Notas iniciais
Oiee, Nem demorei viram? Espero que vocês gostem do novo capítulo. Boa leitura ^^

Ciel acordou num ambiente completamente estranho.

Era ricamente decorado em tons branco, azul quase transparente e prata. Levantou-se da cama, descobrindo-se num quarto amplo e frio, muito frio. Estranhou, pois a temperatura baixa não machucou seus pés quando pisou o chão congelado, caminhou pelo cômodo, tentando se localizar.

Olhou pela vidraça longa e estreita, estava num lugar alto, via-se o chão de neve lá embaixo junto à um pequeno chafariz congelado, deu a volta.

_Oee… tem alguém aí? — perguntou, abrindo a porta e colocando a cabeça para fora do quarto, olhando de um e do outro lado do corredor largo.

A resposta recebida foi exatamente essa: nada.

Encontrou um bilhete sobre uma mesinha redonda perto da porta, junto à um vaso alto, decorado com rosas brancas.

“Pode se locomover por todos os cômodos, exceto os do piso superior, estão lacrados e aconselho-o a não tentar passar pelo lacre. Haverá comida nos horários em que está acostumado a se alimentar, portanto, seu café da manhã está o aguardando na sala de jantar. Logo à noite, virei ver-te”.

Ciel dobrou o bilhete, sem entender nada do que tudo aquilo significava. Tinha sido sequestrado, isso estava claro. Mas por quem? Para quê? Apenas perguntas sem nenhuma resposta.

Explorou a casa toda, andando de cômodo em cômodo e chegou à conclusão que era uma mansão ainda maior que a sua. Testou a porta de entrada e estava trancada. Encontrou a sala de jantar: a longa mesa de banquete posta para somente uma pessoa, ali tinha tudo o que Ciel mais gostava de comer, olhou guloso para os doces, sentando-se à cabeceira, pegou uma fatia do bolo fartamente recheado e a comeu.

Não encontrou uma alma viva sequer em lugar nenhum e passou o dia todo sozinho, a comida aparecia na mesa ou então numa bandeja na porta do seu quarto, ele corria, tentando ver algum criado, mas nunca conseguia ver ninguém, concluiu que só podia ser magia.

Se resignou a ficar na cama, lendo um dos livro de uma pilha deles que tinha numa estante do quarto. Percebendo, não sem alguma surpresa, que eram todos o tipo de literatura que gostava de ler.

Comeu pouco durante o jantar, sentia-se triste por estar solitário mas também sentia-se calmo. Era estranho, estava sozinho num local enorme e deserto, mas não sentia medo algum. Estava curioso sobre a segunda parte do bilhete, queria saber quem era essa pessoa que conhecia exatamente o que gostava de comer e de ler, só podia ser alguém que o conhecia muito bem. Claro que poderia ser algum alguém mal intencionado, mas Ciel não acreditava nisso; se o estranho quisesse seu mal, já o teria feito e não teria sido tão cuidadoso com ele, nem se preocupado com o seu conforto. Esperou a vinda do dono na mansão até tarde, porém este não veio e Ciel acabou adormecendo na cama macia e aconchegante.

_Ciel… — acordou com uma voz suave e levemente familiar o chamando, o toque no ombro fez com que se convencesse que não estava sonhando, alguém realmente estava ali e o havia acordado.

Coçou os olhos, abrindo-os exageradamente, tentando enxergar algo na escuridão.

_Quem é? — perguntou, não se podia ver nada no quarto escuro, devia ser tarde da noite, provavelmente madrugada, as velas haviam se apagado e Ciel tateou a mesinha de cabeceira em busca dos fósforos para voltar a acendê-las.

Foi impedido por uma mão grande e agradavelmente morna, quase fria, que segurou a sua.

_Não precisa disso, sou um amigo — a voz masculina falou, baixa e aveludada. Ciel sentiu algo se agitar no seu coração.

_Quem é você? — insistiu, tentando reconhecer a voz, forçava os olhos tentando visualizar algo naquela escuridão, mas não houve efeito nenhum. Ele já tinha ouvido aquela voz.

_Já disse quem sou: um amigo. — Ciel sentiu os lábios do homem tocarem seus dedos, levemente.

