O lado escuro de Piltover
24 Alfa e Omega
Notas iniciais

A lolita observava emburrada a outra galantear mais uma presa, realmente odiava aquilo! Não entendia o porque dela sempre fazer justo na sua frente, talvez de provocação. Na ocasião, estavam em uma festa de gala, e é claro que Zero era o centro das atenções, afinal, era dona de uma beleza unica e extravagante. Alta, com traços delicados e bem delineados, além de seu longo cabelo branco que dava um ar de elegância e superioridade, combinando perfeitamente com sua personalidade. Um lobo branco, um alfa, uma dama perfeita. A maior olhou para a lolita que estava em um canto isolada com uma expressão irritada, sorriu, a outra ficou vermelha e ainda mais emburrada. Zero livrou se de seus admiradores e caminhou até a jovem mulher de aparência infantil.
–Esta gostando da festa? — Zero perguntou.
–Estarei mais feliz quando ir pra casa — A lolita respondeu com indiferença.
–Vamos la Harumi, era você que estava reclamando que precisava mudar de ambiente.
–Ha! Quero ir pra casa!
–Como você é mimada — Zero bagunçou o cabelo dela — Vamos da uma volta ,tudo bem?
–. . .
–Vamos Harumi, não seja chata — A mulher de cabelos brancos puxou a menor para um canto mais reservado, onde os olhos curiosos não tinham alcance.
Elas caminharam até uma sala vazia, um tipo de escritório muito bem organizado. A menor continuava com sua cara emburrada, enquanto a outra apenas a observava sorrindo. Zero caminhou lentamente parando na frente dela, sorriu deixando a outra ainda mais vermelha, a prendeu contra parede.
–Zero, chega de brinca... — Harumi virou o delicado rosto de feição infantil para o lado, suas bochechas estavam extremamente vermelhas com a situação.
–Você fica tão fofa com vergonha e ciumes — Zero provocou.
–Não estou com ciumes! — A lolita retrucou, mas logo percebeu que era um truque. Pois seus lábios foram capturados pelo da outra.
–Tão fofa — A mulher de cabelos brancos sorriu novamente — Você sabe que os outros são somente diversão. Harumi tenho olhos só pra você.
–É sempre a mesma conversa — A pequena teve seu queixo segurado pela outra, forçando a encara la. Outra vez seus lábios foram tomados.
–Faz algum tempo que não fazemos amor, não é?
–Não fale assim, idiota!
–Tão fofa — Zero desceu seus beijos para o pescoço da menor, delineando cada traço daquela pele de porcelana.
–Zero este não é o momento pra isso! — Harumi protestou de olhos fechados.
–Hum, não é o que seu corpo esta dizendo — A mulher de cabelos brancos desceu seu rosto até os lacinhos, que impediam que abri se o vestido de babados. Foi desfazendo os laços, deixando a outra ainda mais corada.
–Zero, por favor agora não...
–Essa sua carinha de safada inocente é tão fofa Harumi. Me faz ter vontade de te violar ainda mais — Zero começou a desabotoar os botões do vestido, um sorriso maldoso brotava em seu rosto. Ela parou, caiu de joelhos colocando a mão no peito.
–ZERO o que foi?! — A lolita abaixou se imediatamente, com um certo desespero — ZERO RESPONDA!
–Tem algo errado...
A delinquente desferia socos frenéticos contra o saco de boxe, a xerife tinha furado com ela. O que a deixou muito zangada a outra tinha usado a desculpa que ia visitar a família, a punk até entendia mas, ela podia fazer isso em outro dia. Mais um soco poderoso foi desferido contra o saco, Vi se perdeu em seu próprio mundo...
Flash Back On
A pequena olhava atentamente sua irmã treinar naquela imensa sala, adaptada para aquela situação. A mais velha mantinha se seria, apesar da sua pouca idade mesmo assim a caçula insistia em observar mesmo que não recebe se atenção, não entendia o porque da sua irmã sempre treina tão intensamente ainda mais por estar sempre machucada. Seus longos cabelos brancos, dançavam no ritmo de seus graciosos golpes aquele era um dos poucos momentos em que podia ficar junto a ela, mas aquila a irritava era tão mais legal brincar.
–Kuran, vamos brincar? — A pequena perguntou.
–Agora não — A outra respondeu com indiferença.
–Você sempre diz isso — Vi cruzou os braços em sinal de insatisfação.
–O que foi? Vamos brincar de luta então, mas saiba que não vou pegar leve — Kuran mantinha aquele seu sorriso torto no rosto.
–Ta! — A outra correu até o centro do tatame, tirou o tênis posicionando se em frente a sua irmã.
–Pode vim — A maior esperava sorridente o ataque da outra, que veio sem hesitação. Mas é claro que sua investida foi facilmente evitada, e assim todos os seus golpes foram desviados deixando a irritada.
