Agora além das drogas e do álcool, Vi satisfazia seus desejos sexuais com a lunática, que fazia questão de ser torturada com os fetiches mais insanos. E pra completar Jinx incentivava os péssimos vícios que a delinquente voltou a ter, com os passar dos dias Vi percebia um grande abismo que estava sendo criado por Caitlyn. Eram pouca as vezes que se encontravam e quase não se falavam mesmo trabalhando juntas, Vi não suporta ver aquele mauricinho de merda junto colado na xerife sempre que tinha oportunidade. E pra variar quando os dois se cruzavam ele dava aquele sorrisinho superior, o que aumentava ainda mais a vontade da delinquente de quebrar aqueles dentes certinhos. E conforme a xerife ia estendendo aquele abismo mais fria a delinquente ficava, pra compensa a dor implacável e o ciume Vi se afundava ainda mais nas drogas, já esta a ponto de notar uma certa mudança em sua aparência.

A delinquente preparava se para sua ronda habitual, caminhava lentamente para o estacionamento quando escutou duas vozes familiares. Ela parou e ficou na duvida se prosseguia ou não, as vozes de Caitlyn e Jayce continuaram soando.

–Aqui não Jayce! — Caitlyn protestou num to de voz baixo.

–A qual é vai se divertido — Jayce insistiu.

–Não misture trabalho com relacionamento pessoa, oficial!

–Um pouquinho de aventura não vai fazer mal a ninguém — Ele continuou insistindo. E de repente um silencio prevaleceu por um momento.

–Não! Tira a mão dai — A voz de Caitlyn soou mais alta dessa vez- Já basta oficial.

–A qual é Cait, eu estava só brincando! -Os dois apareceram. Caitlyn arrumava o vestido enquanto Jayce caminhava atrás dela, a xerife ficou estática quando viu a delinquente.

–Vi....- Seu olhar era de surpresa e espanto, ela corou sentindo um pouco de vergonha. A delinquente apenas virou o rosto e continuou seu caminho, ignorando os dois.

Jayce mantinha um sorriso arrogante no rosto enquanto observa sua oponente derrotada afasta se, puxou Caitlyn para perto de si de forma possessiva. A xerife irritou se com a ação dele e desvencilhou se dos seus braços continuando em passos mais rápidos, o outro apenas suspirou e continuou seu caminho atrás dela. Já a delinquente caminhava trincando os dentes, pela primeira vez tinha sido derrotada por alguém além de sua irmã. Ela montou e acelerou sua moto mas sua mente estava em outro lugar.

Flash Back On

A pequena corria atrás da garota mais velha tentando golpe a la, mas era inútil afinal a outra era incontestavelmente mais rápida e forte. A garota de cabelos rosados quase branco apenas ria, enquanto a mais nova começava a chorar de raiva pelo deboche da irmã.

–Como você é chorona VI — Kuran se abaixou e limpou as lagrimas da caçula — Como você vai ser forte se for uma chorona desse jeito?

–Não foi justo nee chan! Você sempre ganha — Vi fez biquinho e uma cara emburrada cruzando os braços em forma de protesto.

–Acostume se porque você ira sempre perde pra mim — Kuran se abaixou ficando de joelhos na frente dela — Mas, só eu posso te derrotar mais ninguém entendeu?'

–Sim — A pequena respondeu ainda chorosa.

Flash Back Off

Seu dia tinha sido um tanto estressante alguns bandidos deram um certo trabalho e o fato dela ter presenciado aquela cena na delegacia, acabou que por deixa la com um péssimo humor. Chegou em casa estacionou sua moto, fez um carinho nos seus dois monstro que sempre conseguiam faze la sorrir, entrou em casa. A lunática assistia tv quando viu a punk entrar abriu um imenso sorriso.

–Ola meu querido esposo, como foi seu dia de trabalho? — Jinx deu um beijinho no rosto dela.

–Você fumo? Ta locona? — Vi a estranhou.

