O outro lado da Fazbear Entertainment - Interativa
4 O que acontece na Fazbear Entertainment, fica na Fazbear Entertainment - Parte 3
Notas iniciais
A voz de Jason havia sumido, seu coração parecia pular da garganta e suas pernas tremiam muito, seus olhos arregalados e o medo estampado neles. Hannah sorriu, mostrou suas enormes garras e começou com pequenos e rasos cortes na pele exposta do braço. Passou a fazer cortes maiores e mais fundos, passando as garras pela bochecha e ombros do rapaz. Lágrimas corriam de seus olhos e isso só divertiu mais a tigresa, porém sabia que já era o suficiente, os outros ainda brincariam com esse cara e no final, quem sabe, ela poderia matá-lo. Sorriu diabolicamente, se afastou do vigia noturno e jogou a cadeira no chão, levando o homem junto.
Jason ficou no chão por mais alguns minutos enquanto ouvia passos no corredor, fechou os olhos com força e se preparou para o seu fim.
— Sabe, o chão não é algo muito confortável para os humanos.— O rapaz erguer a cabeça, seus olhos indo de encontro aos olhos de uma certa loba cinzenta. — Levante-se, eu te ajudo. — Wolffie estendeu sua pata para o rapaz que, hesitante, pegou-a. Já de pé, Jason encarava Wolffie um tanto confuso.
— O que... O que você quer? — A loba riu, se aproximou mais de Jason e pousou a pata no ombro do rapaz, cravando suas garras na pele já ferida — Eu não quero nada demais, hermano. — Um sorriso maldoso cresceu no rosto de Wolffie — Sua vida será o suficiente.
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Josh olhava para a câmera de segurança mais uma vez, Chica já não estava mais lá. Passos foram ouvidos no corredor, Josh fechou a porta esquerda e suspirou aliviado, batidas eram ouvidas na porta e sons estranhos atrás de si. Virou-se assustado, encontrando um certo coelho encarando-o, acompanhado de uma corça com um sorriso maligno no rosto.
— Essa foi sua pior escolha, Josh. Mas te daremos duas opções. — Começou o coelho, se aproximando do rapaz, pegando-o pelo pescoço e jogando num canto da sala.
— Nós podemos te torturar lentamente, arrancar algum pedaço do teu corpo, fazer vários furos em você, morder, arranhar, triturar... E depois te matamos, ou podemos abri-lo ao meio e mata-lo rapidamente. O que escolhe? — Giles se aproximou, suas galhas sujas de um líquido vermelho que Josh julgou ser sangue. Engoliu seco, fechou os olhos com força e ficou assim por alguns minutos. O silêncio reinava no local, os dois não fariam nada com Josh de olhos fechados, eles queriam que o humano visse tudo. — E então, o que me diz?
— Vai se foder sua c- — A fala de Josh foi cortada por um forte tapa que recebeu de Bonnie, fazendo com que sua cara virasse e um corte fosse feito no canto de sua boca.
— Mas que verme mal educado! Sua mãe não te deu educação? — Um chute na barriga, um joelho quebrado e alguns socos na cara foram o suficiente para deixar Josh zonzo. — Deve-se respeitar uma dama. — Um corte nas costas, atravessando-a de ponta a ponta. Continuaram com a tortura por mais alguns segundos, Chica estava ali também, o som de algo se chocando contra a parede diversas vezes chamou a atenção da ave, que deixou sua cozinha e se pôs a correr em direção ao escritório, não queria perder a diversão.
A dor consumia o corpo de Josh, sua visão estava embaçada por conta das lágrimas que insistiam em cair por suas bochechas. Seu pescoço preso pela grande e pesada pata de Bonnie, seu braço esquerdo coberto de machucados e seu braço direto triturado pelos dentes de Chica, sua barriga coberta de furos feitos pelas galhas de Giles. Bonnie passava suas garras lentamente na coxa direita de Josh, cortando-a e fazendo com que muito sangue escorresse, continuou assim por algum tempo, batia com força na cara do rapaz para que este não desmaiasse enquanto cortava fora sua coxa.
O relógio marcava três horas e trinta e três minutos quando os animatrônicos saíram do escritório, vagando livremente pela pizzaria e deixando o corpo inanimado de Josh jogado no chão, coberto de sangue.
