O amor não está na moda!
13 Triângulos amorosos
Notas iniciais
Eram exatas 2h00 da manhã, mas a companhia um do outro fez com que esquecessem completamente a noção do tempo.
Trunks levou Hayley na praça onde sempre se encontravam quando ainda estavam juntos. Sabia muito bem que aquele lugar significava muito para ambos, e que Hayley ficaria feliz em retornar naquele pedacinho dos dois.
Sentados na grama e com a luz do luar iluminando o local, Trunks não conseguia deixar de reparar o quanto era linda. E o quanto sua beleza se multiplicava quando sorria.
Sua voz soava de forma tão mansa, tão deliciosa de ouvir, sentiu tanta falta disso.
– Esse lugar é lindo. Senti falta daqui.
– Não sente vontade de voltar? Goten está aqui, eu estou aqui.
– Trunks, eu tenho uma vida sabia? Preciso concluir meu estágio em outra cidade, você sabe disso. -respondeu, puxando as mangas da blusa que vestia-
– A corporação tem um ótimo programa de estágio. Eu sei que você precisa para concluir seu mestrado, mas sinceramente posso te colocar em qualquer lugar na empresa. Você sabe disso Hayley.
– Francamente Trunks, se quisesse um programa de estágio ou um bom cargo, sem dúvidas já estaria trabalhando com Goten. Mas eu quero conquistar... Não quero nada só por que meu irmão é empresário, acha que ele nunca insistiu para ficar com ele? Não quero dever favores para ninguém, não me leve a mal.
Ela não mudou... e nunca vai mudar. Pensou
– Voltei para ajudar meu irmão na empresa, já que estou em férias. Mas não quero nada em troca, vim por que o amo, por que sinto sua falta. E quando eu chegar onde ele está, quero que seja por mim mesma, entende?
Hayley sempre foi cabeça dura, cara, qual o problema em aceitar uma ajuda?
Mas admirava isso nela, e muito. Era independente, sempre foi.
Por mais que sua aparência fosse de uma boneca frágil e indefesa, era uma mulher de fibra. Sabia o que queria, e quando traçava algo ia até o final para conseguir.
– Tudo bem... Mas quanto tempo pretende ficar?
– No máximo até o final desse mês. Ainda pretendo visitar meus pais antes de retornar.
Trunks não pôde evitar a expressão de descontentamento.
Mal tinha retornado já iria embora? Antes nunca tivesse voltado.
Se lembrou de quando se conheceram.
Estava tão chapado, e ela como um anjo cuidou tão bem dele.
Quando a ressaca passou ela ainda estava lá, com aquela voz tão doce perguntando se a dor de cabeça havia passado.
Para ele, era a mulher mais linda por dentro e por fora.
Foi a primeira mulher que teve, jamais a esqueceria.
– E de mim? Você sente falta de mim? -perguntou Trunks-
– Claro que sinto, oras Trunks que pergunta! Você é um bom amigo, sempre foi.
– Eu digo de nós.
Hayley não respondeu. Olhou para baixo, talvez querendo sumir e não encarar os olhos claros de Trunks sobre ela.
Por que estava a torturando dessa forma?
Um vento forte fez com que os belos cachos negros balançassem, trazendo seu cheiro especialmente para ele.
Trunks sabia que ia se arrepender do que estava prestes a fazer, mas foi inevitável.
Quando percebeu, já estava feito.
*
Não muito longe dali, Bra sentia todo seu corpo arder em desejo.
Estava com ele. Estava o sentindo por completo, e era melhor do que imaginava.
Sentia seu peso enquanto o grande corpo dele a cobria por completo.
Seus movimentos eram rápidos, intensos...
Era diferente de tudo o que já provou, não que tenha tido muitos homens, mas nada se comparava a ele.
Seus quadris balançavam naquele ritmo delicioso, enquanto o sentia dentro de si. Suas mãos passeavam por suas costas fortes, o puxando para mais perto do seu corpo.
Em um movimento rápido, Goten inverteu as posições, deixando Bra por cima. Pôde ter uma privilegiada visão do seu corpo e alisou seus cabelos enquanto a olhava com desejo.
Sem perder tempo, o moreno tomou seus lábios e a beijou desesperadamente. Estava desesperado por ela, e imaginou que nunca se sentiria saciado.