–KURAN NÃO SABE BRINCAR, CHATA! — Vi começou a chorar brava.
–Como você é chorona, já cansei de te falar que sempre serei mais forte. Eu tenho que ser, para nos proteger — A mais velha fez um carinho na cabeça da outra.
–MAIS ISSO É CHATO!
–Ok ok, vamos brincar de outra coisa depois ta?
–Ta!
–O que estão fazendo? — Uma senhora elegante aproximou se das duas, atrás dela um jovem homem de estatura e porte intimidadores.
–Não estávamos fazendo nada, ela já esta indo embora -Kuran se colocou na frente da irmã.
–Me diga VI o que faz aqui?
–Ela já esta indo embora, sai daqui Vi!
–Calada — A senhora deu um tapa no rosto da garota maior — Vamos la VI, lembra se que te eduquei para respeitar e responder os mais velhos? — A pequena se manteve em silencio — Pretende desobedecer?
–Não.... estava brincando com a K... com ela — A pequena respondeu de cabeça baixa.
–E o que lhe disse sobre isso?
–Que não posso brincar com ela....
–Por que me desobedeceu?
–Queria....queria ficar um pouquinho com minha irmã.... desculpa Vovó.
–Tudo bem criança, agora pode ir. E você minha doce favorita, já sabe onde ir.
Vi apenas observou sua irmã cerrar os punhos e trincar os dentes. Seguiu a velha senhora em passos lentos porém firmes, deixando a caçula para trás.
Flash Back Off
A delinquente segurava o saco de boxe, aquelas memorias sempre vinham nestes tipos de momentos, já tinha s passado tantos anos e mesmo assim aquele sentimento de perca continuava forte em seu peito. Antigamente para que aquele tipo de pensamento não ocupa se sua mente, costumava cometer crimes e fazer bagunça com sua antiga gangue. Por anos aquilo a distraiu, depois veio Caitlyn que a manteve seus pensamentos ocupados por algum tempo. Mas agora, não tinha mais nada com o que se distrair sabia muito bem que aquelas memorias tomariam suas noites de sono.
–Fala serio cara.... na boa para de pensar bobeira — A punk começou a bater na própria cabeça — Preciso sair, pegar algumas garotas. Caralho! A quanto tempo eu não pego ninguém?!
–Hum.... com licença — A xerife chamou a atenção da outra — Desculpe por atrapalhar seus pensamentos altos.
–Caitlyn! Nunca mais chegue de fininho assim, caralho — A punk respirou fundo — Perai, desde quando esta ai?
–A bastante tempo.... você costuma pensa em voz alta — A xerife começou a rir, deixando a outra vermelha.
–Pois é né, estava planejando pegar umas minas e tals. Já faz um tempo que não brinco a três — Vi caminhava em direção a xerife, tentando provoca la.
–Boa sorte...- Caitlyn sentira um pouco de ciume.
–Não preciso de sorte gata, não há garota no mundo que resista a este rostinho bonito e jeitinho maroto — A delinquente gabou se — É assim que conquisto as mulheres, despertando seu lado selvagem.
–É tem razão, bom saber que usa a mesma tática com todas — O tom de voz da xerife era claramente irritado. A delinquente percebeu que tinha falado demais.
–Não é bem assim....
–Você deixou bem claro isso agora.
–Ué e porque esta brava? Só estou comentando.
–Tem razão, por que estou irritada com isso? Nós nunca tivemos nada de qual quer forma.
–Isso aconteceu por escolha sua.
–Quem começou com as gracinhas foi você! — Agora as duas pareciam duas crianças brigando.
–Ou calma ae xerife, quando um não quer. Dois não fazem.
–Esta dizendo que a culpa é minha?
–Claro, podíamos estar felizes juntas agora e ter evitado muitas coisas. Como a perda dos... — Vi parou ao perceber no assunto que tinha tocado.
–Tem razão Vi, se não tivéssemos transado naquela noite. Eu certamente não estaria gravida — A xerife começou a caminhar em passos firmes, indo em direção ao lado oposto da outra. Ainda estava muito sensível por causa daquele acontecimento.
–Pô Cupcake, desculpa. Não queria falar sobre isso, é serio — A delinquente correu até a xerife e a segurou pelo braço.
–Você é uma grande idiota! — Caitlyn desabou a chorar. A delinquente a puxou para si, abraçando a fortemente.
–Desculpa ta, é tudo culpa minha mesmo — Vi levantou um olhar ameaçador, para dois policiais que estavam na porta da sala. Fazendo os recuar.
