O amor não está na moda!
28 Confissões
Notas iniciais
Pan estava receosa com tudo o que aconteceu tão rapidamente. Sabia que parte de todo o drama eram os hormônios da gravidez, mas não conseguia controlar suas emoções como antes. Pelo menos não agora.
— Podemos conversar um minuto antes de irmos? – questionou Trunks –
— Sim... pode dizer.
— Você está chateada somente com o namoro do seu pai, ou tem algo mais? Pode falar comigo, de verdade.
— Há um tempo não fico com meu pai e, ele é tudo o que eu tenho. Acho que me aborreci atoa, ele nem ao menos disse que está namorando, mas pela forma que eles estão lá dentro, tudo diz que sim. – desabafou a modelo, encostando no carro de Trunks enquanto o encarava –
— Mas o fato do seu pai se envolver em uma relação não significa que ele vai te amar ou se preocupar menos com você. Sei o quanto você é apegada a ele e isso é ótimo. Você sabe que faria qualquer coisa para ter meus pais novamente, mas é egoísmo não querer que ele seja feliz e siga em frente. Espero que não me entenda mal.
Trunks tinha razão.
Realmente, estava agindo como uma verdadeira mimada egoísta. Esperava que não tivesse magoado seu pai.
— Você está certo. Olha... se não quiser ir, pode ficar em outro lugar, acabei obrigando você e ficar comigo.
— Pan, eu dirigi por 4 horas sem parar para ver você, se você me aceitar, com toda a certeza quero jantar com você, seu pai e qualquer outra pessoa, com tanto que você esteja comigo.
Pan... por favor não confunda as coisas!!— pensou a modelo –
Francamente, Trunks agir dessa forma não estava ajudando em nada a colocar um ponto final em qualquer sentimento romântico que nutria por ele e, enxerga-lo somente como pai do seu filho.
Antes de entrarem na casa, fez um último pedido: que fingissem que ainda eram um casal.
Quando iniciou o namoro com Trunks, contou ao seu pai e prometeu apresenta-lo o quanto antes. Mas, com tudo o que aconteceu, não conseguiu nem apresenta-lo e muito menos atualizar seu pai de que não estavam mais juntos.
Seria o verdadeiro inferno na terra se dissesse ao pai “Estou grávida, mas não estou com o pai do seu neto, mas estamos morando juntos, tá?”
Nem pensar!!
O empresário concordou e ficou até feliz com o pedido. Que ele não tente nada, ou não sabia como tudo isso terminaria e, não queria voltar a se magoar.
Pan abriu a porta e Trunks entrou em seguida. Assim que entrou, pediu que a seguisse e foram para a pequena sala de jantar.
Seu pai ainda estava sentado na mesa e Marissa, na cozinha, provavelmente preparando algo para acompanhar o jantar.
Assim que os avistou, seu pai de imediato perguntou se estava tudo bem e, o que tinha acontecido.
— Pai, está tudo bem, pode ficar tranquilo. Esse é Trunks, falei dele anteriormente. Ele estava por perto e resolver passar aqui, então, já apresento vocês – disse Pan, torcendo para que a noite terminasse bem –
Trunks foi até a mesa de jantar e estendeu a mão educadamente, enquanto sorria.
— Muito prazer em conhecer o senhor, espero não atrapalhar o jantar de vocês.
— Prazer em te conhecer Trunks, Pan me falou de você, bastante aliás... Sou Gohan, e pode me tratar sem formalidades – respondeu, sorrindo e recebendo o empresário de forma calorosa. Em seguida, pediu que Marissa trouxesse mais um prato e talheres –
A mulher retornou à sala de jantar e se apresentou para Trunks, de forma agradável e receptiva também. Não entendia porque Pan estava tão chateada com tudo. Seu pai demonstrava ser um ótimo homem e, aparentava estar feliz... mesmo que só estivesse ali há menos de cinco minutos, a primeira impressão foi essa.
Trunks sentou-se junto de Pan, e Marissa os serviu, com educação. Era nítido que Pan ainda estava incomodada com algo, mas faria tudo para que o jantar fosse agradável.
— Minha filha não costuma apresentar os amigos ou namorado. Estou feliz em conhecer você, de verdade!
— Pai... – disse Pan, suplicando para que o pai não começasse com um sermão na frente de todos – Sabe que venho sempre que possível e, não tem qualquer pessoa importante para você conhecer, por isso não conhece ninguém até hoje, oras.
— A única pessoa que você me apresentou até hoje foi sua amiga estilista Bra.
— Ah, ela é minha irmã – disse Trunks, enquanto levava um pedaço de carne a boca – Espero que ela tenha se comportado quando os visitou.
