinho daquele corredor iluminado somente por um lustre elegante. O corredor tinha o mesmo tapete que as escadas, dando um ar de luxo no local. Fiquei perambulando com a mochila nas costas pelas salas e quartos que tinham no corredor.

Encontrei uma porta branca a esquerda e nela tinha vários jogos, vídeo games e essas coisas para nos divertimos. Era praticamente uma sala de jogos. A porta de frente a essa era da cor creme e quando entrei, fiquei mais maravilhado do que na outra sala.

Lá tinha todos os tipos de instrumentos. Bateria, guitarra, baixo, microfone, piano, teclado... Enfim, tinha de tudo! Eu com certeza ia passar mais da metade do meu tempo naquela sala. Eu amava tocar e sempre tive o sonho de formar uma banda de rock e fazer sucesso país a fora.

Sai de lá e parei de frente a uma porta roxa com listras horizontais pretas. Nela tinha alguns adesivos iguais aos que eu tinha na minha porta, mas a diferença é que na porta dela tinha uma placa escrito em prata “Mare”.

– Mare... – li em voz alta

– A pronúncia certa é “Mei-re” – disse uma voz feminina atrás de mim

Me virei rapidamente vendo uma garota vestida de preto com um olhar desdenhoso lançado a minha pessoa.

Ela era linda, não podia negar. Tinhas os cabelos castanhos escuros caindo enrolados sobre os ombros. Seu cabelo tinha várias mechas coloridas, dando ar mais rebelde da menina. Sua pele, ao contrário da de Percy, era extremamente branca e seus olhos tinham a mesma cor dos de Percy, verde-mar.

Ela vestia uma blusa do Nirvana branca, shorts pretos e botas com spikes. Vestia por cima uma jaqueta de couro preta e luvas cortadas nos dedos. Ela era realmente rebelde.

– O que você está fazendo parado na porta do meu quarto? – perguntou arqueando uma das sobrancelhas com desdém.

– Eu só... Estava olhando – disse engolindo em seco

Querendo ou não, ela era gostosa pra caralho

– Não é legal ficar parado na frente da porta do quarto dos outros, ainda mais quando se a dona do quarto quer passar – ela disse com um sorriso divertido – A propósito, sou America Jackson, mas me chame de Mare.

– Prazer... Meu nome é Nico di Angelo, sou seu novo meio-irmão – eu disse meio sem saber se deveria ter dito aquilo ou não.

– Tô ligada – ela disse fazendo uma pausa – Espero que goste da casa, mas espero que saiba que não estou de acordo com essa história de casamento. Só a aceitei para ver meu pai feliz

Então entrou pro quarto, mas antes que ela pudesse fechar a porta, eu a chamei.

– Obrigado, eu acho – eu disse

Eu queria conversar mais com ela, mas não fazia a menor ideia do que dizer, então preferi falar aquilo. Sem contar que ela deveria estar cansada da viagem.

America lançou um sorriso maroto pra mim.

– De nada e bem-vindo à minha louca família!

Notas finais
Então gente? O que acharam? Eu sei que ainda não respondi todos os reviews, mas podem deixar que eu vou respondê-los rapidamente! Não quero deixar acumular igual na minha outra fic hehe Enfim, agora eu estou com um puta bloquei para o próximo capítulo, então vou tentar postar na minha outra fanfic um dos últimos capítulos e depois já deve ter dado tempo suficiente pra minha criatividade voltar haha Já tenho alguns planos para os nossos minos, mas ainda tenho que encaixá-los direitinho haha Vou deixar algumas fanarts que tenham mais ou menos a ver com cada capítulo, okay? Só pra vocês terem uma ideia de como eu imagino os personagens haha Enfim, espero que tenham gostado! Deixem bastantes reviews pra Tia Marcy/Maia ficar super feliz kkkkkkk Beijos meus amores e minhas amoras :3