O mundo da voltas
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Felipe se curvou sem entender nada. A menina não entendia por que ele tinha estendido a mão. Os dois estavam confusos.
– Tomoe, você pode utilizar as sala de reunião estudantil pra educa-lo
– E as aulas?
– Senhor Montoto ,você recuperara as aulas do primeiro semestre ainda, espero que Tomoe possa ajuda-lo a acompanhar
– Mano, a Tomoe tem vida escolar também, ela não pode ser minha babá , a senhora não pode fazer isso, e senhor Montoto, hahahah, cara me chama de Felipe
– Senh.... Felipe , é dever da representante, quando ela foi selecionada a ser representante, ela teve que aceitar suas responsabilidades.
– Mas ela...
– Com licença, Montoto-san, eu não me importo, nós já sabíamos da sua vinda.
– Sem mais, quanto antes começarem mais cedo terminam, certo?
– Sim.
Disse Felipe pouco animado
– YES a . Montoto vou ajudar você
– Valeu .
A diretora levou eles até a sala de reunião.
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– Montoto....
Falou quase como um sussurro a menina fechando a porta.
– Velho , não precisa me chamar de Montoto é meu sobrenome, me chama de Felipe
– Já temos essa intimidade?
–Como é?
– Aqui, quando chamamos as pessoas pelo primeiro nome quando já temos certa intimidade, como amigos, parentes. Chamamos por sobrenome , desconhecidos, pessoas mais velhas, autoridades,em sinal de respeito. Se a pessoa permitir que a chame pelo seu primeiro nome, sem problema algum.
– Curioso, bom eu te permito me chamar pelo meu primeiro nome.
– Agradeço , mas acho ainda que somos completos desconhecidos, e com todo o respeito, peço que deixe me dirigir a você como Montoto.
– Bom , faz o que você quiser
– Essa maneira solta e vulgar da sua fala é normal de onde você vem?
– Na verdade eu falo assim normal,não é vulgar, com giría, ás vezes curto e grosso ,eu falava assim com meus amigos. Quem eu conhecia falava assim também.
– Se dirigia seu pai assim? Com os mais velhos?
– Bom eu ficava a a maior parte do tempo sozinho , apenas com Dalva. Quase nunca falava com meu pai .
– Você chama sua mãe pelo seu nome dela?
– A Dalva não é minha mãe, é minha copeira
– Como?
– Copeira sabe quem cozinha, serve comid...
– Não não, desculpe , você como se dirigia a seus pais, avós , professores
– Com professor era outra história , dava medo se falasse errado, o pior era o de ingles aquele gordo chato.
– Você xinga seus professores?
– Alguns, não na frente deles , mas era impossível aguentar, vai me dizer que ama todos os seus professores?
– Eu não amo , mas respeito todos igualmente e...
– Nunca xingou nenhum?
– Acho que na verdade não , posso ter ficado chateada com alguma atitude
– Velho, você é um santa
– Isso é um problema?
– Não e chato fazer o certo o tempo todo
– E como outra maneira de honrar a minha família e não permitir que meu nome seja mal falado?
– Por que se importam tanto com o nome?
– O nome representa quem você é, de onde você veio, sua história, ancestrais . O nome leva sua família inteira. E como aqui é um vilarejo pequeno, se quiser procurar trabalhos , se você for mal falado, não consegue emprego nenhum, e sem pratica não chega aos pés de Tokyo.
– E você é toda assim pra não desonrar a sua família?
– Exato, e eu quero trabalhar em uma das empresas de Tokyo, tenho que ser bem vista
– hm., de onde eu venho , todos tentam ao máximo não se importar com a vida dos outros. Só os mais próximos se preocupam de verdade. Mas o resto cada um tomando conta da sua vida , sem se intrometer na vida alheia.
– E como se consegue emprego?
– Quando fazem entrevista, você está sozinho, só você , e quem você é, não são os outros que vão mudar a opinião do seu chefe.
– Totalmente o oposto daqui
– Eu não me importo se me acham estranho, eu só quero viver em paz aqui
– Por que veio pra cá agora? Pro outro lado do mundo?
– Bom, se eu te dei permissão de me chamar pelo meu primeiro nome ,você mais cedo ou mais tarde ia saber.
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