Oh, Dammit! [A SER REESCRITA]

3 Bater portas? Bater portas.


Notas iniciais
Oi oi amores e amoras! Como vocês estão? Eu disse que ia demorar, mas não demorei o/ Me amem por isso u.u Eu queria muito mudar o nome da fic para "Oh, Fuck!" ou "Oh, Dammit!" que eu acho que combina mais com a fic! Por favor, me falem o que vocês acham pra eu poder mudar u.u Dedico esse capítulo à Juri chan que escreveu a primeira recomendação super fofa pra fic *-* Muito obrigada Jú! Sério mesmo *-* A fic mal começou e já está com 53 acompanhamentos *-* Me abracem seus lindos *-* Muita gente estava na expectativa de como seria o encontro do Percy e do Nico na mansão, então me desculpem se isso não era o que vocês imaginavam xD PARA O POVO QUE ACOMPANHA ALPHAS X BETAS: Eu não desisti da fic, não parei de escrever! Só estou,hã, com dificuldades de colocar o que tá na minha cabeça para o pc. Mas tentarei postar segunda ou terça u.u Boa leitura Beeijos

Nico

America não era do tipo de pessoa amistosa, mas devo admitir que ela tem um ótimo gosto musical. Já tinha reparado isso pela blusa do Nirvana que ela usava e seu jeito meio rebelde de ser, minhas especulações foram logo confirmadas depois de alguns minutos.

Assim que fechou a porta na minha cara, me encaminhei para o quarto do Jackson. Bati algumas vezes na porta, mas ninguém tendeu. Fiquei alguns minutos ali, batendo na porta igual um idiota, até ouvir uma música que eu conhecia até ao contrário: Blood Brothers do Iron Maiden, vindo do quarto de America.

Sorri sozinho. Tinha a impressão de que nós dois íamos nos dar muito bem.

Desisti de tentar ser no mínimo educado e abri a porta. Aquele quarto era meu temporariamente, afinal. Fiquei alguns minutos observando os detalhes do quarto. Ele era inteiramente pintado de um azul um pouco mais claro que a porta, tornando-o mais escuro que um quarto pintado de branco.

A cama de Percy era encostada em uma das janelas, porém era elevada por uma estrutura de madeira com uma escada de metal para dar acesso a cama. Ao lado da cama havia uma porta branca que eu julguei ser o banheiro. Uma escrivaninha ficava de frente para a estrutura e lá tinha um notebook. Acima da escrivaninha, havia um quadro magnético grande com algumas anotações e várias fotos espalhadas.

Era possível reconhecer Percy em todas as fotos, sem exceção. Havia algumas fotos dele com Annabeth, algumas dele com uma garota que eu julguei ser America, mas ela não estava com os cabelos pintados e parecia mais nova; algumas com seu pai, outras com Tyson e algumas com o time de basquete.

Olhei rapidamente para a bola de basquete que estava embaixo do meu braço e suspirei. Ás vezes eu sentia falta do internato que eu estudava, pois foi lá que eu comecei a gostar de jogar basquete. Sentia falta do meu time e de todos os títulos que nós conseguimos para o colégio. Foi uma época definitivamente boa.

Mas, uma foto em particular me chamou atenção. Nela estava Poseidon, Tyson, America, Percy e uma mulher extremamente bonita. Ela tinha os mesmos traços que America, a mesma boca e o nariz de Percy e a cor dos olhos e do cabelo de Tyson. Sally Jackson. A mulher que abandonou Poseidon depois de tantos anos de casamento. Ainda não sabia por que Poseidon e Sally tinham se separado, mas isso não era da minha conta, afinal.

Desviei os olhos do quadro e passei a encarar o resto do quarto. Tinha uma TV de plasma pendurada na parede oposta a cama e de frente pra TV tinha um sofá-cama marrom escuro que estava aberto e forrado com roupas de cama branca, o que me pareceu muito confortável. Havia uma estante com alguns CDs e troféus, juntamente com algumas medalhas, que o time de basquete tinha ganhado.

