O capitão rubro

3 Capítulo 3 - Bombardeio


Notas iniciais
É meio longo mas acho que consegui o equilíbrio entre diálogo e ação, mas, se.achar chato ou se não conseguir chegar até o final, por favor comente para eu poder melhorar nos próximos capítulos.

A população se reuniu revoltosa frente ao palácio do governador,exigiam a presença do próprio, não a de um representante. Quando lhes foi negado esse direito, começaram um tumulto que terminou com uma invasão a mansão. Ainda se recuperando do confronto apenas alguns minutos mais cedo, a guarda foi pega de surpresa, desse jeito foi inevitável a saída do governador para encontrar-se com a furiosa multidão.

— Você deve fazer alguma coisa contra esses malucos antes que eles destruam a cidade! — Exclamava um dos civis revoltados.
— Não há porquê se preocupar, visto que o fracassado ataque a minha mansão menos de uma hora atrás já é prova suficiente que iremos resistir e temos mais poder de fogo que eles. — Responde o governador.
— E que exemplo é esse? 15 guardas morreram, deles o capitão levou apenas um tiro na panturrilha EJA está curado, os homens que aguardam em seus seis navios superam numericamente a guarda real, e estão melhor armados.
— Mesmo assim, mesmo que estejam em maior número e com melhores armas, há muitos exemplos na história de pequenos exércitos vencendo grandes potências, o que vale é a estratégia, seguimos o princípio de enviar algumas unidades e, ao que os inimigos envolviam-se totalmente na luta, atacá-los com unidades estrategicamente posicionadas para originar uma fuga. Isso é algo que eles não tem, simplesmente atacam sem mais nem menos, é isso causará sua ruína. Agora estão todos nos navios, é só atacarmos que eles não terão para onde fugir, e então nós livraremos de mais uma praga pirata em nossa cidade. — Repetiu enfaticamente o governador.
— Você é louco?! Vou o poder de fogo deles? Simplesmente obliterante os navios inimigos com poucas ondas de tiro, até seus minúsculos barquinhos superaram os poderosos navios que estavam ancorados no porto. O capitão não mentiu, se quiserem podem muito bem destruir essa cidade em questão de minutos que seremos incapazes de reagir.
— Então o que vós propõe? Gostaria de ouvir muito sugestões de gente muito bem "entendida no assunto".
— Precisamos de ajuda externa, o império não pode ficar em silêncio quando uma de suas mais estratégicas cidades cai em mão de loucos desvairada!
— O que você, não, o que vocês não entendem é que o império não se importa mais com a gente, quando a guerra civil terminou nessas ilhas acordos foram feitos e elas divididas entre nações, militares e piratas, para não irromper esse equilíbrio gerado as custas do povo, eles sem sombra de dúvidas deixarão essa cidade ser destruída, e que os piratas resolvam entre si… eles não ligam mais para a gente, não podemos contar com o apoio imperial.
— então o que faremos?
— Só nos resta uma opção, aceitarmos os termos e eu ter uma reunião particular com este impetuoso capitão.
— Com licença senhor — interrompe um chocado conselheiro — Uma das exigências é que você fosse sozinho, sem ajuda externa, claramente trata-se de uma armadilha!
— Sim eu sei, é óbvio, mas levarei meus fiéis guardas, até porque, conhecendo a raça miserável que são os piratas, claramente deixaram seus homens de prontidão.
— Então é isso? Estamos aceitando a submissão.
— Não estamos aceitando nada! — exclama o governador que começara a perder sua paciência — general Vohim! Prepare um grupo expedicionário, usaram o rio atrás da cidade e se tudo der certo, conseguirão sair da ilha, preciso que diriga-se até o leste, onde encontrará a ilha Zoiti, governada pelo temível Atater Cuter, preciso que estabeleça uma aliança com ele, te darei mapas, cartas e tudo que precisa, enquanto isso enrolarei o capitão e sua frota o máximo possível.

Olha seria e cinicamente para todos ali presentes.

— Algum plano melhor? Não, pois então faremos como eu comando, e tudo será feito hoje de noite, um de vós irá enviar a mensagem para o capitão, de que me encontrarei com ele em seu navio hoje a noite, desde que ele cumpra sua promessa e não mobilize nenhum homem. VÃO!!!

