Obscure Solitude
20 Capítulo 20 - One day, three meetings. Part 1.
Notas iniciais
No capitulo anterior…
“– Vamos ficar aqui parados ou vamos até sua casa?
– A-Ah, desculpe! – pegou na mão do loiro e começou a puxá-lo para fora da escola. – Vamos, então!
Seus destinos? Hatsune’s House. “
Atualmente...
RIN ON.
Oliver e eu estávamos de mãos dadas andando pelas ruas do centro da cidade.
– Nee, Oliver! – o chamei.
– O que foi Rin-chan?
– B-bem, isso é um... – pensei. Ah, estou tão envergonhada! – I-isso é um en-encontro?
Senti meu rosto queimar. Ah meu Deus, estou corada! E-eu não quero ficar corada! Ainda mais agora, ah meu Deus! O que eu faço? O que eu faço?!
– E-eu não sei Rin-chan... – ele também corou. Ótimo, estamos os dois fortemente corados. – V-você considera isso um encontro?
Nossa, parabéns Oliver, você conseguiu me deixar sem palavras. Isso é estranho, Rin Kagamine sem palavras é entranho.
– E-eu não sei... – consegui pensar em algo para falar.
– Ah... T-tudo bem... – resmungou e desviou o olhar para algo qualquer.
Esse clima está estranho, eu não gosto disso!
Isso aí, eu posso estar envergonhada, mas ainda assim eu tenho que animar essa bagaçada!
– Mas, Oliver – chamei-o. Ele voltou seu olhar para mim. – Eu considero isso um encontro. Afinal, nós estamos até de mãos dadas! – sorri. Ele olhou para nossas mãos e logo corou novamente.
– R-Rin-chan, e-eu... – desviou o olhar.
– Não, não, tudo bem! – soltei uma leve risada. – Eu gosto da sua mão. Ela é quente e acolhedora... Sei lá... A mão do Len nunca foi assim... – Oh, merda eu não posso falar do Lenny na frente dele! Os dois se odeiam...
– Eu também gosto da sua mão, Rin-chan...
– Ah, que bom! – sorri e corei. – Nee, aonde nós vamos?
– Como assim?
– Ué, a gente está só andando desde que saímos da escola... Nós não íamos nos conhecer melhor? Falar dos hobbys, qualidades, defeitos, coisas, sei lá!
– Ah, sim, nós vamos! – sorriu ele. Ah, que sorriso lindo! – Vamos para uma... Para um... – pensou ele.
– Você gosta de café, Oliver? – Ah, eu quero muito tomar um café! Quero ficar mais agitada do que eu já sou!
– Gosto, sim.
– Então venha comigo, eu conheço uma ótima cafeteria!
– C-claro!
Comecei a puxa-lo para uma rua quieta e calma, lá, tinha a melhor cafeteria do mundo.
– Aqui, Oliver! – sorri e entrei.
Lá trabalhavam a Misa, Ayu, Yuu, Luna-pyon e Coco-nyan. Ah, elas são tão fofas! Ayu e Yuu são gêmeas, mas dá para diferenciá-las, pois Ayu tem o cabelo curto, ate os ombros, e Yuu tem os cabelos compridos, até o quadril. Elas têm 14 anos, cabelos muito lisos na cor preta. Yuu é a gêmea mais nova, e Ayu a mais velha. Yuu tem grandes peitos, quase do mesmo tamanho que os da Megurine. Já, Ayu é praticamente reta. Misa é a mais velha dentre todas as cinco. Ela tem o cabelo ruivo, sempre o usa preso com duas chuquinhas e usa óculos. Ela tem 16 anos. Misa trabalhava ali desde os 12 anos. Luna-pyon sempre foi a mais engraçada e simpática. 15 anos, cabelos encaracolados e louros até a região do busto. Gosta muito de coelhos, sendo que quase todas as suas camisas tem um coelho na frente. E, por fim, Coco-nyan. A mais novinha de todas, e também a mais fofa. 13 anos, cabelos soltos e compridos, castanhos claros com algumas mechas louras. Seu cabelo bate na cintura, e raramente ela o prende. Coco-nyan é muito tímida, e sempre se esconde atrás de Misa, pois ela se sente mais protegida com a Misa ao lado dela.