Depois daquele ocorrido Caitlyn ficou muito ressentida, mas por sorte a delinquente conseguiu reverter a situação e a convenceu de sair no domingo. Pretendia um encontro a dois, mas a xerife insistiu em querer levar mais alguém. Durante o sábado foi até a penitenciaria visitar seu velho amigo, ela aguardava na sala de visitas quando o gordo agora sem barba e com o cabelo curto sentou se a sua frente, ela não acreditou.
–Espera ai policia, me trouxeram o cara errado! — Vi brincou.
–Hahaha muito engraçado — Grunje respondeu ironicamente.
–Cara tu já era feio, e sem barba agora que a Laura não vai te querer mesmo!
–Se veio me zoar pode cair fora.
–Relaxa ai gordo, eai as coisas estão muito barra pesada de aguenta?
–Sempre é né Vi, se eu continuar com bom comportamento por mais alguns anos posso ganhar condicional. Laura vem me visitar quase todos os dias, junto com meus filhos. Dilan a alguns dias atrás me mostrou todo empolgado os novos dinossauros dele, ele disse que você era o T rex e eu o triceratopes.
–Haha eu sei que sou uma rainha — Vi gabou se — Tenho que arrumar um tempo para visita los.
–Sim, eles sempre me perguntam de você.
–Pretende fazer o que quando sair?
–Arrumar um emprego decente e recuperar a minha dignidade como pai de família. Acredita que o Zoio começou a fazer parte de um dos programas educacionais da penitenciaria, diz ele que vai termina os estudos e vira doutor advogado.
–Há! Zoio como advogado? Este mundo esta perdido mesmo, pelo menos conseguimos sair dessa a tempo.
–É graças a você.
–Não é pra tanto Grunjão, alias agora que me dei conta. Cade o Maicon?
–Esse ai caiu fora a tempos, na hora que a barraca caiu ele se mandou.
–Acha que ainda pode estar na cidade?
–Ta com saudades do cabeludo é? E aquela xerife.
–Eu e a xerife não temos nada,vou ter que encontrar esse filho de uma prostituta. Mas isso vai fica pra uma outra hora, Grunje meu parceiro estou saindo — A delinquente levantou se.
–Foi muito bom te rever, venha me visitar mais vezes.
–Pode deixar, até mais gordo!
Antes de ir para casa, Vi passou em um outro lugar. Tinha marcado com a xerife de se encontrarem no parque central da cidade, de longe já pode avistar Caitlyn acompanhada de Ezreal e Taric. Vi se aproximou do trio estacionando a cadeira de rodas do seu amigo.
–Taric, Ezreal, Caitlyn este aqui é o Dj — A delinquente soltou a cadeira.
–Muito prazer, se são amigos da mana Vi são meus amigos também — O jovem respondeu sorridente — Então foi essa moça bonita que ficou com você no hospital maninha? Poxa podia ter me falado que eu levantaria correndo só pra admira la! — Dj foi irônico e brincalhão ao mesmo tempo.
–Obrigado Dj, é muita gentileza da sua parte — Caitlyn agradeceu sorridente.
–Então Dj, o que faz da vida? — Ezreal perguntou.
–Bom atualmente voltei a estudar, graças a mana Vi que ficou pegando no meu pé.
–Ai que fofo, Vi tem esse jeito de durona. Mas por dentro é uma manteiga derretida.
–Não é pra tanto Ez — A delinquente bufou — Dj é meu irmão caçula, é meu dever cuidar dele.
–Fofa! Como você é cuidadosa Vi — Dessa vez Taric argumentou. As bochechas da punk ficaram vermelhas e todos começaram a rir.
–Quer saber? Vamos andando, que o tempo voa! — A delinquente começou a empurrar novamente a cadeira de roda com um ar irritado.
O grupo foi até um parque de diversões, foram quase em todos os brinquedos. Só que, como a delinquente e o futuro Rapper comeram demais, acabaram que passando mal depois de irem na montanha russa. Para acalmar o estomago, eles foram para o aquário de vida marinha da cidade, Dj e Vi ficaram fascinados com as novas descobertas. Estavam com planos de ir ao teatro mas, como já estava tarde decidiram deixar para um outro dia apesar das duas crianças do quinteto estarem cheias de energia. Eles caminhavam distraidamente comentando algumas coisas sobre o passeio, então não notaram que estavam sendo seguidos o tempo todo. Com seu rosto escondido pelo capuz do moletom, seguia o seu alvo a distancia através de sua fiel escudeira emplumada, a dias estava estudando a situação de quando se revelaria. Mas devido a uma certa situação que ocorrerá a dias atrás, não havia mais como esperar.
O trio resolveu tomar um milkshake antes de separarem. Na saída tiveram que andar um pouco até onde os veículos estavam, era a oportunidade que tanto esperava. Adiantou se e foi até um beco que cortava a rua que o grupo passaria, encostou na parede e ficou aguardando até a passagem deles. Sua coruja piou dando um sinal, o grande pássaro avançou sobre o grupo fazendo os recuar um pouco, depois sumiu no céu noturno.
