O lugar estava repleto de policias, ambulâncias e reportes que queriam registra aquele trágico momento. Os mineiros mais feridos estavam já estavam recebendo os primeiros atendimentos, enquanto os que estavam em melhores condições estavam tendo os depoimentos recolhidos. Uma equipe fazia uma busca na mina pra ver se encontrava alguém soterrado ou um possível retardatário, um carro preto chegou no local e de dentro dele saiu o presidente da industria responsável pela mineradora. Logo os reportes o cercou mas foram afastados pelos seus segurança. O homem caminhava em passos firmes até onde a xerife estava.

–Xerife — O gordo homem de terno a chamou.

–Sim? — Caitlyn virou se e estudou o homem baixinho e calvo.

–Sou o presidente da industria responsável pela extração dos cristais, me chamo Eduard.

–Muito prazer sr Eduard, sinto muito pelo que aconteceu estaremos investigando as causas desse acidente.

–Obrigado xerife, por sorte o seguro ira cobrir esse incidente você não tem ideia de quanto vai custar pra reorganizar isso. Essa mina é muito importante para o avanço da tecnologia hextec da nossa cidade.

–Realmente mas o importante é que nenhum dos seus funcionários se feriu tão gravemente. Então com licença senhor — Caitlyn se afastou do homem e foi até Jayce que estava recebendo algumas informações dos outros oficiais.

–Nada bom xerife — Jayce olhou pra ela.

–O que já conseguimos?

–Pelo que conseguimos até agora, aparentemente não foi um acidente e sim uma ação criminosa. As vitimas ainda estão muito atordoadas, para se ter algo mais claro acho que somente amanhã.

–Mas que ousadia, eu quero os depoimentos o quanto antes.

–Então o dia amanhã vai ser puxado.

–Provavelmente, é muito desconfortável trabalhar com esses carniceiros tirando tantas fotos.

–Bom só estão fazendo o trabalho deles, não podemos fazer nada quanto a isso.

–Eles nem se importam com o acontecimento só querem extrair alguma coisa para ganhar publico — Caitlyn cruzou os braços como odiava aquilo.

–Amanhã o circo vai pegar fogo, e pelo jeito algumas emissoras já estão transmitindo ao vivo — Jayce riu.

–Pois é, vamos trabalhar!

A delinquente acordou com o som da chuva caindo la fora, ela pode ouvir alguns pombos que se escondiam ali fazer barulhos. Suspirou, levantando do velho colchão empoeirado e observou alguns pequenos aparelhos desmanchados que tinha ao redor, bom ainda tinha alguns trocados consigo dava pra fazer uma lanche mas logo teria de ir buscar mais. Ela saiu na chuva mesmo caminhava por beco quando um fraco e rouco miado lhe chama a atenção a delinquente parou e procurou de onde vinha, não encontrou, continuou caminhando quando escutou novamente. Num canto encolhido e molhado estava um filhotinho de gato preto, tremendo de frio miando fracamente em um ultimo pedido de socorro. Apesar da sua personalidade e jeito na qual costumava tratar as coisas, algo que ela não tolerava era ver qual quer tipo de animal sendo mal tratado ou abandonado. Vi pegou o filhote, notou que ele estava bem magro com certeza a dias não se alimentava. Ela o levou filhote até seu esconderijo e o enxugou com seu coberto mantendo o aquecido.

–Você fica me esperando aqui, eu vou trazer algo pra nós dois -Vi a cariou o gatinho e depois saiu.

Voltou toda encharcada um tempo depois com uma sacola de pão e uma caixinha de leite, a delinquente procurou por um pote no meio daquela bagunça. Ela encontrou deu uma limpada no recipiente e depois despejou o leite, ela levou até gatinho que se banqueteou com a simples refeição. O filhote terminou e começou a lamber a boca babada de leite depois começou a se esfregar na delinquente.

–Vamos ver um nome pra você — Ela pegou o gatinho no colo — Ora ora você é uma menina... então vai se chamar INU que significa cachorro — A delinquente riu com a escolha do nome, e o gatinho miou em forma de protesto — Apenas aceite e entenda que eu sou uma pessoa do contra!

Caitlyn estava irritada em sua sala, aqueles reportes estavam perturbando demais. Demorou três dias para recolherem todos os depoimentos e agora ela finalmente poderia ler aquela pilha de papeis, ela olhou cada um deles minuciosamente e ficava surpresa com cada detalhe.

–Mas como você é ousada — Ela falava sozinha.

–Xerife — Um oficial entrou, tirando a de seu frenesi — Aqui esta os retratos falados.