Estremeceu e puxou a mão.

_Não o conheço. Por que me sequestrou?

Ouviu a risada baixa e melodiosa e sentiu a pressão do colchão ser afundado ao seu lado quando a pessoa sentou-se.

_Eu disse que iria buscá-lo. Noite passada, você adormeceu pensando em mim, não foi? Como poderia ignorar isso?

O coração de Ciel acelerou-se e ele sentiu as faces corarem.

_Dunkel? Como? — falou sem conseguir compreender.

Nova risada suave e ele sentiu os dedos tocarem sua bochecha esquerda.

_Pode me chamar assim mas esse não é o meu nome.

Isso não fazia sentido nenhum e a mente do Ciel virou uma confusão só. Estava embasbacado por descobrir que o seu gato era muito mais do que um gato mágico como ele pensava anteriormente. Era um humano. Um humano! Assim como ele! Sentiu algo se agitar no seu interior, seria alegria?

Ficou mais confuso ainda, pois não entendia o porque do seu coração se acelerar ante essa ideia, nem porque a voz do homem o fazia se arrepiar.

_Isso não faz sentindo nenhum, Dunk... — parou, se lembrando que ele não se chamava Dunkel — hum…qual seu verdadeiro nome?

_Sebastian — o outro murmurou.

_Sebastian? — testou o nome do outro, erguendo as mãos hesitantes, tateando no escuro, tocando o rosto do Sebastian, tentando perceber pelas pontas dos dedos como era a face humana do seu gato.

_Uhum — Sebastian concordou, sorrindo para si mesmo da doçura como o seu nome fora pronunciado.

_Queria poder te ver — Ciel falou ao tocar de leve os cílios fartos, as bochechas frias, ousando tocar os lábios cheios do maior, sorriu e corou ao perceber que Sebastian havia suspirado. Desceu os dedos para baixo, correndo pelo pescoço bem torneado e voltando para a subir, tocando o cabelo que ele descobriu ser um pouco longo e liso.

_Ainda não pode me ver — Sebastian gemeu baixo. O calor dos dedos do garoto correndo pela sua pele fria, o fazia arrepiar-se e ele fechou os olhos, se deleitando pelo toque inocente, movido apenas pela curiosidade do outro em saber como ele era.

_Quando poderei? — perguntou, corando mais por perceber a respiração acelerada do outro.

_Quando chegar o tempo — falou misterioso e suspirou em desagrado ao sentir o rapaz parar com os toques.

_Vai me abandonar novamente? Vai embora? — Ciel perguntou, inseguro, e Sebastian riu baixo, fazendo um carinho no cabelo do garoto. Ao contrário do menino, Sebastian podia enxergar perfeitamente no escuro e se deliciava com a expressão inocente, corada e terrivelmente sexy que o jovem tinha.

_Não… não mais. Só iremos nos separar se você quiser, se você não confiar em mim e partir do palácio.

_Palácio?

_Isso não importa — desconversou, não querendo dar maiores explicações — Ciel… tem pensado muito em mim?

Ele corou e agradeceu mentalmente o fato de estar escuro, assim o outro não perceberia, mal desconfiava que Sebastian podia ver tudo nitidamente.

_Hum? — insistiu o maior.

Ciel engoliu em seco

_Sim, cada minuto desde que você pulou do meu colo.

Sebastian sorriu. Não conseguiria esperar mais, desde que havia visto o pequeno, muito tempo atrás, havia sentido uma atração enorme pelo humano, tanto que se atreveu a pôr em prática o seu plano, passando um tempo com o garoto.

_ Quero você — Sebastian se inclinou e sussurrou perto do ouvido do Ciel, roçando os lábios quase frios na orelha do outro.

Ciel se arrepiou completamente, o toque frio era agradável e automaticamente ele pousou as mãos nos ombros dos outro, indeciso entre empurrar ou puxá-lo. Era inocente e jamais havia sido tocado, mas conseguia perceber o que o outro queria dele. Ficou tenso, amedrontado ante a possibilidade de fazer algo tão adulto, o medo do desconhecido o fez estremecer e empurrá-lo um pouco.
Sebastian, percebendo isso, suspendeu o toque e fez menção de se afastar sendo prontamente abraçado novamente de modo desajeitado pelo pequeno.