Deslizou suas mãos até chegar em sua cintura, e apertou com vontade, ouvindo um gemido em resposta.
– Isso Bra, assim... Quero te ouvir gemer para mim.
Ela se movimentou devagar sobre ele. O que o deixou louco, adorava ser provocado, ainda mais por ela. Prendeu uma mão em seus longos cabelos azuis e os puxou, pendendo sua cabeça para trás, deixando seu pescoço totalmente á sua merce. Seus lábios foram de encontro com sua pele, tão macia. Chupou e mordeu seu pescoço, descendo até chegar em seus seios novamente.
Ao senti-lo, a estilista aumentou a velocidade de seus movimentos. Apoiou suas mãos em seus ombros largos e fortes, e se movimentou de forma sensual, encarando aqueles olhos negros que a deixavam sem fôlego.
Não fazia ideia de quanto tempo estavam ali, a única coisa que importava era o prazer que estava sentindo. Era a sensação de tê-lo, de senti-lo, e de poder se entregar para alguém que realmente desejava.
Ele era surpreendente.
Sua pele quente, exalando aquele cheiro... Seu toque. Era tudo enlouquecedor.
As palavras que ele sussurrava em seu ouvido enquanto estava dentro dela, era simplesmente maravilhoso.
Não queria pensar que outras tantas mulheres já o provaram, era bom demais para ser dividido.
Estavam em total sintonia, seus corpos correspondiam perfeitamente um ao outro.
Não demorou muito para que juntos chegassem ao orgasmo. Já estavam descontrolados, movidos pelo prazer que sentiam. Chamavam um pelo outro, os corpos colados, ofegantes.
Goten deixou seu corpo cair sobre a cama, ainda dentro de Bra, que se aconchegou sobre ele. Ainda estava extasiado, sem fôlego e não conseguia controlar a respiração.
Com custo, a retirou de cima de si e se livrou da camisinha usada. Olhou para o lado e lá estava seu maior desejo de consumo, lindamente nua, na sua cama e o olhando com aqueles grandes olhos azuis.
De todas as transas que já teve na vida (e olha que foram muitas) nada se comparava ao que tinha acabado de acontecer. Nenhuma carícia se comparava com as dela, seu toque, sua voz, a forma com que se movia em cima dele... E o sons que fazia quando sentia prazer? Prazer que ele havia provocado.
Só podia estar apaixonado, droga
Isso foi o tipo de coisa que sempre prometeu a si mesmo nunca fazer.
Se apaixonar.
Pra que dormir com uma unica mulher, se podia ter mais de uma de uma vez só em uma única noite? Qual o sentindo de se prender a um único gosto, a uma única pessoa, se podia ter quantas quisesse. Sem cobranças, sem encheções de saco e sem aquele compromisso chato que as mulheres exigiam.
Era simples e objetivo: Uma única transa, e nada mais. Nunca repetia a dose (com algumas raras exceções) afinal, havia tantas no mundo, era sem dúvidas uma fila interminável.
Por mais que tivesse um ótimo sexo, não criava vínculos. E adorava aquelas com o mesmo pensamento, era mais divertido.
As mulheres sem pudor e totalmente liberais, que chamavam as amigas, irmãs, primas, ou até desconhecidas para dividirem o momento. Essas eram suas preferidas! Ainda tinham aquelas que depois de satisfaze-lo, ainda tinham disposição para satisfazer seus colegas, para depois na rodinha de amigos comentarem tudo o que fizeram.
Essa era a vida que levava, sem vínculos. Sem sentimentalismo. E se alguma mulher não entendesse o recado, simplesmente sumia. Ignorava. Zombava.
E agora? agora estava olhando feito bobo para a mulher deitada em sua cama. Jamais comentaria com alguém tudo o que fizeram durante três horas, e muito menos a ofereceria para seus amigos. Era dele, definitivamente dele.
Estava de quatro por ela. Se Bra lhe pedisse qualquer coisa, sem dúvidas faria. Se pedisse que se jogasse na frente de um caminhão, assim faria. Estava alucinado por ela, e se já não tinha olhos para mais ninguém, agora aquilo era um fato consumado.
Estava apaixonado. Completamente apaixonado. Inexplicavelmente apaixonado.
