O lado escuro de Piltover

5 Prisoneiros da ganancia


Caitlyn estacionou o carro na frente da mansão de estilo rustico, logo o mordomo veio em sua direção recebe la. Os dois caminharam até a varanda externa onde um homem simpático com o cabelo grisalho e um grande bigode estava sentado em uma confortável cadeira acolchoada, enquanto tomava um xícara de chá. Ele levantou se ao ver a jovem.

–Ora ora se não é a melhor xerife dessa Valoran — Ele a abraçou.

–É bom rever você também tio Ben — Caitlyn apertou ainda mais o homem.

–Haha eu acho que eu e seu pai trocamos de filhos já que você preferiu embarca na carreira policia e meu filho na carreira cientifica, mas por favor sente se fique a vontade para se servir.

–O destino é irônico tio.

–Agora xerife qual o motivo de você me agraciar com sua presença? — Ben serviu um xícara de chá a Caitlyn — Esse é dos bons é de girassol.

–O cheiro esta maravilhoso — Caitlyn tomou um pequeno gole do chá — Vim a trabalho.

–Sabe que não trabalho mais pra policia né xerife? Mas um bom caso sempre é bem vindo.

–Você sabe alguma coisa sobre essa criminosa? — Caitlyn abriu seu notebook e mostrou a foto de Vi pra ele.

–Hohohohoho e como conheço essa pestinha — Ben abriu um largo sorriso — Que bela mulher ela se tornou.

–O que o senhor sabe sobre ela tio?

–Vi é uma encrenqueira de primeira mão, ela passou pela delegacia diversas vezes então não foi difícil gravar seu rosto e personalidade. Afinal pensa numa garota temperamental e de língua afiada, num perdia uma chance de me irritar.

–Faz muito tempo que o senhor a conhece?

–Bom a primeira vez que a prendi ela devia ter uns 14 anos na época se não me engano eu tinha atendido um caso de briga de rua. Quando cheguei la estava ela esmurrando três caras sozinha, deu um trabalho segura aquela menina. Acredita que ela mordeu dois oficiais e ainda me deu um chute no meio das pernas? Foi assim que nossos destinos se cruzaram, depois disso nos encontramos diversas vezes geralmente pelo mesmo motivo briga.

–Então ela já tem história com a policia?

–Sim sim, por fim ela acabou que virou minha criminosa predileta. Diferente da maioria dos criminosos ela não tinha medo de nada nem ninguém, não importava quão ruim fosse a situação Vi nunca abaixou a cabeça. Tempos depois ela entrou pra uma gangue chamada Abutres, era de se esperar ainda mais com suas habilidades e fama. Quando soube daquilo fiquei de coração partido, eu realmente gostava dela e queria ajuda la, mas infelizmente ela não me deu confiança. Depois disso ela foi presa e condenada, o caso dela era um dos últimos que eu trabalhei antes de me aposentar. Eu realmente fiquei muito triste com isso.

–Presa por homicídio tio, você não deveria sentir pena de alguém que mata sem razão.

–Sabe Caitlyn eu acredito que ela tenha sido incriminada injustamente, eu vivi muitos anos tolerando aquela pestinha e sei que no fundo ela é uma boa pessoa. Apenas foi iniciada de uma maneira errada na vida.

–Mas ela foi condenada por isso e não a nada a se fazer.

–É verdade, mas me responda por que você queria saber sobre ela?

–A senhorita encrenqueira é a principal suspeita de uma serie de assassinatos.

–Mas ela estava presa e foi condenada a 21 anos de prisão.

–Os advogados conseguiram reverter a situação, aparentemente a desculpa é bom comportamento. O que eu acho difícil pelo que o senhor acabou de dizer.

–Ai ai sera que é ela mesmo?

–Sim, temos testemunhas as filhas de uma das vitimas a descreveu e bateu com as características, e pelo jeito ela não estava sozinha. Todos aqueles envolvidos no seu julgamento foram mortos, incluindo o juiz.

–Deve estar agindo junto com a própria gangue, não é a cara dela esse tipo de coisa — Ben coçou o bigode.

