Oh, Dammit! [A SER REESCRITA]

4 Família, família... Negócios à parte


Notas iniciais
Yoo pissoas! Tudo bem com vocês? Não sei se demorei pra postar ou não, o que importa é que eu to postando hahahaha Queria dedicar essa capítulo às lindas JulyEaton e Ghost Queen por terem deixado recomendações para lá de divas e fofas que quase me fez chorar de alegria *-* Me abracem vocês duas o. Enfim... Para quem pediu POV do Percy está ai u.u E nesse capítulo vocês vão saber o motivo do ódio dele haha Gente, a fic é Pernico, eu sei, mas vão rolar muitas tretas antes deles ficarem juntos! A história não teria graça se eles ficassem logo de cara né? Até porque nenhum dos dois sabe que realmente curtem a outra fruta kkkkkkkkk Okay, parei! Vamos para o capítulo u.u Espero que gostem Kissu Kissu OBS: EU NÃO REVISEI, DESCULPA PELOS ERROS XD

Percy

Não estava conseguindo acreditar, muito menos aceitar que Nico di Angelo seria meu meio irmão, que meu pai iria se casar novamente e que eu teria que dividir o mesmo teto com ele. Já não era tortura suficiente eu ter que aturá-lo no colégio?

A última coisa que eu queria naquele momento era não receber os di Angelo na minha casa, então fui para o lugar aonde eu sempre ia quando estava nervoso, ou quando eu estava carente, a casa de Annabeth.

Nós estávamos namorando havia alguns anos, mas as brigas constantes estavam atrapalhando tudo, principalmente minha vida pessoal. Annabeth era linda, inteligente, super gente boa, mas era muito ciumenta. Ela não suportava me ver respirando o mesmo ar que uma garota que ela ficava com ciúmes, porém o modo como ela tratava o ciúmes era estranho. Ela se "vingava" conversando com algum garoto agarrada ao pescoço dele, fazendo o possível para chamar a atenção.

Não me admiraria se ela me traísse por causa disso.

Então as brigas começavam, ela achando que estava completamente certa em ficar se agarrando com um cara enquanto eu apenas tinha respirado o mesmo ar ou trombado acidentalmente com outra garota e eu argumentando que não rinha motivo algum para ela ficar com ciúmes e que eu não tinha feito nada demais.

Passávamos um tempo sem nos falar por causa disso. Aquilo estava me desgastando completamente e desgastando o namoro também. Ele chegou a dizer: "Ou eu ou elas" para mim alguns meses atrás e eu acabei a escolhendo, obvio.

O único contato com meninas que eu rinha era com Mare, minha irmã e as empregadas lá de casa, que as conversas não se passavam de "Bom dia", "Boa tarde" e "Boa noite".

Para terem uma noção da minha situação, até de Thalia Annabeth tinha ciúmes e a morena que não é boba nem nada, se aproveitava da situação para provocar a loira, o que causa mais brigas entre eu e Annabeth. Qual é, Thalia é minha prima! Nem se eu estiver a ponto de entrar em coma alcoólico que eu vou ficar com ela! Isso seria incesto e confesso que abomino isso.

Eu já não aguentava mais isso. Annabeth estava me sufocando com esse ciúme excessivo. Eu queria me divertir com meus amigos, sair para beber com eles, mas não, ela nunca me deixava fazer nada porque achava que eu ia traí-la.

Também já não aguento mais ela falando sobre Harvard. O quanto ela quer se formar em direito em Harvard, o quanto a mãe dela sonhava com a filhinha entrando em Harvard, o quanto Harvard era maravilhosa... Harvard, Harvard, Harvard! Nada mais saia da boca de Annabeth a não ser isso.

Aquilo tudo estava me dando agonia e eu estava prestes a tomar decisões drásticas.

Toquei a campainha da casa de Annabeth e alguns minutos depois, dona Atena atendeu com um sorriso no rosto, mas ele foi desfeito assim que me viu. Atena nunca gostou de mim e adivinhem o motivo. Se você pensou que é porque eu supostamente atrapalhava Annabeth a estudar para entrar em Harvard, você está totalmente certo.

– Ah, é você – ela disse com uma cara não muito amigável. – Vou chamar Annabeth.

