Obscure Solitude

21 Capítulo 21 - One day, three meetings. Part 2.


Notas iniciais
Hello, meus VocaKats! Demorou esse também, né? Perdão. ;n; Enfim, bom proveito!

No capítulo anterior...

“Não parei de pensar no nosso beijo, da nossa tarde juntos, das desculpas deles por nada, e também, de como ele corava. É... Acho que estou apaixonada.

E com esses pensamentos, adormeci.”

Atualmente...

[MIKUXLEN]

MIKU ON.

Eu e Len chegamos a minha casa, destranquei, e adentrei-a. Logo, subi as escadas com pressa, que iam direto ao meu quarto. Não me importei com o Len, mas eu não podia deixa-lo lá, jogado na sala. Parei na frente da porta do meu quarto e o chamei:

– Len! – não gritei, apenas falei em um tom alto o bastante para ele ouvir.

– Sim, Miku? – respondeu ele, ao mesmo tom que o meu. – Quer que eu suba aí e lhe ajude á se trocar? – completou.

Ótimo – pensei. – quando foi que o Len ficou tão pervertido?

– N-não era isso que eu ia dizer! – oh, que perfeito! Eu gaguejei e corei. Vê se pode! – Seu pervertido! – completei.

– Hum... – ouvi passos nas escadas. Ele está querendo subir aqui? NÃO! — Não me chame de pervertido, Miku! – disse, num tom pidão. Agora, ele já estava cara-a-cara comigo. O safado é rápido, hein?!

– S-saia daqui, pervertido – corei mais e desviei o olhar, depois, recuei.

– Você me chamando de pervertido me ofende, Miku – ele se aproximou de mim.

Eu corri para o meu quarto e tranquei a porta. Do outro lado, falei.

– Saia daqui pervertido! — corei mais ainda (se é que isso é possível), encostando minha cabeça na porta.

– Hai, hai! – suspirou e começou a descer as escadas.

Comecei a procurar uma boa roupa. Como eu gostava de azul, a maioria das minhas roupas eram azuis com branco ou azuis com preto. Depois de tanto fazer combinações, decidi minha roupa. Vestido branco, com rendas azuis, com um palmo acima do joelho. Coloquei uma sapatilha azul claro e deixei meus cabelos soltos, que batiam até meu quadril e passei um batom leve.

Sai do quarto e olhei para a direita, logo depois para a esquerda. Barra limpa, nenhum Len é vista. Desci as escadas e não encontrei o louro nem na cozinha, nem no quintal, e muito menos na sala.

– Len? – perguntei já preocupada. Não obtive resposta. – C-cadê você, L-Len?

– Calma Miku, estou aqui! – ouvi sua melodiosa voz ecoando pela sala. Sorri e corei de leve.

– E então, vamos? – perguntei, sorrindo.

– M-Miku, você está linda... – desviou o olhar.

– Ah... – corei e olhei para baixo. – O-obrigada.

Sabe, momentos assim deveriam ser fofos. Mas quando você está vivenciando eles, momento assim é um saco.

E o silencio reinou. Viu? Por isso não gosto de momentos assim!

– Então... – comecei, quebrando o silencio. — Onde você estava?

– Na sua área de serviço.

– E... O que estava fazendo lá? – perguntei curiosa.

– Tinha calcinha e sutiãs seus pendurados no varal... – sorriu malicioso.

Porra, o que houve com o Len que eu conheço? Quero-o de volta!

– Ugh... – murmurei.

Fui até a porta, abri-a e saí de minha casa, nem me importando como louro.

– Aonde você vai, Miku?

– Vou indo sem você, pervertido! – exclamei, sem olhar para o mesmo.

Ouvi Len saindo também e trancando a porta. Logo depois, ele aparece do meu lado, sorrindo.

– Qual o motivo do sorriso? – perguntei, sem olhar para ele.

– Você.

Corei. Oh, merda, por que nós sempre coramos? Que ódio!

– Sou palhaça por acaso? – retruquei, ainda sem olhá-lo.

– Ah... Tão linda, mas tão mimada... – suspirou. Colocou as mãos atrás da nuca, fazendo uma pose relaxada.

Minha mão está livre, babaca – pensei. – Porque você não á segura?

Suspirei e continuei andando.

– Aonde nós vamos mesmo? – perguntei dessa vez, olhando para seus olhos.

– Sei lá... – continuou andando e olhando para o horizonte, sem focar seus olhos em mim. – Aonde você quer ir?