Só para irritar o Jackson, larguei meus sapatos literalmente jogados em qualquer canto do quarto, guardei minha bola de basquete debaixo do sofá e subi as escadas que davam acesso a cama dele, me deitando nela preguiçosamente. Abri minha mochila e tirei de lá um livro que eu estava lendo recentemente, Príncipe Mecânico. Cassandra Clare definitivamente era minha autora favorita. Queria muito que ela escrevesse uma saga que o personagem principal fosse um homem para eu me apaixonar pelas pretendentes dele assim como as mulheres de apaixonam pelos pretendentes de Tessa ou de Clary.

Mas nem por isso as meninas da saga deixam de ser apaixonáveis. Eu simplesmente amo a Isabelle e a cada dia me apaixona mais pela Tessa. Eu sei que isso soa bastante gay, mas é impossível ler um livro e não se apaixonar por um personagem.

– O que diabos você está fazendo no meu quarto e na minha cama? – ouvi uma voz grossa praticamente gritar, me tirando completamente da história.

Olhei para porta e Percy estava vermelho de raiva olhando pra mim, acompanhado de uma Annabeth olhando fixamente para a capa do livro.

– Curtiu loirinha? – eu disse lhe lançando um sorriso sacana após levantar o livro.

– Não dei permissão a você de chamar a minha namorada de loirinha! – esbravejou Percy, mas aquilo me fez apenas rir.

– Eu chamo quem eu quiser do que eu quiser, querido — eu disse com desdém e voltei a ler meu livro – A propósito, onde você vai dormir? – perguntei inocente sem tirar meus olhos do livro.

– Tenho certeza que na minha cama – ele disse extremamente irritado – Me desculpa, Sabidinha, eu não sabia que ele teria que dividir o quarto comigo.

– Não tem problema, amor. Posso voltar amanhã – ela disse manhosa, o que me fez revirar os olhos.

– Não tem problema, Percynho! Eu não vou atrapalhar vocês – eu disse tentando imitar a voz de Annabeth.

– Você não tem limites não? – ele disse com raiva

– Ainda não atingi meu limite de sarcasmo do dia – eu disse sorrindo sacana pra ele

Só faltava ele tirar uma arma da cintura e atirar em minha pessoa repetidas vezes até ter certeza absoluta de que eu estava mortinho da silva.

– Não, você fica! Ele sai – disse Percy, me fazendo bocejar.

– Cara, que cansaço, boa noite pra vocês dois – eu disse apagando a luz, já que tinha um interruptor perto da cama de Percy e me aconcheguei na mesma.

Não pude nem fechar os olhos direito que a luz do quarto foi acesa novamente.

– Sai daí, agora – ele disse dando ênfase na palavra “agora”. Apaguei a luz.

– Ai bolada, não sabe tratar bem as visitas não? – eu disse sarcástico. Ele acendeu a luz.

– Eu não estou brincando di Angelo – ele rosnou. Apeguei a luz.

– Muito menos eu! – exclamei. Ele acendeu a luz.

Ficamos nessa brincadeira de acender e apagar a luz até America chegar com uma cara de poucos amigos, com Bianca logo atrás.

– Eu tive uma viagem muito longa hoje de volta para casa. – ela começou com a voz extremamente calma, porém extremamente ameaçadora – Um velho tarado ficou abusando de mim dentro daquele avião. Não pude dormir nem um segundo. – ela olhou pra Percy – Então faça a merda do favor de calarem a boca! – disse em um berro que nos deixou espantados.

Ficamos em silêncio enquanto ela saia com Bianca. Olhei para Percy ele olhou pra mim.

– Trégua – eu disse levantando os braços em rendição

– Trégua – ele disse assentindo com a cabeça.

Peguei minhas coisas e desci para o sofá, enquanto Percy levava Annabeth para sua cama. Fui buscar minha mala, trazendo-a para o quarto de Percy. Peguei algumas roupas e fui para o banheiro do quarto.