– Hello, meninas! – exclamei, adentrando o lugar e cumprimentando-as.
– RIN-CHAN! – gritaram todas juntas e me abraçaram. Nós éramos amigas de infância. Conheci Misa quando tinha dois anos, e ela, quatro.
FLASH BACK – ON.
– Lalala, eu sou a Princesa Rinny! – eu cantava feliz.
Eu estava com minha boneca favorita, Nina. Eu a sacodia para todo canto, ela era minha melhor amiga. Nós duas estávamos no parquinho da cidade, na areia, mais especificamente. Minha mãe estava cuidando do Len, que estava doente. Então, estávamos só eu, Nina e minha babá, que estava dormindo no banco do parquinho.
Eu estava distraída, nem percebi quando um estranho chegava. Um homem, que eu nunca conheci na vida, ele me agarrou por trás e tapou minha boca com a mão dele. Tentei me debater, mas como eu era muito fraca, ele conseguiu me controlar facilmente. Ele começou a correr, mas parou do nada.
– Ei, você – uma voz feminina o chamou.
– Sai da frente, pirralha – o homem a respondeu.
– Larga essa menina agora.
– Se não...?
– Eu vou te bater.
Ah, eu quero ver isso, moço me larga! Eu quero ver ela!
– Hahahahaha – gargalhou alto, o homem. – Você? Ah, poupe-me.
– Olha aqui, eu acho melhor você não rir.
– Sai da frente, vadia. Não quero bater em crianças.
– Bem... Você quem pediu.
Depois disso, apenas ouvi um estalo. Não sei direito o que aconteceu, mas quando abri os olhos, vi o meu “sequestrador” deitado no chão, com um pouco de sangue ao seu lado. Depois, olhei para o lado e vi uma garota, muito bonita, de óculos e com os cabelos da mesma cor que o sangue do homem. Provavelmente, a minha suposta “heroína”.
– Nee, você esta bem, flor? – ela perguntou, estendendo a mão para mim. Eu aceitei a ajuda e me levantei.
– Estou bem, sim. O-obrigada!
– Imagina, foi um prazer, senhorita...? – fez uma pausa, querendo saber meu nome.
– R-Rin Kagamine! – respondi-a, um pouco corada.
– Muito prazer, Rin Kagamine-san. Sou Mizune Sasara, mas pode me chamar de Misa – ela sorriu. Aquele foi o sorriso mais lindo que já vi. Foi um sorriso sincero, de alguém que só quer o bem das pessoas.
– M-muito prazer, Misa – fiz uma leve reverencia.
Ela soltou uma leve risada, e depois, três meninas chegaram correndo chamando-a.
– Misa-nee, Misa-nee! – elas chamavam-na.
– Estou aqui, Luna, Ayu, Yuu – a garota ergueu o braço, balançando-o de um lado para o outro.
“– ‘Misa-nee’? – pensei. – Ela tem três irmãs?”
– Ei, meninas, essa é a Rin Kagamine-san. Cumprimente-a! – ela sorriu novamente e todas as meninas me olharam.
– Olá, Rin-san. Sou Luna Kizura, muito prazer! – uma garota loira sorriu e fez uma leve reverencia. Logo depois, duas outras meninas, de mãos dadas, praticamente iguais saíram de trás da Misa.
– O-oi, eu sou Ayume Miwaka, irmã gêmea mais velha da Yuu – a menina de cabelos curtos me cumprimentou.
– E e-eu sou Yuume Miwaka, irmã gêmea mais nova da Ayu.
– Olá, Yuume e Ayume! – sorri e fiz uma leve reverencia, também.
– Nee, Rin-san... – Misa me chamou.
– Sim?
– Você quer brincar com a gente?