–Interessante — Caitlyn pegou os papeis da mão do homem e começou a observar os assaltantes, ela parou num retrato — Eu não quero que nenhuma das informações e esses retratos vazem pra mídia entendeu?

–Sim senhora — Oficial saiu.

Mais uma vez ela passava algumas horas extra na delegacia, estava muito irritada por aquela pessoa ter feito tudo aquilo bem embaixo do seu nariz. Agora sim ela tinha uma boa razão para prende la, não poderia pedir nenhum recurso quando entra se na cadeia dessa vez não iria sair mais. Mas a grande pergunta é, porque ela salvou aquelas pessoas? Pelo que os depoimentos diziam parece que ouve uma briga entre ela e o restante do grupo, mas já estava tudo em suas mãos ela poderia se safar de boa com os cristais e deixar os mineiros para morrerem soterrados. Quanto mais pensava naquilo pior era sua dor de cabeça.

–Acho que alguém esta trabalhando demais — Jayce entrou na sala.

–Haha olha quem fala, essa cena já não se repetiu? — Caitlyn organizou os papeis em sua mesa.

–Muitas vezes, mas então conseguiu algo?

–Sim nossa criminoso é o mesmo dos assassinatos, eu falei com o antigo xerife e ele disse que ela faz parte de uma facção criminosa. E pelo visto foram eles que invadiram a mina.

–Ok vamos prende los então, temos provas, testemunhas e retratos falados não falta mais nada.

–Uma coisa que não entendo é porque ela salvo os trabalhadores e pelo jeito que foi descrito por eles foi de uma forma extraordinaria.

–Como assim?

–Ela destruiu um pedregulho gigantesco só desferindo socos contra eles, pelo que as vitimas descreveram ela usava um equipamento hextec.

–Se essa criminosa esta usando essa tecnologia deve ser detida imediatamente.

–Pois é mas pelo que parece ela deserto do grupo ou foi expulsa não sei dizer bem.

–Vamos atrás de quem então?

–De ambos, mas vamos priorizar o bando que esta com os cristais. Se ela fugiu acho dificil que ainda esteja na cidade.

–Devo divulgar os retratos falados?

–Eu estou em duvida quanto a isso, se divulgar pode ser que eles tentem se esconder.

–Ou talvez ajude a encontra los mais rápido.

–Ok divulgue então mas mantenha o dela em sigilo.

–Por que?

–Planos meu caro planos.

No dia seguinte todas as forma de mídia da cidade divulgaram as informações dadas pela policia, todos queria ibope e aquele era uma situação perfeita. Consequentemente o bando ficou sabendo daquilo. Cedric estava em fúria como aqueles malditos mineiros saíram de la? Não importava, logo fecharia negocio com Zaun mas teria que sumir por enquanto ter a policia em sua cola não era um privilegio que ele iria tolerar. Ele deu ordens aos seus homens, iria sumir daquele lugar por enquanto.

Já era noite e a delinquente estava sem dinheiro e paciência em ficar parada naquele lugar, ela tirou Inu de sua barriga e a colocou no colchão. Pegou seu novo brinquedo e saiu, ela caminhava pelos becos escuros quando se deparou com algo interessante. Teve a sorte de presenciar um assalto, a mulher foi derrubada brutalmente o assaltante mostrava uma faca pra ela dando a ordem para passar a bolça. O homem sorriu e se virou para dar inicio a fuga mas deu de cara com uma enorme mão metálica o que o fez voar e bater fortemente contra o muro, o homem tossiu sangue enquanto tentava enxerga seu agressor caminhando em sua direção. Vi se abaixou e vasculhou o homem, conseguiu alguns trocados dele e um maço de cigarro. Ela pegou a bolsa e jogou para a mulher que apenas observou tudo muito assustada.

–Considere se com sorte tia — Vi saiu do local.

Mas a frente ela avistou um carinha suspeito, pelos carros que paravam la com certeza era um traficante de merda mas aquele ali certamente renderia alguma coisa. Ela esperou que um cliente saísse, depois se aproximou furtivamente por trás e o puxou para o beco. O homem magro foi arremessado no chão ele tentou reagir e sacar sua arma, mas um punho gigantesco bateu contra o seu peito. O ar lhe faltou e ele tentava respirar desesperadamente mas outro soco gigantesco veio em sua direção, deixando desacordado.

–Relaxa eu nem bati com força — Ela vasculhou o homem e teve mais sorte dessa vez.