— Sério?! Que coincidência boa! Ela é uma ótima moça, uma boa amizade para Pan... então, foram assim que se conheceram?
Antes que Pan pudesse pedir para que o pai parasse com as perguntas, Trunks deu continuidade no diálogo.
— Sim, foi por ela que nos conhecemos – respondeu sorrindo, depositando um beijo nas mãos da modelo, se aproveitando na situação em que estavam –
— E você pai, como conheceu Marissa? – perguntou Pan, fazendo de tudo para pelo amor de Deus mudarem de assunto! –
Seu pai ficou nitidamente sem graça, mas após uma troca de olhares com a mulher ao seu lado, iniciou:
— Nos conhecemos no supermercado... engraçado, não é? Na seção de frutas. Estamos nos conhecendo...mas...mas queria que você a conhecesse, então, a convidei hoje.
— Ele fala muito sobre você e, entendo o porquê. – disse Marissa – Espero não estar incomodando, sei o quanto vocês são apegados... ou pelo menos tento imaginar.
Bem, talvez realmente tenha se preocupado atoa.
O jantar correu na perfeita paz (ufa), seu pai e Trunks se deram bem e, conversaram sobre economia e esportes até o final do jantar. Pan se juntou com Marissa para recolherem a mesa, mesmo Trunks se candidatando para fazer isso.
Daria uma chance a mulher. Realmente foi precipitada e, julgou mal a situação.
Estavam na cozinha organizando a louça. Ainda estava angustiada, mas agora, por perceber que agiu terrivelmente mal com tudo.
Na realidade, vinha agindo terrivelmente mal com tudo por um boooooooom tempo.
Nunca percebeu o quanto estava insuportável.
— Fico feliz que meu pai tenha conhecido você. Ele merece alguém que o faça feliz e, percebo que você faz isso com ele. Se ele gosta de você, eu também gosto.
Marissa sorriu para Pan e agradeceu a aceitação, mas deixou claro que ainda estavam se conhecendo, e esperava que tudo desse certo.
— Sei que você me conhece há poucas horas e, não precisa se preocupar com os meus problemas. Mas, preciso de um conselho, de uma mulher para a outra, entende?
— Claro querida, o que você precisa? – perguntou Marissa, parando o que estava fazendo e dedicando total atenção a Pan –
— Por favor... que isso fique entre nós, suplico isso a você. Eu estou grávida. – diminuiu o tom de voz ao revelar a gravidez – Ainda não tive coragem de dizer ao meu pai, mas preciso fazer isso antes de ir embora. Estou vivendo uma péssima montanha russa de sentimentos, então, não sei como vou reagir se meu pai não aceitar...
A mulher a abraçou com carinho, e Pan já queria chorar.
Principalmente por não ter uma mãe com quem compartilhar esse momento ou receber esse tipo de conselho.
— Tenho certeza que ele vai apoiar você! Ele ama você mais do que qualquer coisa. Mas, fale quando se sentir pronta. Você terá o meu apoio, pode ter certeza. Um filho é uma benção! – disse, sorrindo – Quando fiquei grávida, eu tinha a sua idade também, mas não tive o apoio do pai do meu filho na época... foram momentos difíceis.
— Você tem filhos? – perguntou Pan, curiosa, mesmo sabendo o óbvio –
— Tenho um único filho, o amor da minha vida. Por mais que eu tenha enfrentado dificuldades e preconceito por ser mãe solteira, ele é a minha maior felicidade. Você tem o apoio do seu namorado, terá do seu pai também, e tem o meu... mesmo que tenhamos nos conhecido agora, estou aqui para o que precisar.
Pan sentiu-se péssima por julgar errado e, agradecida por todo o suporte que recebeu.
Conversaram durante bastante tempo na cozinha, mas logo seu pai apareceu para levar Marissa embora.
Eram 1:30 da manhã, e nem percebeu.
Se despediu da mulher e, agradeceu novamente por tudo.
Ela morava próximo dali, então seu pai não demoraria.
— Bom... vou indo também. – disse Trunks –
— Indo para onde Trunks? Enlouqueceu? Já é madrugada!
— Eu fico em um hotel sem problema algum, não precisa se preocupar comigo, de verdade.
— Meu pai me mataria e te mataria também. Você fica aqui hoje, amanhã, vemos o que fazemos – disse, subindo para o quarto – Não temos um quarto de hóspedes aqui, mas você pode dormir no sofá ou forramos algo para você no chão.
Pan parou no meio da escada e percebeu que Trunks ainda estava parado no meio da pequena sala.
— Ficou surdo? – perguntou, impaciente –
— Não quero incomodar e muito menos ser desrespeitoso com seu pai, ele pode pens...