Tomei meu banho rapidamente e vesti uma calça preta de moletom apenas. Sai do banheiro enxugando meus cabelos com a toalha. Tive a impressão de que estavam me observando, mas quando olhei pra trás, Percy começou a beijar Annabeth. Revirei os olhos e me deitei no sofá começando a ler meu livro novamente.

– Quem diria que Nico di Angelo gosta de ler – a voz de Annabeth preencheu meus ouvidos. Sabia que ela estava ao meu lado.

– As pessoas podem te surpreender, Loirinha – eu disse sem olhar para ela.

– A Cassandra Clare é fantástica – ela disse animada.

Estava sentindo os olhos de Percy em nossas costas, provavelmente odiando o fato de Annabeth está ao meu lado falando de livros. Para irritá-lo mais ainda, fechei o livro, deixando-o de lado e comecei a conversar com Annabeth sobre livros.

Ficamos um tempão discutindo sobre o mundo dos Caçadores de Sombra. Depois passamos para as aventuras de Frodo em O Senhor dos Anéis. Conversamos sobre várias outras obras que nós gostamos e dos autores que nós mais gostávamos. Eu achava que, por mais que ela fosse CDF, Annabeth fosse uma garota mimada e fútil, mas eu estava errado.

– Eu estava errada sobre você, Nico – ela disse sorrindo para mim. Retribui o sorriso.

– Também estava errado sobre você, Annabeth.

– Annabeth, meu amor. Você vai dormir aqui, não é? – perguntou Percy com a voz estranha

– Posso ver com a minha mãe, mas creio que ela vá deixar – disse Annabeth se levantando da minha cama. – Foi ótimo conversar com você, Nico.

– Faço das suas palavras as minhas – disse sorrindo sem mostrar os dentes.

Ela assentiu para mim sorrindo e foi para o lado de Percy, que estava em pé com um celular na mão.

[...]

Ele só podia estar fazendo aqui para me irritar. Não podia ser possível! Ele é inacreditável.

Eu estava com insônia. Não conseguia dormir por nada desse mundo, mas quando eu estava quase pegando no sono, comecei a ouvir sons de beijos extremamente selvagens e gemidos contidos.

Não tinha dito nada. Queria ver até onde eles iriam e o que Percy queria com aquilo, estava quase certo de que ele queria me irritar ou me fazer sair do quarto.

– Mas amor, o Nico está aqui – sussurrou Annabeth, mas como o quarto estava em completo silêncio, não pude deixar de ouvir.

– Ele não vai se importar. – ele disse e ouvi um som de beijo – Até porque ele deve estar dormindo.

– Nico – chamou Annabeth, mas eu não disse nada. Realmente queria ver até onde o nível de “sem noção” de Percy iria.

– Eu não disse? – ele perguntou e voltei a ouvir sons de beijos

Depois de alguns minutos, os gemidos começaram a ficar mais altos e mais irritantes. Annabeth gemia como se fosse uma atriz de filme pornô, enquanto Percy tinha os gemidos mais suaves e contidos.

Fiquei imaginando se America e Bianca estavam ouvindo os barulhos dos dois.

Depois de mais uma longa sessão de gemidos intermináveis, o barulho das molas da cama de Percy foram ouvidas. Agora era pra valer, eles estavam transando mesmo eu estando dentro do quarto. Assim que os gemidos aumentaram, não aguentei, levantei do sofá pegando meu travesseiro, fazendo o maior barulho possível e sai do quarto batendo a porta com força.

Caminhei até o quarto de America e bati duas vezes. Nada. Quando eu ia bater a terceira, uma menina, meio sonolenta, extremamente branca com uma camisa enorme do Metallica abriu a porta com uma cara de poucos amigos.

– O que você quer? – ela disse esfregando os olhos. Tinha que admitir que America estava extremamente gostosa assim e me fez imaginar nós dois na cama, fazendo exatamente o que Percy e Annabeth estavam fazendo.

