O capitão rubro

2 Capítulo 2 - Morte na cidade


Notas iniciais
Mudei um pouco a narrativa, não sei se ficou boa, também foi o meu primeiro grande diálogo, e estou meio receoso sobre sua qualidade, além da forma de narração, das batalhas, apesar de que acho que melhorei na descrição dos cenários, também pretendo reescrever partes do capítulo 1, principalmente a descrição de personagens.

Próximo ao final do dia, o governador Hayisen junto a sua guarda põe-se em frente a sua mansão, esperando, em uma mistura de ansiedade e nervosismo, ansiosamente a tripulação da bandeira vermelha.
Eles chegam em desvantagem numérica, pouco mais de 12 soldados, em comparação aos quase 40 membros da guarda do governador.
Mesmo assim, demonstraram uma posição confiante, talvez um pouco mais, arrogante, cada um carregava duas armas, uma carabina de 7 canoas e um pequeno revólver, além de dois sabres e granadas nos cintos.

A mansão do governador destaca-se na cidade, ela foi construída no alto de uma colina, vista por toda a cidade e de onde podia se ver toda a cidade, sua fachada era feita de mármore, seus pilares e portões de ouro, madeira real amarelada era a matéria prima de suas portas e janelas, belas estatuas de bronze, ouro e marfim, no formato de leões, touros, anjos e mulheres desnudas ornamentavam o jardim da construção, contava ainda com uma capela construída em homenagem a virgem Maria, cuja entrada contava com uma estátua de 3 metros de altura dela.

— És uma bela casa senhor governador.
— Agradeço pelo elogio senhor…?
— Fenton, pode me chamar apenas de Fenton.
— Não parece ser um nome de verdade, por favor me diga, qual o seu nome?
— Não sabia que virou da sua conta o conhecimento acerca de meu nome.
— Como ousa querer uma reunião com o governador quando mal tem a decência de revelar seu nome?
— Meu nome não importa senhor governador, porquê esta reunião se trata da sua renuncia ao governo de Asticcoti.
— Como assim?
— Veja bem senhor governador, você, por ordem imperial, renunciará ao cargo de governador, e o entregará, a mim!
— Você não é um oficial! Não fala pelo império!
— Pelo menos não oficialmente.
— Não conseguirás minha renuncia através destas mentiras deslavadas!
— Se eu não conseguir sua renuncia através dos meios diplomáticos a qual disponho, certamente será através da força, você que tomou o controle através do sangue de inocentes, saiba que tomarei o poder através do seu sangue e de sua guarda assassina!
— Você fala demais, parece que esqueceu que está em menor número.
— Mesmo estando em desvantagem numérica, estamos melhor armados, e que mesmo que caiamos aqui, cada um de meus navios foi equipado com as melhores pelas de artilharia dos mares imperiais, comparável a mim somente os poderosos galeões, e vejo que você não tem nenhum em sua frota, -(dita em tom irônico e debochado)- portanto, não sei se é uma boa ideia tal petulância.
— Petulância?! Você verá o que acontece quando confronta um agente imperial! GUARDAS! MATEM ESSES PIRATAS!

Não tardou e após a ordem do governador, que correu para dentro de sua mansão, e a frota vermelha empunhou suas carabinas de 7 canos e dispararam.
Estavam todos frente a frente contra a guarda do governador, dispersos em uma linha horizontal, cada um na frente da arma de um guarda. Quando tudo terminou estavam suando frio, não pelo extremo calor comum nas ilhas tropicais, mas pelo fato de que, caso demorassem mais 1 segundo, estariam todos mortos.
Cada bala disparada por cada um dos sete canos de cada uma das 12 armas, ao atingir um corpo físico ou mesmo o chão, explodiu, e consigo soltou gás lacrimogêneo, em pouco tempo todos os guardas estavam incapacitados de qualquer ação, o confronto físico foi mais brutal ainda, a ordem foi de não deixar nenhum vivo, e, caso isto não fosse possível, que incapacitasse o restante.