Dia a pós dia Vi continuo com sua onda de ataques, deixando uma verdadeira leva de pequenos criminosos com a cara muito quebrada. Não era sua intenção matar ninguém, fazia aquilo só por diversão mesmo acabava que não prejudicava nenhum cidadão e ainda dava uma bela surra naqueles vermes. Agora porque estava fazendo aquilo? Não importa estava conseguindo dinheiro e ainda se divertia como bônus, todo aquele trabalho merecia um bebidinha como recompensa. Vi tirou as manoplas e olhou para suas mãos feridas tinha que fazer alguns ajuste em relação aquilo, ela saiu e procurou por um bar. Não demorou muito até encontrar o que desejava, tudo bem aquele lugar tinha um clima bem depressivo e com toda certeza era bem diferente dos lugares que costumava frequenta mas dava pra quebrar o galho. Ela encostou no balcão e pediu um dose de conhaque, na televisão ainda se passava sobre o roubo da mina. Vi ficou surpresa ao ver aquilo já que estava desatualizada, o senhor que cuidava do bar colocou o copo na frente da delinquente que logo virou em um só gole, ela se arrepiou ao sentir a bebida amarga descer em sua garganta como sentira falta daquilo.

A policia procurava o bando por todos os lugares é obvio que agora que seus rostos estavam na mídia eles iriam se esconder, mas uma hora ou outra alguém ia ter que aparecer. Na delegacia uma reunião acontecia com muitos oficiais importantes.

–Atualmente uma onda de criminosos estão dando entrada no hospital com ferimentos muitos graves — Um oficial baixinho ruivo falou.

–Algum tipo de herói querendo fazer justiça com as propiás mãos? — Um oficial de idade perguntou.

–Eles foram gravemente feridos alguns tiveram diversos ossos quebrados e pelos que as testemunhas descreveram uma garota de cabelos rosas e dois punhos gigantesco é a autora disso — Jayce deu mais detalhes.

–Então nossa criminosa ainda esta na cidade, se capturarmos ela com certeza teremos uma possibilidade maior em encontrar os cristais — Caitlyn brincava com uma caneta.

–O que tem acontecido no momento tem demonstrado que ela é uma pessoa muito perigosa — O oficial de idade voltou a falar.

–Sim vamos montar um plano de captura, eu quero que marquem todos os lugares onde ela atacou e os futuros. Depois vamos montar uma esquadra no local para captura la, o plano sera o seguinte...

Vi achou muito estranho seu retrato não esta entre os outros, eram duas mil pessoas alguém deve ter falado dela para a policia. Todo aquele silencio a perturbava, ela caminhava por uma rua quando avistou um ladrão executando um assalto a mão armada. A vitima um homem idoso estava em panico pra variar, ladrão percebeu sua aproximação e começou a correr, mas Vi não iria permitir que aquele patife escapa se tão facilmente. Ela perseguia o homem por um beco o desgraçado era muito rápido e suas manoplas por serem pesadas e grandes atrapalhava um pouco quando corria, ele saiu do beco e virou numa rua mais larga quando a delinquente fez a curva deu de cara com vários carros da policia que fechavam a rua.

–Parada você esta cercada, ponha as mãos para cima — Um policial falava por um mega fone. Vi apenas observava pelo beco as suas costas surgiram mais policiais , ela estava cercada mas não seria aquilo que a pararia.

–Hummm o peixe mordeu a isca — Caitlyn sorria para ela, a delinquente encarava a xerife nos olhos — Desista não tem saída.

–A é mesmo? — Vi respondeu e abriu um imenso sorriso — Então vamos ter que criar uma — Ela correu até um carro que estava estacionado e se escondeu atrás dele.

–Não atirem eu quero ela viva , vai continuar brincando?

–Sim — Vi capotou o carro e o deixou de lado, os policiais assustaram se com a ação dela mas mantiveram a posição aguardando as ordens da xerife.

Vi encaixou as manoplas na parte de baixo do veiculo e o girou arremessando contra os carros da policia, ela aproveitou a distração do momento e saiu correndo em direção a barricada saltando a. Quando Caitlyn se recompôs percebeu que sua presa estava fugindo, ela começou a persegui la junto com o herói e uma leva de policiais.

–Pra que usar a porta se você pode cria la xerife — Vi gritou e depois mostrou o dedo do meio para seus perseguidores.

–Aquela coisa não é humana — Jayce falou, ele viu a delinquente virar em um beco e ativou o seu martelo o transformando em canhão.

Os policias que apareciam em sua frente eram bruscamente atropelados pelo trator cor de rosa, Vi escutou um disparo e conseguiu se defender com uma de suas manoplas desviando o tiro preciso da xerife. A delinquente perdeu eles de vista, sera que conseguiu despista los? Não importa continuou correndo, quando de repente um martelo gigantesco bate contra o seu ombro fazendo ela cair, sentira uma profunda dor mas conseguiu se recompor e olhar seu adversário.