Ao cair da noite, quando o sol desaparecia sob as nuvens, o governador, junto de um pequeno séquito de apenas 5 guardas não armados, aparece em frente ao navio de Fenton, ancorado no porto da cidade, carregavam com eles um pequeno sino que foi usado para acordar acorda-lo.

— Ora essa governador, mas que honra recebê-lo em meu navio. — diz Fenton em tom debochado.
— Ouvi seu aviso e após horas de discussão, chegamos a conclusão de que seria melhor uma reunião a sós assim como vós havia desejado.
— Nós?
— Eu e meus conselheira.
— Muito bem, pode entrar. — Logo após Fenton da a ordem de abaixar a rampa de entrada.
—Mas, tenho uma exigência.
— Não acho que está em posição de fazer exigências governador.
— Você disse apenas nós dois, sem marujos ou guardas, e se és um homem de verdade, cumprirá essa promessa.
—Muito bem… Dispersem-se! — grita Fenton para seus marujos, ação repetirá por Hayisen para seus guardas.

Assim, ambos os líderes se reuniram na cabine de Fenton, apenas eles, os marujos e guardas se encontraram no porto onde começaram uma ferrenha discussão que felizmente não progrediu para violência.

— Muito bem senhor governador, sou um homem de palavra, se tudo ocorrer bem e entrarmos em acordo, ninguém sairá ferido e esta cidade se manterá intacta.
— Estou disposto a ouvir tudo que tens a dizer, mas saiba que, caso tudo dê errado, mesmo que eu morra aqui e hoje, irão meus guardas expulsa-lo junto com sua tripulação daqui.
— Mal conseguiram se livrar daqueles piratas maltrapilhos em navios destruídos, quanto menos expulsar-nos.
— Na verdade havíamos elaborado um complexo plano para a expulsão de tais piratas, sua chegada apenas facilitou o processo, mas ainda podemos aplica-lo a vós.
— E como tenho certeza se isso não é um blefe para dar-lhe vantagem na discussão?
— E como sei se o seu incrível poder de fogo também não é um blefe? Afinal eu não vi nenhum morteiro no caminho para cá.
— Há testemunhas de meu poder, cada prisioneiro feito na abordagem de manhã, assim como o povo que se reuniu para apreciar a cena.
— Vocês se aproveitaram da vantagem geografia e do tamanho de seus navios em comparação aos gigantes piratas, se estivessem em mar aberto e não o tivessem pego de surpresa seriam completamente aniquilados. Mas agora vocês estão em desvantagem e não tem mais o elemento surpresa.
— Sua retórica está certa, nos perdemos o elemento surpresa, mas não pense que só nos baseamos nisso. Apesar do elemento surpresa ser muito crucial em estratagemas, um estratagema que depende somente dele, há mais chances de fracasso do que sucesso, não pense que não temos um plano B.
— E qual seria esse plano?
— Você está na minha frente, não há soldados aqui, mas eu não estou desarmado.
— Maldito! afirmou que não teríamos armas!
— Afirmei que meus soldados não trariam armas, quanto a mim e mesmo a vós não assumi nada. — Revela Fenton. — Talvez fosse melhor você fazer algumas aulas de interpretação textual. — Debocha.
— Canalha infeliz!

Embravecido, Fenton retira seu montanteda bainha, deixando Hayisen em estado de nervosismo e temor.

— O que você quer? Pirata desprezível. — espragueja Hayisen, respondido com um forte ataque de Fenton utilizando o pomo da espada, ataque este que não o mata quanto menos o nocauteia.
— Escute bem o que vou lhe falar! — esbraveja Fenton aproximando a ponta da espada do pescoço de Hayisen. — Sou muitas coisas, mas não um pirata! Eles causaram tanto mal a mim quanto ao povo dessa cidade roubando seus suprimentos. Acha que eu não sei sei que você os usava para ameaçar seus inimigos? Acha que eu não sei que transformou Asticcoti em seu feudo particular? E que abraçou inúmeros criminosos de guerra, usando-os para exercer tiranicamente seu poder sobre essa cidade? Eu devia mata-lo aqui mesmo e exibir sua cabeça a público, mas vou ainda me serve, portanto te deixarei vivo, mas com uma única ressalva.

Em seguida Fenton retira-se de sua cabine e sobre ao mastro usando um cabo passando pelas roldanas de 2 moitões, enquanto Hayisen observa do convés sem poder fazer nada. Lá, Fenton espragueja para a tripulação reunida no porto.