Nunca se sentiu assim antes... Tinha acabado de estar com ela e já a desejava novamente. Podia comprovar isso pois já estava excitado novamente apenas por olha-la.
Chegou á conclusão de que era um homem vazio. Sempre foi, por todo esse tempo, um homem vazio.
Dormia com mulheres vazias, fazia um sexo vazio e acordava vazio.
E agora simplesmente estava transbordando.
Não resistiu mais ser observado por aqueles olhos azuis. A puxou para perto de si e depositou um beijo terno em seus lábios. Bra foi pega de surpresa, mas imediatamente correspondeu o beijo, deslizando suas mãos pelos cabelos negros do empresário, alisando suas madeixas, enquanto deslizava a outra mão pelo seu corpo.
Quando Goten aproximou novamente seus corpos, ela sentiu sua ereção e sorriu entre o beijo.
Ele a queria novamente.
E ela o queria tanto quanto ele.
Goten inesperadamente interrompeu o beijo, que a essa altura já não era mais terno e sim quente.
Estava preocupado, apesar de tê-la em seus braços, totalmente entregue, estava com medo.
Porra, ela não fazia ideia do cafajeste que ele era. E olha que ela já o considerava um, sem saber da metade das coisas que fez. Será que ainda ficaria com ele, se soubesse de todo o seu histórico? Será que ainda voltaria a se entregar dessa forma?
Estava com medo. Medo de nunca mais sentir seus corpos juntos, medo de nunca mais poder toca-la e de novamente se sentir vazio.
Sentiu nojo do homem que era.
Era realmente um homem?
Pela primeira vez se questionou sobre seu orgulho masculino.
– Algum problema? -perguntou Bra, preocupada com a atitude repentina do moreno-
– Prometa que não vai embora.
– Embora? Considerando a hora que deve ser, é claro que não vou embora.
– Da minha vida. Prometa que não vai embora.
– Não vou a lugar algum. -respondeu, e sentiu seus lábios serem tomados novamente. Logo todo seu corpo foi tomado, e pôde senti-lo novamente dentro de si.
Permaneceram assim por horas, até o céu clarear.
Bra acordou com a claridade em seu rosto. Logo percebeu que não estava em sua cama e muito menos no seu quarto.
Realmente aconteceu... Pensou
Esperou encontrar sua companhia do outro lado da cama, mas o espaço estava vago.
Ele não seria safado ao ponto de deixa-la sozinha, seria?
Levando em consideração que era isso que fazia com todas que dormia.
Estava nua, e sem nada para vestir. Não sabia se Goten estava na casa, ou quem estaria. Não poderia descer dessa forma.
Tomou a liberdade de abrir o guarda roupas dele, e logo seu cheiro invadiu o local. Era tudo tão organizado, camisas impecavelmente bem passadas e penduradas nos cabides, calças, gravatas, jaquetas... . Tão organizado que sentiu receio de retirar alguma peça para usar.
Pegou uma camiseta esportiva e a vestiu, torcendo para não notar a falta na pilha em ordem.
Desceu as escadas e na enorme sala nem sinal de Goten.
Escutou um barulho vindo da cozinha e não pensou duas vezes.
O que encontrou foi Goten maravilhosamente sem camisa, vestindo apenas calças de moletom e distraído demais preparando o café da manhã para perceber que ela estava ali.
Sua vontade foi de agarra-lo imediatamente.
– Droga! Não era para estar acordada... -disse o moreno. Assim que botou seus olhos em Bra não pôde deixar de reparar o quanto estava deslumbrante com os cabelos bagunçados e usando sua camiseta. Que ótima visão para se ter pela manhã.
– Por que não me acordou? Minha sorte é não ter nenhuma reunião pela manhã, ou estaria perdida!
– Você estava dormindo tão bem, fui incapaz de te acordar. Mas já ia retornar. Presumo que esteja com fome, ou se sente saciada? -perguntou sorrindo maliciosamente-
– Estou faminta -respondeu Bra, devolvendo o mesmo sorriso que recebeu- Me alimente Goten.
Goten apenas sorriu. Cara, que mulher era aquela? Estava louco para tê-la outra vez. Sem dúvidas iria alimenta-la.
Pegou um dos morangos que estavam sobre a tigela e levou até a boca da estilista, que fechou os olhos sentindo o doce sabor da fruta.
