O escolhido
5 Amberly Schreave
Notas iniciais

Ainda bem que Violet não tinha vindo. A festa estava terrível, um monte de pessoas ignorantes e falsas, para falar a verdade eu nem teria vindo, mas eu precisava sair com o Ben. Não o via a dois meses, desde a sua viagem ao Reino unido para fazer um curso de medicina. Teve uma época em que eu era bastante amiga de Júlia, quando pai dela ainda estava iniciando nos negócios e a mãe não era muito famosa. Então em um belo dia comoeçamos a receber investimento da Irlanda e da Noruega, por causa de algum acordo que meus pais haviam feito, sei lá. Os negócios dos Herbert decolaram , junto com a fama da senhora Herbert, desde então Júlia havia se tornado mimada e extremamente fútil, tratando os outros mal e se achando superior, foi então que decidi me afastar dela. Ela sempre mandava os convites das suas festas caríssimas, que sempre acabavam nas revistas de Illéa por um ou dois dias, geralmente por causa de algum escândalo.
– Aqui está alteza. — diz o barman me entregando as bebidas que havia pedido.
Pego as bebidas da mão dele e quase derrubo. Já devo estar ficando porre, nem estou sentindo minhas bochechas, esse vai ser meu último copo.
Quando começo a me encaminhar para onde pedi que Ben me esperasse, esbarro em Carolina, minha antiga amiga que ficou exatamente como Júlia.
– Ambs, sabia que você viria. As festas da Júlia são as melhores de toda Illéa.
– Hã?... Ah é você Carolina, olha é maravilhoso ver você, mas eu tenho que ir, um amigo está me esperando. — digo procurando Ben, vejo-o alguns metros a frente.
Carolina segue meu olhar e o avista também.
– Aquele é Benjamin WOODWORK
? Nossa como ele está lindo, ele era tão magrelo, agora está tão gostoso.
Viro um dos copo de bebida que estou segurando de uma vez, para não bater nela. Aquele deve ser meu quinto ou sexto copo.
– É poise... Nem se empolga, ele tem namorada.
– Acho que essa namorada vai ser chifrada hoje.
– O que?
– A Júlia ficou interessada e ela sempre consegue o que quer.
Diz indicado minha ex-amiga que neste exato momento está jogada com os braços envolta do meu namorado!
– Aquela vadia!
Uma raiva gigantesca se apodera de mim, jogo o segundo copo de bebida no chão e saio cambaleando e empurrando as pessoas até chegar aquela cena ridícula.
Nem pergunto o que está acontecendo, puxo Júlia pelos cabelos, ela da um grito e solta o pescoço de Ben, vira pra mim e nem permito que ela pergunte o motivo da minha agressão. Fecho a mão em um punho e dou um soco, com toda minha força em seu nariz plastificado, sim ela fez plástica nele na primeira bolada de DINHEIRO
que o pai recebeu. Ela cai de bunda no chão, com o nariz sangrando. Os flashes das cameras já começam a registrar a cena
Me aproximo cambaleando dela.
– Voce é uma ridícula, piranha e ...
Antes que termine a frase Ben, segura meu braço pra tentar me tirar dali e quando percebe que eu não vou sair antes de falar umas verdades na cara daquela vadia, se abaixa e me joga nos ombros e começa a marchar para saída, seguido de Andrew o soldado que estava conosco e que surgiu do nada, como disse que faria se algo acontecesse.
– Benajmin WOODWORK
, me põem no chão! Ben!
Ela continua me ignorando, enquanto tento inultilmente descer de seu ombro. Quando eu ia aceitar que ele não era mais o garoto magrelo que implicava comigo? Ele era muito mais forte, poderia tentar até o fim da vida descer de seus ombros, mas enquanto ele não quisesse me largar eu não sairia dali.
Finalmente chegamos no estacionamento, onde o motorista, que percebeu toda a gritaria já tinha ligado o carro.
Ben me põem no chão e manda.
– Entra no carro.
– Não vou entrar em porcaria nenhuma, vou voltar lá e dar uma lição naquela piranha!
Quando tento voltar, cambaleando ainda mais por ter ficado parcialmente de cabeça pra baixo, ele se coloca na minha frente,
– É sério entra no carro.
– Você não manda em mim! Eu vou onde eu quiser.
– Quando estiver sóbria podera ir pra onde quiser, não vou permitir que faça mais besteiras e...
Flashes de câmeras interrompem-no. Uns dois repórteres vieram atrás para flagrar o resto da cena.
Antes que possamos dizer algo, Andrew começa empurra-los de volta para a festa. Exceto pelo motorista dentro do carro ficamo sozinhos no estacionamento. Ben agarra meu braço e me puxa para trás de um carro empatando a visão do motorista.
– Mas que merda foi aquela?
– Uma lição, aquela piranha estava te agarrando e você não fez nada!
– O que? Você acha que eu queria aquilo, que ela me agarrasse?
– Não é o que eu acho é o que eu vi! Ela agarrando você e você igual um idiota permitindo.
– Esse seu showzinho foi ridículo Ambs, eu jamais iria te trair, ainda mais com a Júlia, sempre odiei aquela garota!
– E que tal uma britânica hein? Será que eu devo saber de alguma coisa sua de Londres.
– Olha Amberly, você está realmente louca se acha que iria fazer uma coisa dessas com voce. Enfia na sua cabeça que eu não sou um dos muleques que você está acostumada a sair.
– Está me chamando de fútil?
Ele da um urro de raiva e segura me rosto e me da um beijo. Estava tão distraída que não reajo. Ainda segurando meu rosto, ele olha nos meus olhos e diz.
– Quando vai enfiar nessa sua cabeça boba que eu quero você e somente você?
Fico sem palavras. Ben já havia dito que me amava várias vezes no decorrer desses dois anos que estamos juntos, mas dessa vez eu via em seus olhos que ele dizia a verdade. Eu era dele, assim como ele era meu.
– Desculpa, é que quando eu vi ela atirada em você, não pude me controlar. Você é meu namorado.
Ele sorri.
– Adoro quando diz isso.
– Vocé é meu namorado e vou defender você de qualquer vadia que tentar se aproximar.
Digo puxando sua camisa, para que nossos lábios se encontrem. Ele segura na parte de trás do meu cabelo e me aperta contra ele enquanto nos beijamos.
– Princesa Amberly, senhor WOODWORK
, onde vocês estão? Temos que ir antes que aqueles abutres voltem.
Relutantemente nos separamos, eu arrumo o cabelo que ficou bagunçado com o gesto de Ben, enquanto ele limpa o rosto sujo de batom. Não posso evitar sorrir.
– Estamos indo. — grito para evitar que Andrew venha nos procurar.
Assim que terminamos de nós ajeitar, voltamos para onde o carro está, quando Andrew nos vê, ele abre a porta para entrarmos, depois se dirigi ao banco do carona. Dentro do carro eu fecho a divisória, para não sermos incomodados e deito a cabeça no ombro de Ben. Ele entrelaça os dedos nos meus e assim voltamos para o castelo.
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