O outro lado da Fazbear Entertainment - Interativa
3 O que acontece na Fazbear Entertainment, fica na Fazbear Entertainment - Parte 2
Notas iniciais
A banda acabara de voltar ao palco, dessa vez acompanhada de um membro a mais: Giles.
A corça desfilava pelos corredores, jogando seus longos fios castanhos para trás e ajeitando sua franja que caía, como sempre, sobre seu olho direito. Sorriu docemente para seus companheiros e para os adolescentes, seus olhos azuis se fechando levemente, arrumou seu vestido e sua "coleira", parando ao lado de Barry, que sorriu para a kemonomimi, ajeitou algumas flores que pareciam tortas nas galhas da amiga e voltou para a bateria.
Alguns adolescentes que visitavam o lugar pela primeira vez estranharam o comportamento dos robôs, mas deixaram de lado, para eles era apenas uma programação deles.
Giles pegou seu pandeiro, parou numa ponta do palco e começou a tocar com os outros. Se movendo para os lados graciosamente, seu rabo felpudo balançando de um lado para o outro e prendendo os olhares de muitos ali presentes. Assim que a música acabou, desceu do palco e começou a caminhar pela lanchonete, cansando-se daquele lugar e indo até a pizzaria pelos fundos. Assim que chegou aos fundos dos estabelecimentos, teve um pequena surpresa: Noah e Wolffie estavam ali. Como raios a loba foi parar ali tão rápido?
— Vejo que alguém se cansou dos adolescentes da lanchonete e decidiu atacar as crianças. — Noah sorriu sarcástico, fazendo com que Giles o olhasse com certa raiva.
— Do que está falando? Sabe muito bem que não sou má! Apenas não gosto que mecham em mim!
— Isso não justifica o que você fez com aquela criança! Mas que porra, Giles! Era apenas uma criança, ela devia ter no máximo quatro anos!— Wolffie praticamente gritava, seus olhos brilhavam em pura raiva ao se lembrar do que aconteceu. Cerrou os punhos e correu para dentro da lanchonete, deixando Noah para trás.
— Aquilo foi errado, Giles.
—Os humanos só pensam em si mesmos, Noah! Eles não se preocupam se os outros vão se sentir confortavéis com aquilo que fazem!— Giles se aproximava de Noah, olhando no fundo dos olhos do rapaz um tanto indignada.
— Mas ela era só uma criança, ela mal sabia o que estava fazendo!
— Eu sei, ok? Eu entendi muito bem o recado! Você sabe muito bem como eu sou, por que reclama tanto? Porra, eu sei que não é certo, mas acha que consigo me controlar? Você quer que eu volte no tempo, para 1987?! Quer que eu mostre cada descontrole de vocês naquele maldito ano?! Eu não faço a mínima ideia do que aconteceu e pouco me importa, mas, poxa, nós somos amigos, não me trate assim!— O rapaz abaixou a cabeça, aparentemente constrangido
— Desculpe-me, Giles... Eu só... Não quero que nada de ruim aconteça com ninguém, aquilo... Aquilo foi algo que eu gostaria de mudar, eu juro. — O rapaz parecia chorar, mas lágrimas não escorriam por suas bochechas — Como você quer que eu me sinta por saber que eu matei um amigo? Eu sei que você, assim como outros de nós, tem prazer em fazer isso, mas eu não! E não me sinto bem ao ver pessoas inocentes saírem machucadas, principalmente as crianças! — Giles abraçou o amigo, fazendo carinho em suas costas e sussurrando palavras doces ao rapaz. Sabia como ele se sentia, Giles também tinha sentimentos, mas esqueceu-se que o amigo era muito mais sensível que ela... Ele era muito mais humano.
Enquanto isso, na porta dos fundos, uma certa galinha observava os dois, olhando irritada para eles. Cansou de ver os dois abraçados e conversando, fechou os olhos com força e virou-se, prestes a sair, se não fosse parada por um certo coelho.
