O Último Ato
7 Parte 7
Deitada em sua cama com os olhos pregados no teto, mais alerta do que qualquer pessoa tem o direito de estar às 2 da manhã de um dia de semana, Emma repete em sua cabeça incessantemente os eventos que tomaram parte no jantar. A conversa que teve com Henry, pouco antes de ele lhe dar as costas e se trancar no quarto obliterando qualquer esperança que Emma tivesse de lhe dar um beijo de boa noite, é, no entanto o que mais pesa em sua consciência.
Ela pediu que ele confiasse nela. Como se ela tivesse a menor ideia do que está fazendo. Como se ela pudesse oferecer alguma garantia de que suas ações não vão destruir completamente o que resta de sua família. Como se 'salvadora' fosse um título legítimo e não uma história em um livro.
Emma mal consegue conter o riso, embora não seja graça, e sim ansiedade, o seu gatilho. Confiar nela? Como ela podia pedir isso ao garoto quando ela não é capaz de fazer o mesmo?
Chutando as cobertas para longe de seu corpo, a camiseta comprida deixando suas pernas desnudas enquanto seus pés permanecem aquecidos pelas grossas meias de lã, Emma abandona a cama em um salto, a energia de sua frustração entrando em ebulição por debaixo de sua pele.
Andar de um lado para o outro no espaço confinado do quarto de hóspedes que ela tomou por seu de repente parece tão ineficaz quanto tentar fechar os olhos e contar carneirinhos e Emma sente invadir-lhe uma devastadora necessidade de respirar o ar gélido que assovia contra sua janela.
O tecido de suas meias faz com que ela praticamente deslize pelo piso de madeira sem emitir qualquer som. É assim que Emma quase alcança a porta dos fundos até que uma voz a surpreenda na escuridão da cozinha na qual as luzes permanecem apagadas.
"Acredito que os seus atuais trajes estejam mais do que inadequados para o clima desta noite, não Miss Swan?"
As luzes são acesas, revelando a presença de Regina recostada junto à porta da cozinha, a mão pendendo sobre o interruptor de luz. Em pleno flagrante, a Emma não resta outra opção senão dar meia volta sobre seus calcanhares e encarar a ex-prefeita de frente, ainda que no presente instante este seja seu último desejo.
"Você está acordada." Emma atesta o óbvio e é brindada com um arquear de sobrancelhas que não manifesta a menor admiração pela sua sagacidade.
"Se sua intenção é mesmo sair, deveria ao menos se dar ao trabalho de colocar uma de suas jaquetas hediondas." Regina se dirige até a pia da cozinha e enche um copo de água. "Ou quem sabe um par de calças."
"Eu não estava conseguindo dormir." Emma fornece uma justificativa ainda que não lhe seja exigida uma, ou que o tom de Regina sequer indique o mais remoto interesse em suas motivações.
"E claramente a melhor opção é morrer por hipotermia." Regina bebe um longo gole de seu copo de água. "Eu posso ver o brilhantismo dos Charming se manifestando quando você revela tais impulsos."
Emma franze a testa, absorvendo lentamente o insulto que reside bem à superfície do tom irônico oferecido por Regina. Mas antes de ter a chance de responder ou de se defender, a Rainha descarta sua presença. "Bem, eu a verei pela manhã. Ou no mínimo o seu cadáver congelado. Tenha uma boa noite."
Sem mais palavras Regina lhe dá as costas, deixando Emma sozinha na cozinha no meio da madrugada.
A xerife não sabe explicar o que a leva a ir atrás de Regina ao invés de seguir seu primeiro impulso. A atração exercida pela ex-prefeita, uma estranha força que já há algum tempo Emma abriu mão de tentar compreender. Seja como for, ela encontra Regina acomodada confortavelmente no sofá da sala de televisão, envolta por um pesado cobertor e um ar de comodidade que lhe parece pouco característico, para não dizer completamente estrangeiro.
Dessa vez, é a voz de Emma que provoca o susto. "Qual é a sua desculpa?"