– Percy e Annabeth estão trepando no quarto – eu disse apontando para o quarto ao lado – Eu...

– Entra – disse ela abrindo mais a porta e me dando passagem.

O quarto de America era exatamente o que eu imaginava. As paredes em um tom roxo vibrante sendo que uma delas tinha respingos de tinta preta, dando um visual legal a parede. A parede oposta a essa, que era a da porta, estava inteiramente coberta por fotos, alguns artigos de revista e pôsteres de bandas e cantores de rock, como Nirvana, Metallica, Iron Maiden e Alice Cooper. Em uma das paredes estava encostada uma escrivaninha branca com pinturas pretas que provavelmente foram feitas pela própria America. Na parede oposta a escrivaninha tinha uma porta que deveria ser para o banheiro. Havia alguns puffes roxos, pretos e brancos espalhados pelo quarto e um baú com a tampa acolchoada estava na beira da cama.

Uma cama de casal com os lençóis brancos emaranhados estava encostada na parede roxa e preta. Ao lado da cama, havia um colchão onde minha irmã estava adormecida. Tentei não me lembrar da nossa situação no banheiro, mas foi inevitável, as cenas já tinham tomado minha mente.

– Escolhe aonde você quer deitar – ela disse bocejando.

Olhei novamente para Bianca. Ela estava literalmente esparramada no colchão e eu não ia acordá-la só para poder deitar com ela. E também isso seria estranho por causa dos ocorridos no banheiro.

– Posso dormir com você? – perguntei inocentemente e ela me olhou com o cenho franzido.

– Isso soou meio sexual, você sabe não é? – ela disse cruzando os braços, mas sua voz não soava irritada. – Claro, venha.

Ela passou na minha frente e se deitou em um lado da cama. Passei para o lado vazio e me deitei, cobrindo apenas minhas pernas, assim como ela. America estava deitada de bruços e com o rosto virado para mim. Aqueles olhos verde-mar parecidíssimos com os de Percy me encaravam, juntamente com um sorriso em seu rosto.

– Boa noite, irmão — ela disse modificando o tom quando disse “irmão”.

– Boa noite – respondi sorrindo pra ela e me virando logo em seguida e pegando no sono.

[...]

Acordei com o quarto completamente escuro. Ainda eram cinco horas da manhã e eu não fazia ideia do motivo de ter acordado tão cedo, já que eu acordava sempre tarde e atrasado para o colégio. As aulas começavam às sete da manhã e geralmente minha mãe me acordava às seis, o que deveria acontecer na casa dos Jackson também.

Assim que o sono passou, notei que America estava deitada no meu peito nu, com o braço em volta da minha cintura e a perna envolta da minha. Ela estava literalmente agarrada no meu corpo lindo e sexy.

Notei também que eu estava sentindo a pele da perna dela tocando na minha, o que não deveria acontecer já que eu estava de calça. Olhei para o lado e minha calça de moletom estava jogada no chão. Lembrei-me que eu fazia isso ás vezes quando estava calor e eu cismava em colocar uma calça ou bermuda antes de dormir. Era meu inconsciente tirando minha roupa, não eu.

Aposto que meu inconsciente é uma mulher extremamente safada que deseja ver meu corpo nu todas as noites. Ok, o sono está me consumindo novamente.

Olhei para America e ela estava dormindo tão serenamente que eu simplesmente não consegui acordá-la. Teria que esperar a moça linda acordar para eu poder levantar. O tempo passou e eu pude ouvir o meu celular despertando no outro quarto.

– Droga – murmurei.

– America, hora de... – a porta foi aberta e a voz do Jackson mais velho soou pelo recinto, mas parou subitamente – MAS QUE PORRA É ESSA? – ele gritou, acordando America e Bianca.

