O outro lado da Fazbear Entertainment - Interativa
2 O que acontece na Fazbear Entertainment, fica na Fazbear Entertainment - Parte 1
Notas iniciais
Domingo, 12:45.
Uma tarde agradável, o sol brilhando no alto do céu com poucas nuvens, o ar poluído da cidade grande, algo que se tornou costume para Lilian Parker, e crianças correndo até a Freddy Fazbear Pizza. Estaria tudo perfeito para Lucy, se não fosse por cliente abusado que não conseguia respeitar nem mesmo seu local de trabalho o local de trabalho.
— Com licença, — Um rapaz alto, de cabelos pretos e olhos castanhos escondidos por um óculos, se aproximava, um tanto tímido, da jovem Lucy. Isso não era surpresa alguma para a mulher, afinal, era realmente bela, e isso poderia intimidar certos rapazes — onde posso encontrar o dono desse lugar?
— Aguarde um minuto senhor que irei avisá-lo que tem visitas. — O rapaz observou a jovem indo mais aos fundos, cabelo loiro meio ruivo, preso num rabo-de-cavalo, com algumas mechas coloridas fugindo e uma franja enorme cobrindo o olho direito, belos olhos grandes e azuis, lábios perfeitamente desenhados e rosados e, nossa, que belo corpo. A jovem deu alguns passos e logo voltou, os seios fartos apertados na blusa com um crachá de identificação com "Lucy" escrito nele, numa letra delicada e bonita. — O senhor veio para...?
— Proposta de emprego, vigia noturno. — A jovem sorriu, mostrando seus belos dentes brancos e virou-se novamente, voltando minutos depois. — Ele quer vê-lo, terceira porta à direita. — E deu passagem ao rapaz. — Posso saber seu nome?
— Josh. — Sorriu para a jovem caixa e se virou, indo até o escritório do dono e batendo três vezes na porta, analisando-a e vendo " Marcus Fazbear " em uma placa grudada na madeira.
———————— O Outro Lado Da Fazbear Entertainment ————————
Naquele mesmo estabelecimento, em um dos salões de festas, uma certa loba animatrônica brincava com as crianças.
— Quem quer ouvir uma história? — A loba dizia num tom alto para que todas as crianças pudessem ouvi-la. O pelo artificial branco e os olhos laranja haviam chamado a atenção das crianças desde seu primeiro dia no local. Com o canto do olho pôde ver Bonnie olhando-a de um jeito que ela não conseguia decifrar. Os dois animatrônicos eram bem parecidos, as diferenças eram por Bonnie ser um coelho e ela uma loba.
— White, conta uma história de princesa pra mim? — Uma menina de , aparentemente, cinco anos, se aproximava da criança, provavelmente a aniversariante da vez. A robô sorriu, ajeitou a pequena criança em seu colo e começou...
— Era uma vez...
Em um outro salão, garotos e algumas garotas, vestidos com roupas rasgadas de piratas, corriam com espadas de papelão uns atrás outros. Um palco com cortinas roxas, cheias de estrelas, escondia um baú de tesouro, com moedas de douradas espalhadas ao redor dele, onde crianças se aproximavam lentamente.
— Argh! Quem se aproxima do meu tesouro dessa vez? — A voz grossa e robótica de uma certa raposa avermelhada subia no alto do navio pirata num dos cantos do enorme salão. As crianças gritavam de alegria, Foxy era o favorito de muitas crianças. — Descendo rapidamente do navio e pulando frente ao baú de tesouro. — Se quiserem meu tesouro terão que passar por mim primeiro! — Mais gritos, as crianças corriam para a raposa com suas espadas de papelão, pulando em cima dele e derrubando-o no chão. — Argh! Vocês nunca vencerão, esse tesouro é meu!
Continuou assim por alguns minutos, logo crianças estavam jogadas no chão, com suas bocas e roupas sujar de chocolate, e uma raposa encostada ao baú.
— Bom trabalho, marujos. Espero que voltem mais uma vez para brincarmos. — E entregou uma das moedas à uma criança que se aproximava, essa que retirou o embrulho dourado e comeu a moeda de chocolate.
