Oda Dragon
3 Misuka Mei! A Misteriosa!
O Sol nascia atrás de Oda e da grande cerejeira, iluminando o campo onde se encontrava a vila de Lawnƒield. O samurai passara a noite acordado, não por que quis, mas por que sempre pensava na garota da ultima noite.
– Misaki Mei... – Pensava ele – Não consigo levar a sério o que ela disse, mas por algum motivo ela não sai da minha mente...
– Grande Samurai? – Oda foi interrompido por um fazendo que lhe trazia alguns pães e leite – Bom dia!
– Bom dia, Senhor Breader. Obrigado. – Agradeceu pelo pão e leite.
– Um Grande Samurai merecia mais! Obrigado você – Dizia o fazendeiro se retirando.
– S-Senhor Breader. – Chamou-o.
– Pois não?
– Por um acaso o senhor conhece uma garotinha, baixinha de vestido branco, com cabelos pretos? – O samurai estava realmente intrigado.
– Hm... Eu já vi essa garota na vila algumas vezes. Ela comprou pão comigo ontem e...
– O senhor sabe onde ela mora? – Interrompeu
– Não exatamente. Mas parece que é em algum lugar na estrada litorânea indo para High¢ity – respondeu o senhor.
– Ah... Obrigado – Disse Oda com a expressão triste.
Depois que Oda Kurosawa começou a participar dos Hookhünters, foi combinado que nenhum do grupo poderia sair de sua cidade protegida. Oda respeitava muito o tratado dos Hookhünters e sabia que se saísse para a estrada litorânea sua cidade poderia ser atacada. Tentou esquecer tudo aquilo e se empenhar no seu pão e leite. Sem êxito. Oda não sentia fome, estava inquieto demais para comer. As folhas da cerejeira pareciam cair mais lentamente. As ondas do mar pareciam mais calmas. Até mesmo o bater de asas dos beija-flores pareciam contáveis. Até que algo acelerou tudo isso, algo que botou uma expressão de surpresa na cara do samurai sério e determinado de Lawnƒield. Misuka Mei foi avistada na vila andando normalmente, passando a mão nos cabelos e olhava tudo em volta.
– É ela... – Oda engoliu um seco. Sabia que essa era a chance de poder saber se ela era apenas mais uma louca ou se realmente tinha segredos. E eram esses segredos que motivavam Oda.
Oda levantou de sua posição constante, guardou a Drakörazor na cintura, olhou para Mei, respirou fundo, e foi em sua direção.
Cada passo parecia mais pesado, Oda só conseguia pensar em um jeito de disfarçar caso a garota percebesse ele vindo. O que não aconteceu. Ela parecia estar olhando uma rua estreita entre duas casas, Oda chegou atrás dela e pós sua mão nos pequenos ombros da garota.
– Mei, não é? – Perguntou timidamente
– Ora, se não é o Samurai-san! – Sorriu Mei.
– O que você faz aqui, essa não é a sua vila.
– Primeiramente, você não devia ser tão rude com garotinhas. E nós dragões temos planos para você, Samurai-san.
– De novo essa história? – Oda parecia nervoso – Eu não quero ver você causando confusão na minha vila, entendido?
– Desculpe, mas... Uma parte do plano envolve um ataque nessa vila – disse a garota arrumando o seu cabelo e revelando as três pétalas de cerejeira que havia recolhido ontem – Mas pode ficar tranquilo, eu vou pegar leve com as pessoas.
– Doida.
– Eu sabia que você não acreditaria – disse Mei enquanto tentava tampar o sorriso com a mão – Bom, eu estava analisando e... Daquela posição que você fica é meio difícil detectar um dragão vindo do norte. Talvez eu use essa estratégia, será mais fácil realizar o plano, sabe...
– Misuka-chan! – berrou uma criança enquanto abraçava-a.
– Eu não quero saber de suas retardadisses na minha vila. Não que eu acredite que você é um dragão. Mas estou de olho em você – disse Oda encarando Mei e tentando evitar que a garotinha ouvisse tudo isso.
– Sim senhor, Samurai-san! – Disse Mei posicionando sua mão à testa como um soldado.

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