O coração de Ciel se acelerou. Era e não era o seu gato ali. Ele sentia que era o mesmo ser com quem conviveu todos os meses anteriores, mas tudo estava tão diferente e as mudanças foram tão rápidas… Num momento ele se descobre num local diferente, descobre que seu gato era humano e estava ali, acariciando-o, sussurrando coisas no seu ouvido. Percebeu surpreso que o amor que tinha pelo seu bicho de estimação havia se transformado rápido demais em outra coisa, um sentimento maior e desconhecido que ele não sabia exato como classificar. Hesitou, inseguro, com medo de ir adiante mas fraco demais para soltar o abraço e deixá-lo ir embora mais uma vez e talvez para sempre.

Então, Ciel fechou os olhos, confiando no seu coração, sentia-se atraído e, nesse momento, não importava se tudo fazia ou não sentido, ele não queria dizer não. Apertou o abraço e soltou seu peso na cama, caindo de costas e puxando Sebastian para cima de si.

_Me tome, Dunkel, Sebastian ou qualquer nome que você tenha — murmurou num arroubo apaixonado, entreabrindo os lábios, esperando o seu primeiro beijo.

Sebastian abriu um sorriso largo, mordaz e arrogante. Seu pequeno humano seria para sempre e definitivamente seu. Ficou alguns instantes admirando a face corada do menino que se oferecia, tímido e sensual; se inclinou para frente, selando o beijo, tomando os lábios num beijo calmo e profundo. Ciel estremeceu, dando um gemido baixo, apertou mais o abraço, e arrepiou-se ao sentir a língua de Sebastian deslizar sobre a sua.

Sentiu quando os dedos frios de Sebastian tocaram seu pescoço, abrindo os botões do camisão branco que usava como pijama, virou o rosto para o lado, tentando controlar as borboletas no estômago, mas quando sentiu o toque frio das falanges deslizarem pelo seu peito, numa carícia suave que fez arrepiar todos os pelos do seu corpo, sentiu os mamilos endurecerem e não conseguiu conter o gemido de prazer, interrompendo o beijo.

Sebastian sorriu, correndo os dedos mais para baixo, contornando o umbigo, sentindo os poros do outro saltarem arrepiados, desceu mais, adentrando a roupa íntima, tocando ali, onde era mais sensível.

_Ahh… não… — Ciel gemeu e ofegou, apertando as coxas ao sentir a ereção agir no seu membro.

_Deixe… apenas sinta… — Sebastian o acalmou com suaves e frios beijos nos seus lábios. E Ciel obedeceu, se entregando.

Os toques de Sebastian eram frios, mas faziam Ciel esquentar, queimar de desejo. Ele queria mais daquela novidade, queria aqueles toques, queria os lábios do Sebastian beijando seu corpo, as mãos tocando-o na cintura, apertando suave, o toque frio nas coxas para logo depois dar lugar ao calor ardente que ele sentia no seu interior.

_Sebastian… — murmurou correndo os dedos pelas costas do maior, completamente entregue às carícias. Ciel adoraria ver a expressão de Sebastian mas nada era visível naquela escuridão, nem sequer a silhueta era possível vislumbrar.

Foi beijado novamente, lento e profundo, enquanto Sebastian se encaixava entre suas pernas, roçando com certa pressão a entrada de Ciel. E quando o maior empurrou com força e o penetrou, Ciel gritou de dor e prazer, fincando as unhas nos ombros, sentindo algo úmido escorrer na pele do outro. Se contraiu e se contorceu, dando um gemido alto assim que o outro começou a se mover no seu interior.

Ambos gemiam, se movendo em sincronia, chocando seus corpos numa dança. Sempre sussurrando coisas no pé de ouvido. Beijos, toques e gemidos enchiam aquele quarto, elevando a temperatura do ambiente alguns graus.

E quando Ciel finalmente atingiu seu limite e se derramou num gemido longo, se contorcendo e arranhando as costas do Sebastian, esse não conseguiu resistir, deixou-se ir na onda de prazer que se retorcia no seu ventre, expelindo a semente dentro do seu pequeno e amado humano.