"Miss Swan." Regina leva a mão ao peito, admoestando a aproximação sorrateira da xerife, o que Emma ignora por completo, insistindo em obter uma resposta para sua pergunta.
"O que você faz acordada há esta hora?"
"Claramente você não é a única pessoa com dificuldades para conciliar o sono. Porém, ao invés de ceder a impulsos de natureza prepóstera como congelar até a morte, eu optei por passar o tempo assistindo a um pouco de televisão."
"Oh." Emma responde debilmente, sua atenção sendo capturada em algum momento do discurso oferecido por Regina, pelo programa exibido na tela plana da televisão. "E o que exatamente é isso que você está assistindo?"
O tom de Emma não tem a menor pretensão de esconder seu estranhamento e mesmo sem olhar ela é capaz de sentir o revirar de olhos de Regina em resposta. "Isso seria uma competição de Patinação Artística no Gelo, Miss Swan. Eu acredito que elas sejam bastante comuns em seu mundo."
"Como uma atividade que você faz no Natal, talvez. Como algo que você grava e assiste no meio da noite? Não realmente." Emma se deixa recostar junto ao braço do sofá, na extremidade oposta à parte ocupada por Regina.
"É um esporte como qualquer outro." Regina defende, sem concordar com a observação feita por Emma, o que não surpreende a nenhuma das partes.
"Não, não é. Futebol é um esporte. Beisebol e basquete são esportes. Hóquei é um esporte. Isso se trata de caras e garotas em collants dando piruetas no gelo ao som de músicas que algum sujeito escreveu há trocentos mil anos." Emma mal contém uma careta ao expressar seu ponto de vista, ao que Regina se mostra menos do que impressionada.
"Por que não me surpreende a sua total inabilidade em reconhecer uma verdadeira arte mesmo quando esta desliza na frente de seus olhos?"
"Okay, primeiro você chama isso de esporte, e agora tenta me dizer que isso é arte?" Emma mal consegue conter sua consternação.
"Sim, Miss Swan. Arte." Regina insiste, exasperada. "Olhe para essa garota que está começando seu número agora. Ela tem vinte e seis anos, portanto não se trata de uma das competidoras mais jovens e, como você é capaz de observar, tampouco é uma das mais belas. Não obstante, isso não faz a menor diferença a partir do momento em que ela assume sua posição na arena." Em algum momento durante sua explicação Regina se perde observando a patinadora em questão, ao passo que os olhos de Emma acabam inevitavelmente capturados pela expressão em seu rosto.
Com os olhos fixos na tela, os lábios de Regina quase esboçam um sorriso enquanto as palavras que lhe escapam absorvem sua total atenção. "A partir do instante em que ela inicia sua apresentação tudo revolve ao estado de mais pura graça e leveza. Mas isso não é tudo. Uma verdadeira artista sabe encontrar o perfeito equilíbrio entre velocidade, precisão e ritmo. Não se trata apenas de não cometer erros, embora isso também seja fundamental. É sobre o total domínio sobre seu corpo em seu elemento e a expressão disso em uma coreografia através da qual a patinadora deverá ostentar a mais impecável personificação de elegância e harmonia."
Emma bebe cada uma de suas palavras com uma certa admiração, o que ocorre não apenas pela poesia consistente no ponto de vista oferecido por Regina, mas principalmente pelo sentimento derramado em seu discurso. Regina, contudo, não parece notar os olhos verdes que a acompanham com indisfarçada admiração. "A primeira vez que vi uma apresentação dessas foi ao fim do meu primeiro ano em Storybrooke. Eu ainda me recordo de ver aquela jovem patinadora deslizando sobre o gelo como se a gravidade não existisse e pensar que isso era o mais próximo de mágica que eu já havia testemunhado nesse mundo. Isto é claro, antes de Henry."