O caldo vermelho escorreu por seus lábios, e Goten fez menção em limpa-lo com o polegar. Porém, Bra o interrompeu.
– Use sua boca
Quando se deu conta seus corpos já estavam juntos novamente. Os lábios do moreno saboreando os seus, seu grande corpo a envolvendo... Sabia que não podia exigir, não tinham nenhum compromisso. Mas não aguentaria ver outra mulher sendo tratada da maneira que estava sendo, e muito menos sentindo o que ela sentia no momento.
– Preferia ter acordado ao seu lado -disse Bra, interrompendo o beijo-
– Me desculpe por isso. Da próxima vez prometo que estarei com você.
Da próxima vez? hum... então haveria uma próxima!
O clima foi interrompido pelo irritante e repetitivo toque de celular do moreno. Bra se afastou, como se dissesse "Tudo bem, pode atender"
Goten se afastou até a sala para atender. Assim que retornou foi inevitável controlar a curiosidade. Seu sexto sentido estava em alerta, e raramente se enganava.
– Era ela, não é? -perguntou, ríspida-
– Ela quem Bra?
– Aquela mulher. A que deixou a mensagem ontem a noite. Vocês tem algo, não tem?
– Ela é uma amiga.
– Ah claro, da mesma forma que eu também devo ser. Olha, sinceramente isso não é da minha conta. Foi bom o que aconteceu entre nós, mas acho que já devo ir embora.
– Bra... -disse o empresário enquanto se aproximava, impedindo que ela fosse embora- Nós ficávamos, entendeu? Era só sexo. Como sempre foi. Mas com ela acabou se repetindo algumas vezes. Lembra quando te disse que já tive um relacionamento? Uma única vez? e que não tinha sido tão duradouro assim? -respirou fundo e continuou- Enfim, foi com ela. Mas o tipo de relacionamento que tínhamos era somente baseado em sexo. Nada sentimentalista da minha parte. E acabou... Já não fico com ela desde que te vi aquela noite.
– Não é o que parece.
– Acredite em mim, é a única coisa que eu te peço. Vou dar um jeito nisso, eu prometo.
Ceeeeerto, estava morrendo de ciúmes.
Droga
E odiava admitir para si mesma... Mas sinceramente? Saber que a infeliz que ligava desde ontem é a mesma com quem ele manteve um relacionamento, não ajudou muito a situação.
– Não precisa se preocupar em relação a isso, ok? -disse Goten de forma gentil, acariciando o belo rosto da estilista- Ninguém além de você me interessa.
Antes que Bra protestasse, Goten a tomou em seus braços e a beijou.
Definitivamente ninguém interessava.
Somente ela.
*
Inferno! Maldito inferno!
Era o pensamento de Trunks enquanto tentava se concentrar no trabalho, mas era impossível. O que tinha acontecido na madrugada não o deixaria ter paz.
Tinha beijado Hayley.
E o pior é que apesar de no momento se considerar a pior pessoa, por ter mentido para Pan e beijado a amiga, ainda se recordava perfeitamente do sabor que ela tinha.
E também do tapa que levou assim que seus lábios se tocaram.
Como explicar para Pan o que havia acontecido? E Hayley? Depois de levar o tapa, a única coisa que ele podia fazer era leva-la de volta. Durante o trajeto nenhuma palavra foi trocada, mas ele sabia que ela estava chorando.
E também sabia que ela não o perdoaria tão cedo.
Droga!
Não sabia por qual motivo se sentia pior.
E não saber o que fazer não ajudava muito
Pan havia ligado mais de vinte vezes naquela madrugada, considerando que ela não se sentia bem quando ele a deixou em casa só piorava a situação.
Não, não poderia falar com Goten... Apesar de ser seu amigo, era irmão da Hayley. E sem dúvidas quebraria sua cara.
Só restava uma opção... E é pra lá que ele iria.
*
Duas horas mais tarde, após muito esforço conseguiu se desgrudar da estilista.
Cara, estava apaixonado.
Só podia estar apaixonado.
Não conseguia pensar em mais nada a não ser nela... No cheiro dela, na pele dela e na noite que tiveram. Nem é preciso dizer que ficava excitado a cada recordação.
Foi tirado de seus pensamentos quando uma de suas secretárias anunciou que uma mulher o estava aguardando e se ele a receberia.