— Vamos voltar, está na hora de cantar o parabéns para aquele garoto. — E os dois saíram, deixando os outros dois sozinhos.
Logo Noah e Giles entraram na pizzaria, Noah foi direto para a toca do pirata e Giles foi aos fundos, olhando com certa melancolia uma sala onde os primeiros animatrônicos foram produzidos, observando cada detalhe que lhe trazia uma doce memória do passado, até que uma porta escondida chamou sua atenção, estava atrás de algumas prateleiras de metal enferrujado, empurrou-as e abriu a porta, olhando com fascínio para um certo traje.
Longas penas douradas, um bico avermelhado, olhos fechados com as pálpebras pretas, uma longa cauda coberta por penas douradas e asas enormes, mais penas douradas caiam como um cabelo pelas costas da ave dourada. Linda, pensou Giles. Mas final, o que um animatrônico tão bonito fazia escondido ali? Obviamente não estava esquecida, suas penas estavam impecáveis, brilhando, seu bico estava incrivelmente limpo... Alguém sabia sobre ela, mas por que escondê-la? Como se acordasse de um transe, Giles piscou os olhos rapidamente, saindo daquela pequena sala e fechando a porta, colocando as prateleiras na frente da mesma e saindo da sala, aparentemente, abandonada.
Decidiu agir como se nada tivesse acontecido, desfilou graciosamente para o salão principal, subiu no palco e começou a tocar pandeiro com Bonnie, o que fez muitas crianças gritarem de alegria. Tocou por alguns minutos, sorrindo para os pequenos e saiu do palco, sentido o olhar furioso de Chica em si. Olhou para trás e sorriu maliciosamente para a mais velha, virou-se e voltou a perambular pela pizzaria, fazendo uma parada na Cova do Pirata. Sorriu para as raposas e saiu de lá, voltando à lanchonete e se escondendo na sala onde os animatrônicos ficavam, encostada na parede, perdeu-se em pensamentos sobre a bela ave e nem notou quando os outros se juntaram a ela.
— Giles!— A corça olhou um tanto confusa para Barry que chacoalhava-a — Finalmente! O que aconteceu contigo? Parecia que tava desligada!
— Estava pensando... — A corça confessou, olhando para os animatrônicos parados à sua frente.
— No que? Se é que podemos saber... — Harpier sorriu, sentando-se ao lado da companheira e apoiando o queixo nas pernas. Barry sentou-se também, sorrindo amigavelmente, enquanto Wolffie parecia desconfortável num outro canto, com Hannah ao seu lado.
— Pessoal... Vamos parar de incomodar a Giles? Deixemos ela ter seus pensamentos em paz... E Giles? — A corça olhou para Wolffie, murmurando um "Hm?" — Me perdoe. Sabe, por mais cedo. — E sorriram uma para a outra. Os cinco animatrônicos passaram um bom tempo jogando conversa fora, até que passos foram ouvidos ao longe.
— Alguém está vindo! Se disfarcem, rápido!— Sussurrou Hannah, que ficou parada em pé ao lado de algumas peles de tigre, Wolffie ficou sentada num canto com uma cabeça de Freddy em seu colo, Harpier estava no alto de uma prateleira, deitada e com alguns ganchos de Foxy ao lado, Barry estava parado com algumas partes de um projeto para Noah e Giles sentada numa mesa com algumas cabeças de animatrônicos.
A porta se abriu revelando duas jovens muito bonitas. A primeira a entrar tinha um longo cabelo loiro, belos olhos, o esquerdo verde-claro e o direito azul-claro, pele clara e bochechas e lábios avermelhados. Tinha um belo corpo e usava um uniforme de garçonete, um crachá por cima do tecido laranja com "Luna" escrito em uma letra pequena e delicada. Atrás dela vinha Lucy, com os dois primeiros botões de sua camisa abertos, revelando parte dos belos seios da jovem.
— Parece que o nome vigia noturno foi contratado! E ele é bem bonitinho, ham? — Luna sorria maliciosa para Lucy, que acenou negativamente com a cabeça, rindo da amiga.