–Muito obrigada tio o senhor ajudou muito, agora eu mesma irei captura la — Caitlyn se levantou.

–Cuidado Caitlyn. Vi é temperamental e impulsiva e tem uma força sobrenatural pra uma garota, mas nunca jamais cometa o erro de subestima la pode ser uma das ultimas coisas que você vai fazer.

–Tomarei cuidado.

–Só mais uma coisa, apensar dela ser um brutamontes ela é muito inteligente entendeu? Seus punhos não são as únicas armas que ela vai usar. Primeiro ela reconhece o inimigo depois escolhe a maneira de agir. Já posso até prever o que ela vai fazer — Ben riu ao pensar na possibilidade.

–E o que seria?

–Primeiro ela tentara a força bruta, é uma coisa que ela sempre costuma fazer de primeiro momento. Mas depois dela perceber que você é calculista e que não costuma agir como a maioria dos policiais, é provável que use sua melhor arma.

–Continue.

–Não quer adivinhar? Aposto um cupcake.

–Vou deixar essa passar, o senhor tem a vantagem no momento.

–Bela decisão, é provável que ela tente te seduzir.

–Hahaha eu não sou lésbica e estou muito bem comprometida — Caitlyn riu do que seu tio disse — Acho que essa arma é inútil contra mim.

–Acabo de cometer o erro de subestima la, eu conheço aquela encrenqueira. Bom mas fica ai o alerta.

–Ficarei atenta, mas como você sabe tanto?

–Érr digamos que eu desenvolvi um hobby diferente- Ben coçou o bigode novamente — Eu comecei a segui la nas minha horas vagas e aprendi muitas coisas e me diverti bastante também. Acredite eu vi coisas que não podem ser desvistas.

–Cada um com sua loucura, agora é serio tio estou indo — Caitlyn abraçou o homem novamente e saiu.

Tinha pesquisado e estudado bastante antes de ir até o covil da gangue. Descobriu que eles se passavam por um moto clube, Jayce protestou muito sobre ela ir sozinha e por fim acabou que indo os dois juntos e mais três oficiais só por segurança. A viatura estacionou na frente da sede do moto clube, o portão principal estava aberto era possível já ver alguns membros la dentro. Caitlyn saiu com seu rifle nas costas,ela caminhava em passos firmes estava vestida com seu vestido predileto e seu clássico chapéu. Ela chegou no portão e logo foi cercada pelos garotões do bando.

–Ola princesa esta perdida? — Um dos rapazes tentou uma cantada.

–Estou procurando por uma pessoa chamada Vi — Ela continuou numa postura inabalável.

–Deixa aquela vagabunda pra la e vamos brincar só nós — Outro rapaz investiu.

–Desculpas rapazes deixei as algemas de pelúcia em casa, agora se vocês poderem fazer a gentileza de chama la — Caitlyn sorriu confiante.

Jayce apenas observava do carro, queria sair dali e quebra a cara de todos aqueles babacas que cercavam sua garota. Um dos membros da gangue saiu da rodinha que estava em volta da xerife e foi até a oficina, ele chamou a delinquente que usava um macacão sujo de graxa, seu rosto também tinha algumas marquinhas de sujeira das motos. Ela foi até o agrupamento, os rapazes deram espaço pra ela passar a delinquente observou bem a bela e esbelta mulher que a procurava.

–Bom to aqui o que você quer?- Vi foi bem rude e seca.

–Senhorita Vi eu gost...- Caitlyn fora interrompida por um homem magro de cavanhaque que se juntou ao grupo.

–O que esta acontecendo? — Cedric observou a mulher estranha e a viatura da policia que estava parada na rua.

–Eu estou tentando tratar de um assunto breve aqui — Caitlyn falou educadamente.

–Resolva o seu assunto em outro lugar — Cedic não simpatizou com ela.

–Muito bem se a senhorita ali me acompanhar — Caitlyn continuou no seu tom educado.

–Quem você pensa que é pra chegar aqui e da ordens? — O homem de cavanhaque irou se, estava nervoso por causa da viatura.