–Como você é engraçado querido, cheio de piadas — Jinx deu as costas e tirou uma bandeja da geladeira — Para o jantar temos três tipos de coquetéis Sangria, Martine com saquê e agrião e por fim uma deliciosa Tequila sunrise. E como aperitivo temos a opção de heroína, cocaína, maconha e um belo mesclado de crack. Qual você prefere querido?

–Crack? Eu não uso essa merda não, me diz onde você conseguiu esses ingredientes para os coquetéis? E onde aprendeu isso?

–Não é crack puro é mesclado dele com a maconha, então não é o mesmo efeito que ele sozinho. Em relação aos ingredientes, eu tenho minhas fontes.

–Certo... mas eu dispenso quero algo bem forte — A delinquente foi até a mesa e pegou o conhaque.

–Fiz tudo isso com tanto carinho e você vai tomar conhaque? Magoou.

–Cara eu to sem paciência, então não me enche — Vi se jogou no sofá e começou a tomar o conhaque direto da garrafa.

–Ta estressadinha é? — Jinx roubou a garrafa.

–Serio mano, não estou afim de brincadeira. Devolve logo — A punk não se levantou apenas virou se e ficou a encarando.

–Mas eu quero brincar — A lunática atirou a garrafa no chão com força, quebrando a.

–Puta que pariu você esta louca?! — Vi levantou se furiosa e a prendeu na parede, segurando a mesma pelas tranças.

–Hum... ficou bravinha? — Jinx riu e então cuspiu na cara dela. A delinquente deu um soco na parede, forte o suficiente para faze la rachar ao redor do impacto.

–Eu juro que o próximo vai ser na tua cara — Sua voz embargava puro ódio.

–Na cara? Ta bom — Jinx gargalhou e deu um tapa na cara da fera. Que rangeu os dentes e a arrastou pelos cabelos até o quarto e a jogou com brutalidade encima da cama.

–Eu vou te fazer sofrer — Vi foi até a geladeira pegou um garrafa de Blue Ice e tomou todo o liquido de uma só vez. Depois voltou para o quarto com a garrafa vazia.

–Pera tempo tempo, calma ae você não vai fazer isso?! — Jinx cruzou as pernas já pressentindo o ato da outra.

–A eu vou — Vi subiu na cama e puxou o mini short da outra.

–Não! Nada disso — A lunática começou a recuar, mas a delinquente a puxou pelas pernas trazendo a para si.

–Você cuspiu na minha cara, agradeça por ser só uma garrafa que eu vou enfiar em você. Se fosse outra ocasião, eu teria te matado — Vi puxou a calcinha dela, rasgando a.

–Que meda que tenho de você, não se esqueça que eu sou muito mais perigosa que você aqui — Jinx deu um tapa na cara dela, depois a puxou pelo cabelo trazendo a para próximo do seu rosto. Assim, dando um beijo ardente.

Enquanto isso numa limousine do lado de fora.

–Não pode ser! Uma garrafa! VI sua danadinha — Zero gargalhou — Quer escutar?

–Você não presta, como pode escutar outra pessoa fazendo sexo com duas garotas de acariciando? — Harumi estava emburrada sentada do outro lado da limousine, já que Zero estava muito ocupada brincando com duas belas garotas.

–O que isso tem haver?

–Só quero que isso acabe logo, alias não acha que uma limousine é extravagancia demais?

–Você estava reclamando que não queria ficar em uma vã.

–Mas uma limousine? Poderia ao menos ser um carro normal, certamente seria menos chamativo.

–Você reclama demais Harumi, agora se me da licença — Zero jogou os fones para a lolita e voltou a dedicar se em beijar as duas garotas. Ela beijava uma ruiva com paixão, conforme a coisa se intensificava suas veias ficavam negras mudando novamente para um azulado florescente, a ruiva gemia baixo até desmaiar. Ela fez o mesmo com a outra garota que parecia estar em um tipo de transe que também desmaiou ao término do beijo.

–Eu não gosto quando você faz isso.