–Não acha que esta muito longe de casa mauricinho? — Vi se levantou sorrindo.

–Acho que você já causou problemas demais — Jayce investiu novamente contra ela, mas dessa vez a delinquente conseguiu se proteger do ataque com suas manoplas. Ela aproveito a oportunidade e deu um rasteira no grande homem.

Jayce rolou para o lado ao ver que o imenso punho metálico vinha em sua direção, o soco fez o chão rachar. Ele acertou com o cabo de seu martelo a lateral do corpo dela fazendo a recuar, os dois se levantaram e colocaram se em posição de luta. Jayce mudou seu martelo para canhão novamente e disparou um esfera de energia contra a delinquente que se protegeu com as manoplas mas mesmo assim ainda sentira o impacto do ataque, o herói investiu mais uma vez contra ela com seu martelo mas a delinquente desferiu um soco que o acertou fazendo ser arremessado e cair bruscamente no chão. Ela foi até ele e ia preparar outro golpe quando sentiu uma dor aguda em sua perna, Vi virou se e observou a xerife que apontava lhe seu rifle.

–Maldita — A delinquente recebeu outro dardo dessa vez em seu braço — Não ache que só porque é uma garota que eu vou te poupar.

–Pode vir — A xerife disparou mais quatro vezes contra o trator em fúria que vinha em sua direção, ela conseguiu desviar do ataque mas aquela hora já era pro sonífero ter agido. Ela já tinha acertado seis dardos naquela montanha de brutalidade e mesmo assim ela continuava em pé.

Vi parou se sentia zonza e suas pernas estavam perdendo a força, ela tentou localizar a xerife mas sua visão estava ficando embaçada. A delinquente conseguiu enxerga uma figura embaçada e investiu em sua direção mas suas pernas falharam e ela caiu de joelhos, olhando pro chão ela percebeu um par de botas parada bem próximo dela. Usando uma força que não tinha ela agarrou um das pernas da xerife e a derrubou, fora a ultima coisa que fez antes de apagar. Jayce ajudou Caitlyn a se levantar, os dois trocaram sorrisos tinham conseguido capturar a encrenqueira.

–Melhor tirar isso dela — Jayce começou a desativar e remover o pequeno esqueleto que se conectava as manoplas.

–Que pessoa difícil — Caitlyn retirou uma das imensas e pesadas manoplas — Como ela conseguia suporta o peso disso? — Ela observou as mãos da delinquente eram tão simples sem aquelas luvas e estavam sangrando bastante.

–As manoplas deviam estar machucando, como essa filha da mãe conseguiu construir isso?

–Ela devia estar sentindo muita dor nas mãos mesmo assim lutou até o fim, tio Ben avisou sobre isso que ela não era do tipo que dava o braço a torce.

Vi acordou sentindo uma profunda dor no ombro ela olhou para suas mãos que estavam enfaixadas depois observou ao redor, ela conhecia bem aquele tipo de lugar estava em uma jaula pra variar. A delinquente checou seu ombro e pode notar um imenso roxo nele, dois guardas chegaram na sua cela e a abriram. Vi estendeu as mãos não iria oferecer resistência queria ver o que aconteceria mas pra frente, ela foi levada até a sala de interrogatório ficou sozinha la por um tempo quando uma figura feminina que estava se tornando familiar entrou junto com o grandalhão do martelo.

–Espero que tenha dormido bem — Caitlyn sentou se de frente a ela.

–Já tive noites melhores — Vi se afastou e colocou as duas pernas encima da mesa cruzando as.

–Que insolência — Jayce praticamente cuspiu as palavras.

–Se ta incomodado então retire se — Vi falou pra ele.

–Olha sua posição aqui garota — Ele retrucou.

–Quetos crianças — Caitlyn interviu — Senhorita Vi você esta sendo acusada na participação de uma serie de assassinatos e mais o ataque a mina, as duas coisas juntas já são mais que o suficiente para condena la a prisão perpetua ou corredor da morte.

–Legal — A delinquente sorriu pra xerife.

–Você confirma que é cúmplice nos assassinatos?

–Sei la quem sabe.

–Me foi relatado que você foi abandonada por seu grupo.

–Mais ou menos mais ou menos.

–Facilite pra mim e pra você, porque roubaram os cristais?

–Não é obvio? A gente ia levar eles pra passear.

–Olha o respeito garota — Jayce falou num tom agressivo.

