Notas iniciais
Oi gentes!! Sentiram minha falta? Eu senti de vocês. Depois do último capítulo né *abana* todos queremos saber mais dessa noite. Quero dar os parabéns para a Brenda e mandar o capítulo pra ela. Sua linda. Vou deixar vocês lerem, nos vemos nas notas finais.

O som estridente do rádio relógio chegou aos ouvidos da rosada a fazendo despertar de um maravilhoso sono. Ela levou a mão débil por sobre o criado mudo apertando os botões.

“Bom dia Konoha! Lindo dia! E aí, dormiram bem? Tiveram uma noite agradável? Espero que sim, pois o fogo da juventude nos mantém sempre pronto para mais uma. E hoje meu amigo, nesse sábado maravilhoso de primavera eu sei que você tá sentindo alguma coisa, uma coisinha meio maluca, mas que não tem como escapar, e com isso suas primaveras nunca mais serão as mesmas. Talvez você não esteja pronto pra ela, mas como eu disse, ela é louca. Não entendeu? Vamos deixar o Freddie Mercury explicar.*risos* Fiquem com Queen, Crazy Little Thing Called Love.”

This thing called love

Essa coisa chamada amor

I just can't handle it

Eu simplesmente não consigo lidar com ela

This thing called love

Essa coisa chamada amor

I must get round to it

Eu tenho que tratar dela

I ain't ready

Eu não estou pronto

Crazy little thing called love

Coisinha maluca chamada amor

Sakura se movimentou um pouco na cama, ainda de bruços, e percebeu o corpo livre. Nua. Lembrou-se da noite passada e o motivo pelo qual sentia o corpo revigorado com uma energia gostosa. Congelou um momento lembrando-se que Sasuke havia deitado ao lado dela e que ainda estaria ali, ou não. Começou a pensar sobre como as coisas seriam dali pra frente, pois ela nunca havia, com alguma exceção, dormido com alguém e ficado pra contar a história, na verdade nunca tinha ficado pra criar uma história.

Nem com Sasori mantinha contato. Como deveria se comportar com Sasuke agora? O que ele esperava? Poxa, ele era vizinho dos seus pais, o veria com uma frequência incrível, adorava mãe dele, mas não poderia chegar em Mikoto e dizer: “Eu e o Sasuke transamos, mas nada demais, podemos fingir que nada aconteceu para que não fique um clima estranho”. Não. Ela não podia dizer isso e acima de tudo ela não sabia como o capitão era nesse sentido.

Era apenas um homem buscando satisfação carnal ou alguém que busca algo mais? Quão profundo podem ser os sentimentos dele? Sakura bufou com o rosto contra o travesseiro, se não parasse com esses pensamentos exigentes teria uma dor de cabeça antes das oito da manhã. Mas mesmo assim precisava definir como ia agir nesse instante.

Primeiro identificar o alvo.

Levou a mão vagarosamente para o lado onde Sasuke havia se deitado: vazio. Ela abriu os olhos e virou o rosto. Ele não estava lá e não havia acordado com o despertador dela, porque senão ela ia sentir algo se movendo na cama. Sentou-se coçando os olhos e segurando o lençol contra o corpo. Nada. Nem sinal dele. As únicas roupas ainda jogadas ali eram as dela. Não era possível. Ela se lembrava de ter acordado por um instante durante a noite e ele estava ali, deitado. Não era possível que ele tivesse saído no meio da madrugada... era?

Sakura sentiu uma ansiedade que não se lembrava de ter sentido antes. Mas talvez assim fosse mais fácil. Ajeitou um pouco dos cabelos revoltosos sentindo um pouco da ansiedade destruída. Bobagem. Mal tocara os pés no chão quando sentiu o aroma de café invadir seus sentidos. Prestou um pouco mais de atenção e pode ouvir panelas na cozinha.

Ino?!- Sussurrou para si mesma numa voz rouca. Levantou-se sentindo um ligeiro desconforto entre as pernas, nada relevante. Enrolou-se no lençol e saiu em direção à cozinha.