–Olhe pelo lado bom, dessa vez eu as deixei vivas — Zero sorriu e lambeu os lábios.

No dia seguinte Vi demorou um pouco mais para fazer sua patrulha dessa vez, queria ter certeza de não topar com aqueles dois. Ela saia da sala de treino quando topou com a xerife, acelerou o passo mas foi impedida de prosseguir.

–Eu preciso falar com você — Caitlyn a segurava pela mão.

–Foi mal mas já ta na minha hora de patrulhar — Vi respondeu com indiferença, desvencilhando se da mão dela.

–Não lembro de ter dado ordem para você patrulhar sozinha — A xerife usou um tom autoritário. Fazendo a delinquente que estava de costa virar se e encara la — Minhas ordens foram que você patrulharia com James e Tay.

–Eu trabalho melhor sozinha — Vi falava tentando controlar a raiva que sentia.

–Aqui nós só trabalhamos em equipe oficial — Caitlyn mantinha seu tom de voz firme, mas por dentro não estava suportando aquele olhar da delinquente. Ela me olhava como se fosse sua inimiga.

–Olha... — Vi suspirou — Podemos conversa em outro lugar, digamos que estamos chamando atenção aqui — Caitlyn olhou ao redor, tinha algumas pessoas observando.

–Vamos pra minha sala.

As duas caminharam em silencio até a sala da xerife. Entrando Caitlyn sentou se na sua poltrona e se colocou na sua majestosa pose de xerife, enquanto Vi preferiu ficar em pé. A delinquente a encarava nos olhos.

–Caitlyn, eu estava sozinha até agora, e estou muito bem desse jeito — Vi se pronunciou.

–Você me desobedeceu contrariando minha ordem, não é simplesmente questão de trabalho. E sim o trabalho em equipe, você tem que aprender a confiar no seu parceiro.

–Como posso confiar se meu parceiro me abandonou? — O silencio permaneceu por alguns segundos — Eu gosto do Palmito e da Limão mas, eles já são parceiros e trabalham muito bem juntos. Você é minha dupla mais ninguém, se você não estiver ao meu lado nas patrulhas, então não aceitarei mais ninguém.

–Não é bem assim Vi, eu tenho muita papelada pra cuidar por aqui. Organizar operações, distribuição das viaturas e muito mais.

–Dane se, quando você me propôs entrar na policia disse que seriamos parceiras — A delinquente mantinha se firme, mas era visível a magoa em seu olhar — Eu só aceitarei você ao meu lado.

–Não complica mais, por favor.

–Não complicar? Você mal fala comigo, desde a semana anterior ao seu casamento. E ainda me fala pra não complica? Fala sério.

–São coisas totalmente diferentes.

–Claro que não, na real você já planejava isso. Me deixar com Tay e James pra sair do jogo, mas mesmo assim você ainda preferiu me iludir até o ultimo momento. Desde o inicio você já planejava manter seu casamento com Jayce, mas continuou sua brincadeira, afinal foi divertido não é? — Vi apoio as mãos na mesa.

–Nada do que você falou tem nexo — Caitlyn irou se com a indagação da outra — Primeiramente quem começou com isso foi você!

–Você é a xerife podia muito bem ter me impedido, que me prende se depois ou coisa do tipo. Mas você retribuiu todas as vezes com fervo — Vi rebateu — Sabe eu realmente acreditei que poderia ter uma chance...

–Não me coloque como a unica vilã aqui, você sabia desde o inicio que eu era comprometida. Mas o que ocorreu entre nós não foi um simples capricho meu, foi algo alimentado por nós duas Vi — Caitlyn segurava as lagrimas.

–Tem razão, não seria justo eu colocar a culpa somente em você — A delinquente abaixou o olhar de maneira triste — Mas você poderia ao menos ter se esforçado e não ter levado em conta a opinião dos outros.

–Eu amo Jayce, e estou com ele por decisão própria.

–Você mente tão mal Caitlyn.

