O vizinho dos meus pais

5 Almoço de domingo- Parte 1


Notas iniciais
Oi gentes!! Saudades da tia H?? Eu sei que sim. ahahahah Hoje é meu ANIVERSÁRIO!!!!! AEEE O/ Mas quem ganha o presente são vocês. Quero agradecer a todos que comentaram, mas especialmente a Larissa ramos silva que recomendou. Sua linda

“Bom dia Konoha! Os instintos animais estão à solta hoje... Principalmente a preguiça! Hoje seu Dj Kiba vem pra animar o seu domingo. Que tal aquele domingão em família? Hoje estarei com vocês até o meio-dia. Então aproveitem e curtam uma boa música.”

I could lift you up
I could show you what you wanna see
And take you where you wanna be

You could be my luck
Even if the sky is falling down
I know that we'll be safe and sound

Bom dia Kiba, excelente escolha de musica. – Sakura acordara animada e não sabia o motivo. Era relativamente cedo para um domingo 7h marcava o relógio da cozinha.

We're safe and sound

I could fill your cup
You know my river won't evaporate
This world we still appreciate

You could be my luck
Even in a hurricane of frowns
I know that we'll be safe and sound

O cheiro de café preenchia a cozinha. Sakura sentiu falta da loira, ela provavelmente estava dormindo na casa do Sai. Serviu sua famosa caneca e se sentou folheando o jornal. Nada novo. Fechou-o e se sentiu sozinha, mesmo com a música tocando no rádio, mesmo ouvindo os poucos carros que passavam na rua. Decidiu sair logo, passar no mercado e ir para a casa dos pais. Arrumou as coisas que tinha usado no café. Foi ao quarto abriu o closet e ficou olhando pra ele. Uma música diferente começava a tocar no rádio.

I'm gonna pick up the pieces
And build a Lego house
If things go wrong we can knock it down

My three words have two meanings
But there's one thing on my mind
It's all for you

Não sabia o que vestir. Começou a retirar peças e as jogar sobre a cama. Casual demais, muito formal, muito relaxado, esportista demais. Nada parecia bom.

Por que diabos eu estou tão preocupada com a roupa? É só a casa dos meus pais!” Se repreendeu mentalmente e por fim pegou um vestido branco curto e rodado, sem mangas. Calçou uma sapatilha preta. Prendeu o cabelo num coque frouxo, deixou algumas mechas soltas, passou uma delicada maquiagem no rosto e um suave batom rosado nos lábios.

Saiu do apartamento, cumprimentou os vizinhos o porteiro, entrou no carro e tornou a ligar o rádio.

Cos I’d love to feel love but I can’t stand the rejection
I hide behind my jokes as a form of protection
I thought I was close but under further inspection
It seems I’ve been running in the wrong direction oh no


O dia estava lindo, céu azul e limpo, as músicas no rádio eram melódicas. Dirigiu até o mercado. Cantarolava com o rádio. Passou em frente à floricultura de Ino e viu a vitrine florida, as árvores no parque já começavam a despontar seus primeiros botões, os jardins começavam a ganhar cor.

Estacionou no mercado, desceu do carro e pegou a pequena lista que a mãe havia lhe dado ontem.

1 kg de lagarto

2 peças de linguiça calabresa defumada

1 peça de bacon

500 gramas de cenoura

500 gramas de batata

2 garrafas de vinho tinto do porto

Riu do último item. Entrou no mercado e foi direto a seção de legumes. Avistou uma cabeleira loira com outra cabeleira loira menor.

– Sakura-chan. – Naruto chamou animado com Boruto no colo, empurrava um carrinho pequeno, que continham algumas frutas e verduras. A rosada se aproximou. – Que coincidência você por aqui tão cedo.

–Eu que devia dizer isso Naruto. – Riu pegando o menininho de três anos no colo e recebendo um beijo molhado na bochecha.