– Hum... – murmurei, olhando para o horizonte, também. – Por mim, tanto faz. Contanto que tenha bolo de morango ou pudim, eu me sentirei feliz.

– Pudim ou bolo de morango? – repetiu ele. Senti seu olhar sobre mim.

– Sim. Mas o pudim não pode ser muito doce, se não enjoa. E o bolo não pode ter muito chantilly, porque também enjoa – expliquei, com os meus gostos.

Não senti mais seu olhar sobre mim. Logo depois, ele soltou um longo suspiro.

Alguns minutos se passaram, nós ficamos em silencio.

– Já sei aonde ir! – exclamou ele, feliz.

– Aonde? – indaguei.

– Vem que eu te mostro! – ele (finalmente) pegou minha mão e arrastou-me até uma parte que eu não conhecia da cidade.

– Que... Que lugar é esse? – perguntei confusa.

O local era, por fora, cheio de ilustrações de doces – balas, pirulitos, gomas de mascar, jujubas, etc. -, e por dentro, também.

– É uma loja de doces, Miku! – sorriu. – Venha, sente-se, eu vou pedir seu pudim.

Sentei-me em uma mesa um pouco afastada das outras pessoas. O lugar não estava lotado, mas tinha bastante gente. Era bem grande e espaçoso também. Confortável.

Pouco tempo depois, Len voltou, com dois pratos nas mãos, um com pudim e outro com uma pequena torta de morango com chocolate.

– Aqui, seu pudim – disse ele, colocando o prato de pudim na minha frente, logo depois se sentando.

– Obrigada – agradeci, gentilmente.

Peguei um pedaço pequeno do pudim e coloquei na boca, desconfiada.

Minha desconfiança foi em vão.

CARALHO QUE PUDIM MARAVILHOSO!

Desculpa mãe, mas esse pudim está melhor que o da senhora.

– O pudim está de sua preferencia? – perguntou o louro, sorrindo para mim. Provavelmente por causa da minha expressão, pois eu ainda estava com o garfo na boca, tentando tirar cada partícula de pudim que se encontrava no mesmo.

Tirei rapidamente o garfo da boca e desviei o olhar para alguma coisa qualquer.

– Está ótimo... – murmurei.

– Eu sabia que você gostaria daqui! – disse, levando um pedaço de torta na boca.

– Nee, como você conhece esse lugar? Eu nunca ouvi falar do... “Jimmy’s”? – Jimmy’s era o nome do lugar.

– Eu e Rin conhecemos essa lojinha desde quando vendia apenas balas e pirulitos – começou. – Quando nossos pais ainda “cuidavam” da gente, aos nossos dois... Três anos, se não me engano, nosso pai trouxe eu e a Rin para essa lojinha. Nós nos apaixonamos instantaneamente por essa loja, e passamos a visitar o Jimmy sempre. E então o lugar cresceu, começou a aparecer mais doces e mais comidas deliciosas, e esse virou meu lugar favorito. Jimmy virou um grande amigo meu, e ele sempre contava várias histórias legais sobre um mundo de doces e tal... – soltei uma leve risada. – Enfim, eu e Rin somos amigos do Jimmy desde quando éramos pequenininhos! – finalizou.

– Ah, entendi... – fiz uma pausa. – Jimmy ainda é vivo?

– Claro! Ele pode ser velho, mas possui uma saúde de ferro! Sem contar que ele tem que cuidar das coisas da loja!

– Ah, sei... – levei mais um pedaço de pudim á boca.

– Se bem que a neta dele é muito linda... – ESPERA... O QUE? LINDA? MAS É UM VIADO FILHO DA MÃE MESMO!

Isso não tem nada a ver com os nossos assuntos! Neta bonita é o cacete!

– Ela bem que poderia me atender aqui, hein? – disse, retoricamente.

Eu já estava vermelha de raiva, fuzilava-o com os olhos. Inclinei-me na mesa e inflei as bochechas. Ele voltou seu olhar para mim e recuou para trás.

– Que... Que menina é essa? – perguntei ainda na mesma posição.

– Hahaha! – riu. – Você está muito engraçada, Miku! – riu mais. – A neta do Jimmy é uma mulher que também cuida das administrações, ela tem 29 anos, é casada e tem três filhos. Isso responde sua pergunta? – sorriu vitorioso.

Oh merda! Miku, sua imbecil! Ciumenta! Burra! Ghaaa, que ódio de mim!