E então fechou a porta na minha cara, mas como eu já estava acostumado com isso, não liguei muito. Alguns segundos se passaram e Annabeth atendeu a porta toda sorridente.

– Oi amor – ela me deu um abraço e um selinho – Vem, vamos entrar.

Entramos na casa de Annabeth e ela me puxou rapidamente para o seu quarto, mesmo sobre os protestos da mãe dela. Entramos em seu quarto e ela fechou a porta, sentando na cama logo em seguida.

– O que aconteceu? – ela perguntou me encarando. Ela sabia dos meus motivos para ir a sua casa.

– Nico di Angelo aconteceu. – bufei e sentei em sua cama.

Nico di Angelo. Esse menino é pode ser chamado de “Meu Inferno Particular”. Lembro-me muito bem do motivo pela qual eu comecei a odiá-lo profundamente.

Eu tenho certeza que ele não se lembra de nada do que aconteceu antes de ele entrar para o colégio interno, mas nós éramos amigos antes disso acontecer. Nico era um menino tímido e brincalhão, nós estudávamos juntos desde pequenos até ele ir para o colégio interno e eu ter que me mudar para outro estado.

Sempre nos dávamos bem, brincávamos na hora do recreio, estudávamos juntos na biblioteca e até jogávamos bola nos intervalos. Um dia antes dele se mudar para o colégio novo nós fizemos uma promessa um para o outro.

“Promete que nunca vai me esquecer?” eu disse com uma cara triste.

Nico pegou minhas duas mãos e olhou no fundo dos meus olhos. A sensação que me ocorreu naquele momento foi inexplicável. Os olhos negros de Nico causavam medo em algumas crianças da nossa turma, mas para mim eles eram simplesmente incríveis, com um brilho que eu nunca vi em nenhuma outra pessoa. Uma felicidade que nunca poderia ser apagada.

“Não seja bobo, Percy! Eu nunca vou te esquecer” ele disse e me lançou um sorriso confiante.

“Prometa” eu disse em um tom baixo, fazendo o rir.

“Eu, Nico di Angelo, prometo que nunca te esquecerei, Perseu Jackson” ele disse fazendo graça e me deu um abraço caloroso.

“Jura juradinho?” perguntei em seu abraço, ele me apertou mais contra si.

“Juro juradinho”

Algumas lágrimas caíram dos meus olhos, molhando a camisa preta de Nico, mas ele não se importou nem um pouco. Contei a ele que teria que me mudar, mas ele não se abalou e apenas disse que se nós quisermos seriamos amigos independente do que aconteça, independente da distância. O olhar de Nico me passava total confiança em suas palavras.

Mas isso não durou como eu queria que durasse. Os primeiros seis meses foram maravilhosos, conversávamos todos os dias pelo celular ou pela internet. Depois das férias, as nossas conversas passaram a ser menos frequentes, nos falávamos vez ou outra, pois ele nunca me respondia de imediato como fazia antes.

Nisso eu já estava em Nova York por causa do trabalho do meu pai. Cidade nova, pessoas novas, escola nova. Nada disso era bom pra mim. Odiava os meus colegas de classe, odiava meus vizinhos e tudo que eu mais queria era voltar pra casa para conversar com Nico. As brigas dos meus pais se tornavam cada vez mais frequentes, enquanto eu tentava não ouvi-las trancado no meu quarto tentando conversar com Nico.

Quando ele completou 14 anos, liguei para ele e ficamos conversando até o supervisor de dormitório dele o pegar no flagra e tirar o telefone dele, já que era proibido e ele tinha ficado com o dele escondido.

Então ele parou de conversar definitivamente comigo. Parou de mandar mensagens, de mandar recados no Facebook, parou de me ligar. Ele simplesmente me abandonou quando eu mais precisava. Eu tentava de todas as formas conversar com ele, mas ele nunca me respondia. Não sabia o que estava acontecendo com meu melhor amigo.

Mare falava que ele poderia ter ficado de castigo ou alguma coisa assim, mas não era isso, pois ele sempre visualizava minhas mensagens no Face e mesmo assim não respondia.

Uma promessa vazia. Isso que aconteceu.