–Cara você não tem educação não? Não percebeu que ta atrapalhando a conversa? — Vi olhou pra ele.

–Pra que vocês precisavam dos cristais? — Caitlyn iguinorou a briga boba dos dois. A delinquente se manteve em silencio com um sorrisinho no rosto.

–Esquece Caitlyn essa ai é do tipo que não vale a pena- Jayce lançou um olhar fuzilante para a cativa.

–Ok — A xerife foi até ela, Vi se levantou e se deixou conduzir para fora da sala indo em direção a sua cela. Jayce abriu a grade e a delinquente entrou.

–Ei Cupcake me faça um favor — Vi olhou nos olhos castanhos da outra.

–Diga? — Caitlyn estranhou o modo como a cativa a chamara que ousadia.

–Entre a a rua Lenox Rd e Clarkson Ave tem um deposito abandonado, dentro dele tem um filhote de gatinho você poderia dar comida pra ela por mim? Mais vai sozinha — Vi manteve uma expressão seria mas continuando encarando a xerife.

–É obvio que é uma emboscada — Jayce falou

–Tudo bem — Caitlyn deu as costas e saiu. Jayce protestou mas ela não deu atenção a ele.

A xerife estacionou o carro na frente do endereço dado pela delinquente, ela teve uma certa dificuldade para entrar no local teve que pular o muro. Ela caminhou até o grande portão de ferro e o abriu o lugar era bem escuro, ainda bem que trouxe uma lanterna junto. Caitlyn observava a bagunça que era o lugar, como alguém podia ficar ali? Ela continuou vasculhando até se deparar com um velho colchão empoeirado, Caitlyn se abaixou e pode notar uma bolinha de pelos pretas toda encolhida. O gatinho miou ao ver la, ela o pegou no colo e saiu.

No dia seguinte a delinquente foi chamada a sala de interrogatório novamente, só que dessa vez a xerife e o herói já a aguardavam la.

–Seu gato esta bem — Caitlyn avisou.

–Obrigado — Vi deu um leve sorriso pra ela.

–Porque você salvou as crianças?

–Bom elas não tinham nada a ver com aquilo, não foi minha decisão assassinar os pais delas eu apenas estava seguindo ordens do estupido do meu chefe.

–E os trabalhadores?

–Sabe xerife até mesmo eu tenho bom senso sabia?

–Você poderia ter fugido com seu grupo e ter se safado sem problemas.

–As vezes temos que tomar decisões drásticas.

–Sua decisão te queimou com seus iguais e com a policia.

–Tudo tem suas consequências.

–Por que tem atacado criminosos atualmente?

–Dinheiro.

–Sabia que aqueles cristais são a fonte de energia da tecnologia hextec? Você deve saber já que construiu uma arma usando eles, em mãos erradas seu poder seria usado para devastar.

–Então ferro, porque eles já devem esta em Zaun agora.

–O que?! — Jayce exaltou se.

–Parte da nossa tecnologia esta na mão do nosso maior inimigo, quem armou o plano? — Caitlyn estava surpresa com a sinceridade da outra, porque ela mudou de comportamento tão rapidamente.

–Meu chefe ia negociar com alguém la eu não sei quem é, mas fui eu quem bolei o plano de invasão da mina. Se eu não tivesse discutido com meu líder o plano seria perfeito — Vi olhava para xerife seria.

–Mas você optou por salvar a todos, e se eu te fise se uma proposta agora.

–Diga.

–Eu te absolvo de todos os seus crimes se você me ajudar a tentar recuperar os cristais e começa a trabalhar para a policia.

–Vou poder bater em todos os caras sem que os tiras me persigam?

–Só nos que você tiver autorização.

–Caitlyn esta louca? Ela é uma assassina, lançou um carro contra nós! É uma pessoa perigosa e se tentar fugir? — Jayce olhava para xerife incrédulo.

–Não se preocupe oficial ela vai ficar sobre os olhos da lei o tempo todo, vai ficar comigo e só poderá sair para algum lugar somente com minha autorização — Caitlyn mantinha o olhar fixo nas joias azuis da outra.

–Você quer colocar uma criminosa na sua casa? Você esta bem? — Jayce continuou o protesto.

–Eu aceito mas com uma condição — Vi se ajeitou na cadeira.

–Qual? — Caitlyn ignorou os protesto do outro.

–O gato fica comigo.

–Certo pode ficar com o gato — Caitlyn aceitou o pedido dela — Solte a Jayce.

–Não precisa eu já me soltei — Vi ergueu os pulsos e mostrou a algema arrebentada. Aquele momento deu se inicio a uma nova parceria.