— Trunks, Hello! Nem sequer somos um casal de verdade. Trouxe algo para dormir? Se não, te empresto algo do meu pai. – disse a modelo, de forma direta, deixando claro em que pé estavam –
— Trouxe algumas roupas comigo, estão no carro. Vou pegar e já volto.
— Certo, aproveita e deixa o seu carro estacionado em frente de casa, é mais seguro. Quando você entrar, tranque a porta e deixe a chave pendurada, meu pai tem uma cópia. Meu quarto é o com a porta rosa, não tem erro. Pode entrar sem bater, quando você voltar eu já estarei pronta para dormir.
Não deu tempo de reposta para Trunks. Ele sempre era muito certinho, então, se desse qualquer brecha ele continuaria com aquele assunto até amanhã. E, francamente, só queria dormir.
Estava nervosa e ainda processando todos os últimos acontecimentos. Porque diabos tudo acontecia de forma tão acelerada na sua vida?
Tirou as roupas e vestiu uma camiseta longa na cor cinza, junto com um short.
Foi ao banheiro e fez sua higiene noturna, enquanto esperava por Trunks. Já dormiram juntos inúmeras vezes e, compartilharam de momentos assim várias e várias vezes. Mas, estava nervosíssima!
Ouviu a porta abrir e seu coração acelerou.
Respirou fundo para se concentrar, prometeu não fazer qualquer besteira.
— Olha só quem fã é Backstreet Boys...
— Esse é o meu quarto de adolescente, dãrt. – respondeu, com a escova de dentes na boca –
— Será que encontro um diário seu perdido por aqui?
— Trunks, vá dormir, por favor...
— Estou brincando – disse, se aproximando – Vou me trocar assim que você sair do banheiro.
Pan terminou de escovar os dentes e saiu do banheiro, deixando-o livre para Trunks. Abriu o armário e pegou alguns cobertores e travesseiros reserva. Ajeitou ao lado da cama para que ele pudesse dormir. Em hipótese alguma dividiriam a mesma cama... não confiava na sua carência.
— Pode usar a escova de dentes que deixei ai, está nova! – gritou para Trunks –
Ouviu um “Obrigado” e sorriu. Como queria que ainda fossem um casal...
Tratou de afastar esses pensamentos e focar em dormir!
Deitou na cama e apagou as luzes, deixando somente o abajur com baixa iluminação para Trunks se guiar no quarto.
Não demorou muito e ele saiu do banheiro, vestindo uma bermuda de tecido leve e uma camiseta preta.
Lindo como sempre, inferno.
— Desculpa, mas ainda acho melhor do que o sofá da sala. Você não terá a melhor noite da sua vida, e sei que está bem abaixo do seu padrão... mas, é o que temos para hoje. – disse Pan, mostrando a cama improvisada –
— Está perfeito, muito obrigado – respondeu sorrindo bagunçando o cabelo da modelo –
— Meu pai gostou de você... desculpe se ele te amolou muito, ele gosta de conversar. – disse, virando para Trunks e o olhando de cima, já que o empresário já estava deitado no chão –
— Fiquei com medo dele não gostar de mim, ou me receber com um taco de beisebol. Acho que fui bem – respondeu, rindo –
— Marissa é ótima, a julguei super mal – respirou fundo – Trunks... eu ando insuportável de se conviver ultimamente. Sinto muito por tudo.
Trunks segurou a mão da futura mamãe e acariciou a mesma.
— Você está esperando um bebê, e sabemos que tudo anda acontecendo rápido demais. Também, não fui o cara que você precisava e merecia nesse tempo. Não precisa se desculpar, de verdade.
— Não estou filtrando as coisas como elas devem ser... ando extremamente imatura. Não posso mais ser assim... principalmente pelo fato de que daqui alguns meses terá alguém que vai se espelhar em mim, não posso cometer erros assim.
— Pan, seremos pais juntos e, vamos aprender e errar juntos. Estamos junto nessa, e vou deixar isso claro para você todos os dias. Eu prometo.
Pan sorriu em resposta e bocejou em seguida. Estava confiante de que, com o acompanhamento psicológico e com a ideia mais concreta de que seria mãe (finalmente, após tanto tempo a ficha estava caindo) se tornaria uma pessoa melhor. Claro, ainda tinha assuntos não tocados e muito menos resolvidos, principalmente com Trunks, mas deixaria as coisas fluírem.
Um dia de cada vez.
Adormeceu sem nem perceber, mas sentiu o carinho de Trunks enquanto pegou no sono, que continuou segurando sua mão.