É sem aviso e com um sorriso quase particular que a memória de Henry assalta Regina: ele apenas um bebê em seus braços, a mão pequena demais envolvendo um de seus dedos, a textura fina de seus cabelos, o vinco profundo em sua testa quando ele abriu os olhos pela primeira vez e se deparou com a presença dessa completa estranha que viria a ser sua mãe.
A intensidade do sentimento provocado por essa pequena lembrança é o suficiente para abalar a sua espúria estabilidade.
Bruscamente Regina parece tomar consciência de sua exposição e quando seus olhos encontram os de Emma, o sorriso que a loira lhe oferece, gentil e puro, apenas exacerba seu constrangimento. Percebendo o abrupto turbilhão de emoções reluzindo nos olhos escuros de Regina, Emma faz o que está ao seu alcance para aplacar sua reação: respondendo ao seu mais puro instinto, ela finge que nada aconteceu.
"Então..." Seus olhos azuis retornam sua atenção à tela da televisão, com uma casualidade dissimulada. "Como você sabe quem está ganhando?"
Regina não responde imediatamente, o alívio provocado pela saída oferecida por Emma, bem como a onda de sentimentos que transborda através de suas memórias sem o seu controle, nublando momentaneamente seus sentidos.
"Como qualquer esporte, eles mantém uma pontuação." Regina oferece por fim, não sem uma expressiva coibição de suas emoções.
"E não tem nenhum cara de tutu prestes a entrar em cena?"
"Isso é patinação no gelo Miss Swan, não balé." Regina revira os olhos, embora um sorriso nervoso quase assombre seus lábios à medida que seus batimentos cardíacos retomam a normalidade. "Além disso, essa competição é apenas para o sexo feminino."
"E quem é sua favorita?" Emma pergunta com o que aparenta se tratar de uma genuína curiosidade.
De esguelha, os olhos escuros da ex-prefeita analisam as feições, avaliando sua veracidade antes de lhe propor, "Eu lhe respondo se você prometer não abrir a boca quando os comentaristas oferecerem suas observações quanto às apresentações."
Emma aprecia a proposta por um instante antes de responder.
"Combinado."
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Sua mãe está falando pelo que parecem horas e Emma sabe que deveria estar prestando atenção, sabe que deveria ao menos tentar capturar uma ou outra palavra que escapam da boca de Snow, nem que seja para repeti-las ocasionalmente para pelo menos fingir que está fazendo parte da conversa em alguma instância. Porém, ao abrir sua boca, a única coisa que escapa é um insubordinado bocejo que Emma cobre mais do que rapidamente, embora não suficientemente rápido para que este passe despercebido aos olhos atentos de sua mãe.
"Me desculpe querida, não era minha intenção aborrecê-la com os detalhes da administração da cidade." Snow repreende a si mesma, o que não ajuda em nada o sentimento de culpa que germina em Emma.
"Não, não tem problema." Emma tenta oferecer-lhe um sorriso encorajador, mas a ameaça de mais um bocejo o transforma em uma careta.
"Claramente." Snow balança a cabeça em um sinal de auto repreensão. "Além disso, o objetivo deste almoço era que pudéssemos compartilhar um momento entre nós duas, como nos velhos tempos."
Considerando que os velhos tempos na verdade referem-se à cerca de um ano atrás quando Emma não fazia ideia de que a jovem professora com a qual dividia um loft era na verdade uma princesa encantada e sua mãe, Emma não pode deixar de achar tal possibilidade altamente improvável. Ainda assim, não é ela quem vai destruir os sonhos de Mary Marg--Snow.
"Realmente mãe, não é isso." O sorriso que surge no rosto de Snow toda vez que Emma a chama de mãe ainda é um tanto quanto desconcertante, mas a loira tenta não se prender a esses detalhes. "É só que, eu não tenho dormido muito ultimamente."
O sorriso de Snow imediatamente dá lugar à preocupação ostentada por um franzir de testa que em muito se assemelha ao da própria Emma. "Eu não sabia disso querida. Tem alguma coisa te incomodando? Existe algo que eu possa fazer?"