– O que está acontecendo? – ela perguntou com a voz embargada de sono

Agora imaginem só: um cara vendo sua irmã mais nova vestindo apenas uma camisa agarrada a outro cara apenas de cueca. Era pedir para ele surtar e querer me matar. E me odiar mais do que já me odeia.

Percy entrou no quarto batendo os pés com força e arrancando America do meu ser, pegando-a pelo braço com uma força que deu pra sentir só de olhar.

– Me diga que isso não aconteceu America! – ele rosnou para ela.

– Cara, não é isso... – fui interrompido por um rosnado.

– Cala a sua boca, di Angelo! Ou eu vou acabar com a sua raça – ele disse extremamente com raiva – America, você não transou com ele, transou?

America olhou pra mim e sorriu marotamente.

– Claro que sim, quem iria resistir a esse corpo gostoso? – ela disse sorrindo maliciosamente – E não te interessa se eu transei com ele ou não. A vagina é minha.

– O que? Nico... Como você pode? – disse Bianca levantando de repente com os olhos um tanto marejados. O que aconteceu com ela?

Ela saiu do quarto rapidamente, batendo a porta com força. Qual o problema dessa garota? Percy olhou America incrédulo, soltando-a e indo avançar em mim, mas ela parou na frente do irmão, impedindo a minha morte iminente.

– Não vamos estressar, maninho – ela disse – Sai daqui. Isso não é assunto seu.

– Mas America... – ele começou, mas foi interrompido.

– Saia do meu quarto, Percy – ela disse autoritária apontando para a porta que Bianca acabara de passar.

O Jackson bufou e saiu do quarto, batendo a porta com força. Ouvi a voz de Annabeth perguntando o que houve, mas não ouvi a voz dele em resposta.

– Porque você fez isso? – perguntei pra ela a olhando sem entender. Ela seria culpada da minha morte!

America apenas deu de ombros com um sorriso sarcástico.

– Gosto de irritar Percy – ela disse simplesmente tirando a blusa de costas pra mim, revelando uma cueca boxer feminina listrada com dois tons de azul. – Ele acha que eu tenho que ser comportadinha e acha que eu sou santinha. Mal ele sabe das coisas que eu já aprontei – ela disse segurando os seios com o braço e andando até o armário, vasculhando-o com a mão livre.

– Você já fez tanta merda assim? – perguntei me levantando e vestindo minha calça.

– Ora essa! Não vou te contar minhas tretas – ela disse rindo.

A porta foi novamente aberta, mas dessa vez era Bianca. Ela olhou para mim e depois para America ainda de calcinha. America virou o rosto para olhá-la, mas Bianca já tinha ido embora com o rosto vermelho de raiva, provavelmente.

– Qual o problema da sua irmã? – America perguntou me olhando por cima do ombro.

– Eu não faço a menor ideia – eu disse assistindo-a vestir o sutiã.

Fiquei observando cada movimento dela enquanto conversávamos. Parecia que ela estava sozinha no quarto, trocando de roupa como se um cara não estivesse encarando-a. Ela estava fazendo aquilo pra me provocar, supôs.

– Você sempre troca de roupa na frente de caras desconhecidos? – perguntei e ela se virou, abotoando a blusa branca de botões, dando vista para seu sutiã também branco, porém rendado.

– Ah isso? – ela disse abotoando a blusa mais de pressa – Desculpa, estou acostumada a me vestir na frente de Percy ou de Tyson – ela murmurou alguma coisa incompreensível – Não sabia que você se importava com uma garota se vestindo na sua frente.

Ela passou a saia de pregas pretas pelas pernas de maneira extremamente sexy, ajeitando-a nos quadris. Confesso que estava me segurando para não agarrada ou ficar mais excitado do que já estava com a cena, mas aquilo era uma tortura pra mim.

– Não, não me importo nem um pouco. – eu disse sorrindo malicioso.

– Não me venha com essa – ela disse como se não se importasse – Só porque eu falei pro Percy que nós transamos não significa que vamos fazer isso de verdade.