Eu estava com uma tremenda raiva que só fiquei feliz quando soube que voltaria novamente para Los Angeles. Tinha a esperança que veria Nico novamente e que pudéssemos ser amigos de novo.

Porém, ele ainda estava no internato. Entrei no mesmo colégio que a irmã dele e tinha algumas noticias dele por ela, mas não conversávamos muito e Bianca não tinha tantas notícias dele.

Depois de uns anos, Nico voltou para casa e começou a estudar no mesmo colégio que eu. Mas ele estava diferente. Tinha feito undercut nos cabelos extremamente negros. Vestia-se como um rebelde e tinha feito algumas tatuagens em um dos braços e sei lá mais onde. Seu olhar que antes transmitia alegria e felicidade estava frio e sem brilho. Era como se seus olhos estivessem mortos.

Mas nem por isso meu coração deixou de acelerar quando o vi parado encostado em seu carro assim que entrei pelo portão do colégio. Minhas mãos começaram a suar e um nervosismo estranho subiu pelo meu corpo. Porém, a presença de Nico me deixou extremamente feliz.

Caminhei em sua direção pensando em um monte de coisas, um monte de perguntas. E aquilo estava me deixando nervoso. A cada passa que eu dava era como se eu estivesse com pedras amarradas em meus tornozelos, me impedindo de me aproximar de Nico.

“Oi ” falei um pouco tímido quando finalmente me aproximei completamente.

Ele me olhou com um olhar frio e sem vida, um olhar que me deixou mais nervoso ainda e mais preocupado com ele. Um olhar que nunca tinha visto em Nico.

“Oi... Ér...” ele disse como se não soubesse meu nome.

“Percy...” eu disse um pouco triste.

“Oi Percy...” ele fez uma pausa sem pensando no que diria a seguir. “Prazer, meu nome é Nico”

Fiquei tentando digerir aquilo por longos minutos. Como assim “Prazer, meu nome é Nico”? Ele não estava me reconhecendo? Ele sabia meu nome? Ele não se lembrava da promessa?

“Você não... Não se lembra de mim?” perguntei arriscando. Nico me olhou friamente, mas senti que não era de propósito. O olhar dele estava desse modo estranho e medonho.

“Desculpe, mas não...” ele disse fazendo uma pausa. ”Tenho que ir. Prazer te conhecer.”

Então foi embora. Deixando-me sozinho e com uma extrema raiva crescendo dentro do meu peito. “Eu prometo que nunca te esquecerei.” essa frase ecoava na minha cabeça enquanto eu senti um aperto no coração.

Meu melhor amigo me esquecera, me abandonara. Mesmo depois de ter feito uma promessa, um juramento.

E a partir desse dia, comecei a odiá-lo e a azucriná-lo no colégio, como forma de me fazer sentir melhor, mas confesso que não estava adiantando muito. Muito menos agora que eu teria que dividir o mesmo teto com ele.

Contei tudo sobre Nico ir morar lá em casa, deixando de lado o motivo pelo qual e o odiara tanto. Ela sempre me perguntava, mas eu sempre mudava de assunto.

– Não seja duro com ele, amor – ela disse fazendo carinho na palma da minha mão – Eu não entendo o motivo de você odiá-lo e não sei por que não quer me contar, mas tenta conversar com ele, okay?

Suspirei e desviei os olhos dos dela, olhando para nossas mãos. Eu queria terminar com ela naquele instante, mas ela estava tentando ser uma boa namorada e me ajudando a não perder a cabeça.

Então tive a ideia mais brilhante de todas: faria Annabeth terminar comigo.

Eu sei que me sentiria mal por terminar com ela, me sentiria culpado demais em vê-la triste e não queria isso de modo algum, não gosto de magoar nem decepcionar as pessoas, então faria com que ela terminasse comigo! Isso era brilhante! Eu não ficaria mal, ela não ficaria tão mal e todos nós seremos felizes para sempre!

Começarei a botar meu plano em pratica amanhã mesmo. Não ia traí-la, pois seria muita humilhação pra ela, então teria que pensar no que eu faria para ela me dar um fora.

– Agora não pense mais em Nico, vamos a uma festa que vai ter quinta-feira, tudo bem? Já consegui os convites — ela disse sorrindo pra mim

– Quanto mais tempo fora de casa, melhor – eu disse retribuindo o sorriso.