— Luna minha amiga, mal conhece o rapaz e já vai dar o bote?— As duas riram e conversaram um pouco mais sobre o novo rapaz.
— Espero que ele se dê bem com a pizzaria, esse lugar é meio barra pesada a noite. — Luna comentou preocupada, Lucy apenas sorriu amigável para a amiga e pousou a mão em seu ombro.
— Não se preocupe, ok? Ele vai ficar bem, esse lugar não é tão ruim assim, e foi ele quem escolheu esse emprego.— Luna concordou e as duas saíram do local, de roupas trocadas e bolsas em mãos.
— Bem, essa foi por pouco... Agora que temos algumas horas livres antes do babaca noturno chegar... Que tal nos divertirmos um pouco? — Hannah sorria travessa, os amigos entenderam o recado e saíram da sala.
Hannah foi para a pizzaria, entrando na cozinha e abrindo uma das geladeiras. Pegou uma pizza e pôs em cima do balcão, procurando alguma coisa para colocar na massa.
— Mas mal começou nosso descanso e você já veio roubar nossas pizzas?— Hannah virou-se, molho de tomate escorria da sua boca, onde uma fatia de pizza estava presa em suas presas.
— Vê se me esquece, piratinha. Já terminou de limpar o convés? Pois acho melhor terminar o seu serviço e me deixar em paz, não 'tô com paciência pra aguentar robô idiota no meu pé não, tá?— Fechou a porta da geladeira com a cauda, pegou a caixa de pizza e se preparou para sair, Foxy segurou o braço da tigresa e prensou-a contra a parede, fazendo-a derrubar a caixa de pizza e a fatia que estava em sua boca por conta do susto.
— É melhor tomar cuidado com o que fala, gatinha. — Sussurrou no ouvido de Hannah e aproximou ainda mais os rostos — Eu posso fazer muitas coisas com uma garota como você. — Sorriu malicioso, pegou um pedaço de pizza na caixa caída e saiu da cozinha, deixando uma certa Hannah perplexa.
— Olha, se você quiser o Foxy pra você, eu tô numa boa! Mas poderia, PELO AMOR DE GOLDIE, parar de invadir minha cozinha?— Hannah sorriu, pegou mais um pedaço e saiu, deixando uma certa Chica no vácuo.
Barulhos de chaves eram ouvidos, Hannah correu para a lanchonete, indo até seu lugar no palco com os outros animatrônicos. Wolffie estava em pé, parada na frente de um microfone, assim como Harpier, que mantinha as duas asas ao lado do corpo, Barry estava sentado em seu banco com as baquetas em mãos e Giles estava sentada na ponta do palco, com suas pernas para fora e seu pandeiro em mãos. Já na pizzaria, Freddy, Bonnie e Chica permaneciam sentados no palco, Foxy e Noah não se preocupavam com nada, afinal, estavam atrás das cortinas da Cova do Pirata e poderiam fazer qualquer coisa que não seriam vistos.
Josh entrava pela porta da frente, uma lanterna e um copo de café em mãos. Mirou a lanterna nos três animatrônicos do palco e foi direto para seu escritório, sentando-se na cadeira giratória e apoiando os pés na mesa, vendo o tablet e verificando se estava tudo certo. Olhou os salões de festas, tubulações de ar e, por fim, a câmera do corredor, encontrando uma certa galinha parada olhando fixamente para a câmera.
Já na lanchonete o clima não era diferente, o vigia noturno, um rapaz de 21 anos chamado Jason, se desesperava ao procurar em todas as câmeras de segurança e não achar a tigresa. Onde raios Hannah estava? Parou um pouco e ouviu uma respiração pesada atrás de si, com muito medo, virou-se e não achou nada, talvez estivesse louco, porém esse pensamento sumiu ao olhar para frente e ver os olhos de Hannah completamente pretos, encarando sua alma como se fosse seu jantar, e bem, Jason era.
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