Voltei á minha “forma normal” e fechei os olhos. Suspirei.

– Isso responde muita coisa, obrigada.

Coloquei o ultimo pedaço de pudim na boca e virei a cabeça, tentado não encará-lo.

– Tão linda, mas tão mimada... – suspirou.

Fiquei em silencio. O único barulho que se escutava era de pessoas conversando na loja.

– Aonde nós vamos depois daqui? – perguntou, colocando o ultimo pedaço de torta na boca.

– Nós poderíamos ir ao novo parque de diversões que esta na cidade, o que acha? – sugeri.

Os parques só são abertos á noite, então se ele aceitasse ir, teria de ser de noite.

– Claro, de noite nós vamos – sorriu. — Bem... Agora são só... – olhou o celular. – São só 15h21min, ainda temos um dia inteiro, afinal o parque só abre ás 18h30min – finalizou.

– Tudo bem – murmurei sem vontade.

– Ei, o que acha de irmos assistir um filme? Ou, ou... Já sei! Vamos ao fliperama! – sugeriu, com um sorriso de orelha a orelha, animado.

– Por mim, tanto faz. Contando que a gente vá ao parque depois, eu estarei satisfeita – espera, eu já não disse isso? – E também, é sua vez de escolher o lugar agora.

– Como assim?

– Antes, eu falei que queria pudim ou bolo de morango, agora é a sua vez de dizer o que você quer, entendeu? – expliquei.

– Ah, claro... – concordou, sem jeito.

Kyah, que fofo!

– Então vamos ao fliperama e depois ao karaokê! – levantou-se

– C-claro... Ah, aqui está o dinheiro do meu pudim – peguei minha carteira que esteva dentro de minha bolsa.

– Não precisa! – sorriu gentilmente. — Pode deixar na minha conta aqui na loja!

– M-mas... – comecei, mas fui interrompida por um louro pegando minha mão e me puxando para fora da loja.

– Nancy, coloque o pudim e a torta na minha conta! – disse, já saindo da loja. – E mande um abraço para o Jimmy!

– Claro Len! – a mulher sorriu e acenou para o mesmo.

Então essa é a neta do Jimmy? Bonita, confesso. Ruiva, pele bem branca e sem sardas. Olhos azuis, do mesmo tom que os meus.

Saímos da loja e Len andava á passos rápidos. Parece que ele está muito animado para ir ao fliperama.

Chegamos ao “Otaku Center”, um lugar conhecido por todos na cidade, principalmente pelos nerds, gamers e otakus. Eu até ia lá algumas vezes, só para comprar mangás shoujo mesmo. Mas não vendia só isso não. Eles vendiam mangás, action figures, posters, jogos, acessórios para cosplay e tudo que se pode imaginar para um otaku/gamer/nerd.

Sem contar que lá tinha um grande refeitório – eles serviam refrigerante, hambúrgueres, pizzas, pipoca, etc. – e uma grande sala de jogos – Xbox, PlayStation, etc. –.

Também tinham algumas salas, mas elas não eram tão grandes que nem as outras. Eram as salas com reserva, as salas para o karaokê, para jogar baseball, basquete, e afins.

O lugar era o sonho de toda a criança viciada em comida, cosplay, jogos e nerdices.

Eu e Len compramos dois ingressos para reservar o karaokê, e seis fichas para o fliperama.

Decidimos ir primeiro aos jogos, depois cantar.

– Miku! Miku! Vamos dançar ali! – chamou-me Len, apontando para um jogo de dança. — Não, não! Vamos ali, jogar o jogo de tiro!

Len parecia uma criança quando via doce. Ou quando via algum artista favorito. Ah, você entendeu!

Euforia, felicidade, alegria definiam ele neste momento.

Gostei de vê-lo assim. Deu-me uma sensação de alivio, uma sensação... Uma sensação protetora. Não sei... Não posso explicar o inexplicável.

Por fim, joguei o jogo de tiro com ele e depois o jogo de dança. E, por ultimo (o mais emocionante/chato), o “jogo” de tentar pegar um bichinho de pelúcia. Tínhamos três tentativas, e Len ofereceu-se para jogar. Cedi.

– Miku, prepare-se, eu vou pegar uma pelúcia para você! – sorriu, olhando para os bichos na maquina.

– Hum... Tudo bem.

Olhei para os bichos e avistei um gatinho branco, no meio de todos os outros animais. E que lindo o gato! Quero-o para mim! Kyah!