Já no salão principal, algumas crianças cochilavam encostadas ao palco ou em outras crianças, enquanto o resto se divertia com os três animatrônicos que ali estavam.
Bonnie tocava sua guitarra, Chica dançava com algumas garotinhas e Freddy cantava com algumas crianças que subiram no palco com microfones para o karaokê da pizzaria.
A pizzaria estava animada como nunca, e o motivo? Um novo vigia noturno acabara de ser contratado. Os animatrônicos sorriam internamente, afinal, uma nova vítima viria esta noite.
———————— O Outro Lado Da Fazbear Entertainment ————————
Não muito longe dali, pra ser sincera ao lado da pizzaria, em uma certa lanchonete...
Uma certa loba acinzentada observava com seus olhos azuis, um homem de cerca de 32 anos sentado numa das mesas do salão principal encarando uma garotinha de , aparentemente, 6 ou 7 anos. Ao seu lado, uma certa harpia olhava para ela confusa, enquanto as duas cantavam com Barry e Hannah. A tigresa percebeu o que acontecia ali, soltou um rosnado baixo e continuou tocando sua guitarra, vendo a raposa ao seu lado olhar para ela como se pedisse para que explicasse a situação, apenas virou o rosto e se concentrou na guitarra. Barry continuou a tocar sua bateria, depois questionaria as atitudes da tigresa, afinal, ele não podia parar de tocar do nada.
Um pequeno intervalo. A raposa foi aos fundos, seu pelo, branco como a neve, estava sujo de algo que ele não sabia dizer o que era, até que sentiu alguém segurando seu braço. Ficou parado no mesmo instante, alguns adolescentes abusados seguiam a raposa, era parecido com um humano com certas coisas a mais, como sua calda felpuda e suas orelhas de raposa, além de seu pelo artificial. Fora isso era um robô humano, assim como os outros ali. Virou-se lentamente e assustou-se ao ver a tigresa ali. O tapa olho escondendo seu olho esquerdo, a blusa branca e a calça marrom sujos com molho, o olho direito brilhando num azul cheio de mistérios e o pelo laranja com listras pretas cheio de migalhas. Percebeu que Hannah estava aprontando algo, soltou-se do braço dela e arrumou suas roupas, sua camiseta regata estava com uma enorme mancha de ketchup, suas calças folgadas com algumas manchas de mostarda e maionese e seus tênis pisoteados, jogou uma mecha do seu longo cabelo cinza e voltou a olhar a tigresa.
— Não me importo com o que está aprontando, Hannah. Você faz o que bem entender, mas não me coloque nessa, por favor. — A garota soltou um "tsc" enquanto jogava algumas migalhas de pão pra longe de seu pelo.
— E pensar que na pizzaria só vão crianças e os animatrônicos de lá não ficam com os pelos imundos igual aos nossos. Mas não se preocupe, meu amigo, não te colocarei em plano algum, só quero avisar que o novo vigia noturno da pizzaria chegou, e o nosso também. — A tigresa sorriu e virou-se, andando até a harpia que estava sentada num salão abandonado. — A nova presa chegou, Harpier. Avise a Wolffie, hoje a noite teremos visitas.
Harpier sorriu, correndo até a loba, encontrando-a coberta de sangue.
— O que aconteceu aqui? — Ambas sorriam, Wolffie estava com pedaços de pelo humana nos dentes e nas garras, o pelo, assim como sua roupa, coberto de sangue.
— Alguém tentou atacar uma das crianças. Você sabe, Harpier, que eu não sou violenta, mas experimente mexer com uma das minhas crianças, que é morte na certa. — E sorriu, indo até outra sala, com Harpier ao seu lado, trocando sua roupa e limpando seu pelo. — Não temos muito tempo, o intervalo já está acabando, vamos. — E saiam, sorrindo cúmplices e escondendo o corpo numa roupa antiga de Wolffie. — Essa noite... Vai ser inesquecivel.
Fale com o autor