Acordou no dia seguinte e teve a perfeita visão de Trunks ainda dormindo, no chão. Fazia tempo que não o via assim, e sentiu uma imensa vontade de tocá-lo. Mas não faria isso, além do mais, não tinham mais esse grau de intimidade.
Levantou de fininho e sem fazer barulho, deixaria que o empresário descansasse. Ele merecia, vai.
Saiu do quarto na ponta dos pés e desceu as escadas devagar. Eram 8h15 da manhã e assim que entrou na cozinha, viu um bilhete deixado pelo seu pai.
“ Sai para comprar um café da manhã digno
Não precisa se preocupar com nada, volto rápido! ”
Seu pai realmente era a melhor pessoa de todo o mundo.
Ele nem se quer precisava se preocupar!
Resolveu adiantar as coisas e preparar um café. Deixou a água fervendo e subiu para o seu quarto, precisava tomar as vitaminas do bebê.
Assim que entrou, Trunks estava se mexendo na cama improvisada, provavelmente acordando.
Tentou não ser notada, mas sem sucesso.
— Dormi demais... bom dia –disse, sonolento e se esforçando para levantar-
— Ainda é bem cedo Trunks, só vim tomar minhas vitaminas. Pode dormir mais. Aliás, pode subir para a minha cama – ofereceu, enquanto tomava as vitaminas em forma de comprimidos – Quando o café estiver pronto chamo você se quiser.
Aproveitou e fez sua higiene matinal, deu uma ajeitada nos longos cabelos negros e quando saiu do banheiro, Trunks já estava de pé, com uma expressão de sono.
— Trunks, por favor! – disse, rindo – Você está morrendo de sono...
— Só preciso de um café – respondeu bocejando –
Se lembrou da água fervendo e esperou que não tivesse incendiado a casa. Desceu o lance de escadas rapidamente e gritou para Trunks que podia descer quando quisesse.
Entrou na pequena cozinha e pegou tudo o que precisava. Seu pai ainda guardava todos os utensílios e alimentos nos mesmos lugares, desde que ainda moravam juntos.
Agradeceu mentalmente por isso.
Preparou o café forte e bem doce, como gostava. Arrumou a mesa com pratos e xícaras, encontrou um litro de leite na geladeira e algumas coisas como geleia, manteiga e frutas.
Ajeitou tudo da melhor forma possível. Até que fez um bom trabalho... era o mínimo que podia fazer pelo pai.
— Pan, é você que está na cozinha querida?
Era seu pai. Foi de imediato até a porta ajudar a carregar as coisas para dentro, mas foi interrompida por Trunks.
— Eu ajudo – disse, sorridente, desejando bom dia e agradecendo pela gentileza de deixar que passasse a noite na casa –
Após a ajuda, Pan organizou as compras na mesa e logo estavam tomando um belo de um café da manhã. Seu pai exagerou e comprou bolos, pães, queijos, tortas, mais frutas e suco.
— Pai, não precisava comprar tudo isso –disse de boca cheia enquanto devorava um pedaço de torta doce junto de um pedaço de queijo enorme – Desculpa, estou faminta.
Trunks não estranhou sua fome e a anormal mistura estranha de comidas, mas com certeza seu pai estranharia. Tomou um generoso gole de café e decidiu falar de uma vez por todas... Era agora ou nunca.
— Pai, eu e Trunks precisamos compartilhar algo com você. Na verdade, especificamente eu.
Trunks a olhou e entendeu que seria agora. Independente da reação do pai da modelo, estaria ao lado dela e, reverteria a situação caso algo desse errado. Sabia que talvez não seria fácil, mas estaria ali para qualquer situação.
Carlos interrompeu a mordida em um pedaço de pão e depositou toda a atenção na filha, que respirou fundo e iniciou.
— Espero que me perdoe por não ter dito antes. Jamais daria essa notícia por telefone e, quero que saiba que independente de ficar bravo comigo ou não, eu te amo muito, pai. – Iniciou, nervosa. Sentiu a mão de Trunks segurar a sua por baixo da mesa e prosseguiu – Estou grávida. Não foi nada planejado... ma..
— Grávida?? – Interrompeu o pai da modelo – Desculpe... filha, eu não esperava por isso. Vou ser avô?
— Sim... – Respondeu Pan – As coisas aconteceram rápido demais e, vou entender se se chatear comigo...
— Pan e o bebê tem e terão todo o meu comprometimento e amor, prometo ao senhor. – disse Trunks, deixando claro que Pan não estava sozinha nessa, em hipótese alguma –
— Você está feliz filha? Está tudo bem, com essa novidade?