–Sera que é difícil você aceitar minha decisão? — As lagrimas da xerife já eram visíveis.

–Se você o amasse como diz que ama, não teria se envolvido comigo. Não teria falado e feito tudo aquilo só por fazer, e sim você só se casou com ele pra agradar sua família. Por um lado eu até entendo afinal, você veio de berço de ouro é claro que sua família iria querer o melhor partido pra sua queridinha. Tenho que admitir que o playboy tem tudo que sua família sempre desejou para sua garotinha predileta. Já eu sou apenas uma criminosa assassina, envolvidas em crimes que certamente arrepiariam o pescoço de muita gente além de ser uma encrenqueira briguenta de primeira mão, esqueci de mencionar minha falta de educação. Certamente não sou um bom partido não é xerife?.

–Você esta levando isso para o lado errado — Caitlyn tentava segurar os soluços de choro.

–O mauricinho certamente foi o caminho mais fácil. Se tivesse me escolhido teria que enfrenta sua família, e pior a sociedade criticaria muito um relacionamento desses. Ainda mais levando em conta que você é uma figura publica, eu realmente estava disposta a dar e enfrenta tudo por você. Mas diferente de mim, você tem muito mais a perde. Me desculpa Caitlyn, mas a unica coisa que podia te oferecer era o meu amor — Vi abaixou o olhar e virou se ficando de costa para a xerife — Agora se me der licença, eu vou patrulhar — A delinquente saiu da sala.

Caitlyn entrelaçou os dedos e encostou a mão na testa, fechou os olhos e tentou conter as lagrimas que escorriam pelo seu rosto. Vi tinha entendi a atitude dela errado, certamente não sairia como boa garota daquela história mas, de alguma forma tinha que fazer algo. O que aconteceu não havia mais como ser desfeito, já se sentia mal pela decisão que tinha tomado e agora que teve noção de quão ferido estava aquele lobo, seu remoço só aumentava. Precisava falar com alguém.... perdi algum conselho.

Tio Ben a recebeu com um forte abraço, Caitlyn não aguentou e começou a chorar. O homem apenas afagava sua cabeça, seu tio sempre foi um porto seguro para xerife pois diferente de seu pai, ele não era exigente e aceitava o que a vida lhe trazia pela vasta experiencia que tinha na policia, e pelos inúmeros casos que acabou presenciando. Os dois foram para a biblioteca onde puderam ter mais privacidade. Caitlyn acalmou se mais e então explicou a situação desde o inicio para seu tio até o ultimo ocorrido.

–Nossa quem diria em. Eu avisei que ela usaria o charme, mas não espera que você realmente caísse no jogo dela. Mas sabe o que mais surpreende? É esse sentimento que ambas desenvolveram uma pela outra, Vi te ama Caitlyn mas, você pode ter cometido o erro de se casar com alguém que não gosta por simples capricho de seus pais. Eu sei que a senhorita é uma boa garota e que não quer decepciona los, mas colocou a sua felicidade e a de mais duas pessoas em jogo o que é algo muito errado — Ben falava com calma e serenidade.

–Eu sei tio — Caitlyn apenas respondeu de cabeça baixa.

–Não irei dizer o que tem que fazer, mais uma vez essa decisão cabe a você. Mas se pretende continuar com o Jayce, então apazigue sua situação com a Vi. Ela merece suas desculpas, afinal a mais ferida da história é ela, não aja com indiferença pois isso só ira faze la sofrer ainda mais e pegar raiva de você. Tente amenizar a dor dela sem comprometer seu casamento, com o tempo ela ira superar e tenho certeza que juntas e como amigas vocês duas serão imbatíveis. Agora se por acaso você muda de ideia e resolver ficar com ela, acredite terá todo o meu apoio para o que der e vier — Tio Ben sorriu docilmente.

–Muito obrigada tio, o senhor é o melhor — Caitlyn o abraçou fortemente. Depois de se separarem o encarou com um olhar firme e confiante — Eu já sei o que fazer — Sorriu.