– Yosh! Vamos nessa! – disse, animado. Colocou a ultima ficha que tínhamos na maquina e “ligou” a garra.

A garra começou a ir para a direita, lentamente. Len estava muito concentrado. Tentou pegar um macaco, não deu certo.

– Oh, merda! – xingou a maquina.

Tentou pegar um cachorrinho, não deu certo.

– Caralho, que porra! – ok, dessa vez ele exagerou.

Virei-me para olhar umas meninas dançando na maquina de dançar e não reparei mais em Len. Afinal, ele provavelmente perderia mais uma vez, não é? Errado.

– Miku, para você! – voltei meu olhar á ele e adivinha? O maldito conseguiu pegar uma pelúcia! Pena que não foi o que eu queria... mas esse também é fofo! Era uma alpaca, com um pelo realmente macio e fofo.

– O... obrigada – murmurei, pegando a alpaca, corando e desviando o olhar.

– Agora que acabaram nossas fichas, vamos ao karaokê?

– Claro.

Fomos até a nossa sala. 2-A.

Adentramos, e ligamos as luzes e logo nos sentamos. Ótimo lugar. Eu nunca havia ido á um karaokê, e confesso, é muito diferente do que eu imaginava.

– Miku, posso começar a cantar? – perguntou Len, já pegando o microfone na mão.

– Claro! – sorri, animada.

Ele começou a cantar uma música chamada “Spice!”, se não me engano.

E MEU SANTO KAMI-SAMA, QUE VOZ PERFEITA É ESSA?

A música acabou e ele me deu o microfone.

– Agora é com você, Miku! – sorriu gentilmente.

– S-sim... – corei, peguei o microfone e me levantei.

Escolhi a musica. Esperei ela começar. Cantei.

“ Sekai de ichiban Ohime-sama!

Sou yu atsukai kokoro ete

Yo ne?

–-

A princesa n° 1 do mundo!

Saiba me tratar assim do fundo do coração

Ok?

[...] “

Finalizei. Len ficou parado, me encarando.

– O-oque foi? – perguntei, sem olhar para ele.

– Você canta muito bem, Miku! – sorriu.

– O-obrigada, você também.

– Sim! – sorriu mais ainda (se é que possível).

– Nee, que horas são? – perguntei.

– São... – olhou no celular. – Opa! São 18h15min! O dia passou rápido!

– Oh meu Deus! Eu quero muito ir ao parque! – choraminguei.

– E nós vamos! E vamos agora! – levantou-se e pegou minha mão.

Saímos correndo do karaokê. O parque ficava a dez quadras dali, então nós fomos correndo mesmo. Mas, como o transito na cidade á essa hora é muito perigoso, nós demoramos mais do que o imaginado.

Chegamos ao parque ás 18h45min. Ele não estava lotado, mas tinha gente para dar e vender.

– E então, aonde é que vendem os ingressos? – perguntou Len, ainda segurando minha mão e procurando freneticamente a bilheteria.

– Lá – apontei para uma pequena barraquinha, com o titulo de “bilheteria”.

– Ah, tá.

Nós fomos até lá e compramos cinco bilhetes. Agora, estamos livres para ir em qualquer brinquedo!

– Eu quero ir na “Casa dos Horrores”! – exclamei para o louro. – Não! Eu quero ir à montanha-russa!

– Miku, vamos a qualquer um! – sorriu.

– Então vamos à montanha-russa depois na Casa dos Horrores! – sorri.

– Ok!

Fomos à montanha-russa. E, agora cabe a você, leitor, imaginar a cena perfeita para um casal, numa montanha-russa, com os cabelos voando, boquiabertos, e braços para cima.

Que bela cena, não?

Depois de sairmos da montanha-russa, fomos á Casa dos Horrores.

Este, não era de carrinhos ou sei lá o quê. Nós tínhamos que ir andando mesmo, e se você se descuidasse, o Jason vinha correndo atrás de você com uma serra-elétrica.

Bruxas, vampiros, Jasons com serras-elétricas, gnomos amaldiçoados, pôneis malditos, Alices e seus Sacrifícios Humanos, morcegos e tudo que há de horrível. Esta era a Casa dos Horrores. Sem contar os malditos gritos histéricos da mulher á nossa frente. Caramba, como o amigo dela aguentava os gritos dela? Que vaca!

Saímos da Casa dos Horrores e ficamos sem saber o que fazer.