Bom... as coisas poderiam ser melhores. Em um universo aonde Trunks não a tivesse traído, sim, estaria imensamente feliz e realizada. Mas, sem dúvidas pouparia todo o drama.
— Estou pai, pode ficar tranquilo. Um pouco nervosa com tudo, como te falei, foi tudo rápido e inesperado... mas estou feliz em ser mãe, agora que minha ficha está caindo. – Respondeu, alisando a barriga ainda não aparente –
Seu pai levantou-se e a abraçou, dizendo que a amava e podia contar com ele para qualquer coisa, absolutamente qualquer que precisasse. Parabenizou Trunks e pediu que cuidasse de Pan.
A modelo estava aliviada em ter contado de uma vez por todas. Mas, aquela conversa toda a deixou sensível, pra variar.
Avisou que ia tomar um banho e trocar de roupa, mas que voltava logo para fazerem algo.
Bem provável que seu pai queria conversar com Trunks a sós, e depois com ela. Então, só agilizou o processo.
Subiu as escadas e entrou no banheiro, ligando o chuveiro de imediato.
A água caindo nas suas costas aliviaram um pouco da tensão que estava sentindo.
— Vai ficar tudo bem com a gente, eu prometo – disse diretamente para o bebê em sua barriga, alisando a mesma – Sei que não fui uma boa moradia nesse tempo e, você nem tem culpa de nada. Mas, vou ser uma pessoa melhor, por você... para que você sinta orgulho de mim todos os dias. – Já estava chorando, principalmente porque era inevitável não lembrar do abandono que sofreu por parte da mãe – Seu papai ama você, ele pode não me amar, mas sei que ele será um ótimo pai para você, assim como seu avô é para mim.
Pan ouviu a porta do quarto abrir e se recompôs, acreditava ser o pai, e não queria que o visse chorando. Sorte estar no banho!
— Sou eu, vim ver se está tudo bem, sabe... após dizer ao seu pai sobre o bebê.
Era Trunks.
— Tudo bem, melhor do que imaginava que seria – respondeu alto o suficiente para que ele escutasse pela porta, enquanto finalizava o banho –
— Tudo bem então. Se precisar de mim, estou com seu pai lá embaixo, ele quer falar comigo melhor.
— Claro, já imaginava. Ele não vai matar você, pode ficar tranquilo – disse, brincando –
Terminou o banho e se certificou de que Trunks não estivesse mais no quarto. Aparecer só de toalha não seria uma boa ideia, pelo menos não da parte dela, que estava com os hormônios a flor da pele.
Vestiu um jeans básico e uma baby look branca. Se olhou no espelho, e se imaginou com um enorme barrigão. Isso não a assustava mais.
Prendeu os longos cabelos negros em um rabo de cavalo alto e se maquiou, sem pressa. Imaginava que seu pai e Trunks ainda estivessem conversando.
Pegou o telefone celular e mandou uma mensagem de texto para Bra, dizendo que estava tudo bem com ela e com o bebê e, que Trunks estava com ela. Como ela já sabia de tudo o que estava acontecendo, afinal, foi ela quem passou o endereço para o irmão, acreditava que estivesse aflita sem notícias.
A estilista respondeu de imediato, contente em estar tudo bem com todos. E, disse que quando Pan retornasse, para reservar um espaço na agenda para darem uma volta.
Estava se sentindo bem, fisicamente. Sem sangramentos, desmaios ou vômito. Então, acho que podia retomar suas atividades normalmente.
Quando desceu para a sala de estar, Trunks e seu pai estavam conversando de forma animada, então, tudo estava bem.
Ótimo!
Gohan sugeriu que dessem uma volta na cidade e almoçassem fora. Um parque de diversões estava na cidade, e poderiam ir a noite também. Pan achou ótima a ideia, após tanto tempo sem poder sair, a única coisa que queria era bater perna.
Seu pai insistiu para que Trunks fosse junto, e ele aceitou, após muita insistência. Disse que só precisava fazer alguma ligações a respeito do trabalho e logo estaria livre.
Enquanto isso, pai e filha ficaram na cozinha a sós. Sabia que aquele era o momento do interrogatório.
Pan abraçou o pai por trás, e o homem retribuiu o carinho, segurando as mãos da filha.
— Pan, não pense que fiquei chateado com a notícia... mas, eu sinto que não consegui te proporcionar o básico. Me preocupo com você! Queria muito ter tido condições de pagar os seus estudos e você conseguir estudar a faculdade que sempre quis. Agora, olha só para você, já é uma mulher e vai ser mãe.
— Você foi e é o melhor pai que pode existir em todo o mundo. Falo muito sério. – disse, apertando ainda mais o abraço – Eu te amo muito, pai. Vou repensar algumas coisas da minha vida, sei que ando sumida e não estamos tão juntos como deveria ser, mas ser modelo exige isso de mim. Vou dar uma maneirada, prometo.