– E-eu...?
– Claro! – sorriu Luna.
– O-ok... Só vou avisar minha babá... E pegar a Nina!
– Nina? – perguntou Ayume.
– Sim, minha boneca preferida! – sorri.
– Tudo bem, nós vamos te esperar aqui! – sorriu Misa.
Eu fui lá, acordei minha babá e expliquei para ela. Depois, peguei a Nina e juntei-me ás garotas.
– Voltei meninas! – sorri.
– Bem vinda de volta, Rin! – todas disseram, em uníssono.
– Venha, vamos nos conhecer melhor! – sorriu Misa.
– Claro!
– Então, Rin, conte-nos tudo sobre você! – disse Misa, sentando-se no chão.
– B-bem... Tenho um irmão gêmeo mais novo, mas ele está doente, então não pôde vir comigo hoje. Eu tenho dois anos... Bem... Eu não tenho amigas, á não ser a Nina, que é minha melhor amiga. Eu gosto muito de laranja e de rolos compressores... e acho que é só... Não sei! – sorri. Será que fiz uma boa apresentação?
– Nee, Rin– chamou-me Luna. – Você tem amigas sim! Eu, Misa-nee, Yuu e Ayu!
– O-oque? – perguntei confusa.
– Isso mesmo, Rin, agora, nós somos suas amigas! – sorriu Misa.
– M-meninas... Obrigada! – sorri feliz.
– Então, eu vou me apresentar, agora! – Luna levantou-se do chão e foi ate o local em que eu estava. – Sente-se, Rin!
Eu me sentei e Luna assumiu a “posição de chefe”.
– Tenho três anos e amo coelhos. Minha melhor amiga é a Misa-nee, mas ela não é minha irmã. Eu tenho um irmão mais velho, mas ele está em Londres, fazendo um curso, sei lá. Ele tem 20 anos! Eu amo comer cenouras, pois tem tudo haver com coelhos! Sabe, se eu pudesse, eu seria uma coelhinha! – sorriu. – E então, acho que é só. Não tenho certeza!
Eu levantei a mão, como alguém faz na escola, pedindo licença para perguntar algo.
– Rin? – Luna aceitou receber minha pergunta.
– Ei, Luna, posso te chamar de Luna-pyon?
– P-p-pyon? – gaguejou, corada. – P-porque?
– Porque pyon é fofo, e se eu tivesse um coelho, eu o chamaria de “Pyon” – sorri e corei de leve.
– Claro que pode Rin! – soltou uma risada abafada. – E então, quem é a próxima?
– Eu! – pronunciou-se Misa.
– Pode vir! – Luna sentou-se e Misa levantou-se.
– Meu nome é Mizune Sasara, mas como eu não gosto do nome “Mizune” eu prefiro ser chamada apenas de “Misa”, que é a junção de “Mi”, que são as primeiras letras do meu nome, e “S-a”, que são as primeiras letras do meu sobrenome. Enfim, eu tenho quatro anos, sou a mais velha dentre todas aqui. Sou filha única. Eu conheço a Luna pois nossas mães são amigas desde sei lá quando, e, coincidentemente, eu e Luna acabamos ficando amigas também. Eu gosto muito de comer tomate, pois ele é bem vermelho! E odeio quando fazem piadinhas sobre meu cabelo, ou meu nome, ou sobre eu usar óculos. Enfim, acho que seja isso?
– Nossa Misa! – deixei minha boca em um perfeito formato de “O”
– O que foi Rin? – soltou uma risada leve.
– Nada, nada – balancei a cabeça, negativamente. – Eu apenas me surpreendi com a sua criatividade de juntas as letras iniciais de seu nome!
– Hahaha, obrigada! – sorriu e olhou para as gêmeas. – Ayu, Yuu, venham aqui se apresentar!
As duas levantaram-se e Misa se sentou.
– Eu começo – disse Ayume – Me chamo Ayume Miwaka, mas podem me chamar apenas de Ayu. Eu sou a irmã gêmea mais velha da Yuu, e somos só nós duas na família.
