O funeral de seus dois companheiros tinham sido pela tarde, a mãe de um dos infelizes estava em desespero e começou a fazer um escândalo depois passando mal, ela foi socorrida e retirada do local. Pra finalizar Cedric estendeu duas bandeiras com o simbolo do moto clube sobre os caixões, enquanto eles eram baixados para dentro da cova todos ligaram suas motos e aceleraram três vezes em uma ultima despedida. Ao cair da noite o bando voltou para o moto clube para comemorar o sucesso da missão, a musica era alta muita bebida e gente. Foi montado um bar na parte de fora e um mini palco para a banda que tocava, aquele era o tipo de festa que reunia tipos de garota paga pau e jovens que tem interesse em se juntar a alguma facção. Vi estava no bar interno da sede não queria participar daquilo estava com muita raiva pra se divertir. O restante do seu grupo não estava muito longe de onde ela estava.

–Cara olha pra ela esta mais carrancuda que o normal — Zoio falou apontando pra delinquente.

–Por que ela ta assim? — Jack perguntou.

–Perdeu a moto num acidente no meio da missão — Zoio explicou.

–Só por isso? Vi é bem infantil quando quer ser — Castor riu.

–Ela nem devia ter ficado assim só por causa de uma moto, ela sabe que vai ganhar outra — Maicon também olhava pra ela.

–Aquela moto era diferente ela pertencia ao Jack M. Doido foi ele quem fundou a gangue e a liderou por muitos anos, antes de ser preso — Grunje falou.

–Cada ele agora? — Castor perguntou.

–Foi condenado a morte, aquela moto tem muito significado pra ela — Grunje explicou.

A festa continuou no mesmo ritmo, os poucos caras que foram da encima dela saíram escorraçados de la. Grunje que apenas observava a cena suspirou profundamente, era difícil para as outras pessoas entenderem o problema dela. Mas ele sabia todas as lembranças que aquela moto trazia a Vi, ele foi até ela e sentou se ao seu lado.

–É a festa ta bombando — Grunje começou a puxar assunto.

–Sim — Vi respondeu desanimadamente.

–Não fica assim criança, é muito chato ver um amigo desse jeito- Grunje passou a mão na cabeça dela.

–Pois é não posso fazer nada — Vi girava o seu copo de conhaque.

–Ei seguinte depois a gente procura aquela moto velha ok? Vamos virar essa cidade de cabeça pra baixo se necessário mas vamos achar.

–Serio?

–Mas é claro, agora tente se divertir um pouco ta bom? Levanta daí e vamos curti o som — Grunje conseguiu anima la um pouco os dois voltaram a onde estava o grupo.

No dia seguinte só deu uma cambada de bêbados jogados por todos os lados. Vi tinha dormido no balcão do bar e acordou com aquela ressaca, olhou ao redor e viu Grunje dormindo encima da mesa de sinuca junto com o Castor e não muito longe dali estava Zoio jogado no chão coberto por latas de cerveja. Cedric saiu do seu escritório com uma cara de da dó, ele foi até onde Vi estava e sentou se do seu lado. Pelas marcas de beijo e arranhões em seu pescoço pra ele a noite foi boa.

–E festão — Ele disse espreguiçando se.

–Pois é foi louco — Vi bocejou.

–Que nada você ficou emburrada quase que a festa inteira, relaxa semana que vem a gente descola uma moto nova pra você.

–Já é.

–Ontem eu tive um frenesi — Cedric começou a gesticular com a mão- E decide que devemos te vingar.

–Como assim? — A delinquente virou o rosto ao sentir o bafo de bêbado dele.

–Vamos acabar com todos aqueles que colocaram você na prisão.

–O promotor já esta morto, não sei nem porque mataram ele eu já estou solta.

–Sua liberdade custou muito caro pra gente e só o promotor não é o suficiente, ainda tem o juiz, o advogado e os jures. Eles ainda estão vivos e eu não posso permitir isso.

–Cara não tem pra que eu isso já é passado.

–Calada eu sou o chefe, e digo que vamos matar eles entendeu?

–Ok quando?

–Assim que esses bêbados se recuperarem.

Uma semana depois a gangue começava a se organizar, primeiro eles estudaram onde cada uma das futuras vitimas moravam e começaram a estudar suas rotinas. A primeira vitima era o advogado, o homem costumava sair cedo e volta por volta das seis horas da tarde onde chegava e jantava com sua familia e vivia sua pacata vida caseira. Eles esperaram até o anoitecer e invadiram silenciosamente a casa, as crianças já tinham ido dormi e só o casal estava na sala assistindo a televisão. Castor chegou por traz e encostou arma na cabeça do homem, já Grunge segurou a mulher impedindo que ela grita se.

–Ei Cedric a gente pode se divertir um pouco não é?- Jack olhou para o homem de cavanhaque que estava ao lado de Vi.

–Claro matem sua vontade — Cedric sorriu e foi amarrar o homem junto com Grunje.