– Boruto acordou cedo hoje, teve um pesadelo e não conseguiu dormir mais. Himawari ainda estava dormindo então Hinata pediu para que eu viesse ao mercado aproveitando para trazer o Boruto e permitir que ela dormisse mais um pouco. Não reclamo, é um bom momento para ficar com meu filhão. – Naruto lançou um olhar cheio de ternura para o garotinho agarrado no pescoço de Sakura.

– Tia Sakura o papai me disse que vou ganhar sorvete antes do almoço só que eu não posso contar pra mamãe. – O menino segredava para a rosada e lançava um olhar cúmplice para o pai que deu uma piscada marota para o garoto.

– Olha só, então os rapazes irão tomar a sobremesa antes do almoço?- Sakura fez cosquinhas no garotinho em seu colo, ele ria com vontade.

Vamos lá Sakura-chan, a vida é muito curta pra tomar o sorvete por último, venha conosco tomar um sorvete. – O loiro pegava o filho de volta, Sakura sentiu falta do calor, o menino tentava alcançar algo na prateira, a rosada identificou uma caixa de cereais, o garoto logo alcançou e se agarrou a ela. Naruto tentou tirar das mãos do menino sem sucesso. Sakura riu.

– Vou ter de deixar para uma próxima garotos. Tenho um almoço na casa dos meus pais hoje e ainda preciso comprar algumas coisas para o assado da minha mãe. – Sakura passou a mão nos cabelos de Boruto bagunçando ainda mais os cabelos do garoto.

–Huumm, o assado da sua mãe é uma delícia. Eu e Hinata estamos devendo uma visita pra eles, aproveita e manda um “oi”. – Naruto levou a mão livre atrás da cabeça. – Quem são os convidados especiais dos seus pais?

– Que convidados? – Sakura olhou curiosa para ele.

–Ué Sakura-chan, você tá muito bonita pra ir a um simples almoço na casa dos seus pais. Eu te conheço. – Ele agora olhava uns frascos de conserva na prateleira do lado.

– Deixa de ser bobo Naruto. –Ela riu. –Mas obrigada pelo elogio. Apenas os novos vizinhos dos meus pais vão almoçar lá.

–Seus pais têm novos vizinhos? Fico feliz que alguém tenha ocupado aquela casa vazia. Devem ser um casal muito simpático. Boruto será que a mamãe usa essa marca? – Ele olhou para o menino.

–Na verdade são mãe e filho que moram lá. Mudaram-se essa semana, são novos aqui em Konoha. Sasuke têm nossa idade. – Sakura lia uns rótulos.

– É pra ele essa produção toda? –Naruto riu olhando para a amiga e depositando uns vidros no carrinho, Boruto ainda segurava a caixa.

Naruto!- Sakura estapeou o ombro do amigo, mas riu junto com ele. – Não me produzi pra ele, nem o conheço direito.

–Sei lá né Sakura-chan, vai que o cara é o seu escolhido. –Ele ajeitou Boruto na cadeirinha do carrinho.

– Não exagera. É só um almoço e eu resolvi vestir um vestido e me sentir bem comigo mesma. Têm algum problema nisso? – Ela arqueou uma sobrancelha e o loiro deu de ombros.

–Bom não vamos discutir por isso. Mudando de assunto, você vai ao meu churrasco de casamento no próximo domingo certo? – O loiro se apoiou no carrinho.

–Claro. Até vou fazer mais plantões essa semana para poder folgar o próximo domingo também. – Sakura depositou um beijo na cabeça de Boruto.

– Fico feliz que vá Sakura-chan, é muito importante e as crianças te adoram. Mas não se force muito. — Naruto deu um abraço na rosada se despedindo. – Vejo você então por aí. E pode levar seu novo amigo se você quiser. É sempre bom conhecer gente nova. – Ele deu uma piscadela e saiu acenando.

– Tchau tia Sakura! — O menino acenava animado. Sakura acenou para eles também.