"Oh não, você não precisa se preocupar, não é nada sério." Emma cobre os lábios com uma das mãos, contendo mais um bocejo e busca explicar a situação. "É apenas essa coisa toda com a Regina. Ela tem me mantido acordada todas as noites."
"Como é?" Snow quase engasga com o copo de suco que acabou de levar à boca. Com os olhos arregalados, ela se esforça para não atribuir nenhum sentido equivocado as palavras de sua filha.
"É, eu cheguei a comentar que a Regina andava tendo uns problemas de insônia, não? Então... Eu tenho feito companhia pra ela ultimamente." Emma explica com naturalidade e Snow não mal consegue mascarar sua hesitação.
"Sim, eu me lembro de você ter comentado." Ela confirma lentamente, forçando um breve sorriso. "Se você não se importa que eu pergunte: o que vocês duas fazem todas as noites?"
"Ah, nada demais." Emma responde inocentemente, focando sua atenção em um grande gole do café preto que Ruby coloca à sua frente, na esperança de que este sirva de combustível para mantê-la acordada durante mais um plantão. Sua resposta, todavia em nada serve para tranquilizar os anseios de Snow.
"Que tipo de coisa?" Snow insiste temendo por sua intromissão, mas ao mesmo tempo, subitamente sobressaltada pela proximidade cada vez maior entre sua filha e a Rainha Má. David nunca gostou da ideia de Emma morando sob o mesmo teto de Regina e é com apreensão e um mau pressentimento que Snow se dá conta de que talvez seu marido tivesse razão desde o princípio.
"Sei lá, a gente vê TV, esse tipo de coisa." Emma explica vagamente.
"TV." Snow repete sem conseguir imaginar que a resposta possa ser tão simples. Identificando a incerteza no tom de sua mãe – embora não necessariamente seus reais motivos – Emma busca esclarecer.
"A maior parte das vezes são campeonatos de patinação no gelo. Embora outro dia eu tenha descoberto que a Regina também gosta de futebol americano. Mas não rúgbi. Ela acha que rúgbi é apenas uma desculpa para que os homens cedam aos seus instintos primitivos se comportando como primatas. O que eu meio que tenho que concordar. Nunca vi muito sentido naquele amontoado de caras e a bola praticamente não sai do lugar."
Snow escuta a explicação oferecida pela filha com atenção e até mesmo um certo alívio, embora seus instintos lhe digam que suas preocupações não são de todo infundadas.
"Então, durante esse tempo que vocês tem passado juntas, vocês não chegaram a conversar?"
"Bem, claro. Ela me explicou basicamente tudo que se tem pra saber sobre patinação no gelo. Regras, tipos de piruetas, saltos... E eu expliquei pra ela as regras do futebol americano. O que ela pegou bastante rápido. O que eu preciso dizer que ainda não consigo acreditar. Como pode ela ter morado nos Estados Unidos todos esses anos e nunca ter se dado ao trabalho de aprender pelo menos as noções mais básicas?"
A descrença de Emma é quase alarmante, principalmente porque aos olhos de Snow, por um instante, sua filha parece completamente alheia ao fato de estar se referindo à mulher que amaldiçoou seus pais e a separou deles por 28 anos. Mas se existe algo que Snow aprendeu com o convívio com Emma nos últimos dois anos, é que confrontos diretos contra a sua pessoa não são sempre necessariamente a melhor tática de abordagem. Razão pela qual Snow busca uma aproximação mais sutil.
"Na verdade, eu estava perguntando se vocês conversam sobre, você sabe... Assuntos mais sérios. Como a recuperação dela. Ou até quando vocês vão viver dentro desse arranjo." Snow alude com cautela. Ainda assim, Emma se mostra ligeiramente arredia com o rumo tomado pela conversa.
"Na verdade, não. A gente não chega a falar de nada isso."
"Bem, e você não acha que talvez devessem começar a discutir esses assuntos?"