–Não estou dando ordens em ninguém, apenas pedindo pra que ela me acompanhe pra responder uma simples pergunta. E pra você cavalheiro eu sou a maior autoridade dessa cidade — Caitlyn pegou seu distintivo que estava pendurado no pescoço e o abriu — Me chame de xerife por gentileza.

–Certo xerife prossiga então — Cedric engoliu um seco e mudou seu tom de voz.

–Obrigada, a alguns dias eu me envolvi num acidente de transito com uma moto harley davidson modelo VRSC, eu gostaria de saber senhorita Vi se essa moto lhe pertence? — Caitlyn mostrou a foto da moto que ela tinha tirado no dia do acidente.

–Eeerrrr acho que esse veiculo não me pertence, certamente uma bela moto o dono deve ter muito bom gosto — A delinquente falou de forma sarcástica.

–Então essa moto não lhe pertence? Nem lhe é familiar?

–Não nunca a vi na vida, mas me diga xerife só uma curiosidade. Como foi esse acidente de transito? Não deve ter sido grave já que você esta bem né?

–Na ocasião eu acabei cruzando com uma moto em alta velocidade, como deve notar meu senso de justiça falou mais alto e eu persegui o motoqueiro. Como era esperado acabamos colidindo, só que o motoqueiro fugiu.

–Que trágico — Vi fez uma cara de quem se importava.

–Bom eu terminei por aqui, obrigado pela sua atenção — Caitlyn ligou o rádio e começou a falar enquanto se afastava do grupo — Aqui é a xerife, pode mandar destruir ela não encontramos o dono.

–Perai você vai mandar destruir o que? — Vi fez a xerife parar no meio do caminho.

–A moto é claro — Caitlyn sorria por dentro, o peixe tinha mordido a isca — O patio da delegacia onde costuma ficar os veículos apreendido ou envolvidos em acidentes esta muito cheio no momento, então estamos destruindo os veículos sem dono.

–É o transito esta bem perigoso atualmente — Vi tentou sorrir, mas o ódio a consumia por dentro queria quebra a cara daquela vadia.

–Pois é, mais uma vez obrigado pela sua atenção adeus — Caitlyn virou se e continuou sua caminhada até a viatura. Ela não esperava que a delinquente desse aqueles tipos de respostas, bem que o tio Ben avisou que ela era sarcástica. Aquilo virou um jogo de gato e rato.

Cedric voltou para dentro da sede seguido por Vi que estava furiosa, pelo que ia acontecer com sua moto. Os dois foram até a sala do chefe, Cedric sentou se na sua poltrona estava queimando em raiva pela policia ter batido ali.

–Porra Vi tu foi se envolver logo com a xerife — Ele explodiu.

–Caralho eu vou adivinhar que a merda do carro era dela? — Vi falou no mesmo tom agressivo — Esquece essa merda que ela já foi embora.

–É melhor que ela tenha vindo aqui só por causa do acidente mesmo. Então é o seguinte já tenho todas as informações da mina, rotina, numero de guardas, câmeras de segurança tudo ai — Cedric entregou um mapa e um caderno a delinquente.

–Câmeras de segurança? Piltover leva as coisas ao extremo as vezes — Vi pegou o caderno e o mapa — Vou ver o que consigo fazer com isso, mas invadir uma mina gigantesca não vai ser fácil.

–Eu sei que é capaz de arrumar alguma coisa, agora se vira que tem muito dinheiro em jogo eu quero isso pra amanhã.

– Ok — Vi saiu da sala, iria pra casa la trabalharia melhor.

Caitlyn chegou a delegacia, com uma certa duvida em mente. Não seria tão simples assim pegar aquela baderneira e pelo que pode observa ela é do tipo cara de pau, como odiava aquele gênero de bandido. Jayce entrou na sua sala.

–Por pouco eu não sai daquela viatura — Jayce sentou se na cadeira na frente dela.

–Estava tudo sobre controle, eu quero que você providencie um mandato agora.

–Não temos poucas provas contra ela?

–Vai ser só uma procuração, se as garotas a reconhecerem como uma das envolvidas no crime podemos prende la, e isso é pra agora.