– Não custa tentar – eu disse rindo e ela me acompanhou

– Gostei de você – ela sorriu na minha direção – Mas você está atrasado.

Olhei o relógio na sua cabeceira e eram seis e meia da manhã. Levantei da cama e sai de lá rapidamente, encontrando com uma Bianca com o rosto avermelhado, encostada a parede oposta a porta do quarto de America.

– Aproveitando o máximo que pode? – ela disse com uma raiva completamente reconhecível na voz.

Antes que eu pudesse protestar sua pergunta, ela entrou no quarto de America e bateu a porta com força.

Essas portas ainda vão quebrar de tanto baterem elas.

Fui para o quarto de Percy, que estava vazio, então pude me trocar em paz e harmonia. Catei uma bermuda cinza xadrez e uma camisa lisa de gola V da minha mala. Calcei meus tênis calmamente, peguei meu material e sai do quarto.

Desci as escadas ido direto para a cozinha, onde todos estavam sentados e sendo servidos pelos empregados. Definitivamente não sabia como me comportar diante disso.

Sentei no único lugar vago, ao lado de America e de frente para Percy, que me olhava mortalmente, como se quisesse que minha cabeça explodisse naquele instante. Annabeth estava sentada ao seu lado conversando com minha mãe e Poseidon.

America sussurrou no meu ouvido pra eu continuar fingindo que nós tínhamos realmente transado e falou pra eu dar um sorrisinho malicioso. Fiz exatamente o que ela falou e vi Percy cerrar os punhos. Confesso que eu estava amando aquilo, nunca pensei que irritar o Jackson fosse tão divertido.

Estava correspondendo a todas coisas que America fazia, desde acariciar sua mão até fingir que estávamos falando coisas obcenas no ouvido do outro. Percy fingiu que derrubou um garfo e antes de pegá-lo disse um “ops” sem tirar os olhos de mim e America.

Quando ele estava se abaixando, America sacou o que ele queria e levou sua mão ao meu membro. Enrubesci na hora e estava segurando para não gemer enquanto ela fazia carícias de leve na minha intimidade.

Apoiei meus cotovelos na mesa e tampei minha boca, tentando não emitir nenhum som. Poseidon, minha mãe, Tyson e Annabeth nem estavam prestando atenção no que ocorria desse lado da mesa, mas Bianca me olhava de forma interrogativa. Apenas desviei o olhar do dela e fechei os olhos.

Algo bateu na mesa e America parou com as carícias ao mesmo tempo que Percy levantou a cabeça vermelho de vergonha ou de raiva. Apostava mais na segunda.

– O que está acontecendo? – perguntou Poseidon nos encarando

– Nada, pai – rosnou Percy

– O que poderia estar acontecendo? – perguntou America apoiando o queixo na mão e olhando sugestivamente para Percy.

– A propósito, que bateção foi aquela de porta ontem? – perguntou minha mãe cautelosa

– Nada demais – respondi me levantando e pegando um pão francês – Não estou com fome, vou indo. Quer que eu te leve America?

– É uma oferta tentadora – ela disse sorrindo – Mas não estudamos na mesma escola.

– America estuda em um colégio de freiras só para meninas – disse Poseidon – Esse será o futuro dela.

America Jackson uma freira? Essa eu pago pra ver.

Bianca se levantou da mesa com uma cara não muito boa e se encaminhou para a porta, sendo impedida pela nossa mãe que a chamou.

– Você não vai com seu irmão, Bianca?

– Vou a pé – ela disse simplesmente batendo a porta logo que saiu

O colégio era realmente perto da mansão de Poseidon, mas eu não iria a pé podendo ir de carro, óbvio. Sai da mansão sobre os protestos da minha mãe dizendo pra eu pegar minha irmã no caminho.

Entrei no meu carro e acelerei em direção ao colégio. Encontrei Bianca no caminho completamente enraivecida. Desacelerei o carro e acompanhei seus passos na velocidade dela.

