O vizinho dos meus pais
6 Almoço de domingo- Parte 2
Notas iniciais
Todos comiam tranquilamente, ou quase todos, Sakura ainda sentia-se energizada pelo toque do Uchiha e sentar ao lado dele sentindo aquele perfume masculino maravilhoso não ajudava. As pernas, hoje nuas devido ao vestido e a bermuda, se tocavam ocasionalmente lembrando Sakura a todo instante da proximidade.
–Seu assado está uma delícia Mebuki. –Mikoto elogiava. — O molho, os legumes, tudo maravilhoso, não acha Sasuke?
–Sim, claro. Muito bom senhora Haruno. – Sasuke limpava a boca com o guardanapo de papel.
–Sua mãe disse que cozinha Sasuke.- Sakura comentou sem pensar muito.
–Sim querido, sua mãe te elogiou. – Mebuki engrossou o comentário.
Sasuke olhou sério para mãe que sorriu e deu de ombros. – Não é mentira. – Voltou a comer.
–Ela deve ter exagerado. Não cozinho tanto assim. –Ele parecia sem graça.
– Ela contou sobre um macarrão caseiro. – Sakura incentivava animada, era como se toda a tensão anterior tivesse sido dissipada.
–Devia convidar Sakura para experimentar um dia filho. –Mikoto olhava par o filho e sustentava um olhar divertido.
– Eu adoraria. – Sakura continuava provocando e não entendia porque aquilo parecia tão divertido.
– Claro, me diga quando você estiver disponível. – Sasuke olhou para a rosada e os olhos ônix eram profundos.
“Pra você estou totalmente disponível bonitão. Que tal hoje à noite?” – Sakura se repreendeu mentalmente pelo pensamento.
–Assim eu vou ficar com vontade. — Mebuki riu e tirou Sakura de seus pensamentos.
– Oh, claro. –Sasuke apressou-se a dizer.
– Nem pensar garoto, vai que você conquista minha mulher pelo estômago?!! – Kizashi riu e se enfiou na conversa. – Não que precise disso é claro. – O riso do patriarca Haruno voltou a invadir o ambiente e era difícil não ser contagiado por ele, todos abriram um sorriso. – Mas minha filha está solteira... Aceito se quiser ser meu genro. – Ele continuava a rir e Sakura enrijeceu.
– Não se preocupe querido. –Mebuki deu um beijo no rosto do marido. – Não troco você por nenhum garotão, não importa quão bonito ou prendado ele seja. – Ela piscou para Sasuke que deu um sorriso de lado. – Mas adorei a ideia do genro. –Ela e o marido voltaram a rir. Sakura estava estática e Sasuke voltou a comer.
–Eu iria adorar uma netinha de cabelos rosa. – Mikoto completou a conversa constrangedora e Sasuke se engasgou e começou a tossir. Sakura deu leves tapinhas nas costas do moreno até que ele se recuperava, ela gostaria de saber se o tom avermelhado dele era apenas do engasgo.
Os mais velhos riram, mas cessaram o assunto após o engasgo do Sasuke que ele atribuiu à farofa.
Assim que todos estavam satisfeitos e haviam descansados os talheres Sasuke se levantou e começou a recolher os pratos.
–Querido não precisa, eu faço isso. – Mebuki se levantou e segurou levemente as mãos cheias de prato do moreno.
–Faço questão. Considere um agradecimento pelo almoço. – Ele se esquivou gentilmente das mãos que o prendiam.
–Deixa que ele faça Mebuki. –Mikoto disse gentilmente entregando alguns talheres para o filho e lançando um olhar carinhoso para o mesmo que retribuiu com um leve sorriso.
– Bem, se o garotão quer fazer o trabalho sujo, não sou eu que vou impedir. – Kizashi disse rindo e se levantando da cadeira. – Mebuki, Mikoto, vamos lá pra fora enquanto as crianças cuidam do resto.
Sakura não se lembrou de ter se oferecido para nada, mas aceitou de bom grado a função para retribuir a falta de ajuda antes do almoço. Não que ela se importasse de ficar com uma beleza daquela por perto, ainda se sentia um pouco sem graça pelos comentários anteriores de seus pais, fizeram-na parecer uma solteirona encalhada, coisa que ela não era, havia muitos homens que adorariam sair com ela, namorar e até mesmo casar, eles não precisavam ficar falando essas coisas. Mas já que Sasuke não pareceu se importar com os comentários ela decidiu por um pano quente nos assunto, reclamaria com os pais depois.