Annabeth me olhou maliciosa e se aproximou de mim, colando nossos lábios. Era uma sensação boa beijar Annabeth, mas eu sentia que não era os lábios certos, a língua certa, a pessoa certa. Alguma coisa me dizia que Annabeth não é e nunca será a pessoa certa para mim.

[...]

Eu queria explodir o mundo daquele dia.

Primeiro, Nico atrapalhou minha transa com Annabeth no meio da madrugada. Eu sei que eu estava fazendo aquilo para provocá-lo, mas não achei que ele fosse apelar daquela maneira. Depois daquilo, Annabeth disse que não estava mais com clima e que era para nós dormirmos.

Meu pai nunca se importou em Annabeth dormir no meu quarto comigo, ele até apoiava, mas ele não gostava do fato de ela ter que mentir para a mãe para poder dormir na minha casa. Mas como meu pai me ama e eu amo ele, ele nunca falou nada com Atena ou Frederick, o pai da Annie.

Ainda não estava acreditando que America realmente transou com Nico. Simplesmente isso me dava mais motivos para odiá-lo, mas confesso que não estava tão puto assim por causa dele ter feito algo com ela e sim por ela ter feito algo com ele. Piper, uma ficante de Jason, diria que eu estava com ciúmes de Nico, mas isso não era possível nem aqui nem na China.

Eu só sei que queria matá-lo.

Recebi a notícia de que Thalia e Jason iriam ficar umas semanas na minha casa por que seus pais iam viajar. Isso não seria problema se Thalia e Jason não inventassem de ir a uma festa, na verdade, a mesma festa que eu e Annabeth iríamos na quinta.

Zeus e Jackeline Grace, pais de Thalia e Jason, não gostavam que eles fossem a festas na ausência deles, mas era óbvio que os dois não obedeciam essa regra. Meu pai sabia muito bem disse, então nós teríamos que dar um jeito de ir para a festa sem sermos vistos e sem meu pai ficar sabendo.

Senão seria castigo para nós quatro.

Quatro? Porque quatro? Simplesmente porque eu descobri que Nico arranjou convites para Thalia e Jason, ou seja, ele iria junto.

Tenho que admitir que aquilo estava me matando. O fato de Nico ter esquecido plenamente de mim estava me corroendo por dentro, me matando de dentro pra fora. Amizade pra mim sempre foi a coisa mais importante depois da família, então perder um amigo e ser ignorado pelo mesmo era horrível.

Mas eu tinha que ser forte e continuar com a bosta do meu teatro. Eu odiava Nico, mas no fundo sentia que isso não era verdade. E sempre que eu pensava aquilo eu fazia de tudo para esquecer e focar minha mente em outra coisa.

Era uma quarta-feira e todas as quartas de noite eu saia com um amigo muito próximo que sempre me ajudava em todos os meus problemas. Íamos sempre ao mesmo bar desde que nos conhecemos no mesmo.

Sai de casa sem avisar ninguém, mas Mellie sabia para onde eu ia todas as quartas, então não teria nenhum problema.

Fui a pé mesmo, já que minha casa era a umas duas quadras do bar. Pode parecer perigoso andar sozinho a noite, mas a rua era sempre movimentada com vários bares e strip clubs em funcionamento. Ocorriam algumas brigas as vezes, mas nenhuma tão grave a ponto de ser extremamente perigoso. Sabe como é, né? Caras bêbados, tráfico de drogas e alguns problemas com clientes, nada fora do comum.

Entrei no bar e reconheci a cabeleira castanha de imediato. Jake Mason estava sentada em um dos bancos do balcão e tomava uma dose de alguma coisa enquanto cantava o barman.

Jake era uma pessoa ótima. Amigável, companheiro e engraçado, mas também era gay assumido. Eu realmente não me importava com isso, ele sabia muito bem que nunca ia rolar nada entre nós porque eu era hetero e ele disse que não tinha nenhum problema, pois eu não era do tipo dele. Mas viramos amigos mesmo assim e eu não trocaria a amizade dele por nada nesse mundo.

– Hey Jake – o saudei sentando ao seu lado.