Segurou a respiração em surpresa. De costas para ela e de frente para a o fogão estava Sasuke, sem camisa, de calça camuflada e coturnos pretos. As costas musculosas tinham marcas de unha da cintura para baixo, e algumas Sakura tinha certeza que arderiam debaixo da água, o bumbum redondinho ficava lindo na camuflagem.

Ela olhou ao redor e viu o resto da roupa dele muito bem dobrada sobre o respaldo da caderia. Ele mexia alguma coisa no fogão, havia uma caneca na pia ao lado dele que fumegava, e ela sentiu o cheiro de panquecas no ar.

Mentira! Ele não está fazendo panquecas depois de uma noite de sexo. Meu senhor, eu adoro panquecas.”

Ela ia se virando lentamente para voltar ao quarto quando ele se virou para a mesa segurando a frigideira em mãos, os olhos se encontraram e ele sorriu de lado, ela sentiu as pernas bambearem. Talvez precisasse comer alguma coisa.

Bom dia Sasuke.

–Hn. Panquecas? – Ele colocou a massa redonda no prato.

Claro, depois de um banho. – Ela não conseguia parar de olhar para ele, a dog tag no peito forte, aquele abdômen divino, aqueles pequenos vergões que o cobriam..... Sakura corou muito de leve.

Precisa de ajuda? – Ele deu um meio sorriso carregado de malícia e Sakura pareceu processar a pergunta e quase engasgou com a própria saliva quando sua ficha caiu.

Não obrigada... quer dizer, pode terminar o que está fazendo, daqui a pouco eu volto. – Ela não podia acreditar, aquele homem não podia ser real, ele parecia saído de um livro de romance para mulheres. Deu meia volta e entrou em seu banheiro para banho em água fria.

This thing (this thing) called love (called love)

Essa coisa (essa coisa) chamada amor (chamada amor)

Ela tomava sua caneca de café acompanhada das panquecas. Enquanto comia observava o Uchiha sem camisa fazer o mesmo, vez ou outra os olhares se encontravam e ela sorria recebendo de volta um sorriso enviesado. Era uma situação confortável, comiam tranquilamente aproveitando a presença um do outro.

–Por que panquecas? – Ela apontou o garfo e ele deu de ombros. – Faz isso pra todas? – Ela riu comendo mais um pouco.

Só pras que merecem. – Ele sorriu de lado terminando de comer e apoiando os cotovelos na mesa.

Olha só! – Ela fingiu uma cara de assombro. – E qual o tipo que merece?

–Até hoje?- Ele arqueou uma sobrancelha. – Mikoto Uchiha. – Ele se recostou na cadeira e cruzou os braços. Sakura sorriu balançando a cabeça de leve e voltando para o seu prato.

Vai ficar sem roupa mesmo? – Ela provocou terminando de comer apoiando o cotovelo na mesa e o queixo na mão e olhando para deus grego em sua frente.

Incomoda? – Ele olhou provocativo.

Talvez. – Ela começou a desenhar com o dedo da mão livre no tampo da mesa. Ele esticou o braço para pegar a roupa dobrada. Sakura estendeu a mão evitando que ele pegassse. – Fique mais um pouco assim. – Ele lançou um olhar travesso para ela e se levantou recolhendo os pratos, pondo na pia e logo em seguida se preparando para lavar a louça. – Hey! Eu lavo, você já fez o café, nada mais justo que eu lavar. – Ela levantou de um pulo, tocando nas costas do Uchiha. Ele se virou de frente para ela, Sakura o olhou nos olhos e levou a mão ao rosto dele e acariciou a bochecha, era incrível o magnetismo que ele tinha, tocou os lábios dele com o dedão, depois o queixo, descendo a mão para o peitoral acompanhando a correntinha e logo depois espalmou ambas as mãos no peito dele, ficando na ponta dos pés e depositando um pequeno beijo nos lábios.