Ficaram deitados, num abraço cansado, as pernas enroscadas e a cabeça do Ciel pousada sobre o braço do Sebastian, numa entrega cúmplice. Ciel não percebeu quando adormeceu, porém, quando abriu os olhos na manhã seguinte, Sebastian já não estava mais lá.

Os dias se passaram desse jeito. Durante o dia, Ciel vagava pelo palácio desabitado mas, logo que a noite caía e Ciel apagava as velas dos castiçais à beira da cama, Sebastian surgia no quarto. Sempre com palavras doces, sempre com toques que o esquentavam de modo tão contrastante com a frieza daqueles dedos longos e hábeis e aqueles lábios gulosos, voluptuosos e experientes, sempre tão competentes em tirar os gemidos mais lânguidos do menor. E Ciel ofegava e se deixava afogar nas sensações intensas que seu amante oculto o dava todas as noites.

Ciel se pegou aguardando ansioso o pôr do sol, odiando aquela luz morna que por vezes passava entre as nuvens pesadas e ameaçavam aquecer e derreter a neve, passou a ver com maus olhos a claridade do dia e a bendizer os dias de tempestade de neve que não raras vezes castigavam o reino, nesses dias, Sebastian chegava um pouco mais cedo, pois a luminosidade ia embora mais rápido, encobrindo tudo com seu mando escuro.

_Quando poderei te ver? — perguntou um dia, o rapaz deitado sobre o peito do maior, fazendo círculos imaginários com a ponta do dedo em torno do mamilo de Sebastian, mantendo-o rígido. Havia se acostumado logo às artes do amor, e aprendia rápido as novidades que Sebastian propunha.

_Por que quer tanto me ver? — perguntou baixo Sebastian.

_Porque você sabe o meu rosto, tenho quase certeza que pode enxergar no escuro ao passo que eu nem ao menos sei a cor dos seus cabelos.

_São negros.

_Não quero que me diga. Quero vê-los, Sebastian — falou decidido.

_Talvez algum dia…

Então dias depois, o menor teve uma ideia, logo à noitinha tomou um banho caprichado, ajeitou o cabelo e se enfiou sob as cobertas não vestindo absolutamente nada. Aguardou quando Sebastian mais uma vez se aproximou da cama e capturou a mão que vinha despertá-lo com um toque nos ombros.

Sebastian se surpreendeu quando teve a mão capturada e logo depois quando uma boca quente e úmida envolvida seus dois dedos, chupando-os gulosamente. Naquela noite Ciel tomou a iniciativa e mesmo depois de duas seguidas ele continuou provocando o outro, excitando-o e não o deixando descansar por um minuto até que tivessem feito várias vezes. Era quase o amanhecer quando finalmente pararam. Ambos caíram exaustos na cama e logo Sebastian ressonava baixinho, profundamente adormecido, Ciel se aconchegou nos braços do maior e adormeceu.

Acordou com a luminosidade atravessando a janela, se espreguiçou tendo como certo a cama vazia ao seu lado, porém não foi isso o que ocorreu: lábios carinhosos tomaram os seus antes mesmo que pudesse abri-los. Ciel se surpreendeu com o beijo e enlaçou os braços no pescoço do outro, entreabriu os olhos, parando imediatamente de retribuir ao beijo ao ver, pela primeira vez, o rosto do Sebastian. Estava paralisado ao ver como o outro era belo, como o cabelo negro contrastava maravilhosamente bem com a palidez da pele que ele podia jurar, nunca tinha visto o sol.

Empurrou-o de leve, interrompendo o beijo.

_Sebastian…

O maior sorriu e passou as mãos pelo rosto jovem, numa carícia tão suave que Ciel teve que fechar os olhos para aproveitar melhor.

_Por que se escondia? — perguntou baixo, entregue ao carinho.

_Achei que talvez me reconheceria.

_Como? Se nunca o vi antes.

_Ciel, qual o nome do rei daqui? — perguntou Sebastian com divertimento na voz

Então Ciel compreendeu que aquele com quem estava compartilhando a cama, era o Rei da Neve.

_ Por que você se escondia na forma de um gato? O reino é seu, pode ir a qualquer lugar!