– Desculpe interromper, mas... Como assim, só vocês? – perguntei.
– Vou explicar – disse Ayu. – Quando mamãe soube que estava gravida, ficou feliz. Mas, era uma gravidez arriscada, pois ela tinha sérios problemas de anorexia. Papai forçou a mamãe a comer, para deixar eu e a Yuu fortes, e foi isso que a mamãe fez. Mas, como ela não estava acostumada a comer tanto, acabou passando mal. E, com oito meses de gestação, foi parar no hospital. Eu e Yuu estávamos nascendo. Papai foi avisado, mas ele estava no trabalho, então não podia vir imediatamente. Mamãe foi levada á sala de emergências, e logo trataram de cuidar dela. Infelizmente, como o corpo da mamãe era frágil de mais, quando eu e Yuu nascemos, mamãe morreu. Foi uma surpresa para todos, pois ninguém achou que a mamãe conseguiria ter filhas gêmeas. Quando papai chegou no hospital, as medicas já haviam nos dado banho, e papai foi falar com o medico. Quando papai ouviu que a mamãe havia morrido, ficou com depressão. Papai amava muito a mamãe, e para ficar com ela para sempre, acabou se enforcando. Ele nem chegou á nos conhecer direito, e nem a mamãe. Quando eu e Yuu crescemos, a medica nos disse quais foram as ultimas palavras da mamãe. “Vivam felizes, Ayume e Yuume Miwaka.”. Enfim, agora eu e Yuu moramos com a Misa-nee, pois a mãe dela é médica, e viu o que havia acontecido, e resolveu nos adotar. E essa é a nossa história.
Silencio. Eu não sabia o que falar, realmente é uma história muito difícil de dizer, muito difícil de aguentar.
– Desculpe, e-eu não devia ter p-perguntado... – eu disse, escondendo minha vergonha.
– Imagina, Rin, eu e Yuu já superamos isso! – sorriu Ayu.
– Ok, voltando ás apresentações! – exclamou Luna.
– Ah, sim, sim! Ahn... Onde eu parei? – falou Ayu, consigo mesma. – Ah, claro. Bem, eu amo chocolates, principalmente os pretos. Ah... Eu realmente não sei o que falar!
– Tudo bem, Ayu – sorriu Misa. – Agora, Yuu, se apresente!
– H-hai! E-eu sou Yuume, irmã gêmea mais nova da Ayu. Nós duas temos dois anos, e sofremos muito no p-passado. Desculpe g-gaguejar, é que e-eu sou muito tímida. Eu amo c-chocolates, assim como minha i-irmã, mas eu p-prefiro os brancos. E-eu não sei mais o que f-falar, desculpe-me – corou ela, e depois abaixou a cabeça.
– Tudo bem, tudo bem, Yuu-! – disse Luna, feliz.
– Meninas, que horas são? – eu perguntei.
– São... – Misa olhou no relógio de pulso dela. – São 16h57min. Porque, Rin?
– Não acredito! – exclamei, levantando-me rapidamente. – Eu tenho que ir acordar minha babá e ir pra casa! Eu só posso ficar até as 17h00min fora de casa! Até mais, meninas!
– Rin, nos encontramos aqui amanhã? – perguntou Misa.
– Claro Misa! – eu disse, me afastando.
E assim, nos tornamos amigas.
FLASH BACK – OFF.
– Meninas, que saudades de vocês! – eu disse, abraçando uma por uma.
– Faz tempo mesmo, hein, Rin?! – disse Misa, com aquele sorriso que só ela tem.
– Rinnn-channnnnnnnnnnnnnn! – exclamou Luna, abraçando-me fortemente, corando e chorando ao mesmo tempo.
– Luna-pyon! – sorri e a abracei.
– Hum, Ayu, olhe isso! – disse Yuu, apontando para o Oliver.
– Ora, ora, Rin está com um namorado, huum? – as duas colocaram a mão sobre a boca, e fizeram uma careta maliciosa.