– Olá Percy – ele disse se virando para mim e sorrindo.

Jake não era do tipo de gay bicha louca, que tinha voz afeminada, jeito afeminado e atitudes afeminadas. Pra falar a verdade quem olha pra ele não diz que ele é gay. Tinha os olhos castanhos da mesma cor que os cabelos e a pele suavemente morena clara. Era tinha 23 anos, apenas cinco anos mais velho que eu, mas isso é irrelevante.

– Uma dose de whiskey, por favor – eu disse para o barman.

Eu amava aquele bar por não pedir carteira de identidade para beber, eles simplesmente pensavam mais no dinheiro no que de serem pegos pela polícia. Faziam isso há anos e nunca deu problema, então era melhor pra mim e para Jake.

– Como vai a vida, Jackson? – ele perguntou tomando um gole de sua bebida.

– Estou querendo terminar com Annabeth – eu disse em um suspiro.

Passamos bastante tempo conversando. Na verdade eu contava as coisas para ele e ele me dava conselhos e tudo mais. Ele era o único que sabia da história do Nico, o motivo de eu odiá-lo tanto, então ele ficou impressionado quando eu disse que ele moraria lá em casa.

– Não creio – ele disse boquiaberto, mas logo um sorriso se formou em seus lábios.

Contei tudo pra ele, desde a ida até a casa de Annabeth até o problema com Nico e Mare. Ele me escutava e ria de vez em quando das caras que eu fazia, mas sempre voltava a me encarar com curiosidade, querendo saber mais e mais dos meus problemas.

– Seu exatamente o que você sente e exatamente o que você precisa – ele disse com um sorriso malicioso nos lábios. Fiquei com medo daquele sorriso.

– E seria? – perguntei terminando de tomar meu terceiro copo de Big Apple.

– Você verá na próxima quarta. – ele disse sorrindo e eu arrepiei de medo.

Voltei para casa era quase duas da manhã. Estava me sentindo um pouco tonto depois de cinco doses de bebida, mas eu ainda estava bem, sempre fui forte para bebida como meu pai.

Tudo estava escuro, provavelmente todos estavam dormindo. Porém, escutei alguns barulhos vindos da cozinha. Estava tão tonto que não consegui distinguir se eram palavras distorcidas pela minha capacidade de entendimento ou se eram gemidos.

Me aproximei cautelosamente da cozinha, encostando-me a parede do lado de fora do recinto para não ser visto. Coloquei a cabeça perto do batente até a altura dos olhos e não acreditei quando eu vi.

Por um seguindo pensei que fosse America, mas a pele estava escura demais para ser minha irmã, então estreitei mais os olhos para conseguir enxergar, então eu vi claramente. Iluminados pela luz da lua que vinha da janela estavam Bianca e Nico aos beijos e agarramentos dentro da cozinha. Ele tinha feito-a sentar em cima do balcão e beijava seus lábios com urgência.

Forcei mais ainda a vista para ver se eu não estava louco quando notei que ele a masturbava, fazendo movimentos rápidos de vai e vem com a mão. Não, eu não estava louco. Nico di Angelo estava pegando sua própria irmã.

Então notei que isso era perfeito para chantageá-lo. Tirei meu celular do bolso, tirei o flash da câmera assim como o som do obturador e tirei várias fotos dos dois se agarrando. Em seguida comecei a gravar um vídeo do que estava acontecendo.

Isso simplesmente valia ouro na minha mão.

Guardei meu celular e fui para meu quarto. Agora fico me perguntando como ele teria coragem de pegar a própria irmã na minha cozinha sabendo que poderia ser pego por alguém, ou melhor, ser pego por mim que não estava em casa.

Abri meu notebook rapidamente e passei as fotos e o vídeo para o mesmo, fazendo várias cópias e salvando algumas em um pen drive que guardei no fundo falso da minha gaveta da escrivaninha.

Tomei banho e me ajeitei para dormir com um sorriso no rosto. Mas no fundo eu estava sentindo uma coisa estranha, um parto no coração. O mesmo aperto que senti quando o vi e America deitados na cama dela, o mesmo aperto que senti quando o vi ficando com Thalia. Mas em duas dessas vezes eu estava bêbado, então não liguei muito para isso e fui dormir pensando nas coisas que eu poderia chantagear um certo di Angelo.