Sentiu as mãos em sua cintura e os pés saírem do chão, foi sentada na mesa e sentiu Sasuke pedir passagem com a língua. O beijo já começou intenso, como se necessitassem dele para sobreviver. Quando o ar faltou, Sasuke desceu os beijos para o pescoço dela, enquanto uma das mãos se enterrava no cabelo e a outra percorria um caminho entre a cintura e coxa num carinho vagaroso e sensual.

Sasuke...- Sakura sussurrava para ele. – Eu não...- As mãos dela voaram para o cabelo dele o puxando mais para perto. – Eu tenho que entrar mais cedo no hospital hoje. – Ele voltou para os lábios dela, sugando, puxando o inferior com os dentes e se separando os corpos em seguida. Sakura segurou um pequeno muxoxo de insatisfação e ele sorriu de lado.

– Não pode se atrasar Doutora. – Ele pegou a camiseta pendurada na cadeira e a vestiu. Sakura saltou da mesa para o chão acompanhando as costas masculina que iam para sala, chacoalhou a cabeça sorrindo.

It cries (like a baby)

Chora (como uma criança)

In a cradle all night

No berço toda a noite

It swings (woo woo)

Balança (woo woo)

It jives (woo woo)

Dança (woo woo)

It shakes all over like a jelly fish

Se mexe toda como uma água-viva

I kinda like it

Eu meio que gosto

Crazy little thing called love

Coisinha maluca chamada amor

Você pegou o gostosão? –Shizune quase não conseguiu sussurrar quando ouviu a Haruno contar o que havia acontecido na noite passada. Sakura fez sinal com a mão para que ela se controlasse.

Falando assim até parece que foi algo estranho. – Sakura sussurrou irritada. Elas liam alguns prontuários na enfermaria enquanto conversavam e tentavam não chamar a atenção dos pacientes ali internados.

Pra quem ficava desdenhando do capitão né?! – Shizune balançou a cabeça para Sakura.

Não desdenhava dele.

–Não? E a história de “somos só amigos, ele é o vizinho dos meus pais” ? – Shizune perguntou algo a uma paciente deitada enquanto Sakura olhava a prancheta. A morena sorria e conversava com a mulher.

Ele ainda é, não disse que alguma coisa mudou. – Elas saiam da enfermaria e se encaminhavam para a sala de Sakura. Enfermeiras cumprimentavam e Sakura gentilmente retribuía.

Ah sim, claro! E ele não fez panquecas pra você. – Shizune esperava a Haruno destrancar a porta e entrou em seguida.

Isso não tem nada demais. – A rosada depositou os papéis sobre a mesa e se sentou checando a agenda.

Sakura querida, temos o capitão na sua casa, ele dorme do seu lado, acorda cedo e prepara o seu café, fica de conversa ambígua com você, quer que você treine com ele e tantos outros pequenos detalhes que você já me falou, alguma coisa ele quer e eu acho que não é só uma noite de sexo ardente. – Shizune deu ênfase nas últimas palavras. – Mas você não me disse como rolou a coisa toda.

–Ele apareceu lá no meu apartamento todo fardado, com aquela voz grave e aquele porte físico maravilhoso e rolou. Não vai me dizer que quer outros detalhes? – Sakura sorriu zombeteira.

Sabe que quem pede esse tipo de detalhe é a Ino, não eu. – Shizune negou com a cabeça. – E ele é bom?

–Você nem imagina o quanto. – Sakura se abanou com a mão e ela e Shizune sorriram maliciosas uma para a outra.

There goes my baby

Lá vai a minha garota

She knows how to rock'n'roll

Ela conhece o rock'nroll

She drives me crazy

Ela me deixa maluco

Já passava das três da tarde quando Sakura atendia uma de suas pacientes quando viu uma Yuno afobada vindo em sua direção. Viu a enfermeira cumprimentar sua paciente de logo depois lhe lançar um olhar cúmplice.

Doutora, a senhora precisa ir até a sala de enfermaria sete. — Ela parecia ansiosa e Sakura franziu a testa.