– Quer uma carona? – perguntei sorrindo maroto. Ela me ignorou – Qual é, Bi! O que houve? – ignorado outra vez – Qual o seu problema? – explodi.

Ela parou e me encarou como se fosse me matar.

– Meu problema? MEU problema? – ela berrou – O meu problema é você, Nico! Você age como se nunca rolou nada entre a gente. Como se aquele beijo foi insignificante pra você!

– Mas foi... Aquele beijo não poderia ter acontecido. Eu...

– Você não existe – ela disse e saiu andando batendo o pé – Não me siga.

Revirei os olhos com a atitude dela. Aquele beijo não era pra ter acontecido. Eu simplesmente me deixei levar pelo momento. Estava errado e eu sabia disso. Ela deveria esta ciente disso também. Porém, tenho que admitir que me sinto um pouco atraído pela minha irmã. Eu não queria alimentar aquilo, por isso estava sendo tão frio com ela.

[...]

– Sem chance – disse Leo cruzando os braços e virando o rosto para não me olhar

– Por favor, Leo! Eu estou precisando muito disso. – argumentei

– Eu tenho prova de física no dia seguinte, Nico. Ao contrário de você, eu tenho essa matéria. Não posso ficar de recuperação novamente – ele disse se mostrando irredutível.

– Eu te ajudo a estudar, por favor, vamos!

Estava tentando convencer Leo a ir comigo a uma festa universitária que teria em uma das fraternidades na universidade perto da mansão dos Jackson. Ele não queria ir por causa da prova de física. Como nos escolhemos nossas matérias, eu não tinha algumas aulas com ele, tipo física. Leo é bom em física, mas nos últimos tempos vem passando por problemas familiares que estão o deixando sem cabeça para estudar ou ficar em casa.

Na pior hora possível ele decidiu voltar a estudar para não ficar de recu. Eu precisava muito sair e a festa seria na quinta, justo no meio da semana.

– Pede para Thalia, ela com certeza vai topar – ele disse e eu respirei fundo.

– Eu queria que os dois fossem! Eu tenho três convites! – exclamei

– Sério, Nico. Deixa pra próxima – ele disse pegando seu livro de física.

– Tá legal... Mas da próxima você não escapa – eu disse pegando meu livro de biologia do armário e indo para a sala de história, onde eu achava que Thalia estava.

Indo em direção a sala, encontro Thalia conversando com seu irmão no corredor.

– Oi gatinha – eu disse dando um beijo na bochecha dela e a abraçando de lado.

– O que esse ai quer com você? – perguntou Jason tentando me encarar com desdém, mas dava pra perceber em seus olhos que ele não queria falar aquilo.

– Amanhã. Festa universitária. Vamos? – eu disse sorrindo para Thalia e ignorando Jason

– Vamos ir para a casa do Percy na quinta, então demorou demais – ela disse batendo na minha mão.

– Vamos ficar na casa do tio Poseidon porque nossos pais vão viajar. Não para você ficar indo a festas de universidades – disse Jason encarando Thalia

– Qual é Jason! Não vai ser você que vai me dedurar né? – ela disse piscando os olhos azuis – Você pode ir também, não é Nico?

– Ela só vai se eu for – ele disse me lançando um sorriso maroto e cruzando os braços.

Eu não queria que o Jason fosse, mas se Thalia só for se ele for, então teria que liberar dessa vez.

– Tudo bem, você pode ir – eu disse derrotado e Thalia me abraçou. Entreguei a eles os convites e o sinal tocou.

Espero não me arrepender de ter feito isso.

Notas finais
Um pouquinho de Percabeth pra vcs u.u Pra quem pediu um pouquinho de clima entre o Nico e a Mare... Espero que tenha ficado bom xD O que acharam do capítulo? Imaginaram coisa diferente? Mereço meus reviews? Vou tentar não demorar pra postar, então deixam reviews o/ Beijos meus amores e amoras ;D