O primeiro dia

3 O jovem corajoso


Notas iniciais
Seja o tipo de pessoa que você gostaria de conhecer.

Gabriel foi deixado em sua casa pelos Morales a família de Víctor, o garoto desceu do carro ele agradeceu pela carona e entrou para sua casa.

–Vocês não trocaram nenhuma palavra. — Disse Claudio olhando para Víctor.

Porem Víctor não respondeu nada apenas deu um gemido como se as palavras tivessem sido picadas pelos dentes, então ele somente olhou para trás e viu Gabriel acenando com a mão enquanto sua imagem se distanciava.

–Ele parece ser um ótimo garoto. — Afirmou Maria.

–Parece sim. — Concordou Claudio.

–--Meses se passaram---

Víctor era sempre usado como exemplo pela professora quando o assunto era inteligência e comportamento e Gabriel quando o assunto era sobre esportes e saúde. Porem um dia na hora do intervalo Víctor esta sentado sozinho como de costume até que um grupo de 6 meninos mais velhos o cercaram e começaram a ofende-lo o xingando de boiola de menininha e disse que ele se achava superior por ser mais inteligente. Um dos meninos empurrou Víctor no chão junto com seu lanche.

–Vamos! Onde está sua inteligência agora? — Disse um menino rechonchudinho que aparentemente era o líder do pequeno grupo.

Víctor estava no chão tomado pelo medo e tudo o que queria era chorar e ir pra casa, vários outros meninos começaram a rir de Víctor. Gabriel era o mais popular e o mais bonito da sala e Víctor o menos notado e não tinha amigos.

Gabriel vendo a situação do menino não se controlou e foi correndo pro meio do circulo de pessoas que estavam assistindo e rindo da cena, e quando Víctor estava tomado pelo medo só via escuridão e ouvia risadas até que uma voz familiar ecoou em seus pensamentos, uma voz segura e confiante foi quando ele voltou a razão e viu as costas de alguém, era as costas de Gabriel.

–PAREM! — Girtou Gabriel.

–Vocês não gostariam que alguém fizesse o mesmo com vocês! PAREM DE RIR! — Continuou a falar.

Víctor não tinha reação apenas ficou olhando para as costas de Gabriel como se ele fosse a luz que o defendia das trevas. Depois de toda confusão passar Gabriel foi chamado na direção, mas não tinha nada a ver com a "briga" algo tinha acontecido na sua casa e ele teve de sair mais cedo.

Víctor voltou pra sala de aula e ficou pensando em Gabriel, ele era tão forte seu brilho era acolhedor sua voz como trovão.

A diretora da escola levou Gabriel para casa onde chegando lá havia vários policiais entrando e saindo da casa, seu pai Luciano estava chorando no meio-fio e seu irmão Murilo estava mexendo no celular.

Gabriel perguntou ao seu pai o que estava acontecendo.

–Esta tudo bem filho. — Respondeu o pai tentando forçar um sorriso, mas sua tristeza era mais forte.

–ESTA TUDO BEM?! — Repetiu Murilo em um tom irônico.

–Não esta nada bem! A mamãe se matou! — Gritou Murilo para Gabriel.

No momento em que essas palavras atingiram seu coração Gabriel sentiu um frio tomando todo seu corpo seu pai chorou mais ainda quando ouviu Murilo dizendo aquilo, confuso e sem chão Gabriel não sabia o porquê sua mãe cometeu tamanha atrocidade. O menino tentava dizer algo mas não conseguia e nem sabia o que dizer, a diretora com lágrimas nos olhos apenas colocou a mão em frente a boca para segurar o choro e olhou para Gabriel com um olhar de dó.

Dias depois o pai de Gabriel resolve se mudar, dizia que não dava para viver naquela casa sem Joara, que o lugar estava sozinho, então resolveu pegar seus dois filhos e mudar de cidade.

Víctor que não sabia do incidente começou a se preocupar com Gabriel que do nada tinha sumido da escola, se perguntava o por que dele ter sumido e tinha medo de que fosse por causa da confusão em que Gabriel tinha se metido para defende-lo.

Em um certo dia voltando para casa com seus pais Maria mencionou uma coisa.

–Sabe o menino que nós demos carona uma vez? — Perguntou Maria para Claudio.

–Sei sim, o que tem ele? — Respondeu Claudio.

– Ouvi dizer que a mãe dele se matou. — Comentou Maria

Naquele momento um silêncio tomou conta do carro, tudo o que se ouvia era o barulho dos pneus andando sobre o asfalto molhado de chuva.

Notas finais
Lidar com a morte nunca é fácil devemos sempre continuar seguindo em frente.