— E Trunks filha? Ele me parece ser um bom rapaz, respeitoso, educado... é isso mesmo? Ele trata você bem? Sabe que pode me contar qualquer coisa.
— Sim pai, tudo certo com Trunks. Pode ficar tranquilo, não o traria aqui se fosse o contrário disto.
— Fico mais aliviado assim. – disse, sorrindo – Quero a sua felicidade. Espero que não me leve a mal com o que vou dizer...
— Pode falar pai, sabe que não temos dessas coisas – respondeu, saindo do abraço e encostando na parede, encarando-o –
— Não vou ditar como você vai fazer as coisas ou tocar a sua vida quando meu neto nascer, mas queria muito que você dedicasse um ano para o seu filho ou filha. Me preocupo se não vai faltar nada para vocês... sei que é bobo, mas seu velho pai se preocupa em dobro agora. Trunks tem um emprego que consiga segurar as pontas caso você precise parar de trabalhar? – perguntou sem jeito – Não me leve a mal, é preocupação de pai e eu jamais poderia perguntar isso para o rapaz.
Pan deu uma risada, então Trunks não tinha dito praticamente nada ao seu respeito.
— Papai, mesmo que eu fosse mãe solteira de uma produção independente, teria como dar uma vida maravilhosa para o meu bebê pelos próximos vinte anos ou mais. Tenho um bom dinheiro guardado e investido, não pretendo ser modelo para o resto da vida. Então, sem preocupações, hein! – respondeu, depositando um beijo no rosto do pai –
— Não respondeu a minha pergunta filha. Desculpe, mas preciso saber que vocês estarão bem.
— Mesmo que por um acaso todo o meu dinheiro desparecesse em um passe de mágica, Trunks seguraria mais do que as pontas com o bebê. E eu, me viraria como sempre me virei.
— Filha eu estou falando sério...
Merda, já viu que precisava botar um ponto final naquela conversa antes que Trunks voltasse e situação ficasse ainda mais chata.
— Trunks trabalha na corporação cápsula. – disse, sem entrar em detalhes, esperando que o pai se contentasse com essa resposta –
— Que bom minha filha – respondeu, erguendo as sobrancelhas – O que ele faz lá? Ele entende bastante do mercado financeiro pelo o que conversamos...Não pense que me importo com questões financeiras, olha só pra mim, sou um contador. Mas, não quero que passem por qualquer necessidade, muito menos com um bebê.
— Pai, pela milésima vez, fica tranquilo! – disse as últimas palavras de forma lenta, afim do pai entender de uma vez por todas que estava tudo bem. Olhou para ver se Trunks estava vindo, mas nem sinal dele, então encerraria aquela conversa de uma vez. – Trunks é dono da corporação cápsula... ele e Bra na realidade, mas quem assumiu foi ele.
Seu pai ficou paralisado com a informação. E, era exatamente isso o que ela não queria.
Não nasceu em um berço de ouro e não teve uma vida fácil. Diferente de Trunks e Bra, que já nasceram ricos e podres de dinheiro, com um futuro promissor sem qualquer dúvida, ela não teve sequer a oportunidade de cursar uma faculdade, por falta de dinheiro.
Antes mesmo dos seus pais se divorciarem, nunca tiveram uma vida de luxos. Sua mãe trabalhava como corretora de imóveis e seu pai, como contador. A mãe sempre dava a desculpa de que estava trabalhando e era ausente, mesmo quando ainda moravam juntos. Anos depois, descobriram que a ausência era o caso que mantinha com outro homem durante muito tempo.
Bom, pelo menos nasceu bonita com algum talento. Conseguiu se tornar modelo e o restante foi acontecendo...
Quando os pais se divorciaram oficialmente, em seguida do abandono da mãe, seu pai perdeu o emprego e Pan intercalava os pequenos trabalhos que conseguia como modelo e empregos de meio período para segurar a situação em casa.
Vendo o que pai não diria nada, quebrou o silêncio.
— Não precisa se preocupar ou ficar sem jeito com isso. Trunks não é arrogante, ele é igual a Bra.
— Se soubesse que estava recebendo o dono da corporação cápsula tinha feito um jantar melhor – brincou –
Trunks apareceu na sala, guardando o telefone celular no bolso. Aproveitou para trocar de roupa e disse que estava pronto para saírem. Também se desculpou pela demora.
— Convidei Marissa, se vocês não se importarem. Tudo bem para você filha?
— Tudo ótimo pai... adorei a Marissa, de verdade. Ela é um amor, vocês merecem ser felizes.