[...]

O dia seguinte chegou rapidamente e com ele a minha vontade de dormir mais um pouco. Mas fui obrigado a levantar quando Linda me sacudiu calmamente chamando meu nome. Linda era uma das empregadas que ficava encarregada de cuidar de nós quando meus pais não estavam, que no caso, quando meu pai e minha futura madrasta não estavam. Ela era como uma babá para nós.

– Bom dia Percy – ela disse sorrindo quando finalmente abri meus olhos.

– Bom dia Linda – eu disse preguiçosamente

– O café já está na mesa e quase todos estão lá. Vou acordar o senhor di Angelo. – ela disse indo descer as escadas para acordar Nico, mas eu a impedi.

– Não precisa! Deixe que eu mesmo acordo-o – eu disse sorrindo amigavelmente para esconder meu sorriso maroto.

–Tem certeza? Esse é meu trabalho – ela disse um pouco receosa. – Se o senhor Poseidon souber...

– Ela não ficará sabendo de nada. – sorri – Pode indo, já já eu desço com esse preguiçoso.

Linda assentiu meio receosa, mas desceu as escadas da estrutura que ficava a minha cama e saiu do quarto rapidamente. Me espreguicei e pulei da estrutura fazendo o maior barulho, mas Nico não acordou.

Revirei os olhos e fui colocar uma roupa qualquer para ir ao colégio. Vesti uma calça jeans e uma camisa azul escura de gola V, calcei meus tênis brancos e vestia a jaqueta vermelha e preta do time de basquete.

Aproximei-me do sofá e me sentei na beira do mesmo, onde Nico dormia de bruços com as costas expostas, dando vista para as quatro pássaros que tinham sido tatuados perto de sua nuca. Vi também a cruz detalhada que havia na lateral do seu corpo. As duas tatuagens que nunca tinha visto.

Reparei melhor nos desenhos que cobriam seu braço direito. Havia um navio antigo de guerra, uma pin-up vestida como gueixa, o símbolo do Batman, uma caveira com uma rosa nos dentes e com alguns escritos em cima e embaixo, uma pomba meio sinistra e vários outros desenhos que não consegui ver, pois ele se virou.

Depois de um tempo apenas fiquei observando-o dormir. Seu rosto estava sereno e suave. Os traços de seu rosto eram firmes e marcados, um tanto másculo. Ele tinha mudado e muito nesse tempo em que passamos separados. Nunca pensei que esse Nico é o mesmo Nico que eu conheci no passado, o meu Nico.

Então voltei a realidade. Meu Nico? O que diabos eu estava pensando?

– Nico – eu disse alto me levantando no sofá rapidamente. Meu coração estava acelerado – Nico, acorde!

– Hm... – ele resmungou virando o rosto.

– Levanta cara! – exclamei, sacudindo-o. Minha ideia de acordá-lo de uma maneira nada agradável tinha ido por água abaixo.

– Eu não me lembro... – ele disse, mas ainda estava dormindo. Supus que ele estava sonhando. – Não consigo me lembrar.

Fiquei confuso com as palavras que saíram de sua boca, mas não deixei de tentar acordá-lo.

– Nico di Angelo! – gritei e dessa vez surgiu efeito, pois ele se levantou rapidamente e ofegante.

Ele parecia espantado e confuso, como se não soubesse o que o sonho se tratava.

– Mas o que... – ele começou com os olhos arregalados, mas depois os esfregou e olhou pra mim sonolento – Porque você está me acordando? Isso não é trabalho da Linda?

– Ér... – comecei, mas não sabia o que dizer. Não tinha preparado uma respostada para essa pergunta que eu deveria ser adivinhado que ia ser feita – O café está na mesa.

Então sai quarto rapidamente, batendo a porta atrás de mim com o coração batendo contra minhas costelas freneticamente.

[...]

O tempo passa rápido quando estamos nos divertindo. Thalia e Jason tinha ido lá para casa depois da aula e passamos o dia inteiro na piscina. Thalia, America e Bianca conversavam alguma coisa nas espreguiçadeiras perto da piscina, enquanto Jason, Tyson, Annabeth e eu estávamos dentro da piscina.