Por um pequenino momento de felicidade imaginou ser Bra. Mas era tecnicamente impossível, já que tinha acabado de deixa-la na sua empresa.
De qualquer forma autorizou sua entrada.
– Estou te esperando há duas horas! Tem noção? Achei que um empresário renomado começava seu dia cedo!
Goten ergueu o olhar e se deparou com uma morena emburrada.
Pan!
– Bom dia Pan, que surpresa -disse sorrindo de forma sarcástica- Achei que como um empresário renomado, poderia começar meu dia mais tarde. Sente-se, o que te traz aqui?
– Vim conversar seriamente com você Goten.
– Manda.
– Vou ser direta... Se acha que vai fazer Bra de idiota, esqueça. Esqueça essa ideia maluca, ela não é seu tipo.
Ah então o assunto era esse.
Pensou em dar uma resposta do tipo "Ela não faz meu tipo? Não foi o que ela me disse enquanto..." Bom, deixa pra lá.
– Ela te disse algo? -foi o mais inteligente a se dizer-
– Não precisou. Eu vi vocês no estacionamento do hotel, então ela me disse tudo. Sinceramente? Não confio em você. Você é cruel com as mulheres, e só pensa em si mesmo. Mesquinho, egocêntrico e cachorro. Mas ela gosta de você. E por isso estou aqui.
Mas ela gosta de você
Se sentiu um marica por ter sentido o coração disparar quando ouviu que Bra gostava dele.
Fantasiou ouvir isso diretamente da boca dela, de preferencia enquanto ele estava ocupado com outras coisas...
– Ela te disse isso? Que gosta de mim? -perguntou-
– Não precisou dizer, está na cara dela. Disse que tem esperanças que você mude... por ela. Tem noção disso? Tem noção do quanto ela já está iludida?
– Estou apaixonado por ela. Acredite, sei o que estou sentindo... por que nunca senti isso antes. Mas que isso não saia daqui, ok? Largo qualquer coisa se ela me aceitar, e ela sabe disso.
– Quero poder te dar esse voto de confiança, mas se fizer com ela como faz com as demais eu acabo com você. Estamos entendidos?
Não, ele não era um homem de receber ordens. Ainda mais de uma mulher.
Mas as coisas estavam mudando radicalmente.
– Estamos entendidos. Te dou minha palavra.
– Acredito que você vai mudar por ela, sei que já está mudando. Se não visse com meus próprios olhos não acreditaria.
– Você contou ao Trunks? -perguntou, enquanto se endireitava na cadeira-
– Não, e não vou contar. Mas acho que uma hora vocês terão de dizer a ele, e pode ter certeza que ficará furioso com o fato de que foi o último a saber. Falando nele, preciso que seja sincero comigo... Estava com Trunks ontem a noite?
Definitivamente não...
– Não Pan, aconteceu alguma coisa?
No mesmo instante em que a pergunta foi lançada Hayley entrou com alguns arquivos que Goten havia pedido. Ver Pan a fez estremecer, e se recordar nitidamente do que tinha acontecido.
Só queria sair correndo dali, mas ao invés disso a cumprimentou e tentou agir o mais natural possível, arrastando uma cadeira para a sua mesa ao lado do irmão, e enfiando a cara da papelada.
– Trunks me deixou em casa e depois não atendeu minhas ligações. Ele geralmente não age assim, o que me deixou bem preocupada. Ainda não consegui falar com ele, e achei que você soubesse de algo. Se souber, não esconda Goten. Nunca vou dizer que foi você quem me contou.
Não podia ser pior. Hayley se sentiu a pior pessoa da face da terra. "É óbvio que ele não te atendeu, estava ocupado demais comigo" Pan não tinha culpa, e não merecia isso. Sentiu raiva de si mesma por ter aceitado sair com Trunks, mesmo sabendo que ele é comprometido, e pelos sentimentos que ainda nutria por ele. Sua vontade de sair correndo dali só aumentou.
– Se eu souber de algo te aviso, prometo. Vou conversar com ele sobre isso.
– Tudo bem Goten. Vou indo, ainda tenho muitas coisas para resolver, obrigada por me receber.
Pan se despediu dos irmãos e achou que Hayley estava esquisita demais. Estava pálida, e sua voz saiu baixa quando se despediu. Bom, deveria ser impressão sua, mas de uma forma ou de outra não gostava dela.