Não demorou muito e Marissa chegou para finalmente partirem. O pai da modelo sugeriu de irem até a praia apenas para passear e depois almoçarem em algum lugar.
Como era próximo, foram caminhando sem problemas.
Estava tudo ok, até que sentiu a mão de Trunks entrelaçar a sua enquanto caminhavam.
Se assustou e retirou a mão do empresário de imediato, o olhando com uma expressão de quem não estava entendendo nada.
Até que se lembrou...
— Me esqueci completamente que para o meu pai somos um casal. – disse sussurrando – Espero que você seja um bom ator!
— Não vou desapontar – respondeu Trunks, piscando para a modelo –
— E nem se empolgar!
Chegaram a praia e caminharam entre as barracas diversas.
Trunks sempre perguntava se estava tudo bem, se sentia alguma dor ou desconforto. Mas estava tudo ok, ufa.
Seu pai contou a novidade para Marissa, que fingiu não saber de nada e parabenizou o “casal”. Pan trocou um olhar cúmplice com a mulher mais velha e agradeceu mentalmente por segurar seu segredo por uma noite.
O dia correu bem, e foi até divertido passá-lo ao lado de Trunks. Se permitiu esquecer de tudo o que aconteceu e aproveitar a companhia dele, junto de seu pai e Marissa.
Não podia negar que Trunks ainda a fazia rir e muito.
Se conseguissem manter uma amizade saudável, seria ótimo. Podia dizer ao pai, futuramente, que não deram certo como um casal, mas que seguiram como amigos e pais do seu bebê.
É isso, seria bem mais fácil assim.
Agradeceu por ter consulta com o Dr. Humberto na próxima semana, não via a hora de contar tudo o que aconteceu e, no pequeno avanço que teve.
Pediria ajuda em como perdoar Trunks sobre tudo o que aconteceu... sinceramente, de nada adiantaria continuar nutrindo o ressentimento da traição. O melhor a se fazer era se manterem como amigos, conviverem bem em prol da vida do seu filho e continuar guardando tanta mágoa não resultaria em nada.
Por mais difícil que fosse, e ainda que o amasse (e muito) não queria mais essa novela mexicana.
Depois de almoçarem a andarem pelas ruas da cidade, seu pai disse que precisava ir a uma loja com Marissa e que eles podiam continuar o passeio sem eles, por enquanto.
Concordou sem problemas, estava mesmo cansada de andar e morrendo de vontade de comer algum doce. Conhecia uma sorveteria próximo dali e perguntou a Trunks se tinha problema passarem lá.
Trunks concordou, e era nítido que estava feliz com o avanço na relação com Pan.
A sorveteria ficava próximo a praia aonde estavam, então, Pan preferiu pegar os sorvetes e sentar de frente para a praia. O céu estava nublado, mas estava um dia quente e abafado, logo choveria.
— Obrigada pela companhia e por tudo até aqui. Nunca agradeci a você até hoje... mesmo que você me faça passar uma raiva imensa, você não é uma má pessoa Trunks. – disse Pan, mais para ela mesma do que para o pai do seu filho –
— Falando assim até parece que você pretende me deixar... – respondeu, apreensivo –
— Nós já nos deixamos. E, não há um real culpado nessa história toda. Só estou cansada de viver nesse dilema, então acho que essa é a hora de colocarmos um ponto final e seguirmos em paz, sem mágoas, sem brigas.
— Pan, nã...
— Eu quero que me escute – interrompeu – Sentimos atração e desejo um pelo outro, lá atrás. Começamos a sair e em seguida você me pediu em namoro. Eu amei tudo aquilo, me senti nas nuvens e acreditei que tudo seria perfeito... agimos por impulso, e foi isso o que resultou nessa sucessão de erros que cometemos. Não estou dizendo que nosso filho foi um erro, porque, tenho certeza que serei uma pessoa melhor com ele.
Trunks ouvia atentamente a modelo, e a deixou desabafar tudo o que precisava dizer.
— Não demos tempo para nos conhecermos o suficiente. Vimos o que queríamos ver um do outro. Você não enxergou minhas falhas e também não tive tempo de enxergar as suas. Então, quando tudo começou a não ser “lindo e florido” nenhum de nós soube como lidar com isso. Não sou boa em lidar com traições por tudo o que aconteceu com meu pai, envolvendo minha mãe. Acredito que se você soubesse disso, talvez as coisas seriam um pouco diferentes.
— Não me arrependo de ter pedido você em namoro com pouco tempo de convívio. Se eu disser que me arrependo, estou mentindo e prometo que isso nunca mais vai acontecer. Digo, mentir para você.