– Bom, já que sobrou para nós é melhor começarmos. – Ela sorriu para Sasuke e recebeu um sorriso discreto de lado como resposta. Ela já começava a gostar daquele sorriso. – Você lava então e seco, guardo e organizo o resto das coisas. Pode ser? – Ele deixava a primeira leva de louça na pia.
–Claro. – Ele procurou pela bucha e o detergente. Sakura pegou o avental de churrasqueiro de seu pai e virou Sasuke gentilmente pelo ombro e entregou o objeto, ele dobrou e prendeu somente da cintura para baixo, o que era suficiente para protege-lo de possíveis respingos.
–Se importa se eu ligar o rádio? – Sakura perguntou enquanto guardava as coisas em potinhos. Ele fez que não com a cabeça. Ela então ligou o rádio que estava em cima da geladeira.
A voz do Rei do Rock preencheu o ambiente.
Well, since my baby left me
Well, I found a new place to dwell
Well, it's down at the end of Lonely Street
At Heartbreak Hotel
Sakura voltou a seus afazeres, não sem antes lançar um olhar discreto para o moreno na pia.
Well, I'll be
I'll be so lonely baby
Well, I'm so lonely
I'll be so lonely, I could die
A risada de Kizashi podia ser escutada ás vezes. Parecia que eles estavam se divertindo.
Oh, although it's always crowded
You still can find some room
For broken hearted lovers
To cry there in their gloom
They'll be so
They'll be so lonely, baby
Well, they're so lonely
They're so lonely, they could die
Ela desocupava os vasilhames e os colocava na pia para Sasuke que lavava tudo com muita perfeição e paciência ela pode notar.
Now, the bell hop's tears keep flowin'
And the desk clerk's dressed in black
Well, they been so long on Lonely Street
They'll never ever look back
A música do Elvis começou a tomar conta dos pensamentos da rosada e ela ficou curiosa se Sasuke era solitário ou não.
And it's so
Well, it's so lonely baby
Well, they're so lonely
Well, they're so lonely, they could've die
Well, if your baby leaves you
You got a tale to tell
Well, just take a walk down Lonely Street
To Heartbreak Hotel
Ela então percebeu que ele parecia cantarolar.
–Gosta de Elvis? – Ela se se encostou a pia e olhou para ele que parou de cantarolar. Era bom tentar iniciar algum tipo de conversa.
–Elvis, Johnny Cash, Beatles... –Ele deu de ombros. – Gosto dos antigos.
– Bom gosto musical. Aprovado. – Ela sorriu e lançou uma picadela para ele que só devolveu um pequeno sorriso.
Where you will be
You'll be so lonely, baby
Well you'll be lonely
You'll be so lonely you could die
Oh, although it's always crowded
You still can find some room
For broken hearted lovers
To cry there in their gloom
They've been so
They're be so lonely, baby
Well, they're so lonely
They'll be so lonely, they could die
Uma propaganda qualquer passou no rádio. O suave tom de Blackbird dos Beatles começou a tocar em seguida.
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
–Acho que você trouxe sorte. Beatles logo na sequência? – Ela cutucou o ombro dele.
Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for the moment to be free
Blackbird, fly, blackbird, fly
Into the light of the dark black night
Era acolhedor ficar na cozinha de seus pais, a música suave deixava o clima ainda mais tranquilo, o almoço havia sido ótimo, a companhia era agradável em todos os sentidos, o clima familiar dos dois naquela cozinha não pesava naquele momento. Ela descobrira um pouquinho mais dele se sentia feliz e não sabia o motivo.
– Tenho um almoço na casa de uns amigos no próximo final de semana. Gostaria de ir? Vai ser divertido e meu amigo disse que eu podia te chamar. – Ela se flagrou convidando Sasuke.
–Só conheço você. – Ele respondeu de maneira casual.
–Um bom motivo para você ir. Te apresento meus amigos. Você vai gostar deles, principalmente do Naruto. Você vai conhecer a esposa dele e as crianças. São uns amores. – Ela agora já começava a secar a louça. – Vai ser bom pra você conhecer outras pessoas.
–Não gosto muito de eventos sociais. – Ele continuava focado em seu serviço.
–Não é um evento social. – Ela riu. – É só um almoço para comemorar o aniversário de casamento deles. Vai ser uma coisa íntima, nada de muita gente. Vamos e eu não aceito um não como resposta.