– Eh? – perguntou Oliver, parecendo confuso.
– Ele não é meu namorado! – eu disse me separando do abraço da Luna.
– Ainda, não é mesmo? – disse Misa, rindo.
– Misa! – exclamei.
– Se ele não é seu, então eu posso pegar Rin? – disse Ayu, pegando no braço do Oliver.
– Ayu! – exclamei raivosa.
– Isso mesmo, já que ele não é seu, nós podemos abusar dele, não é? – concordou Yuu, fazendo os mesmos gestos da irmã.
– Yuu! – exclamei, não acreditando.
– Isso, isso, vamos fazer um harém com ele, vamos, vamos! – disse Luna, abraçando-o por trás.
– Luna-pyon! – exclamei, novamente.
– Hum, mocinho, como é seu nome? Queremos seu telefone! – disse Misa, abraçando-o por trás, junto á Luna.
– Misa, até você? – perguntei, indignada.
Oliver estava totalmente vermelho, quase da mesma cor que o cabelo da Misa. Olhei para o lado direito e vi Coco, corada também.
– Coco-nyan, me ajude! – exclamei.
– E-eu? Rin, eu não posso fazer nada! O namorado é seu!
– É mesmo, não é? – suspirei. Olhei para as garotas que estavam se esfregando nele e falei: – Meninas, o Oliver já tem dona.
– Hum, e quem é, Oliver-kuuun? – disse Luna, esfregando-se mais nele.
– Eu! – aproximei-me de Oliver e beijei-o. Foi apenas um selinho, mas valeu á pena. Separamo-nos do “beijo” e eu sorri para as meninas, que já não estavam mais grudadas nele. – Viram, ele é meu! – exclamei vitoriosa.
– Isso aí, Rin! – disseram felizes, Ayu e Yuu juntas.
– Rin, quando foi que você cresceu tão rápido? – disse Misa, secando uma lagrima.
– Rin, você me traiu, você me traiu – choramingava Luna, num canto.
– Vamos, Oliver, vamos numa mesa – eu ri e comecei a puxá-lo para uma mesa. Oliver parecia uma pedra, não sei mexia. Escolhi uma mesa e nos sentamos. – Oliver, tá tudo bem?
– R-Rin-chan, por que... Porque você me trouxe aqui? – perguntou ele, assustado.
– Hahaha, Oliver, aqui é só uma cafeteria de Maid, nada de ruim! – ri.
– M-mas elas são mesmo suas amigas? – olhou para as meninas.
– Claro que são! Somos amigas desde que eu tinha dois anos!
– Mas se elas são mesmo suas amigas... Porque elas tentaram flertar comigo? — corou.
– Hahahahahaha – gargalhei alto.
– I-isso não tem graça, Rin-chan!
– Claro que tem Oliver! – sequei uma lagrima que escorria de meu olho. – Ah, como você é ingênuo...
– P-porque?
– Elas só estavam brincando, Oliver! – sorri.
– Eh? – perguntou ele, surpreso. – OQUE? – gritou.
– Isso mesmo, elas estavam brincando comigo. Elas sempre foram assim – sorri.
– L-loucas... – murmurou ele, desviando o olhar para a janela ao nosso lado.
– E então, Rin, o mesmo de sempre pra você e seu namorado? – disse Misa, vindo com um bloquinho de anotações.
– Claro. Oliver, você quer alguma coisa daqui do cardápio? – perguntei, apontando para o cardápio.
– N-não... Eu quero o mesmo que você... – murmurou.
– Nee, Oliver-kun, sobre o que aconteceu antes, me desculpe, hein! – disse Misa, aproximando-se de Oliver e sorrindo. – Nós apenas fazemos isso para incomodar a Rin!
– N-não, tudo bem... – continuou murmurando.
– Então, ok. Já venho com o pedido de vocês! – disse Misa, retirando-se.
– Oliver, conte-me sobre você. Afinal, foi por isso que viemos nesse encontro, não é?