– Só nos resta um bilhete, o que fazemos agora? – perguntei, olhando para o bilhete.

– Ih, não sei, Miku. Agora é você que escolhe!

– Hum... – murmurei. – Vamos então ao cinema 6D? Ele dura apenas 30min. É rapidinho.

– Claro!

Fomos até o cinema 6D, que era em um lugar não muito afastado dos outros brinquedos do parque. Escolhemos assistir um filme de dinossauros.

Confesso, o filme foi muito legal! Os dinossauros, os gritos deles, a alta definição...!

Só odiei o fato de eu sair de lá com o meu cabelo pingando, pois voara água em mim.

Eu e Len resolvemos comer alguma coisa, então passamos em uma barraca que vendia crepes. Compramos dois e sentamo-nos em um banco afastado dos outros.

– Nee, Len – chamei-o.

– Sim? – disse, mordendo o crepe.

– Adorei nosso encontro de hoje – sorri.

– E-eu também, Miku.

– E obrigada pela alpaca. Achei-a realmente fofa! – ri levemente.

– I-imagina... – desviou o olhar.

– Porque você está corando? – perguntei, mordendo o crepe.

– N-não é que... – pausou.

– Oque? – insisti.

– E-eu ... você é muito bonita, Miku! – corou fortemente.

Hahahaha, mentira. Ele inventou isso agora. Não era isso que ele queria me falar. Safado!

– Ah... – murmurei e voltei a comer o crepe.

Comemos e depois saímos do parque. Já eram 20h55min.

Len estava me acompanhando até em casa.

Ninguém havia falado desde que ele me chamou de bonita.

Cheguei em casa, parei, de frente para o louro.

– Então, obrigada por me traz – Fui interrompida pelos seus lábios.

No começo, estranhei e corei fortemente, mas logo cedi seus lábios quentes.

Um mero selinho? Lógico que não.

Len logo pediu passagem e eu cedi. Uma verdadeira dança com as línguas, um beijo muito bom.

Separamo-nos do beijo por falta de folego e eu fiquei sem reação.

– A-ah... – comecei, mas fui interrompida (novamente).

– Miku, quero te dar uma coisa! – disse, não olhando em meus olhos. Uh, que raiva disso!

– S-sim?

Ele tirou uma caixinha do bolso.

– V-você quer n-namorar comigo? – abriu a caixinha e lá tinha um anel. Muito lindo muito fofo e... NAMORAR? E-E-E-E-EU NÃO SEI O QUE DIZER, AH, MEU KAMI-SAMA!

– E-eu... – murmurei, sem reação.

– Eu te amo, Miku! – dessa vez, ele olhou em meus olhos. Realmente, ele estava falando sério. Eu também o amava, e muito, mas a única coisa que pensei foi na Teto.

Não precisa sentir medo, Miku – pensei. – Teto já disse que tudo bem você sair com outros. Então, invista nele! No seu amado!

– Eu também te amo, Len! – sorri e corei. Beijamo-nos mais uma vez. Ele colocou o anel em meu dedo anelar.

E por fim, nos despedimos em beijos.

A melhor noite da minha vida.

O melhor dia da minha vida.

Realmente, aquilo que aconteceu comigo no passado não me importava mais.

Eu tinha o Len. Isso que importava.

Continua...

Notas finais
Galaco: Nee, gostaram? Narciso: Sim, sim! /o/ A Miku tava meio Yandere nesse capítulo... Ou seria Tsundere? O.o Galaco: Ah, sei lá! :v Só sei que me baseei um pouco na música World Is Mine~ ... Bem... Eu não estou tendo muito tempo ultimamente, pois tenho muitos deveres e provas... e isso dificulta muito, mas muito mesmo o meu tempo para escrever. Narciso: Sem contar a criatividade, é claro. Galaco: Sim... Isso também é algo muito importante, né? Narciso: E o que foi isso de “Alices e seus Sacrifícios Humanos”? What? Galaco: A-ah, é que e-eu estou ouvindo muito Alice Human Sacrifice... *cora e desvia o olhar* Narciso: Ah, tá, sei. Galaco: Enfim, amorecos, se eu demorar a postar o próximo capítulo, desculpe! Narciso: Eu vou fazer o possível para ajudar a Gal-chan! Galaco/Narciso: Nos vemos no próximo! Bjs, Nar-kun e TiaGalaco. Reviews!! ÒwÓ