*
– Que merda... é essa?
Bra deu um passo para trás quando viu o estado do seu escritório. Havia flores para todos os lados, e o cheiro fazia seu nariz querer sair do corpo. Flores de todos os tipos, em cada canto da sala.
Imediatamente quis saber o que tinha acontecido ali. Que diabos era aquilo?
Samira, sua secretária disse que tudo ocoreu pela manhã, e como ela ainda não tinha chego, a única coisa que sabia era que foram enviadas por um homem chamado Daniel, que veio entregar tudo pessoalmente. Mas como não encontrou Bra, apenas pediu que deixasse tudo.
Ah claro, Daniel!
Mas que merda Daniel estava pensando? Que cafonice.
Mandaria devolver tudo aquilo, juntamente com um bilhete "Daniel, sinto muito mas não temos nada e nem teremos novamente"
– Nossa, que cheiro é esse? Tá rolando algum funeral e eu não estou sabendo?
Era Trunks! Ufa...
– Bom dia ou boa tarde Trunks, não faço ideia nem que horas sejam... O que faz aqui?
– Primeiramente são meio dia. Eu espero que tenha um tempo para seu irmão,preciso conversar com você. Conversa séria. E o que significa todas essas flores pelo amor de Deus?
Ceeeeeeerto.
Trunks tinha descoberto sobre ela e Goten, só podia ser!
Sem dúvidas ele gritaria, teria um ataque, e eles brigariam.
Mas o que estava feito,estava feito. E ela já tinha idade o suficiente para decidir com quem ficar ou não, mesmo que ela e Goten não tivessem nada oficialmente juntos.
– Tudo bem Trunks -respondeu indo em direção a porta- só vou pedir que alguém devolva essas coisas para quem enviou e vou checar algumas coisas, coisa rápida. Mas vamos conversar em outro lugar, não suporto esse cheiro.
Os irmãos se dirigiram para o restaurante do outro lado da rua, e Bra já esperava pelo pior. Trunks estava tenso, apesar de não ter alterado sua forma de tratamento com a irmã.
– Pode começar -disse Bra, ensaiando o que diria para sua defesa-
– Serei direto.
– Quero que seja.
– Eu beijei Hayley.
Trunks esperou que os talheres voassem na sua cara, mas a única reação da irmã foi encara-lo fixamente por alguns segundos e logo em seguida dizer:
– Trunks, acho que não ouvi direito. Pode repetir, mas dessa vez diga algo que não me faça passar o resto da minha vida na merda de uma cadeia por arrancar sua cabeça fora e sair chutando.
– Bra, eu estou falando sério. Não me venha com suas ironias, não preciso disso no momento. Só preciso conversar com alguém, que porra! -respirou fundo e continuou- Hayley mudou comigo, eu fiquei preocupado. Ela é minha amiga! E nós já tivemos algo, mas passou. Então liguei pra ela e chamei para tomar um café, ela queria ir embora, e eu acabei a convencendo de ficar. Saímos, só estávamos nós, e droga... ela vai embora tão rápido. Eu não sei o que pensei, só sei que a beijei. Ela me deu um tapa, eu a levei embora e tenho certeza que ela nunca mais olhará na minha cara.
– O que eu faço com você? Sinceramente, o que eu faço com você? Você é idiota? Não, não precisa responder. Tem noção da merda que fez?! Não, não tem. Se tivesse não tinha feito, imbecil!
– Não sei o que fazer... Sei que agi mal, principalmente com a Pan. Cara, se ela descobrir isso...
– Eu não vou nem entrar no quesito Pan, ou vou esmurrar sua cara aqui mesmo. Bom, pelo menos você não dormiu com a Hayley, o que seria pior. Eu fui bem clara com você quando se envolveu com Pan. E Hayley também é uma boa pessoa, você não tinha o direito de brincar com ela dessa forma. Definitivamente, você não tinha esse direito.
A conversa com interrompida quando o celular de Trunks tocou.
Trunks olhou o visor, pediu um momento para Bra e atendeu.
– Fala. Não, não estou na empresa... Não. Quem? Ela esteve ai? O que você respondeu? Cara... olha não aconteceu nada. Não. Sim. Estou com a minha irmã... Claro que é a Bra eu tenho outra por acaso? Não sabia que estavam tão amigos assim... Ok cara, depois nos falamos. Até.