_Sim, mas por outro lado, ninguém, ninguém mesmo se comportaria de modo normal comigo. Sempre tentariam mostrar seu melhor lado, sempre iriam se esforçar para parecerem perfeitas. Era justamente isso que eu não queria. — Sebastian suspirou — Percebe-se que sou solitário aqui, não? Os dias se sucedem muito entendiantes sem ter alguma companhia.

_Por isso foi atrás de mim? Para me trazer para cá? — perguntou curioso e animado, mexendo numa mechinha de cabelo de trás da orelha.

_Na verdade não. Eu apenas passaria poucos dias, porém você era tão agradável, tão doce, que pouco a pouco foi ficando difícil ir embora. E, no final das contas, você se feriu com o meu pingente, não poderia deixá-lo lá. O gelo tomaria conta do seu coração até que não sobrasse nenhum sentimento dentro de você. Acabaria morrendo!

Ciel olhou nos olhos castanho avermelhados do seu rei. Era a mesma cor dos olhos de Dunkel.

_Fez isso com pena da minha morte? Se não tivesse ocorrido o acidente, você não voltaria? — perguntou com a voz baixa, tentando esconder o medo da resposta no tom de voz.

Sebastian ficou alguns segundos em silêncio mas, por fim, respondeu:

_Provavelmente. O feitiço não iria funcionar por muito mais tempo.

_O que você é, afinal? Os reis não costumam saber feitiçaria — comentou ainda acariciando o peito do outro.

_Não sou um feiticeiro.

_ O que é, então? — Ciel ergueu a cabeça para olhá-lo face a face — E qual o problema se o feitiço se quebrasse na minha frente?

Sebastian parou alguns instantes, ponderando se devia falar sua real natureza ou não.

_Sou um demônio, Ciel. É isso o que eu sou. E o feitiço já estava enfraquecendo, você já podia me ouvir não é? Isso era porque estava perdendo a força. Não podia correr o risco de que ele perdesse o efeito na sua frente.

Não era isso que Ciel queria ouvir. Não mesmo.

_Iria me deixar em definitivo… não ia sentir a minha falta…. — murmurou Ciel, desolado.

Na sua cabeça, se Sebastian iria abandoná-lo de vez, isso significava que não gostava dele, não iria sentir sua falta. E pior, se Sebastian o havia trazido para cá somente por causa do ferimento, apenas para poupar a sua vida, por que eles haviam feito aquilo?

Ciel se sentiu usado. Com certeza Sebastian não o amava, ele devia ser apenas um brinquedo para um rei entendiado. Suspirou e se virou de costas, se encolhendo no canto da cama.

_Ciel… — Sebastian virou-se, tocando o ombro do seu pequeno humano.

Seu coração se apertava, jamais teria ferido de propósito um coração tão puro e gentil quanto o do Ciel.

_Me deixe, Sebastian — murmurou sentido, não queria chorar na frente dele.

_Mas… você entendeu errado, Ciel. Me deixe explicar — Sebastian rebateu, angustiado, martirizando-se por dentro por ter machucado o outro. Queria se declarar, mas não teve chance.

_Vá embora, não quero vê-lo — o menor falou, escondendo o rosto no travesseiro, chorando por fim, sem conseguir conter a enxurrada de lágrimas que molhavam o travesseiro de penas de ganso. Sentia seu coração ser quebrado em mil pedacinhos, e achou que nada poderia piorar mas, quando percebeu que Sebastian se levantava da cama e minutos depois a porta do quarto era aberta e fechada em seguida, Ciel se sentiu morrer por dentro.

Se desesperou, se sentindo um desgraçado, mas amava o outro e tê-lo expulsado da cama talvez tivesse sido uma decisão errada. Agora, o que traria Sebastian de volta? Sua vida não corria mais risco, nada o prendia Sebastian a Ciel e ele teve a certeza que não voltaria a ver seu demônio.

Notas finais
É isso, pessoal, eu espero que vocês gostem. E...assim... não tem nenhum favorito, não? Ninguém achou ela merecedora de coraçãozinho? Bem, é isso ae Quem quiser comentar, fico feliz. Beijos beijos