–Sim senhora xerife — Jayce saiu da sala.

Vi montava o esquema de como seria a invasão, ela estava preocupada com a quantidade de mineiros. A mina era gigantesca mas apesar disso não era muito protegida, tinha poucos guardas e por sorte não pegava sinal de celular por la. Então era só bloquear as entradas, mas pra isso iam precisar de mais gente porque só os membros da gangue não era o suficiente para aquilo. A delinquente traçava alguns posicionamentos, mas estava dificil de se concentrar com o casal do apartamento vizinho brigando uma verdadeira gritaria. Quando executarem o roubo, com o dinheiro certamente procuraria outro lugar pra morar porque aquele muquifo infernal era demais. Ela levantou e foi busca uma cerveja na geladeira quando pisou com os pés descalços numa poça de água.

–Que merda — Vi olhou para o teto mofado que gotejava, praguejou mais um pouco e foi procurar alguma coisa pra secar aquilo, achou uma camiseta velha e a jogou sobre a poça. Certamente iria procurar outro lugar pra ficar.

Ela foi até seu quarto guarda os papeis, estava cansada tinha ficado muito tempo trabalhando naquilo. A delinquente guardou tudo sobre sua comoda quando notou um pequeno aparelho jogado no canto do quarto, ela foi até ele. Aquele era apenas um das lembranças que tinha quando ainda mexia nos desmanche de aparelhos hextec, graças a aparelhos como aquele ela pode se torna uma verdadeira mestre na preciosa tecnologia unica daquela cidade e pra isso nem precisou de diploma. A gangue não sabia dessa pequena habilidade dela, mas era um das grandes razões dela ter tanto conhecimento e facilidade quando mexia nas peças das motos.

No dia seguinte ela entregou o plano a Cedric, o homem abriu um largo sorriso quando viu os papeis. Ele não iria perde tempo e já iniciou os preparativos e passou ordens para seus capangas pra chamar pessoas de suas confiança que participariam da ação, o restante do dia foi de recrutamento e organização. Os caminhões e as motos se posicionaram logo de manhã antes que os mineiros começa sem a entrar para o inicio do trabalho, uma hora depois os ônibus com os trabalhadores chegou. Na parte externa da mina ficava um complexo onde eram guardados os equipamentos e onde estava a sala de segurança, dois membros infiltrados foram até a sala e apagaram o guarda que cuidava da vigilância. Eles deram sinal e Vi foi até la mexer nos computadores e desativar o sistema de segurança. Feito isso o restante da gangue entrou em ação, se destribaram nas duas saídas da mina rendendo os guardas que as protegia e impedindo possíveis fugas dos mineiros.

Alguns membros ficaram nas entradas de vigia enquanto o restante invadiu o interior da mina rendendo todos que apareciam em seu caminho, Vi indicou um túnel sem saída onde podiam deixar os mineiros sem correr risco de fuga. Os guardas foram desarmados e colocados juntos com o restante dos reféns. A delinquente explorava o túnel na qual os cativos estavam e descobriu que la era um grande deposito de itens de mineração quebrados, Grunje e Zoio andavam do seu lado.

–Sabe quando esse roubo acabar eu pretendo sair da gangue — Grunje falou num to pesado.

–Por que cara? — Vi olhou pra ele incrédula.

–Eu gosto da gangue mas cara eu vou se pai novamente, que tipo de exemplo eu passo pros meus filhos? Dilan e Clara ainda não entende o que eu faço porque são muito jovens. Esses dias teve o dia da profissão na escola deles e eu não pude ir.

–É tenso amigo — Zoio colocou a mão no ombro dele.

–Imagina eu chegar la e dizer que minha profissão é contrabandear armas e ser cúmplice de assassinatos, logo meus filhos vão ficar mais velho e irão pergunta o que eu faço. Não quero que eles sintam vergonha de mim.

–Tudo bem gordo a gente te entende, se essa foi sua decisão nós vamos respeita la — Vi sorriu pra ele.

–Obrigado — Os três continuaram a exploração procurando possíveis fugitivos escondidos.