–O que?! Era aquela coruja novamente! — Vi ficou eufórica.
–Não esta vendo coisas Vi? — Caitlyn achou que a outra estava alarmando demais a história.
–Tenho certeza que é o mesmo bicho! Cara aquele tipo de coruja não existe por estas redondezas! — A punk defendeu se.
Uma lata de lixo caiu chamando a atenção de todos. Do beco, um gato assustado saiu correndo. Mas havia uma outra figura encostada no muro embaixo de um dos poucos postes que iluminavam o lugar, o capuz que usava cobria seu rosto deixando assim ainda mais sombrio. O grande pássaro de plumagem acinzentada pousou sobre o poste onde se encontrava a figura, o grupo continuou caminhando ignorando os.
–Becos não te trazem lembranças Vi? — A voz feminina soou, fazendo a delinquente parar imediatamente.
–Vi? Quem é? — Caitlyn perguntou.
–Não sei — A delinquente afastou se do grupo — De onde me conhece se babaca?
–Fui na sua casa a alguns dias atrás...
–A maldito então era você! É melhor começar a cavar a sua cova — A delinquente começou a caminhar em direção a ela.
–Hm...- Ela jogou a moeda para cima novamente, pegou ela no ar olhando o resultado — A quanto tempo, não é mesmo chorona? — Ela retirou o capuz, expondo seus cabelos brancos rebeldes na altura dos ombros em sua face um Z tatuado. Seu olho esquerdo estava coberto por um tapa olho, que por acaso tinha um linda rosa negra delicadamente esculpida, o olho que estava exposto era do mesmo azul claro que os da delinquente possuía. E ambas tinham uma certa similaridade na aparência.
–Zero....- Vi murmurou incredo la.
–O que foi? Viu um fantasma? — Zero sorriu.
–Não não não, porque agora? — Vi estava com cara de choro.
–Bom até mais — Zero começou a se afastar dela em passos lentos.
Vi não conseguia se mexer, apenas observava a figura se afastando. Sua mente não conseguia processar o que tinha acabado de acontecer, tudo estava confuso. Seus companheiros se aproximaram após presenciar a cena, Caitlyn segurou a delinquente firme pelos ombros fazendo a encara la. Era visível o transtorno da outra.
–Vi olha pra mim! O que aconteceu — Caitlyn segurou o rosto dela. Mas a delinquente desvencilhou se das mãos dela e começou a correr na esperança de alcançar a outra figura.
–Espera! — Gritou, quando chegou ao final do beco que dava acesso a outra rua, já não havia mais ninguém — MERDA, MERDA, PORRA! ACHA QUE TEM O DIREITO DE SUMIR E APARECER QUANDO BEM ENTENDE? MALDITA! — Vi chutou uma das latas de lixos em furia, passou a mão nos cabelos e socou a parede enquanto as lagrimas escorriam pelo seu rosto.
–Vi calma! — Caitlyn a segurou novamente com toda força que tinha, mas era inútil a delinquente a empurrou com brutalidade para longe.
–Vi já chega! — Taric a agarrou tentando imobilizar, mas a garota era muito forte então Ezreal entrou na briga para ajudar.
–ELA NÃO TEM ESSE DIREITO! NÃO TEM! — A delinquente continuava em seu desvaneio cego, chegando a machucar seus companheiros que tentavam controla la.
–Mana, volte a si! — Dj falou em voz alta, sua expressão era de tremenda tristeza. Os dois homens conseguiram coloca la de joelhos, mas mesmo assim a luta não tinha acabado.
–Vi meu amor, olhe pra mim — Caitlyn se ajoelhou na frente dela segurando o rosto molhado de lagrimas da punk. Se Vi estava chorando, ainda mais em publico algo muito ruim mexeu com ela — Olha pra mim, estou aqui meu amor. Vai ficar tudo bem — Aos poucos a outra foi se acalmando mais, Caitlyn a abraçou e os dois homens a soltaram já que a delinquente não oferecia mais resistência.
–Ela não tem esse direito, não tem... — Vi continuou soluçando, enquanto mantinha a cabeça apoiada no ombro da xerife.
–Vamos embora daqui — Caitlyn a ajudou se levantar — Taric, Ez vocês poderiam levar o Dj para casa? Vou ficar um pouco com ela.
–Tudo bem amiga, vocês devem conversa — Ezreal assentiu.
–Obrigada.
A delinquente foi conduzida como uma criança pela xerife, o percurso até o estacionamento foi com ela soluçando baixinho. Caitlyn sentia seu coração doer, nunca a tinha visto assim, não sabia quem era aquela pessoa mas certamente não deixaria aquele caso sem solução. Iri descobrir o que estava acontecendo.
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