–Devi ir querido. – Mebuki entrava na cozinha. – Naruto e os outros são uns amores, vão adorar conhece-lo. Além do mais você precisa conhecer o pessoal mais novo. – Ela pegava um copo de água na geladeira. Piscou para Sasuke saindo da cozinha.
–Acho que não pode recusar, minha mãe vai te encher a semana inteira se eu disser que você não vai... E eu não pretendo mentir para ela. – Sakura riu e guardou uma pilha de pratos.
Ele sorriu de leve. – Vamos então.
– Ótimo. – Sakura conteve um pulinho adolescente. – Vou te dar meu número de telefone para que possamos combinar o horário, pois ainda não sei muito bem da loucura que será minha semana. – Ele apenas concordou com a cabeça. – Você é sempre assim? –Ela cutucou de leve a costela dele e o sentiu responder ao toque, riu por dentro que um homem daquele tamanho tivesse cócegas embaixo das costelas.
– Só na maior parte do tempo. – Ele respondeu meio contrariado.
Sakura balançou a cabeça afastando qualquer outro pensamento.
Arrumaram o resto da cozinha em silêncio, somente o rádio ousava quebra-lo. Sakura podia jurar que viu de soslaio Sasuke cantarolar alguns rocks antigos que tocaram na rádio. Quando terminaram a cozinha cheirava a limpeza.
–São uma dupla e tanto. – Mebuki entrava outra vez em sua cozinha.
–Obrigado (a)- Os dois disseram juntos. Olhara um para o outro e sorriram discretamente.
–Mais tarde podemos comer a sobremesa que Mikoto fez. Um pudim que parece maravilhoso. – Mebuki se servia de outro copo d’água.
–Humm, soa muito bem. – Sakura sorria para a mãe e seguia a mesma para a varanda. Sasuke seguiu as mulheres.
Kizashi, Mebuki e Mikoto estavam sentados, cada um, em uma cadeira de varanda confortável, Sasuke e Sakura tiveram de compartilhar o banco suspenso. Sentaram-se lado-a-lado novamente. O perfume de Sasuke voltou a preencher suas narinas, e a proximidade das pernas a faziam sentir o calor que emanava do corpo dele. Sentou-se mais rígida do que esperava.
–Sua mãe disse que convidou o Sasuke para o almoço na casa do Naruto no próximo domingo, espero que ele tenha aceitado?! – Kizashi olhou para Sasuke que concordou com um aceno de cabeça. – Ah isso é muito bom rapaz, Naruto e a família dele são uma graça, você vai gostar, e vai ser bom pra você sair desse ar parado desse bairro. –Kizashi riu e foi acompanhado.
Conversaram sobre coisas banais do dia-a-dia, quando Mebuki chamou todos para pegar um pouco da sobremesa Sasuke permaneceu no lugar e todos os outros entraram para se servir. Sakura foi a primeira a voltar e viu que o braço do moreno estava sobre o encosto do banco. Hesitou um pouco, mas assumiu seu lugar ao lado dele. Ele não tirou o braço em primeiro momento.
– Não quer um pedaço do pudim da sua mãe? – Sakura levava uma pequena porção á boca.
–Não gosto de doces. – O braço dele permanecia no encosto do banco.
– Disso eu já sei. – Ela sorriu pegando mais uma porção. – Mas não vai abrir nenhuma exceção nem para o pudim da sua mãe? – Ela levou a colher a boca. – Está muito bom.
– Já comi outras vezes. – Ele olhava para a rosada.
–Mas esse é especial, foi feito para esse almoço. – Ela serviu outra porção. – Vamos lá, experimente. – Ela ofereceu a colher para ele.
–Não, obrigado. – A mão livre dele afastou a colher gentilmente.
–Vamos lá, não seja ranzinza. –Ela riu. – Sua mãe não ia gostar de ver você recusando o pudim dela.
– Faço isso com frequência. – O olhar dele agora parecia divertido.
–Mais olha só! Não devia. A vida é muito curta para não comer a sobremesa. – Ela voltou a mover a colher na direção da boca dele. – Um pedacinho não vai acabar com esse corpo. – Ele hesitou, mas o olhar dela era decidido e então ele foi abrindo a boca lentamente.
–Sakura você gostou do meu pudim? – Mikoto chegou de surpresa sobressaltando os dois.
Sasuke retirou o braço rapidamente do encosto do banco e Sakura se moveu tão rápido na direção da voz que perdeu controle do que estava fazendo anteriormente, derramando o conteúdo da colher no colo de Sasuke.