Eles terminaram a checagem e o grupo se reuniu, todos os mineiros e guardas que estavam dentro da mina estavam presos naquele túnel. Os dois caminhões encostaram na entrada da mina e iam começar a ser carregados, Cedric selecionou alguns mineiros que serviriam de carregadores pra abastecer o caminhão com os cristais, eles eram fortemente escoltado por alguns membros do grupo. Cedric olhava maravilhado para aquelas coisinhas brilhantes, cada cristal era um maço a mais de dinheiro no bolso. Faria um grande negocio com os barões da tecnologia de Zaun e certamente ficaria podre de rico com aquilo, demorou algumas horas até os caminhões ficarem completamente cheios.

–Terminamos olha só que beleza — Grunje admirou o trabalho fácil deles.

–Ainda não, tem muito cristal nessa mina ainda — Cedric falou.

–Cara até que a gente descarregue e traga os caminhões novamente vai demorar muito, é arriscado a policia pode aparecer — Vi alertou.

–Eu não vou perde essa oportunidade só porque você esta com medo. Deve ter caminhões nesse lugar também vasculhem! Eu quero mais! — O homem de cavanhaque ordenou.

Os homens vasculharam o exterior da mina e acharam mais um caminhão vazio bem maior do que eles tinham trazido e mais uma vez ele começou a ser carregado. Demorou mais algumas horas quando eles conseguiram finalmente terminar, já era fim de tarde os mineiros que ajudaram a carregar foram colocados novamente com o restante dos cativos.

–Pronto acabamos — Jack informou.

–Ótimos, acabem com os mineiros — Cedric começou a se afastar.

–Acabar com eles como assim? — Grunje foi até ele.

–Mata los muito simples — O homem de cavanhaque acendeu um cigarro.

–Cara são mais de duas mil pessoas ali, não tem como fazer isso a maioria possuem família que depende deles — Vi não acreditou no que o seu chefe disse. Eles estavam perto do túnel onde os mineiros estavam, assim os cativos puderam escutar a conversa.

–Dane se, se eles são pais ou mães de famílias pouco importa — Cedric colocou a mão no ombro da delinquente — Eles viram nossos rostos Vi, eu não posso permitir que eles nos entregue a policia só porque são pais de família, estamos ricos agora muito rico.

–Mano mesmo assim atirar em todo mundo vai chamar muita atenção, não faz isso cara — A delinquente tentava reverte a situação.

–Eu sei é por isso que eu me precavi dessa vez, tragam os explosivos.

Jack e Castor vieram com um carrinho de mão cheio de dinamites e começaram a posiciona los no interior do túnel onde estavam os cativos. De dentro já era possível ouvir muito choro, um homem se desesperou e saiu correndo tentando sair mas acabou levando uma rajada de tiros como resposta. Fazendo os outros recuarem. A dupla terminou e se afastou entregando o controle de detonamento ao seu líder.

–Serio que você vai fazer isso cara, mano para com isso — Vi investiu contra ele segurando suas mãos.

–Acorda Vi nós estamos ricos! Você quer colocar tudo a perde só por causa de dois mil inúteis? A vida deles não valem nem dez gramas daqueles cristais — Cedric alterou se gritando.

–Você não vai fazer isso! — Os dois começaram uma luta corporal. Vi tentava tira o controle da mão dele mas foi segurada por Jack e Castor, que acabaram levando alguns socos na cara e depois uns chutes.

–Fica quieta Vi, se você quer pagar de boa samaritana então que se foda vai morrer com eles — Cedric apontou uma pistola pra ela.

–Ok então — A delinquente começou a caminhar em direção ao túnel onde que seria explodido.

–Espera Vi — Grunje correu até ela — Não faz isso cara.

–Eu não vou participar de um massacre só pra satisfazer aquele viadinho de merda — A punk falou em voz alta.

–O que você disse — Cedric irou se.

–V I A D I N H O — Ela soletrou- Todo mundo sabe que você só paga de machão mas na verdade adora dar a bunda.

–Para de piorar a situação Vi, se você ficar eu também ficarei — Grunje voltou a falar com ela.