Perguntei para Bianca onde Nico estava e ela respondeu que ele tinha treino de basquete toda segunda, terça e quinta em um clube perto da antiga casa deles. Surpreendi-me quando ela disse que ele jogava basquete. Que eu me lembre de ele nunca se interessou pelo esporte, na verdade, nunca se interessou por esporte nenhum, apenas ficava jogando aquele jogo que eu achava meio idiota, Mitomagia.

Nunca imaginei Nico di Angelo jogando basquete, aposto que ele é muito ruim.

A noite chegou rapidamente e a casa estava silenciosa. Todos tinham ido dormir e era a nossa deixa de colocarmos nosso plano em ação para sairmos de casa sem sermos visto. Annabeth esperava-nos na rua de trás da mansão, que dava vista para a janela do meu quarto e do da Mare.

Jason e Thalia estavam prontos no quarto de hóspedes esperando eu dar o sinal para que pudéssemos ir, mas para isso eu precisava que Nico estivesse pronto.

– Cara, você demora mais que mulher pra se arrumar – comentei baixinho enquanto ele vestia uma blusa de gola V com manga cumprida cinza escura – Não é a toa que eu te chamo de menininha.

– Cale a boca, Jackson – ele disse com o costumeiro tédio que me dava muita, mas muita raiva.

– Nós precisamos ir logo! – exclamei mais alto.

– Não é fácil se arrumar no escuro quando se não conhece o quarto em que você está – ele disse batendo em alguma coisa. – Ai!

– Você quer ser pego? Se eu ligar a luz, Linda com certeza vai acordar!

Os empregados dormiam em uma casa no mesmo terreno que a nossa mansão, então se eu acendesse a luz, Linda com certeza veria que nós estávamos acordados e ia vim aqui tirar satisfação, estragando o plano todo.

– Tá bom, tá bom idiota! Já to quase pronto – ele resmungou

Quando finalmente a donzela terminou de se arrumar, mandei mensagem para Thalia e nos encontramos no corredor. Íamos sair pela sala de instrumentos, pois era o único cômodo que não dava de frente para a casa dos empregados, nos possibilitando uma fuga perfeita.

Eu contava com tudo, menos com America dentro do quarto de instrumentos.

– Ora, ora, o que temos aqui? – ela perguntou com desdém girando a cadeira que estava sentada para nos encarar. – Não esperava isso de você, Jasinho.

– America... – rangi os dentes. Eu ainda estava puto com ele e não queria falar com ela. – O que você...

– Você acha mesmo que pode planejar essas coisas debaixo do meu nariz? Mas é claro que não! – ela disse sorrindo maleficamente.

– Não temos como levar você, Mare – disse Nico.

– Oh, não! Não quero ir a festa – ela disse sorrindo – Quero vinte e cinco dólares de cada um de vocês! Estou precisando de grana.

– Qual é Mare – reclamou Thalia – Você vai fazer isso com seus primos, seu irmão e seu meio-irmão?

– Mas é claro que vou! Família, família... Negócios à parte! – aquele sorriso já estava me irritando.

– Você não existe – reclamou Jason

– Pensem bem, eu não vou contar nada e ainda vou acobertar vocês caso algo dê errado ou um de vocês volte bêbado ou sei lá! – ela disse como se fosse óbvio – Eu estarei ajudando vocês e vocês me ajudando, simples assim.

Reviramos os olhos e abrimos nossas carteiras, entregando o dinheiro para America. Todos nós menos Nico.

– Não tenho dinheiro – ele disse com os olhos um pouco arregalados.

– Prostituição tá ai pra isso! Você pode se submeter a ela, mas eu não – disse Mare rindo e eu revirei os olhos não acreditando no que eu faria a seguir.

– Toma – eu disse pagando a parte do Nico – Podemos ir agora?

– Mas... – começou Nico, mas o interrompi levantando a mão.

– Agora sim – ela disse indo em direção a porta – Boa festa para vocês!

Notas finais
Odiaram? Querem me matar? Adoraram? Querem me dar flores? kkkkkkkk Quero meus reviews com as opiniões de vocês u.u Até o próximo (já está sendo escrito, me amem u.u) Kissu Kissu Minna :3