"Eu não sei. Talvez?" Emma suspira e se rende, ainda que relutantemente. "Está bem. Sim. Provavelmente você está certa. Mas a última vez que eu tentei confrontá-la a respeito dessas coisas, não acabou bem. E desse jeito de agora, pela primeira vez as coisas parecem estar andando para algum lado. Talvez a gente não converse sobre as coisas realmente importantes, mas pelo menos ela está conversando com alguém sabe?"
"Então você diria que as coisas estão melhores entre vocês duas?"
"Acho que sim." Emma deixa escapar um pequeno sorriso inteiramente não intencional. É o suficiente para que Snow sinta o coração apertar em seu peito.
"Bom saber." O sorriso nos lábios de Snow não é completamente desprovido de sinceridade, embora tenha um gosto agridoce. "Talvez isso signifique que logo Regina estará plenamente recuperada. Seu pai e eu sentimos falta de ter você e Henry por perto."
Ao passo que as palavras lhe escapam, Snow não parece notar que o sorriso de Emma oscila até se desmanchar por completo. "Sabe, nós até mesmo temos pensado em procurar uma casa maior."
"E por que vocês fariam isso?" Emma não consegue deter a pergunta embora já desconfie de qual seja a resposta.
"Bem, por mais que eu tenha apreciado os momentos em que vivemos sob o mesmo teto, não podemos negar que o loft não foi construído para acolher uma família. Seu pai e eu estávamos pensando em uma casa de dois andares, não muito diferente da de Regina. Um lugar onde você e o Henry pudessem ter seus próprios quartos. Talvez até mesmo com um espaço ao ar livre onde seu pai pudesse montar um pequeno estábulo."
"Me desculpe, eu não compreendo." Emma franze a testa, incapaz de disfarçar seu desagrado quanto ao rumo tomado pela conversa.
"Bem, nós sempre soubemos que o fato de você e Henry estarem morando com a Regina não passa de uma situação passageira, não é mesmo?"
"Claro." Emma engole qualquer outra resposta. "Mas o que te faz pensar de que o Henry e eu iríamos voltar a morar com vocês depois disso?"
"O que você quer dizer?" Snow pergunta evidentemente confusa.
"Mary Margaret, eu tenho quase trinta anos. Eu tenho um filho na pré-adolescência e um emprego fixo. Além disso, eu moro sozinha desde os meus dezoito anos, isso se você não contar o tempo que eu tive que dividir uma cela na prisão." Emma se arrepende de mencionar a prisão no momento em que as palavras escapam de seus lábios, mas decide não recuar, embora atente para um tom mais ameno. "O que eu estou tentando dizer é, por que eu iria morar com os meus pais à essa altura?"
Pela expressão ferida no rosto de Snow, Emma sabe que não escolheu o momento certo para oferecer à mãe um choque de realidade. Com um suspiro, era procura atenuar o golpe. "Olha, eu sinto muito. Eu não estou tentando ferir seus sentimentos, mas você tem que concordar que toda essa ideia parece um tanto quanto absurda. Quer dizer, sim morar com a Regina nunca foi o planejado, mas morar com vocês também sempre foi circunstancial. Eu realmente aprecio você ter aberto suas portas e me recebido muito antes de saber que eu era sua filha. Mas as coisas são diferentes agora."
Com uma expressão abatida, Snow faz o possível para não deixar transparecer a devastação provocada pelas palavras de sua filha.
"Você está certa." Ela admite com uma voz pequena, e Emma procura consolá-la depositando a mão sobre a sua. Mas então Snow ergue os olhos e existe uma dureza em suas palavras que não estava ali antes. "Então, quando você vai procurar um lugar para você?"
Emma hesita por um instante, seus olhos azul-esverdeados avaliando não apenas a pergunta, mas o real significado revestido por suas palavras. Quando ela por fim responde, é de bom grado, embora não exista o menor traço de submissão em seu tom. "Eu não sei, mãe. Quando for a hora certa, eu acho."
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Continua...
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