O que aconteceu? – Sakura assumiu uma postura mais séria que o habitual.

O Sasuke-kun deu entrada na enfermaria com o ombro deslocado e tá cheio de enfermeira urubu em cima dele, a senhora não pode deixar elas apalpando seu homem não, vamos lá dar um jeito nisso. – Yuno pôs a mão no ombro de Sakura e deu uns empurrões para que a rosada andasse.

Mas por que ele deslocou o ombro? – Sakura andava na direção da sala enquanto olhava para Yuno ao seu lado.

Não consegui perguntar, aquilo lá encheu de enfermeira querendo “ajudar”, disseram pra chamar algum dos médicos para pôr o ombro dele no lugar, mas eu disse pra ele que ia chamar à senhora. – Ela fez uma cara de quem sabia que tinha feito algo muito certo.

Sakura seguiu em silêncio até a sala, mal abriu a porta de deu de cara com uma sala cheia de enfermeiras agitadas, a rosada contou cinco. Entrou com cuidado e viu Sasuke sentado na maca segurando o braço direito. Ele vestia uma calça surrada, coturnos e uma camiseta camuflada.

Oh sim! Lugar perfeito para ele vir assim!”

As enfermeiras tocavam no braço dele e passavam a mão fingindo que avaliavam alguma coisa, mas Sakura só se pronunciou quando ouviu uma delas pedir para que ele tirasse a camiseta para que pudesse avaliar melhor.

É muita ousadia.”

–Pronto pessoal, já podem deixar ele comigo. – Sakura se aproximou, mas Sasuke manteve o rosto sério e impassível. As enfermeiras começaram um burburinho sobre ter de ajudar ou algo do tipo, mas Sakura contou com a ajuda de Yuno para retirar todas da sala.

Pronto agora que tiramos todas aquelas, bom, agora que estamos só nós dois você pode me dizer o que aconteceu. – Sakura cruzou os braços e olhou para o Uchiha.

Estava com as crianças do Naruto. – A voz dele era séria.

O que você estava fazendo com as crianças do Naruto?

– Boruto quase foi atropelado por uma bicicleta. – Ele olhava a rosada nos olhos.

Ele se machucou? – Ela estava preocupada.

Não. – Ele mexeu no braço. – Será que você poderia por no lugar?

Você foi atropelado pela bicicleta no lugar do Boruto? – Só agora Sakura havia processado a história, ele só concordou com a cabeça. – Aí meu deus, não vou pôr ombro nenhum no lugar, vamos tirar uma placa de raio-X para sabermos se está tudo bem. Vamos, levante-se. – Sakura viu Sasuke suspirar derrotado, mas ele desceu da maca e a seguiu para fora. No corredor algumas enfermeiras esperavam, mas Sakura as dispensou com uma cortesia forçada. Sakura o deixou com o técnico e saiu avisar Naruto que ele demoraria mais que o esperado.

She gives me hot and cold fever

Ela me dá uma febre quente e gelada

Then she leaves me in a cool cool sweat

E depois me deixa suando frio

Na salão de recepção não foi difícil de encontrar Naruto, ele segurava Boruto no colo e conversava com uma moça em uniforme de ciclista.

Sakura-chan! – Naruto chamou alto atraindo a atenção das pessoas e das recepcionistas que pediram silêncio, ele fechou um olhos e baixou a cabeça num pedido de desculpas. – Como ele tá? Você consertou o braço dele?– A moça do lado dele parecia ansiosa com a resposta também.

Ele vai demorar um pouquinho mais, pedi pra que fizessem um raio-X para ter certeza que ele não trincou nada. – Sakura pegou o garotinho no colo.

Aí, pode ser pior que eu imaginava? – A ciclista olhou aflita para Sakura.

Ele é grande, vai sair dessa. E você...? – Sakura sorriu para moça.

Essa é a garota que atropelou o Sasuke, bem, ela quase atropelou o Boruto quando ele correu para o meio da rua, mas o Sasuke foi mais rápido. – Naruto coçou a cabeça parecendo aliviado.