A rosada respirou fundo e voltou o seu objetivo. Já pagava as compras quando olhou no relógio, 8h47min. Levou as coisas para o carro com a ajuda de um carregador. Agradeceu o homem e pôs o carro para funcionar. Indo para a casa dos pais escutou um barulho estranho da parte debaixo do automóvel, ignorou acreditando ser algo normal. Chegando a casa dos pais estacionou na frente do portão como de costume. O bairro arborizado e os jardins das casas espalhavam um cheiro gostoso no ar, sentiu o aroma de café que vinha da casa dos pais, acenou para alguns moradores conhecidos que cuidavam dos quintais. E qual não foi a surpresa quando flagrou Sasuke chegando do que parecia ser uma corrida. A camisa suada, o peito subindo e descendo mais rápido e mais forte, Sakura ficou admirando por alguns instantes aquela beleza masculina que deixava o dia ainda mais bonito. Mas porque mesmo que ele tinha de usar shorts curtos e camisetas regatas apertadas e cavadas? Será que era algum tipo de costume do exército? Abanou a cabeça afastando os pensamentos.

–Bom dia Sasuke.- Ela falou um pouco mais alto que o habitual para que ele pudesse ouvir. Ele então deu um leve aceno de cabeça e esticou a perna direita sobre a cerca fazendo um movimento de alongamento, apertando mais o short e evidenciando mais ainda seu precioso amigo entre as pernas, Sakura desviou o olhar imediatamente corando levemente e se recriminando por reparar nessas coisas. A rosada abriu a porta de trás do carro e foi tirando algumas sacolas, percebeu então que eram muitas para uma única viagem, já ia praguejar quando ouviu a voz de Sasuke perto.

–Precisa de ajuda Sakura? –A voz grave era solicita.

–Oh sim Sasuke se não se importar. Comprei mais coisas do que precisava. –Sakura dizia com um olhar que pedia desculpas.

Ele então se adiantou para as sacolas no banco do carro, tomando o maior cuidado para não encostar-se à mulher. Sakura atribuiu isso ao fato de ele estar suado. O moreno pegou a maior parte das sacolas e, como ela pode perceber as mais pesadas. Sakura pegou as compras restantes e fechou o carro, abrindo o portão e seguindo para os fundos com Sasuke a acompanhando. A porta dos fundos estava aberta.

–Bom dia pai, bom dia mãe. – Sakura foi entrando sem cerimonias, mas pode escutar um baixo “com licença” vindo de Sasuke.

Bom dia filha, bom dia Sasuke. – O pai tomava café e lia o jornal sentado à mesa.

–Bom dia meus queridos. – Mebuki se adiantou para a filha a beijando no rosto e em seguida lançou um olhar carinhoso para Sasuke e tocou no rosto dele, agora já levemente seco do suor. Sakura sentiu uma pontazinha de ciúmes. – Você trouxe tudo que eu pedi querida? Que bom que veio cedo, assim tenho mais tempo para preparar.

– Eu já vou indo, qualquer coisa estarei em casa. – Sasuke saia da cozinha e recebia sorrisos de Kizashi e Mebuki.

Certo querido, vemos você mais tarde. – Mebuki dizia enquanto esvaziava algumas sacolas.

Sakura ficou observando as costas de Sasuke até ele sumir de vista.

– Como assim querido? – Sakura indagou ajudando a mesma a esvaziar a sacola.

– Não precisa ter ciúmes filha, é só modo de falar. — A mulher riu e o marido acompanhou.

Não são ciúmes. Só acho que vocês já tão cheios de intimidade. – A rosada colocava o vinho na geladeira.

Oh querida, não fique assim. — O pai levantou e depositou um beijo no topo da cabeça da filha. — Nós gostamos do Sasuke, mas você sempre será nossa princesinha. – Sakura abriu um sorriso para o pai.

–Vamos querida. Preciso de ajuda para preparar esse assado. – Mebuki separava os ingredientes.

– Claro mãe. – Sakura amarrava o avental na cintura.

Sakura começou a descascar os legumes enquanto a mãe temperava e preparava a carne. Pela janela da cozinha Sakura podia ver o pergolado recém-construído no quintal, a imagem viril de Sasuke invadiu seus pensamentos e ela sacudiu a cabeça para afastar a lembrança.

Mamãe, a dona Mikoto por acaso é viúva?– Sakura perguntou despreocupada enquanto tirava a casca de uma batata.