–Não Grunjão, lembra que você tem família. Você quer que seus filhos cresçam sem um pai? — Vi sorriu e afastou se de seu amigo. Diferente dele, ela não tinha nada perde sua existência não fazia diferença naquele mundo.

–Vamos sair — Cedric afastou se da entrada daquele túnel e acionou os explosivos que causaram um grande estrondo. Um grande pedregulho caiu tampando a unica saída do lugar, muita poeira se fez no lugar mesmo assim Grunje ainda olhou para a entrada bloqueada daquele túnel. Seu coração pesava em saber que sua grande amiga estava presa la dentro, quando saísse dali iria tomar providencias chamando a policia quem sabe eles consegui sem resgata la com vida. Se isso acontece se ele tinha certeza que Vi poderia ter uma vida normal agora.

A delinquente levantou se toda suja de poeira tossindo muito, ela olhou para a passagem bloqueada. Então era assim que iria morrer, que irônico. Um mineiro se aproximou dela.

–Você é algum tipo de bastarda? Devia ter fugido junto com o resto do seu bando de covardes, parabéns você acabou com a vida de milhares de pessoa — O homem alterou se.

–Se você não calar a boca eu vou acabar com seus dentes também — A delinquente o ameaçou, e o homem recuou instintivamente.

Vi caminhava entre os mineiros que olhavam torto pra ela, indo mais para o interior da mina onde ficava os equipamentos quebrados. Ela se sentou e ficou la por um tempo pensativa, quando um meca com mãos gigantesca chamou sua atenção ela foi até ele. Percebeu que era feito com a tecnologia hextec, então teve um grande ideia iria remover as mãos do meca quem sabe um fio de esperança. Ela passou algumas horas montando um pequeno hexa esqueleto improvisado, que era ligado a um cristal que ficava em suas costas e que dava energia para as grande manoplas. Vi levantou se com as grandes luvas realmente se sentia poderosa, ela caminhou até o grande pedregulho e se posicionou em sua frente. Os mineiros e os guardas a observavam curiosos.

–Bom eu não sei vocês mas eu não pretendo morrer aqui. Então torçam pra que isso de certo — Ela sobrecarregou as manoplas gigantesca, podia sentir a energia passando pelo seu braço e começou a desferir poderosos golpes contra o imenso pedregulho, que ia se rachando a cada investida da delinquente. Até finalmente se despedaça. Vi se protegeu com as grandes manoplas das pequenas pedras que caiam, muita poeira foi levantada mas logo todos puderam sentir uma leve brisa entrar no túnel.

A delinquente ajudou as pessoas que tinham se ferido na explosão a saírem, todos respiravam aliviados por conseguirem escapar vivos. Muitas pessoas choravam sem acreditar que o pesadelo tinha acabado, Vi se certificou que todos tinham conseguido sair e aproveitou o momento de distração dos mineiros para sair sem que eles percebam. Tinha acabado de se queimar com o seu bando e é provável que os ex cativos contem o que aconteceu para a policia, o que obviamente os faria também vir atrás dela. Tinha que se esconder por um tempo, mas algo a deixou feliz acabou que acidentalmente adquiriu um novo brinquedo que era bem mais letal e divertido.

A delegacia recebeu uma ligação anonima, a pessoa falou que tinha ocorrido um terrível desastre na industria de mineração e que alguns mineiros tinham sido soterrados com o ocorrido. Caitlyn estava fazendo hora extra pra variar, gostava de passar o tempo na delegacia. Um oficial entrou em sua sala e lhe passou as informações que acabara de receber, a xerife partiu imediatamente.

Vi tinha pegado um bondinho por sorte estava meio vazio, a muito tempo tinha escurecido. As pessoas a olhavam de canto de olho, era de se esperar já que estava toda suja de poeira e com duas manoplas gigantescas. Ela chegou ao seu ponto e caminhou por mais um tempo até chegar a um velho deposito abandonado, fora ali que passara muito tempo da sua adolescência mexendo com os equipamentos hextec roubados. Por enquanto ela ficaria segura naquele lugar.