Prazer Doutora, sou Ryoko. – A moça estendeu a mão que foi apertada com delicadeza pela rosada. – Posso falar com a senhora um segundinho? – A moça perguntou expectativa e Sakura acenou com a cabeça que sim, devolveu Boruto a Naruto e se afastou um pouco com a garota. – Ele estava muito bravo? – Sakura arqueou uma sobrancelha. – Tipo, ele é muito gato, quem sabe não é o destino me empurrando para me aproximar daquele deus grego? Igual nos filmes de romance sabe? Quando a mocinha tromba com o mocinho e uma linda história de amor surge. – Ela juntou as mãos na frente do peito e suspirou sonhadora. Sakura não acreditava no que ouvia, a moça havia atropelado Sasuke, mas não queria perder a oportunidade de dar em cima dele.

Oh ele está bravo, eu conheço ele é vizinho dos meus pais, ele é do exército sabe?! E ele estava bem irritado, me disse que tinha uma convocação para amanhã e agora ia ganhar uma ação punitiva. – Sakura fazia uma cara séria enquanto mentia.

Sério? – A garota mordeu o lábio, aflita.

Pois é, se eu fosse você aproveitava agora para ir embora, deixar a poeira abaixar, ele se acalmar, pode deixar que eu aviso que você tinha algum compromisso, mas que ficou até o último instante aqui toda preocupada. – Sakura abraçou a garota pelo ombro e a conduzia para a porta. – Não se preocupe, pode ter certeza que no geral tá tudo bem com ele.

–A senhora tem certeza disso? – A moça parecia chateada.

Claro eu já chequei tudo, olha tá perfeito, só vou conferir se ele não trincou a clavícula ou algum outro osso, se não eu coloco o ombro no lugar e amanhã ele tá pronto pra outra. — Já estavam fora do hospital e Sakura lançou um olhar para Naruto que olhava a cena curioso. – Pode ficar tranquila que eu mesma vou me certificar dos detalhes.

–Aí Doutora, por favor cuide bem, eu me sinto muito mal por ter acertado aquela perfeição, mas pode deixar que eu vou comprar umas flores e quem sabe chocolates? – A mulher falava mais para si do que para Sakura. – Tchau Doutora cuida bem dele tá? – Ela colocou o capacete e se preparou para sair.

Pode deixar que eu vou cuidar direitinho, vá com cuidado para não acertar mais ninguém. – Sakura acenou para rapidamente para a garota e voltou para dentro do hospital. – Ela precisava ser bonita? – Murmurou para si mesma enquanto voltava para perto de Naruto e via uma figura de cabelos cor de fogo ao lado dele. – Karin? – Ela sorriu abraçou a amiga. – O que faz aqui em Konoha?

–Vim visitar meu amado primo e sua família, rever vocês e dar uma busca em um marido. – Karin riu, Naruto saiu com Boruto buscar um copo de água. – E eu não podia deixar de vir acompanhar o capitão, meu deus Sakura, com um daquele eu batia fácil bem mais que uma continência. – Ela fechou a mão, fez movimentos para cima e para baixo com ela e piscou maroto para a rosada.

Karin!- Sakura riu e segurou a mão da amiga. – Sossegue.

–Não vai me dizer que você...? – Karin olhou nos olhos da rosada. – Ah não, ele é seu?

–Eu não disse nada disso. – Sakura se defendeu.

Mas deu a entender quando suas pupilas dilataram no momento que eu deixei claro que pegava ele. – Karin cruzou os braços e riu.

Deixe de bobagem, preciso ir ver se ele já acabou. Nos vemos outra hora. Não vá embora de Konoha sem antes tirarmos um tempo para conversar. – Sakura se afastava e viu quando Karin sorrir. Massageou as têmporas, precisava parar com essas coisas.

gotta be cool, relax, get hip!