– Quem era? -perguntou Bra-
– Goten... ah e ele te mandou um beijo. Vocês andam se falando bastante? Bra, lembre-se do que eu te disse... e outra, Goten está em outra.
Como
Assim?
– Ele está em outra? Com quem? -perguntou, sem pensar duas vezes-
– Oras, não é você quem sempre aconselha ele sobre o que fazer com a tal pessoa que ele se apaixonou? Vocês falaram sobre isso no hotel...
Ah claaaaaaro! Tinha até se esquecido disso.
– Ah, nossa. Trunks, com essas coisas que você apronta eu até esqueço das coisas.
– Goten me disse que Pan foi até lá para perguntar sobre mim. Perguntar se ele sabia onde me meti ontem. Droga... Me sinto péssimo. O que eu faço?
– Eu não direi nada a Pan.
– Obrigado...
– Mas você vai. Vai chegar na sua namorada e vai dizer o que aconteceu. Vai ser homem o suficiente para admitir seu erro. Se ela te odiar e acabar com tudo entre vocês, vai ter que conviver com isso. Mas seja homem e assuma o que fez, melhor ela saber por você do que pelos outros. Também vai chegar em Hayley, vai se desculpar por ser um imbecil. E vai deixa-la em paz. Você entendeu? Vai deixa-la em paz! Ela não merece isso, não merece ser a outra e nem ser feita de babaca.
– Goten vai me matar quando descobrir.
– Vou conversar com ele por você, pode ser? Essa é a única coisa que farei para te ajudar.
– Obrigado Bra, te amo por isso! Vou voltar para a corporação, e acredito que você esteja lotada de coisas para fazer. Obrigado por tudo, de verdade.
– Sou sua irmã, não é? Faça o que eu disse e que isso não se repita. Boa sorte.
O dia passou, e logo já era noite novamente.
Bra passou o dia pensando nas coisas que teria de fazer, e a principal seria conversar com Goten sobre o que aconteceu entre Hayley e Trunks. Oh, claro, seria um enooooorme sacrifício.
Não recebeu noticias de Daniel, e esperava que ele tivesse entendido o recado. Já tinha muitas coisas para se preocupar, não queria um marmanjo no seu pé. Definitivamente não.
Também conversaria com Pan e Hayley. Não queria uma guerra entre as garotas tudo por causa da irresponsabilidade do irmão... Isso não!
Decidiu que passaria na empresa do Goten e falaria com ele por lá mesmo. Assim, já aproveitava e conversava com Hayley. Quem sabe ainda o encontraria por lá, apesar de já passar das dezoito horas...
Quem ela queria enganar? Estava caçando motivos para vê-lo o mais rápido possível, isso sim.
*
Não conseguiu se concentrar no trabalho o dia inteiro.
Só conseguia pensar nela... Deus... queria tanto vê-la.
Seria muito grudento da sua parte ligar e pedir que fosse para sua casa?
Droga, não tinha experiencia nenhuma com relacionamentos...
Estava preocupado com Hayley que passou o dia muito estranha, distraída, no mundo da lua. E o fato de Pan ter perguntado sobre Trunks ter sumido... O amigo não tinha dito nada.
Tudo muito, muito estranho.
Todos os funcionários já tinham ido embora, com excessão da sua secretária. Ainda tinha algumas papeladas para resolver e estava tão impaciente. Queria saber como Bra estava. Se tinha comido, como tinha sido seu dia.
Que coisa de maricas, mas era a realidade.
A bela secretária entrou em sua sala, e ele lembrou que já deveria tê-la dispensado. Problema unicamente seu se chegou tarde na empresa (apesar de ter super valido a pena) seus funcionários não tinha obrigação de ficar após o expediente.
– Senhor, desculpe a intromissão. Tem alguém querendo saber se o Senhor ainda está aqui, devo dizer que já encerrou por hoje?
Puta que o pariu! Nunca terminaria hoje.
– Quem é?
– Não se identificou, apenas perguntou pelo Senhor. Não está aqui no andar, apenas perguntou.
Inferno!
– Tudo bem, peça para subir e indique minha sala. Depois disso pode ir embora, vá descansar garota. Boa noite e até amanha.
A secretária loira agradeceu e saiu.