–Sim querida. – Mebuki perfurava o pedaço de carne. – Mikoto perdeu o filho mais velho e o marido em um acidente de carro, no qual ela também estava três anos atrás. – Mebuki pegava alguns temperos no armário. – Pelo que ela me contou eles estavam em uma festa do exército em comemoração a uma missão bem sucedida do Sasuke e seu batalhão. Saíram tarde e no caminho um motorista bêbado os fechou perto de um declive. Fugaku, o pai do Sasuke, perdeu o controle do carro e eles caíram na ribanceira. – Sakura havia parado de cortar os legumes e agora olhava para mãe que continuava temperando a carne. — Ela não me contou mais detalhes e eu também não insisti, achei que ela deveria me contar o que sentisse confortável. – Mebuki também havia parado de mexer na carne e olhava a filha. – Ela também me disse que foi algo muito forte para o Sasuke, que ele já era fechado, mas isso só piorou depois do acidente. – O som do telefone foi ouvido ao fundo. Sakura voltou aos seus afazeres em silêncio e foi seguida pela mãe.

–Não, Midori é claro que não, vocês sempre são bem vindos. – Kizashi apareceu na cozinha falando ao telefone. Midori era a filha mais nova da irmã mais nova de seu pai. – Fiquei muito feliz com a notícia pode contar com a gente. – Ele foi se aproximando das mulheres. – Por que você não acredita em mim hein?! É claro que sou eu que mando nessa casa. –Ele riu divertido e piscou pra filha. – Sim vou passar pra ela.

–Manda um beijo pra Mi-chan por mim. – A rosada riu e continuou a cortar os legumes.

– Sakura mandou um beijo. –Ele olhava divertido para a filha. – Midori mandou outro. – Respondeu de volta. – Sim vou passar para ela. Beijo, até mais, foi bom falar com você, manda um beijo pra sua mãe. Tchau. – Estendeu o telefone para a esposa. Mebuki lavou as mãos e as secou em um pano de prato que estava pendurado na parede. Pegou o telefone. Kizashi deu um beijo no cabelo da filha e voltou para a sala.

–Bom dia Midori. – Mebuki falava animada. – Claro querida pode pedir o que quiser. – Uma longa pausa transcorreu, Sakura não conseguia ouvir o que a outra falava. Sua mãe abriu um sorriso enorme. – Sem dúvidas, nossa casa está de portas abertas para vocês, ainda mais com uma notícia dessas. Não se preocupe querida, Sakura não mora mais conosco então temos o quarto dela e o quarto de hospedes pode acomodar vocês com tranquilidade. — Mais uma pausa longa, Sakura começava a ficar curiosa sobre a conversa. — Não, nem pense nisso, vai ser muito bom vocês passarem uns diazinhos conosco. Podem vir sim, nós esperamos vocês. Sim, tudo bem. Beijo querida, manda um beijo para todos, sim? Tchau. – Desligou o telefone e colocou sobre a mesa.

–E então qual foi o assunto?- Sakura perguntou assim que a mãe voltou a mexer na carne.

– Midori vai se casar, e quer vir passar uns dias aqui para visitar e entregar o convite de casamento pessoalmente. – Mebuki dizia com um sorriso.

– O que? A Mi-chan vai se casar?- Sakura deixou a faca de lado e lançou um olhar incrédulo para a mãe.

–Sim e parece que não vai demorar muito não, pelo que eu entendi o casamento é pra daqui seis meses. – Mebuki começava a ajeitar as coisas na assadeira.

– Uau. Quantos anos a Mi têm? Vinte e dois? – Sakura passava os legumes já descascados e cortados para a mãe. – O noivo é aquele namorado que ela tem desde os treze?

– Acho que a Midori tem vinte e três, e eu acredito que seja esse rapaz sim. A última vez que fomos visitá-los eles estavam juntos. –A mais velha jogava um molho por cima da carne e dos legumes.

–Nossa fiquei surpresa. – Sakura lavava as mãos.