Enquanto a frota vermelha atacava a guarda imperial, Fenton dirigiu-se ao portão da mansão, guardado por 2 guardas que diferenciam-se dos demais pelo tamanho, quase 1,90 cada, e pelo fato de usarem uma pesada armadura medieval em oposição ao uniforme.
Usando suas pesadas clavas, ambos atacam Fenton que, sabendo que não teria a mínima capacidade de derrotá-los, só resta a esquiva, sua carabina, espadas e qualquer armas são inúteis, em situação de desvantagem atrai os guardas até o portão, onde uma esquiva no momento certo os leva a destruir o portão.

Mais guardas surgem, nesta situação, apesar da inicial vitória, a frota vermelha é obrigada a recuar frente ao inúmeros disparos, Fenton consegue usar um dos guardas do portão como escudo humano e, mesmo que os disparos não o matem por conta da poderosa ar armadura, deixam-no bastante ferido. Indo para trás, também usa o guarda para defender-se do ataque da clavas do outro guarda, que somente destrói o elmo.
Foi então que Fenton percebeu a resistência daquelas armadura, feitas claramente de um metal desconhecido.
Sem opções nenhuma, Fenton é obrigado a recuar, levando no processo um tiro na panturrilha.
Seu grupo havia descido a colina que levava a cidade, seguidos pela guarda imperial, esperavam pode-los atrai-los a cidade e atacá-los pelas costas. Entretanto, não contavam que o próprio governador, ao sair da mansão, havia dado a ordem de não avançar em hipótese alguma, já prevendo o possível ataques pelas Costas. Os sobreviventes da guarda do governador dmaw retiraram, recolheram os feriados e levaram para dentro da mansão, um pequeno grupo ficou responsável por queimar os cadáveres ali mesmo, frente a mansão do governador.
Nenhum membro da frota vermelha pereceu naquele dia, oposto aos 15 mortos da guarda real, entretanto perceberam que, ao gastar todas as bombas de fumaça, perderam o elemento surpresa, pois, certamente os guardas estariam preparados para uma próxima vez, e agora também tinha. Certeza que a guarda era muita mais extensa do que apenas 40 homens, provavelmente ultrapassando o número de marujos da frota vermelha.

—Parece que obtiveram um estrondoso sucesso lá em cima não? — Debocha uma civil perante a frota vermelha, que se retirou para a praça após a ida da guarda real.
— Houve apenas um pequeno contratempo. — Responde Fenton retirando a bala de sua panturrilha com a própria faca e enfaixando-a. — Mas, tenho absoluta certeza disso, que não se repetirá novamente, o reinado de Hayisen sobre Asticcoti cairá perante minha espada.
— por que querem tanto o fim de seu governo? — Pergunta a mesma cívil.
— vou explicar-lhe bem, apenas uma vez…. Não! Eu irei explicar para todos!

Procura então pela praça da cidade um lugar adequado para seu discurso, encontra o palco onde localiza-se a forca, sobe nele e dispararam com sua carabina 7 canos para o alto duas vezes, conseguindo reunir com sucesso uma extensa multidão.

— A todos aqui presentes! — Exclama usando todo o poder de sua voz! — O governador da cidade de Asticcoti, Hayisen Olmark, abriga e apoia piratas da mais baixa estirpe, temíveis criminosos que juraram guerra a todas as pessoas de bem que pelos mares navegam. Um deles atacou-me pessoalmente, atacou minha família e a de muitos outros por aí, e estou disposto a fazer justiça bem que seja com as próprias mãos! Portanto, que levem essa notícia para o governador! Se ele não entregar, e decorem bem esse nome, o capitão Jossias, tomarei tal informação a força, mesmo que para isso — ênfase nessa frase — seja necessário bombardear e destruir toda esta cidade e mancha-la com o sangue de cada pessoa que aqui vive!

Se retira então do palco, e desfere um anúncio ao assustado público,:

Esta mensagem deverá chegar ao governador, ele deverá se reunir pessoalmente comigo, sem guardas ou soldados, e espero que não seja necessário o derramamento de sangue para isso.

E após se retira para seu navio, seguido por seu séquito.

— Você irá mesmo destruir essa cidade inteira? Mesmo com todos os civis? — Sussurra Jônia a Fenton.
— Não — ele responde também em sussurros — Mas preciso que ele saia daquela mansão, as vezes é preciso exagerar, precisam pensar que eu falo sério, sangue terá de ser derramado, e esta cidade abriga tantos crápulas e maus-sangues que não fariam falta no mundo, que meu plano é praticamente infalível.