Eu tenho que me tranquilizar, relaxar

Get on my track's

Pegar estrada

Take a back seat

Sentar atrás

Hitchhike

Passageiro

And take a long ride on my motor bike

E fazer uma longa viagem na minha motocicleta

Until I'm ready

Até eu ficar pronto

Crazy little thing called love

Coisinha maluca chamada amor

Sasuke não havia trincado nada, somente o ombro havia sido deslocado e Sakura logo o pôs no lugar e era claro que a presença dele ali causou um rebuliço entre as pernas das mulheres solteiras daquele hospital, pois Sakura tinha certeza que não precisava de todas aquelas enfermeiras andando pelo corredor próximo a onde ela estava com Sasuke.

Não era comum ver a Doutora Haruno brava, mas a maioria das enfermeiras jurava que haviam visto chamas brotarem dos olhos verdes dela, mas se todos perguntavam sobre o relacionamento dela com capitão ela negava veemente e ninguém entendia nada.

Depois que Sasuke foi liberado, não sem antes ele pedir descaradamente um beijo que, nas palavras dele “agilizava o processo de recuperação” que só não foi uma amasso maior devido ao braço dele, Sakura se sentou em sua sala e ficou remoendo sobre Sasuke e sua popularidade com o público feminino e isso porque ele nem ficava sorrindo de lado a todo o momento. E se flagrou pensando que haviam mulheres lindas ali em Konoha, mulheres com muito mais peito, muito mais bunda, era só questão de tempo até que uma delas encontrasse ele não era?

Sakura balançou a cabeça rindo de seus próprios pensamentos, desde quando ela se preocupava com isso? Se Sasuke arrumasse alguém era algo bom para ele não era? Mas por que ela sentia uma fisgada no estômago toda vez que pensava nisso? Foi retirada de seus devaneios quando ouviu seu celular tocando o visor mostrava o nome de sua mãe. Atendeu.

Alô? – Sakura franziu as sobrancelhas.

Sakura querida, tem um minuto? Tudo bem com você ? – A voz de Mebuki era animada.

–Claro mãe pode falar. Eu estou bem e você e o papai? – Sakura mexeu alguns papéis.

Estamos ótimos querida, melhor agora. Adivinha quem veio nos visitar?

–Não faço ideia. – Ela lia alguns papéis.

Midori. Ela veio nos trazer o convite, veio acompanhada do noivo e da Saya,faz muito tempo que não a vemos e ela resolveu tirar um descanso e veio acompanhar a irmã mais nova. Não é ótimo? E amanhã vamos todos almoçar juntos, eu sei que você tem plantão hoje, mas pode vir almoçar conosco e depois ir descansar, não é mesmo amor?

Sakura havia parado de ouvir quando a mãe falou Saya. Ela era sua prima modelo, linda, esbelta, de cabelos e rosto de dar inveja, era encantadora, homens beijavam seus pés e o pior de tudo é que ela sempre roubava os namorados de Sakura quando moravam na mesma cidade. Saya tinha esse poder de sedução.

A rosada pensou em Sasuke e sentiu seu coração dar uma batida descompassada. Não sabia o motivo, mas alguma coisa louca em sua cabeça dizia que ela devia ir a esse almoço e se preciso, falar poucas e boas para Saya.

This thing called love

Essa coisa chamada amor

I just can't handle it

Eu simplesmente não consigo lidar com ela

This thing called love

Essa coisa chamada amor

I must get round to it

Eu tenho que tratar dela

I ain't ready

Eu não estou pronto

Crazy little thing called love

Coisinha maluca chamada amor

Notas finais
E aí? Curtiram? Espero que sim. Quero dizer que continuo em minha peregrinação para responder os comentários (não, eu não desisti deles) vou responder todos com muito amor. Quero agradecer vocês seus lindos que sempre comentam, valeu mesmo, vocês são incríveis. Quero agradecer a Panzita que me ajudou a corrigir, sabe que eu te amo. A música, clássica e diva, foi : Queen,Crazy Little Thing Called Love. obrigadinha Vlw, Flw