– A palavra casamento sempre te deixa surpresa Sakura. – A mãe ria levava a carne ao forno.

–Não começa mãe. – Sakura cruzou os braços e entrou na defensiva.

–Não comecei com nada, só estou comentando. – A mais velha lavou as mãos. – Não deixa de ser verdade.

–Não fico surpresa com a palavra casamento, só achei, sei lá...- Lançou as mão para o ar e recebeu um sorriso da mãe.

– Não precisa se desesperar querida, tem um bom marido esperando por você. Sakura Haruno só precisa dar uma chance. – Mebuki riu para filha.

Sakura saiu da cozinha um pouco irritada com os comentários da mãe. Só porque agora ela era a única “solteira” da família não queria dizer nada. Os pais sempre tentaram arrumar pretendentes, mas nenhum deles era suficiente para Sakura, nenhum se enquadrava nas listas que ela inventava, e no fim nem mesmos os namorados que ela escolhia serviam como futuros maridos.

Passou pela sala e viu o pai deitado no sofá acompanhando a corrida da Fórmula1. Sakura subiu para o antigo quarto, o primeiro da esquerda.

Tudo no lugar, com exceção de algumas caixas empilhadas em um canto. Seus pais ainda não estavam preparados para desmontar o quarto, e ela não fazia questão. Os pôsteres de bandas adolescentes ainda estavam lá, a cortina feita com miçangas e outras coisas permanecia pendurada na parede atrás da cama, e a cortina rosada da janela ainda estava lá. Quem não conhecesse os Haruno e entrasse naquele quarto podia pensar que havia uma adolescente morando lá.

Sakura abriu uma das caixas. Roupas. Provavelmente algo para a caridade, sua mãe vivia doando. Olhou para a prateleira e os romances adolescentes ainda estavam lá. Passou a mão sobre as lombadas dos livros, relendo os títulos já tão conhecidos da adolescência. Passou perto da janela e, mecanicamente, olhou por ela. A casa dos Uchihas não era tão distante, não eram nem dez metros, a janela de daquele quarto ficava na mesma altura do quarto da casa vizinha, foi então que Sakura viu.

Sasuke secava os cabelos com uma toalha branca, estava de costas para a janela, a cortina do quarto balançava com o vento e não permanecia fechada, as costas definidas ficavam totalmente a mostra. O braço masculino faziam movimentos revoltosos contra a cabeça, ele andava vagarosamente pelo quarto como se procurasse algo. Sakura acompanhava os movimentos sem desviar o olhar. Ele parecia alheio a olhares curiosos, e com isso Sakura aproveitava a visão. Mesmo de longe Sasuke parecia imponente, talvez fossem só seus hormônios em fúria, mas Sakura jurava que podia sentir a masculinidade que exalava dele. E no momento em que ele se virou na direção da janela, a rosada fechou as cortinas com uma rapidez impressionante. Rezou mentalmente para que ela tivesse sido mais rápida que os olhos do Sasuke. Respirou fundo e se sentiu retornando para a adolescência, onde um rapaz bonito era suficiente para deixar todas as garotas em frenesi. Riu. Talvez o clima do quarto estivesse influenciando sua cabeça.

Tirou a sapatilha, deitou-se na cama e cochilou.

–Sakura, Sakura, Sakura querida, acorde. – Mebuki chacoalhava a filha com delicadeza, e quase sussurrava. – O almoço já está pronto, Sasuke e Mikoto já estão aqui. Vamos filha. – Sakura abriu os olhos vagarosamente.

–Que horas são? – Ela se sentava lentamente na cama e coçava os olhos.

Quase uma hora da tarde. – Mebuki saia do quarto.

– Por que não me chamou para ajuda-la mamãe?- Sakura se espreguiçava.

– Oh filha, você parecia tão cansada que eu decidi deixar você descansar. Além de que não tinha tanta coisa para fazer, você sabe que quando eu faço o meu assado são poucos os acompanhamentos que eu faço.- Ela piscou para a filha. – Vamos, arrume esse cabelo e venha almoçar. –Ela saiu do quarto.