– Oh Sasuke desculpa. Ah droga. – Ela pegava o guardanapo que havia trazido embaixo da taça de sobremesa. Sasuke apenas estava parado. Ela levou a mão para limpar o estrago. – Me deixe limpar. Me desculpe. – Sakura ficava murmurando desculpas enquanto rentava limpar um Uchiha relutante.
–Sakura tudo bem. – Sasuke viu a mão da rosada passar perigosamente por sua coxa. – Pode deixar que eu limpo. – A rosada não desistia do objetivo. – Não precisa se preocupar.
Sakura tentava limpar, sem sucesso, o pudim que havia derramado em Sasuke que a tentava segurar suas mãos e impedir o processo. Foi quando se deu conta que a região a ser limpa era muito... Perigosa... A sujeira se encontrava perigosamente perto da virilha do moreno. Torceu para não ter corado. Parou de insistir, mas os sussurros de desculpa continuavam. Sentiu Sasuke relaxar. Entregou o guardanapo para ele que se levantou se limpando.
–O que houve? – Mebuki e Kizashi chegavam agora à cena.
– Nada demais. Apenas um pequeno acidente. –Mikoto apenas observava o filho que se limpava discretamente.
Sakura se levantou e se aproximou de Sasuke, esquecendo o pudim.
–Tudo certo? Você não quer tira-la? – Sakura percebeu o que falara e resolveu acrescentar. – Ir trocar, pôr uma limpa. – Ele já havia limpado tudo.
– Não tudo bem. – Apenas uma mancha úmida na cor de um leve caramelo podia ser vista, uma lavagem tiraria aquilo facilmente. – Já resolvi.
– O que aconteceu? – Mebuki saiu na varanda e observou Sasuke e Sakura em pé observando algo, notou ser a bermuda do moreno. – Se sujaram? – Ela riu e Kizashi riu junto. – Deixe me ver. – Mebuki pôs a mão no ombro de Sasuke e o virou, Sakura quase corou ao ver a mãe encarar tão atenciosa a mancha que estava tão próxima de um lugar íntimo. – Uma manchinha de nada. – Ela fez um movimento qualquer com a mão, Mikoto sorriu e concordou com a cabeça. – Podemos voltar e desfrutar da nossa sobremesa. – Todos concordaram.
Sakura e Sasuke voltaram a se sentar no banco, a rosada se sentia um pouco constrangida e comeu seu pudim em silêncio. Após mais um pouco de conversa Kizashi chamou Sasuke para entrarem e assistirem o jogo de futebol daquele domingo, apenas as mulheres ficaram sentadas na varanda.
– Não se preocupe Sakura, Sasuke não vai ficar bravo com você por ter derramado pudim nele. – Mikoto olhava carinhosamente para a rosada. – Ele não é assim. A cara feia é normal. –Ela riu. –Não tem como ser perfeito, apesar da mania dele de perfeccionismo. Ele parecia muito à vontade com o momento de vocês. Não é um pudim que vai fazê-lo perder a paciência.
–Que momento? – Mebuki estava curiosa. Mikoto olhou cúmplice para Sakura.
– Nada de importante mãe. Só estava brincando com Sasuke. Nada de mais. –Sakura retribuiu o olhar cumplice de Mikoto.
–Já estão se tornando amigos?! Fico feliz. Assim podemos ter mais momentos como esse. – Mebuki olhou sorridente para Mikoto. As duas já estavam se tornando boas amigas.
Sakura respirou aliviada. Se sua mãe tivesse visto uma cena daquela já iria pensar outras coisas. Mas agora ela se sentia insegura ao imaginar o que Mikoto estaria pensando, se fosse igual a seus pais estaria vendo algo além da tentativa de uma amizade. Mas ela era tão reservada, talvez todos os Uchihas fossem assim.
–Sua sobrinha se casa quando Mebuki? – A conversa mudou de rumo e Sakura agradeceu por isso.
– Em Fevereiro ou Março. Ela não me disse com toda a certeza. Está com um pouco de dúvidas sobre a data.
– Quantos anos ela têm?
–Vinte e três eu acho. É a filha mais nova da irmã mais nova do Kizashi. Engraçado não ?!
Elas ficaram mais um tempo conversando sobre o casamento e sobre a família Haruno. Sakura agradeceu por Sasuke não estar ali quando sua mãe começou a contar coisas constrangedoras sobre ela quando criança.
