O silêncio não comete erros
4 Um passo de cada vez
Notas iniciais
Minha vida estava mudada tudo que me pertencia foi arrancado de mim . Meu primeiro dia de aula estava sendo um saco muitas pessoas não simpatizavam com a escola ,porém algumas pessoas encarava aquela fase melhor que outras e com certeza eu estava longe de ser uma dessas pessoas.
Ao abrir a página que o Sr.James professor de história pedia uma imagem me chamou a atenção que por coincidência era a mesma que iríamos estudar. A imagem tinha a ilustração de um casal comum com um bebê no braços da mulher porém os dois estava abaixados deixando o pequeno dentro de uma sexta na porta de uma grande casa. A legenda dizia assim “ Não podemos ser julgados,cada um tem o seus motivos para seus atos”, abaixo havia um tipo de poesia .
— Helena ,por favor leia o poema. – Disse ele ,enquanto toda a sala dirigia seus olhares a mim .
Respirei fundo antes de começar a leitura ,todos pareciam estar ansiosos para ouvir minha voz já que seria a primeira vez que estaria abrindo a boca.
— Me desculpe nossa menina,
Isso é para sua proteção.
Sabemos que será complicado compreender,
mas a deixamos por amá-la .
Um dia você saberá a verdade,
E iniciará um novo recomeço “.
Me senti estranhamente enjoada ao ler aquele pequeno poema ,talvez fosse os olhares dos outros .
— Formem duplas para fazermos um debate . – Sr.James orientou,soando mais como uma ordem do que pedido.
Odiava qualquer coisa que fosse em dupla principalmente quando não se conhece muitas pessoas . Um garoto cujo sua beleza era de se invejar ,sentou-se ao meu lado me encarando com seus grandes olhos verdes acinzentados . Não sabia por quanto tempo aguentaria seu olhar acompanhando cada movimento meu.
— Desculpe,como é seu nome ? – Perguntei tentando quebrar o gelo entre nós.
Ele me olhava ,mas seus olhos pareciam diferentes talvez mais escuros e com seriedade .
— Sou Petter . — Me chateia alguém não saber a própria verdade mas me diga você ,o que acha sobre o poema ?
Agora quem encarava ele era eu,ele disse de uma forma como se conhecesse aquelas pessoas .
— Eu tenho mais perguntas do que críticas . — De quem os pais daquela criança tentavam a proteger ?
Pensei que talvez ele já tivesse estudado aquilo e por isso soubesse tanto então mesmo que por algum motivo eu me sentisse angustiada ,queria muito as respostas.
— Talvez eles só pudessem protegê-la mantendo longe deles,as vezes eles mesmos eram a ameaça do bebê que tanto foi citada no poema .
Me surpreendi com a tamanha confiança do garoto ao responder minha pergunta ,observei o menino antes de outra pergunta.
— Porque acha que os pais eram o perigo ? – Petter pareceu um pouco incomodado com a minha pergunta demorando um pouco mais desta vez para responder.
— Talvez tenham incomodado alguém com suas escolhas que antes não importava tanto ,mas que com o nascimento do bebê isso se tornou algo maior e agora ameaçava a filha deles . — É uma suposição considerável .
A resposta foi o suficiente concordei com as suposições de Petter . Em seguida finalmente o sinal anunciava a hora da saída e aquilo me deixava ligeiramente aliviada .
Ao retornar percebi que Jenna ainda não havia chego . Como sempre a casa cheirava a algumas ervas e camomila esse cheiro me trazia paz e tranquilidade ,me deixando mais familiarizada .
Subi as escadas indo direto trocar aquele uniforme terrível . Saindo de dentro do meu closet avistei um bilhete em cima da escrivaninha pensei ser da tia Jenna avisando de seu atraso .
“ Te acho linda ,porém muito ingênua.
Na vida é preciso explorar ,para descobrir a verdade.
Lembre-se ,as pessoas nem sempre são o que dizem ser “.
— Deconhecido .
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