– Hai... Então... Hum... Meus hobbys são: Ler livros de romance; brincar com James, meu pássaro; passear na cidade para ver livros; e ver alguns animes. Minhas qualidades? – perguntou para si mesmo, retoricamente. – Eu sou... Eu sou... Gentil? – qual é ele não sabe as próprias qualidades? – Ok, vamos para os defeitos... Bem... Eu... Acho que um defeito meu é esse olho aqui – ele apontou para a faixa que cobria o seu olho esquerdo. – Ele é de uma cor diferente da cor normal. (N/A: Desculpe gente, eu esqueci o nome dessa doença (?) ;-;)
– É mesmo? – perguntei curiosa. – E que cor ele é?
– Vermelho.
– Eh? Que legal! Oliver me deixe ver, me deixe ver! – eu disse, espantada.
– Aqui estão os seus pedidos, mestres – Misa colocou os bolos de morango e os cafés na mesa. – Com licença.
– Ninguém viu meu olho além de meus pais e James – disse Oliver, pegando um pedaço de bolo e colocando-o na boca.
– Deixe-me ver, por favor, Oliver! — insisti.
– R-Rin-chan, por favor... e-eu não quero que você veja... – disse ele, cabisbaixo.
– Tudo bem, então.
E o silencio reinou. Mas poxa, de novo esse clima?
– Ah, agora eu vou falar sobre mim! – eu disse alegre.
– Claro.
– Bem... Eu amo amarelo, gosto muito de rolos compressores, ham... Meus hobbys são: brigar com o Len; conversar com essas loucas aí; – apontei para as meninas. – vir á cafeteria delas; brincar com rolos compressores... Acho que só, mas não tenho certeza. Até agora, nada mais me venho á mente. Enfim, minhas qualidades são: eu sou animada; extrovertida; alegre... É não sei. E os defeitos... Bem, os defeitos... São apenas um... Hagane Rin.
– Hagane... Rin? – perguntou Oliver, confuso.
– Sim. Acho que você já a viu... É quando eu realmente fico estressada e me transformo naquela mulher... Sabe? – perguntei cabisbaixa.
– Ah, sei, sei. A Hage-Rin, não é?
– Sim... Ela é meu único defeito... – peguei um pedaço do bolo e levei até a boca. – Mas não tem por que se preocupar com isso, afinal a Hatsune não está aqui, e eu só me estresso com ela.
– S-sim...
Depois de muito conversarmos, Oliver entendeu que as garotas eram legais, e que não eram safadas, como ele pensava. Por fim, nós fomos até uma lojinha qualquer, compramos chaveiros combinando, e ele me levou até em casa.
...
Chegando a minha casa, eu o convidei para entrar. Eram só 17h23min, então tínhamos tempo de sobra.
– Então, Oliver o que nós fazemos agora? – eu disse, sentando-me no sofá, sinalizando para ele se sentar ao meu lado.
Ele corou levemente e sentou-se ao meu lado.
– Eu não sei Rin-chan... – suspirou.
– Eu ia te oferecer um café, mas acho que já tomamos café demais por hoje... – sorri.
– E-eu não me importaria de tomar mais um café... Se for com v-você... – ele desviou o olhar. Own, que fofo! Esse lado do Oliver eu não conhecia!
– A-ah... – corei e desviei o olhar também. – Já sei Oliver! – me animei.
– Oque? – perguntou ele, confuso.
– Vamos ver um filme!
– Tudo bem... Que filme vamos ver?
– Ah, não sei... Vamos ver o que temos aqui... – me levantei e peguei uma caixa cheia de DVDs.
Remexi alguns e percebi que só tínhamos filmes das “eras passadas”.
– Oliver... – chamei-o. Ele levantou-se e foi até meu lado.
– Sim?
– São só filmes de pessoas velhas! Veja! – mostrei a caixa para ele.