Sakura levantou-se vagarosamente, calçou os sapatos e deu uma breve olhada no espelho do quarto. O cabelo estava uma bagunça. Correu para o banheiro no final do corredor. Após se sentir satisfeita com a arrumação e retocar o batom Sakura desceu.

A TV da sala já estava desligada, e Sakura escutou as conversas vindas da cozinha. Dirigiu-se para lá. A mesa já estava posta, pratos, talheres e copos distribuídos, o delicioso cheiro do assado preenchia o ar e o estômago de Sakura respondeu ao estímulo. Mebuki colocava algumas panelas na mesa e Mikoto parecia cortar tomates, os homens pareciam admirar a obra arquitetônica.

–Olá Sakura. – Mikoto abriu um sorriso.

– Olá dona Mikoto. A senhora quer ajuda com isso?- Sakura apontou para os tomates.

– Se você quiser querida.

Sakura pegou uma faca na gaveta e colocou ao lado de Mikoto, pegou um dos tomates e começou a cortar.

– Sasuke adora tomates. – Mikoto falava sem tirar os olhos do tomate que cortava. – Desde pequeno ele gosta. Itachi nunca gostou muito de saladas, mas Sasuke sempre adorou, e tomates então... São as meninas dos seus olhos. – Ela riu e Sakura abriu um sorriso.

–Vou leva-lo para jogar com alguns amigos. Você vai gostar deles. – Kizashi entrava na casa com Sasuke logo atrás, ambos seguravam um copo com um pouco de vinho. O Uchiha vestia a bermuda branca que Sakura havia visto anteriormente e uma camiseta totalmente azul, caia bem nele.

O moreno fez um aceno de cabeça para ela, e ela viu quando ele lançou um olhar aos tomates que ela cortava e percebeu o olhar de aprovação dele.

–Kizashi, Sasuke podem se sentar. Sakura e Mikoto já terminaram de cortar os tomates. – De fato elas já estavam colocando as rodelas na travessa de vidro. Mebuki colocou azeite, limão e sal, mexeu. – Sakura coloque na mesa. – Entregou na mão da filha.

Sakura pegou a travessa com tomates suculentos e levou-a para a mesa, o único espaço vago era de frente para o lugar onde Sasuke havia se sentado, Sakura se aproximou dele, estendeu o braço com a travessa, ele movimentou a cabeça poucos centímetros para ceder mais espaço para ela. A rosada sentiu o perfume masculino gostoso que exalava dele, juntamente com o cheiro de loção pós-barba, aquela sensação boa de homem cheiroso invadiu seus pensamentos e suas pernas quase bambearam quando ele deu um discreto sorriso torto quando ela se sentou na cadeira ao lado dele.

Bom já estamos todos aqui gostaria de agradecer a presença de vocês e dizer que fico muito feliz que vocês tenham se tonado nossos amigos e que esses almoços de domingo possam se repetir. – Kizashi ergueu o copo de vinho ao final e todos entenderam como um brinde ergueram seus respectivos copos e brindaram.

Mebuki começou a distribuir os pedaços de assado. Sasuke e Sakura levaram a mão ao mesmo tempo ao cabo da colher dos tomates, e como se uma corrente elétrica os tivesse atingindo eles afastaram as mãos. O moreno fez sinal para que ela se servisse. Sakura pegou a colher e o prato de Sasuke servindo então o moreno, os olhos dos dois mantinham contato, verde no ônix. Ela entregou o prato para ele.

– Obrigado.

–Não têm de que.

CONTINUA...

Notas finais
E aí curtiram?? Espero que sim. Dividi em dois pq ficou muito grande. Assim que eu tiver pelo menos mais um capítulo pronto eu posto a segunda parte. Não reviso, então se tiver algo muito feio, por favor, me avisem. Espero o review de vocês, isso é muito importante e me deixa muitíssimo animada. Os capítulos não são tão frequentes,mas vocês me inspiram para escrever. As músicas foram: Capital Cities - Safe And Sound Lego House - Ed Sheeran Passenger - The Wrong Direction Acho que era isso. Valeu quem leu. Flw.