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Jason abria e fechava a boca repetidamente em tentativas falhas de falar algo. Wolffie sorria divertida, estava prestes a rasgar o pescoço de Jason quando um grito vindo da pizzaria a deixou em estado de alerta. Mas já tinham terminado? Jogou Jason novamente no chão e saiu, indo para a pizzaria para ver a obra de arte que Bonnie, Chica e Giles haviam feito. O corpo de Josh estava jogado num canto mal iluminado, o cheiro forte de sangue deixaria qualquer humano enjoado, o braço direito triturado e cheio de furos, o braço esquerdo com cortes profundos, um pedaço de osso saindo para fora, a perna direita havia sido arrancada e podia ser vista ao lado do corpo, estava com pedaços faltando, estes que podiam ser vistos nos dentes de Bonnie e Chica, seus olhos haviam sido arrancados, sua bochecha com cortes, peito desnudo e com um buraco onde, um dia, houvera um coração.
— Vejo que fizeram um bom trabalho. — Os três viraram surpresos por ver Wolffie ali, sua curiosidade havia custado alto, mas valera a pena. — Deixei o pobre Jason jogado lá, vivo, por causa de vocês... Mas devo admitir que essa é uma bela obra de arte. — Os quatro sorriam, o trabalho com Josh já estava feito.
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Jason finalmente havia conseguido normalizar sua respiração. Ajeitou-se num canto da sala e ficou, ignorando os passos no corredor e o som das portas se fechando.
— Sabe, você realmente teve muita sorte em sobreviver até agora.— Jason ergueu a cabeça, observando Barry sentar ao seu lado, com uma caixa de pizza em mãos — Eu trouxe isso pra você, pensei que ajudaria um pouco a acalmar... — O rapaz alternava o olhar entre a caixa de pizza e a raposa — Coma, te fará bem. — Barry empurrou a caixa na direção de Jason, colocando-a na frente do rapaz que, como estava faminto, pegou uma fatia da pizza e começou a comê-la. Barry apenas observava calmo, Jason terminou de comer e limpou a boca com a manga de blusa. — Eu sou o Barry, eu não vou te machucar. Você é...?
— Jason...
— Muito bem. São quase cinco horas da manhã, logo isso acaba... — Barry, que até então olhava Jason, passou a olhar as câmeras de segurança — Goldie não gostará nada disso...
— Goldie? — Jason olhou confuso para Barry, não tinha medo da raposa e não sabia ao certo o porquê, só sentia que podia confiar na raposa.
— Golden Freddy, o primeiro animatrônico a ser criado. Vive guardado numa sala escura, ninguém se lembra dele. Ele é cruel, nunca fala com ninguém, só se importa consigo mesmo e mataria até mesmo um de nós. — Barry sorria, um sorriso triste que Jason não pôde decifrar
— Se ele é tão mal assim... Por que ainda se aproximam dele? — Barry voltou a olhar o vigia noturno, soltou uma risada nasal e levantou-se, batendo as patas nas pernas e estendendo a mão para Jason, que pegou-a de bom grado.
— Goldie não tem culpa disso, sua alma é perturbada pelos acontecimentos passados. Ele só precisa gostar de alguém, gostar de verdade. — Olhou para Jason e sorriu — E ter algum amigo ao seu lado, não acha?
— Acho. — Jason sorriu, checou as câmeras novamente e olhou no relógio. Ainda tinha pouco mais de uma hora com Barry, que gastaram conversando de assuntos banais. — Parece que chegou a minha hora de ir... — Jason comentou um pouco triste, havia gostado da companhia de Barry, este que bagunçou seu cabelo e sorriu para Jason.
— Não se preocupe, amigo. — A última palavra havia pego Jason de surpresa. Afinal, eram amigos? — Amanhã nos veremos novamente. — Barry sorriu, um sorriso verdadeiro que aos poucos se desmanchou. — Mas peço que guarde tudo o que viu para si mesmo. O que acontece na Fazbear Entertainment, — Barry fez um sinal apontado os dois estabelecimentos enquanto os dois se dirigiam aos fundos. — Fica na Fazbear Entertainment.
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