– M-mas e esse Rin-chan? – ele apontou para um DVD que, realmente, chamava muito a atenção. Peguei o mesmo e tirei-o da caixa.
– Hum... Titanic? – perguntei á mim mesma, retoricamente. – Parece ser bom...
– V-vamos ver esse? – sorriu Oliver.
– Claro! – retribui o sorriso. – Você coloca aí e eu faço a pipoca, ok?
– Sim.
Fui até a cozinha e fiz a pipoca. Peguei dois copos e enchi-os de refrigerante. Depois, voltei para a sala.
No meio do caminho, meu celular tocou. Lenny.
– Alô? – Atendi.
– Alô, Rin? – respondeu Len, do outro lado da linha.
– Sim, sou eu.
– Viu não se preocupe comigo hoje, ok? Eu vou demorar a voltar para casa.
– Tudo bem, tchau!
– Tchau!
Desliguei. Voltei á sala e Oliver estava sentado no sofá, e o filme, pausado.
– Voltei! – anunciei.
– Yo, Rin-chan! – sorriu. – Vamos assistir?
– Claro!
E começou o filme. E caramba, vou te contar, que filme chato! Tudo bem que tem romance e tudo o mais, mas... Hugh, por que ele morreu por ela? Não tem sentido! Afinal, caberiam muito bem duas pessoas naquele pedaço de madeira, sei lá o que era aquilo.
Tinha acabado a pipoca e os refrigerantes já no final do filme, então nem me preocupei em fazer mais. Eu olhava para Oliver, que disfarçava que não estava chorando. Como ele pode chorar nesse filme? Que coisa chata!
– Nee, Oliver... – chamei-o.
– S-sim? – ele suspirou.
– Você poderia me dar... – fiz uma pausa, corei e abaixei minha cabeça. – Poderia me dar... Um beijo?
– O-oq- eu não o deixei terminar. Já o agarrei e o beijei. E dessa vez, foi beijo mesmo, sem selinho.
Ele autorizou a passagem da minha língua e eu adentrei sua boca. Ele passou sua mão pela minha cintura e me puxou para mais perto dele, aprofundando mais o beijo. Eu, por outro lado, coloquei minha mão na cabeça dele, e comecei a acariciar seus cabelos. Nós nos separávamos por falta de ar, mas logo voltávamos aos beijos. Ele, por impulso (acho eu), começou a erguer sua mão, automaticamente erguendo minha camisa junto. Eu comecei a corar mais do que o normal.
– Anhng... – murmurei em meio aos beijos. Logo, nos separamos, formando um fiapo de saliva entre nós. – O-Oliver e-eu... – fôlego, cadê você numa hora dessas? – E-eu não quero que seja assim, t-tão rápido...
– Eh? – perguntou ele, surpreso. – Ah, desculpe-me, Rin-chan... – corou fortemente.
– Imagina... – corei, também.
– Ei, que horas são?
– HORA DE AVENTURA! – subi no sofá e fiz pose Power Rangers (N/A não sei se escrevi certo, mas enfim .:v).
– R-Rin-chan, estou falando serio... – formou-se uma gota no louro.
– Hum, são... – desci do sofá. – 22h13min.
– AI MEU SANTO KAMI-SAMA – espera aí... o Oliver gritou? – TCHAU, RIN-CHAN, TENHO QUE IR PARA CASA, TCHAU, TCHAU!
– C-calma Oliver! — tentei acalmá-lo, mas foi tarde demais. Ele já havia saído da minha casa. Corri até a porta e vi-o, correndo se afastando rapidamente.
– DESCULPE-MEEEEEEEEE! – o ouvi gritar. Oh, meu Deus, como ele pode se culpar por tudo?
Sorri e voltei para dentro de casa. Comecei a arrumar a sala e a cozinha, depois que arrumei tudo, fui tomar um banho. Não parei de pensar no nosso beijo, da nossa tarde juntos, das desculpas deles por nada, e também, de como ele corava. É... Acho que estou apaixonada.
E com esses pensamentos, adormeci.
Continua...
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