— Retirem cada pessoa de suas casas e as levem para o centro da cidade, cada mulher, criança e homem, jovem ou idoso devem ser retirados de suas casas. Nós bombardearemos o litoral, tudo num alcance de 200 metros será destruído, o resto incendiado! Nenhuma vítima será feita a não ser as estruturas físicas desta cidade!

A tripulação divide-se em 2 grupos, um deles assume a função de retirar cada civil da região, adentrando as casas — alguns fizeram arrombando as portas e outros batendo nas portas e esperando — e forçar a retirada dos moradores, deixando que levassem consigo roupas e itens preciosos — um casal retirou um boneco de pelúcia de sua filha pequena. —
Outro grupo, em menor número, adentra o convés e tomam os canhões do lado esquerdo, apontando-os para a cidade.

— Você irá mesmo destruir a Cidade? Nem mesmo os piratas faziam atos tão vis! — Exclama Hayisen a Fenton quando este desce de volta ao convés.
— Está preocupado com seu feudo por quê? Afinal seus piratas controlam outras cidades nesta e noutras ilhas próxim
as. Fuja para uma delas… Mas saiba que eu caçarei e destruirei seu domínio em cada uma dessas cidades. — Ameaça Fenton, em seguida dirige-se ao local onde encontravam-se os canhoneiros.

— Escutem aqui! Vocês atacaram, e somente neste momento, quando ouvirem um sino tocar, e somente um de vocês usará os canhões, decidam entre vocês, mas, se eu ver 2 ou mais canhões disparados ao mesmo tempo, ou disparos contra civis, crianças ou inocentes, executarei todos vocês na forca. — Volta então para o convés. -

— Acha que eu não bombardearei essa cidade? — Pergunta Fenton a Hayisen. — Pois então veja.

O sino tocar, um tiro é disparado é uma casa cai, há gritos nas ruas e o povo corre em debandada como animais ao ouvir a espingarda de um caçador.
Mais um sino e mais uma tiros outra casa explode, incendeia e com ela seu jardim.
Após o terceiro sino um pequeno prédio de 5 andares é explodido, por ordens secretas de Fenton o ataque deveria ser da metade para cima para evitar maior destruição.
Ao quarto sino, quando i canhão estava sendo preparado, notou-se a existência de civis dentro da casa alvo, portando a posição do canhão foi mudada de última hora, fato que ocasionou a destruição de apenas metade da casa ao lado.
Finalmente chegou ao 5 sino. Fenton advertiu Hayisen a colaborar com ele, pois dessa vez seriam 3 juntos, destruindo definitivamente o porto e todas as casas próximas, incluindo aquelas que ficaram intactas, o povo que olhava escondido e apavorado, também seria atingido. De última hora, ao tocar o 5 sino e ao ouvir os rangidos dos canhões sendo arrastados, Hayisen concordou com os termos, o que foi seguido por uma ordem de Fenton de cessar o ataque.

— O que você quer saber?
— Você recebeu aqui o pirata Jossias, e acontece que eu já estava atrás dele há um tempo, e quase o peguei se não fosse sua intromissão. Então, como compensação, gostaria de saber onde ele está?!
— Jossias passou por aqui pouco antes daqueles piratas chegarem, mas partiu antes também, e desta vez foi ver um velho amigo.
—Qual?
— Ele foi para a ilha de Balasmon.
— Aquela governada pelo pirata Grin Kel?
— Exatamente.
— Então é para lá que eu seguirei.
— Você é louco? Aquele lugar é uma fortaleza guardada por mais guardas do que toda a população desta cidade! Além disso seu terreno geigrafico privilegia os defensores não os atacantes. É norte certa.
—Por isso desconfio que seja uma armadilha, mas mesmo assim irei, não levarei muitos navios, não sou imprudente, entrarei lá mesmo que tenha que nadar 10 milhas náuticas. Caçarei Jossias e terminarei minha vingança.
— Você é um louco! Semente e bastardo!
— O que me lembra de que, quando terminar com Jossias em Balasmon, virei atrás de você. — Afirma Fenton antes de nocautear Hayisen com um golpe do cabo de revólver no rosto.

Acho que assim resolvemos nossas diferenças.