Jack, Castor e Zoio derrubaram a mulher rasgando suas roupas e iniciando o estrupo. Cerdric se divertia olhando a cena gargalhando muito, Vi apenas se encostou na parede perto da escada não queria participar daquele ato desnecessário. O homem só olhava para sua esposa em desespero, a mulher chorava muito já estava ficando sem forças. Vi olhou para o alto da escada e viu três crianças chorando baixinho ela subiu indo até elas, fez um sinal para que elas a segui sem em silencio até seus quartos.

–Olha agora é melhor vocês deitarem e fingirem que estão dormindo, porque se eles pegarem vocês acordadas vai ser bem ruim — Vi arrumava a menor na cama.

–Mamãe e o papai vão ficar bem moça? -A caçula perguntou.

–Você como a mais velha vai ter que cuidar da suas irmãs agora, e aja o que houver não abra os olhos finjam que estão dormindo — A delinquente falou para a mais velha.

–Por favor moça ajuda o papai e a mamãe- A do meio choramingou pra punk.

–Me desculpe mas eu não posso ajudar — Vi saiu do quarto

–Onde esteve? — Cedric olhou carrancudo pra ela.

–Fui checar as crianças se estavam dormindo mesmo — Vi estava odiando aquilo.

–Eu mesmo vou olhar — Ele começou a subir as escadas mas a delinquente o parou colocando a mão em seu peito.

–Elas estão — Vi olhou de forma seria pra ele. O homem recuou e voltou pra sala.

–Terminem com isso e vamos embora — Cedric se sentou no sofá.

A mulher estava quase desmaiada sem força no chão, Jack pegou um punhal que gostava de carregar consigo e passou no pescoço dela deixando que morre se sufocada com o próprio sangue. Depois foi até o homem e desferiu diversas facadas em sua barriga, o bando saiu da casa. Aquele tinha sido o primeiro da serie de assassinatos, as próximas vitimas eram os jures.

Como da forma anterior eles seguiram o mesmo padrão observaram a vitima qual era sua rotina depois atacaram, muitos estrupo, torturas e mortes violentas aconteceram em um curto período de tempo. Aquilo certamente chamaria a atenção da policia, Vi estava sentindo nojo daquilo, apesar de já esta acostumada com esse tipo de coisa e também ter participado muitas vezes de coisas do gênero. Mas aquele ato era realmente desnecessário uma vingança que ela não queria e sim apenas uma desculpa pra se divertirem aos custos das desgraças dos outros. Por fim a ultima pessoa a se pegar era o juiz, um homem bem sucedido já com uma certa idade três lindos filhos e uma bela e devota esposa. Mas para um homem como aquele não era o suficiente, ele precisava de uma amante. Ele costumava se encontrar com ela depois do trabalho em seu carro em uma rua praticamente deserta a noite, o que facilitou muito o trabalho do bando que cercou o carro e o invadiu.

–Quetinho ae tio — Grunje sentou se no banco do motorista, Castor e Jack junto do casal no banco de trás enquanto apontavam as armas, já Vi e Cedric os seguia em outro carro.

–Mas que velho desgraçado — Jack riu enquanto olhava maliciosamente a amante do juiz.

Eles foram até uma região bem deserta próximo aos limites da cidade, eles tiraram o gordo juiz do carro e o arrastou junto com sua amante para dentro de uma casa abandonada na qual eles deixaram tudo armado. É claro que os rapazes famintos não perdoariam a garota do juiz, Vi apenas esperava do lado de fora da casa estava cansada daquela vingança desnecessária. Grunje foi até o seu lado.

–Não vai participar? — Vi olhou pra ele.

–Eu sou casado e gosto de ser fiel a minha esposa — Grunje sorriu pra ela — Se bem que faço muita bobeira pra alguém da minha idade.

–Mais caras como você Grunjão, bom vamos termina logo com isso — Os dois entraram novamente um tempo depois.

Eles terminaram com a garota, até Cedric participou dessa vez agora iam cuidar do juiz que estava amarrado observando a cena, eles arrastaram o homem até um balde cheio de água. Tirando sua mordaça e o deixando de joelhos em frente ao balde.

–Então vossa excelência que tem a dizer em sua defesa? — Cedric o segurou pelo cabelo.

–Eu sou um homem muito poderoso estão cometendo um erro! — O homem gritou irado.

–Errado — Cedric afundou a cara dele no balde e deixou por um tempo. Ele puxou novamente a cabeça do juiz pra cima, o homem respirava ofegante e com dificuldade.

–Por favor eu posso pagar muito bem a vocês — O juiz falava tentando recuperar o folego, mas novamente sua cabeça foi afundada no balde.

–Não precisamos do seu dinheiro imundo, você gosta de trair não é excelência? Tragam o alicate — Cedric ordenou.

–Aqui — Jack entregou o alicate para o chefe e depois sorrindo para o homem.

–Bom vamos ver o que temos aqui — Cedric abaixou as calças do juiz — Serio que essa vadia se contentava com isso?