No fim da tarde Sakura e os Uchiha começaram a se despedir de Mebuki e Kizashi. Assim que Sakura entrou no carro e deu a partida Sasuke se aproximou do carro.
– Seu carro está com um barulho diferente. – O rosto dele estava concentrado.
– O que foi Sasuke? – Kizashi se aproximou também, Mebuki e Mikoto ficaram observando.
– O motor do carro está com um barulho diferente. — Sasuke olhou para o Haruno.
– Não escuto nada. – Kizashi parecia procurar algo.
–Me deixe dar uma olhada Sakura. Abra o capô. – Sasuke deu um tapinha no capô do carro e Sakura o abriu.
O moreno olhava algumas mangueiras, inspecionava alguns parafusos, olhou todo o motor.
– Aqui está tudo em ordem. Acho que é algo embaixo do carro. Vou dar uma olhada. – Sasuke foi se abaixando para poder olhar debaixo.
–Nem pensar que o senhor vai entrar embaixo de um carro com essa camiseta. – Mikoto disse séria para o filho que a olhou contrariado. – Você sempre estraga camisetas quando resolve dar uma de mecânico.
– Vai ser rápido mamãe. Só vou dar uma olhada para que Sakura leve no mecânico. – A voz grave estava séria.
–Nem pensar, da última vez que você fez isso estragou uma camisa novinha. Vamos lá tire ela. – Mikoto o braço para o filho como se pedisse a camiseta. E Sakura viu um Sasuke relutante retirar a camiseta.
Os braços fortes agarraram a barra da camiseta e, como se a torturassem, subiram o tecido lentamente, revelando pouco a pouco aquele corpo esculpido pelos deuses. A rosada sentiu vontade de tocar cada gominho do abdômen e subir para o peito e os braços só para ter certeza que era tudo de verdade. Mordeu o lábio inferior olhando para aquele strip não intencionado. Assim que ele retirou a camiseta entregou para a mãe e rapidamente entrou debaixo do carro. Sakura ainda podia observar parte aquele músculo obliquo definido e alguns poucos pelos espalhados pelo caminho da perdição, amaldiçoou o próprio carro por tampar o resto da visão. Lembrou-se de que não estava sozinha, desviou o olhar discretamente e fingiu observar a casa dos vizinhos da frente. Sasuke logo saiu de sua posição, o que foi suficiente para uma mancha preta estar no seu peito e outra no seu queixo. Sakura riu internamente daquilo e olhando para Mikoto percebeu o olhar dela de “eu sabia”.
–Tem um parafuso faltando na caixa do câmbio, e precisa de um pouco de graxa. No resto parece normal. Deveria levar ao mecânico para uma revisão Sakura. – Ele olhava para ela. E ela estava perdida vagando pelo corpo dele, só despertou quando seu nome foi chamado. Sakura viu Mikoto ir pra casa com a camiseta de Sasuke no ombro.
– Quer que eu passe e leve seu carro amanhã filha? – Kizashi se ofereceu e Sakura concordou com a cabeça. – Então eu passo no hospital buscar ele pela manhã.
–Claro pai. Espero o senhor amanhã. – Sakura recebeu mais um beijo do pai e o viu se afastar e entrar na casa junto com sua mãe, Sasuke continuava sem camiseta e dava uma ultima olhada no motor. Fechou o capô e ela o viu quase esfregar a mão suja na bermuda, ele parou antes de fazer isso.
–Bom obrigada Sasuke. Meu pai vai levar ao mecânico amanhã. Eu ouvi um barulho hoje cedo mais pensei ser normal. – Sakura se aproximava dele inconscientemente, ele fixou os olhos negros no verde. – Sua mãe tinha razão sobre você se sujar. – Ela aproximou a mão do queixo dele e passou limpando a mancha preta. A respiração dele estava controlada, mas ambos estavam se encarando, nenhum fazia nenhum movimento, pela primeira vez Sasuke não correu se vestir e Sakura ficou feliz por isso. O contato foi quebrado quando Mikoto chamou Sasuke, a rosada então soltou o rosto dele e se despediram com um simples “Tchau”.
Sakura entrou no carro e viu Sasuke se afastar e entrar na casa azul. Suspirou sozinha. Por que aquele homem parecia tão... Tão atraente? E por que ela se sentia uma adolescente quando se encontrava com ele?
Deu partida no carro e dirigiu-se para casa, precisava descansar, pois a semana seria longa.
CONTINUA...
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