Quem seria o infeliz a uma hora dessas? Maldição!
Não houve batidas na porta, ela apenas foi aberta.
Esperou todos os tipos de pessoa, menos ela...
Era ela
Era Bra
Era sua Bra.
Estava tão linda, não se lembrava de ser tão linda assim. Seu perfume se espalhou por toda a sala, e ele ficou excitado na hora.
– Goten...? Desculpe vir essa hora, preciso falar com você.
Desculpas? Ela estava pedindo desculpas?
Ele é quem teria de se desculpar por que a única coisa que veio em mente foi jogar todos os papéis no chão, deita-la na sua mesa e estar dentro dela.
– Bra... que surpresa! -ele deu um sorriso de orelha á orelha- Você está aqui.
– Sim, estou -respondeu também sorrindo- Hum... preciso conversar com você.
– Aconteceu algo querida?
Querida? Tinha chamado ela de querida? Estava perdido, realmente estava.
– Hum... aconteceu. -disse, sentando-se na cadeira do outro lado da mesa do empresário. Olhou para a mesa repleta de papéis- Estou te atrapalhando não estou?
– Você nunca me atrapalharia. E venha aqui.
Ela obedeceu, e sem perder tempo ele a puxou para seu colo. Deslizou as mãos pelo seu braço, e sentiu de perto seu cheiro. Fantasiou isso o dia inteiro.
– O que preciso dizer é sério.
– Aconteceu alguma coisa? Alguma coisa com você?
– Não, nada disso. É sobre Trunks.
– Pode dizer, mas somente lembrando que somos os únicos aqui... todos já foram embora. -disse beijando sua mão, subindo até chegar no pescoço-
– Goten! -disse rindo- Vim aqui com um propósito e preciso cumpri-lo pelo bem da nação e da paz mundial.
– Tudo bem, tudo bem. Mas, me beije antes.
– Não. Você sabe onde isso vai parar, e eu realmente preciso dizer. Primeiro eu falo, você me ouve, e por último mas não menos importante, vai me prometer que não vai se irritar.
– Com você? Não vou me irritar.
– Não, comigo não. Com o que eu vou dizer.
– Depende Bra.
– Prometa...
– Ok, ok! Pode falar -respondeu, acariciando sua cintura-
– Já sabe que Trunks sumiu ontem, não sabe?
– Sei... aconteceu alguma coisa?
– Bom, aconteceu -disse, alisando seus cabelos negros, sabendo que ele ficaria furioso- Ele foi atrás de Hayley, e a beijou.
Como ela esperava.
Goten imediatamente se levantou da cadeira, se esquecendo que ela estava sentada em seu colo.
– Minha nossa... Bra, me perdoe...
– Tudo bem, tudo bem. Só quero que me escute.
– Trunks não tinha esse direito. Hayley nutre sentimentos por ele, e ele está com Pan. Fez as duas de idiota, ninguém faz minha irmã de idiota. Maldito!
– Calma... calma. -disse a estilista de forma calma enquanto se aproximava de Goten novamente, colocando suas mãos no rosto dele- Ele está arrependido. E foi somente um beijo, pelo o que ele me disse. Preciso conversar com Hayley para saber se as duas versões batem. Trunks vai pedir perdão pelo o que fez, e vai se afastar dela. Não quero que vocês briguem, sei que ele agiu errado, mas todos nós erramos. Me deixe cuidar disso, ok?
Ela disse tudo com uma calma tão deliciosa, e sua voz soava tão bem... Não tinha como se irritar.
– Tudo bem -respondeu beijando a mão da estilista- Por isso Hayley estava tão estranha... Estou com raiva, mas vai passar.
– Eu também fiquei, mas não quero que faça nada de cabeça quente. Apenas... me deixe resolver as coisas, está bem?
– Como quiser.
Bom, foi melhor do que ela esperava.
Mas ele tinha ficado tenso, e ela se sentiu no dever de acalma-lo.
– O.. O que está fazendo? -perguntou enquanto olhava Bra hipinotizado pelo o que estava vendo-
– Não é justo pertubar seu trabalho com noticias ruins. -disse, enquanto retirava seu vestido, ficando apenas de lingerie, e não perdendo tempo em tirar o restante, ficando completamente nua- Você está tenso, vamos resolver isso. Agora mesmo.
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