O mundo da voltas

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Sobre ter sorte na família e vida..............

– Olha se você não quiser falar não precisa

– Tá bom então não

– Mas...

– Em relação a minha casa, a diretora disse que minha casa tem que estar organizada

– Sim, a organização começa pela sua casa, por exemplo, a troca de sapatos onde você deixa seu uniforme, a higiene, sua cama.

– Bom eu nem sei an verdade aonde eu vou morar

– Como não?

– Bom eu sai do aeroporto peguei um trem e vim pra cá

– Você quer ajuda pra encontra-la?

Perguntou Tomoe sem graça

Felipe olhou pra ela e abriu um leve sorriso

– Sabe Tomoe acho que vamos nos entender

– Bom, com todo o respeito, nós somos completos desconhecidos, e lhe peço pra me chamar de Yuri

– Sério?

– Por favor

– Isso é tão estranho pra mim. Yuri, me ensina a ir onde é minha casa e me ajuda a arrumar ela?

– Claro

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–Você tem uma bicicleta ou quer carona?

Tomoe já ia dizer que tinha bicicleta e estava ali no estacionamento, mas quando foi responder, Felipe tinha aberto um lindo sorriso, e seus cabelos pegavam seus olhos por causa do vento. Com a mão estendida e com a outra com a outra mala na mão, e mochila nas calças.

Tomoe pegou a mão e foi no carona. Ele pediu pra segurar nas costas. Ela negou com a cabeça, mas o que adiantou ele começou a pedalar e ela quase caiu e teve que segura-lo. O que Tomoe não estava entendendo por que estava gostando de estar com ele em sua bicicleta ao invés de pegar a sua própria .

– Tomoe , olha ai , ai está o endereço

– Sim, eu não me cheme de Tomoe

– Só olha o endereço

– Tá, olha vire a esquerda

– Aqui?

– sim, siga em frente e depois a terceira direita

E seguindo pelo caminho , eles chegaram, era praticamente do outro lado da escola, e pra atravessar o centro era o oposto.

– É aqui ? Perguntou Felipe ajudando Tomoe a descer

– Sim casa 4

Saindo da bicicleta, voltando a por as mochilas das costas, ao invés de estar na barriga e , com a mala de rosinha na mão foram até a porta. Felipe pegou a chaves abriu o portãozinho colocou a bicicleta na parede, e abriu a porta principal.

Era uma casa simples, com poucos móveis, estava bem suja, cheia de poeira.

– É aqui que você vai ficar Montoto?

– Acho que sim

– E seu familiar?

– Ninguém só eu

– Montoto...

Tomoe puxou a blusa dele quando ele estava tirando a mochila de costas.

– O que foi?

– Sabe...pra te ajudar a se localizar.... eu precisaria saber que você é e o que planeja fazer aqui e..

– Minha história , você que saber por que eu vim pra cá?

– Não é questao de querer e sim de...

– Escuta, se você quer saber, é só perguntar, minha história....Minha mãe morreu quando era pequeno, não tinha irmãos nem irmãs ou seja sem tio. Meu pai vivi viajando a trabalho, sempre em congressos, como ele poliglota , podia viajar pro mundo. Ele só teve um irmã Maria a qual teve minha prima Nagisa. Minha tia morreu também, olha que legal , ela morreu de ataque cardiorrespiratório, ela já tinha problemas de respiração , mas começou a piorar com a idade. Meu pai foi viajar pra ver como estava sua sobrinha , e entrar em luto pela sua irmã, o marido de minha tia era um bêbado aproveitador , sabia que minha família tinha dinheiro. Ele pegou o dinheiro e se mandou. E com toda a sorte do mundo , o helicóptero caiu , estava com um problema na hélice. Como sou menor não podia morar sozinho com uma copeira. Então o governo me mandou pra cá pra morar com minha prima. Mas eu vim logo que ela está viajando, mas pelo menos as leis daqui são diferentes .

Resumindo minha família é pequena e foi destruída com passar dos anos , eu perdi tudo e todos, só me resta uma parente que eu nunca conheci. Num lugar onde não me encaixo , e a unica pessoa que fala comigo é tipo uma babá que é obrigada por nota .

Notas finais
Tem gente que tem uma sorte
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.