Oda Dragon
2 Kurosawa Oda! O samurai!
Notas iniciais

Lawƒield é uma pequena vila no alto de um baixo e extenso cume, com gramados esverdeados que mudavam seus tons freqüentemente enquanto passavam rajadas de vento. Apesar do clima calmo, Lawnƒield é a cidade mais atacada por dragões. Já foram 13 ataques, e todos eles impedidos por Oda. Consequentemente Oda era o Hookhünter que mais matou dragões em toda ilha de Draköhovel. Carregava o legado de seu pai e de seu avô, a espada Drakörazor e o instinto samurai contra dragões. A tecnologia de lá era pouca, pouco do Techristal foi levado para Lawnƒield. Enquanto as crianças de High¢ity jogavam video-game, as de Lawnƒield brincavam com peão, ou pipa. Talvez isso viesse a mudar algum dia, além do Techristal achado em Middlëpebble vinte anos atrás, recentemente também foi encontrado mais dois. Um em High¢ity e outro em Magmäƒall.
Oda não se preocupava com isso. O único objetivo dele era a segurança do povo de sua vila, por isso, fazia guarda todos os dias, no mesmo lugar, numa cerejeira que estava sempre florida, e suas pétalas mudavam de cor todo mês. Para o povo de Lawnƒield aquela árvore era sagrada, e era em sua sombra que Oda fazia vigia, mantinha seus olhos sempre para a vila, dormia lá, comia lá, treinava lá. Na sua frente uma boa visão de toda a vila que possuía não mais que dez casas de madeira e palha, e as suas costas, a cerca de 500 metros, o litoral leste.
A manhã, o dia e a tarde passaram sem muitos problemas naquele dia, Oda se preparava para fazer a vigia da noite quando algo incomum aconteceu. Uma garota que era raramente vista nas proximidades da vila se aproximava de Oda.
– Oi, moço, tudo bem? Quem é você?
– Eu sou Kurosawa Oda, samurai de Lawnƒield… E você… ?
– Ui! Samurai. Que chique!
– Você ainda não me respondeu. Quem é você? — Oda mantinha uma expressão séria.
– Sou uma garota.
– Disso eu sei, mas…
– Você pesca, Samurai-san? — Interrompeu a garota.
– Eu só mato dragões…
– Que pena, eu sou um dragão — Disse sorrindo.
– Eu vejo você. Você não é um dragão.
– Sou uma Dracohumana!
– Olha, eu te recomendaria um psicólogo, mas o mais perto daqui fica em High¢ity e é uma longa caminhada então… Fique bem — Oda fechou os olhos e esperou que a garota fosse embora.
– É sério! Sou uma Dracohumana seduzente. E você não vai ter coragem de me matar.
– Olha, eu confesso que nunca te mataria, mas por favor, deixe de besteiras! Tenho que ficar de guarda a noite toda… É um papel importante, sabe?
– Bom, eu vou voltar aqui daqui dois dias e atacar algumas pessoas, mas você não vai me matar, porque você sabe que serei eu.
– Você bebeu algo? Isso não existe.
– Com licença, Oda-san.
A garota se aproximou mais perto de onde Oda estava sentado e recolheu três pétalas de cerejeira do chão, uma rosa, uma roxa e outra azul. Colocou-as no na orelha e se despediu do samurai.
– Ah, a propósito. Meu nome é Mei. Misuka Mei. Seja gentil conosco! — Dizia olhando para trás enquanto saía da vista do samurai.

Naquele momento Oda se perguntava: “O quê diabos aquela garota fumou?”. Ela já foi vista na vila umas duas ou três vezes, não mais que quatro. Parecia que morava em algum lugar da estrada litorânea, Oda queria esquece-lá logo para poder se concentrar na vigia. Mas não conseguia. Os olhos azuis da cor do céu da garota louca chamada Mei sempre aparecia quando o samurai se distraía.
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