–Por favor deixe me ir eu vou pagar bem- O juiz começou a chorar

–Não — Cedric sorriu e ajustou o alicate no pênis do homem.

–Por favor não não — O juiz urrou de dor ao ter o seu órgão genital decepado.

–Pronto agora você só vai poder fazer sexo com a bunda — Ele virou o homem de costas e se posicionou o penetrando.

Vi saiu dali queria vomitar ao ver aquela cena escrota, ela sabia que seu líder era gay ele apenas não admitia mas tinha certos momentos que ele deixava sua purpurina escapar. A delinquente ficou um tempo la fora até ter certeza que aquilo tinha acabado, o juiz estava jogado no chão gemendo de dor enquanto seu líder terminava de ajeitar as calças.

–Terminem com ele — Cedric acendeu um cigarro e saiu. Jack disparou seis tiros contra o homem e mais dois contra a amante dele.

Alguns dias depois crianças brincavam ali perto de esconde esconde, um garotinho teve a ideia genial de se esconder na velha casa seus amigos nunca o encontrariam ali, ele sentiu um cheiro estranho vindo de dentro da casa e foi olhar o que era, o garoto saiu correndo chorando. Mais tarde a policia tinha cercado o local, dois sacos pretos foram retirados. Um escândalo para mídia afinal um importante juiz tinha desaparecido e aparece morto dias depois junto de uma mulher desconhecida.

Caitlyn olhava para a tela de seu notebook, uma serie de assassinatos tinham ocorrido e ela estava estudando o caso pessoalmente. Jayce entrou em sua sala com alguns papeis e colocou sobre sua mesa.

–Perdida em pensamentos? — Ele perguntou sorrindo.

–Juntando partes do quebra cabeça — Caitlyn pegou os papeis.

–São os depoimentos.

–Obrigado — Caitlyn sorriu pra ele enquanto saia da sala.

Ela ficou até bem tarde na delegacia estudando os depoimentos e o restante das provas colhidas. Foram muito assassinatos em pouco tempo e ela não gostou nada daquilo, foi quando encontrou uma coisa interessante nos depoimentos das filhas do advogado. Ela levantou e foi até sua bolça procurar o papel que tinha anotado a placa daquela moto, ela puxou novamente quem era o dono e releu o depoimento das meninas. Sim a características batiam, entrou no seu sistema de registro de quem tinha passagem e começou a procurar.

–Achei você — Caitlyn abriu um largo sorriso.

Começou a investigar cada vitima e descobriu que todos estavam ligados ao julgamento daquela criminosa. O destino fez com que ela persegui se aquela moto naquele dia, ela suspirou satisfeita existia uma grande possibilidade dela esta envolvida no tiroteio que ocorreu na alto estrada também, agora bastava só captura la pra confirmar.

–Hummmm mas que carinha de garota má não é? É desse tipo que eu gosto — Caitlyn sorria como criança enquanto observava a foto de Vi.

–Falando sozinha? — Jayce entrou com uma caixa — Alguns cupcakes sei que você adoro esse tipo de doce.

–Você aqui até tarde? — A xerife pegou uma daquelas delicias açucaradas.

–E você? Também não devia fazer tanta hora extra.

–Só estava fechando um caso.

–Qual o dos assassinatos?

– Sim e já tenho meu grande suspeito.

–Nossa foi rápido, quem é?

–Ela — Caitlyn virou a tela do notebook para Jayce- Tinha sido presa e acusada de homicídio mas a pouco tempo foi solta novamente, não sei porque ela saiu tão rápido da cadeia não cumpriu nem um terço da pena.

–Propina provavelmente — Jayce chegou mais perto do notebook estudando a possível suspeita.

–Sim infelizmente ainda tem muita gente corrupta por ai, mas sua saída é legal então não temos muito o que fazer quanto a isso. Mas parece que ela teve outras pequenas passagens quando era de menor.

–Não simpatizei muito com ela não, tem cara daqueles criminosos que costumam dar trabalho.

–Tem razão em relação a isso, um dos grandes motivos dela ter passagem pela policia é por causa de envolvimento em brigas, e não são poucos o numero de registro.

–Uma encrenqueira.

–Acho que o antigo xerife deve saber sobre ela, eu vou entrar em contato com ele já que foi presa antes que eu assumisse a delegacia.

–Pois é mas chega de trabalho, amanhã resolvemos isso mas agora é hora de ir pra casa não quero minha futura esposa cheia de olheiras e estresse por causa de uma criminosinha barata, não é? — Jayce sorriu.

Caitlyn levantou e arrumou suas coisas, os dois saíram juntos se despedindo dos oficiais que ficariam no turno da noite. A xerife caminhava de mãos dadas com seu noivo que a seguiu até o estacionamento da delegacia, eles se despediram com um beijo e cada um foi para o seu lado. Caitlyn já tinha concertado seu carro e dirigia sem pressa queria aproveitar ao máximo aquela sensação de ter um caso quase que fechado. Só falta uma coisa, pegar a delinquente.