Trunks até podia estar arrependido do que fez, como sempre disse por todo esse tempo. Mas, ainda não chegaram no ponto chave de todo o tormento.
— Se você quer uma chance de se explicar sobre o que aconteceu entre você e Hayley naquela noite, o momento é agora. Se não quiser falar sobre isso, vou respeitar e encerramos essa conversa aqui, seguimos nossas vidas e colocamos nossas diferenças de lado para darmos uma ótima vida ao bebê.
Sabia que não seria fácil ouvir de fato o que aconteceu, mas era necessário.
Daria essa chance de Trunks se explicar.
— Ok... vamos lá. Nada além da verdade, eu prometo a você pelo nosso filho.
— Pode começar – disse Pan, tomando uma generosa colherada de sorvete de chocolate –
— Hayley e eu nos conhecemos muito jovens, eu estava no final do ensino médio. Goten me levou para a minha primeira festa da vida, ele sempre foi doidão e eu mais reservado... também pela questão da perda dos meus pais, mas enfim, isso não vem ao caso agora. Nos tornamos amigos bem rápido, e começamos a ficar. Na época, eu era virgem e ela anos luz mais experiente do que eu... olha, se quiser pulo detalhes, não quero ter que ficar falando disso com você, se te incomodar.
— Tudo bem Trunks, eu quero saber de absolutamente tudo. Continua. – respondeu ainda tomando seu sorvete –
— Perdi minha virgindade com ela e continuamos mantendo uma relação. Mas, nunca namoramos. Não pense que fui um canalha, sei o que deve estar pensando. Ela ficava com outros caras e eu com outras garotas, mas sempre que queríamos, ficávamos juntos... entende?
— Vocês tinham um relacionamento aberto? – perguntou, incrédula. Trunks tão certinho, nunca pensou que toparia algo assim –
— Não... não era um relacionamento aberto. Estava mais para uma amizade colorida. Não tínhamos cobrança ou nada relacionado, nem ciúmes rolava. Tanto da parte dela, quando da minha. Viajamos e curtimos bastante juntos, mas não passou disso e nem passaria. Depois, perdemos o contato com o tempo, enfim foi isso.
Pan ouvia atentamente, tentando manter a mente a mais aberta possível para entender o que rolou.
— Nunca mais nos vimos ou nos falamos. Cresci e me tornei o que sou hoje, ela também amadureceu, eu acredito. Quando a vi aquela noite, com Goten, não vou mentir, fiquei feliz e animado. Querendo ou não, fomos amigos por muito tempo. Mas, em momento algum tive qualquer interesse a mais.
— E ainda assim me traiu, mas tudo bem, continua – disse a modelo com a boca cheia –
— Eu liguei para Hayley e a convidei para tomar um café, ela não queria, mas eu insisti. Fomos até lá e conversamos sobre sua carreira e coisas do trabalho. Se teve um culpado nessa história toda, foi eu. Assumo toda a culpa e não para acobertar Hayley de algo, mas sim porque foi o que de fato aconteceu. Em uma ideia estúpida e sem pensar, a beijei. E foi apenas isso. Um beijo que não durou 1 minuto se quer, porque assim que me aproximei, ela me deu um tapa na cara, mais do que merecido.
Pan terminou seu sorvete enquanto ouvia Trunks. Bom... se realmente foi só isso, ela podia ter escutado há meses atrás e resolvido essa situação. Hayley realmente não tinha culpa, Bra tinha razão.
— Então, nessa história toda eu fiz a maior idiotice da minha vida, que foi perder você e magoar uma amiga querida. Depois disso, após procurar você e tentar me explicar, pedi desculpas a Hayley mas ela não me deu muita confiança, e sente muito por tudo o que aconteceu. Goten a expulsou de casa e ela está morando com Bra.
Realmente... as coisas eram beeeeem diferentes do que ela imaginou.
— Goten a expulsou porque você a beijou? Não entendi muito bem isso...
— Ele a culpa por ter acabado com nosso relacionamento. – disse Trunks, terminando seu sorvete –
— Mas... calma. Ele não sabe de fato o que aconteceu? Que, você foi o culpado de tudo?
— Aí é que está. Ele tirou conclusões precipitadas e não deixou ela se explicar. Não consegui falar com ele e tenho certeza que brigaríamos feio se eu tentasse conversar com ele. Se você e Goten tivessem um pouquinho mais de paciência para ouvir as coisas, talvez teríamos resolvido isso de uma melhor forma.
— Eu e Goten somos parecidos e não só na cor de cabelo. Fazer o que, vocês que aprendam a não vacilar. – disse brincando –
— Vocês quem Pan? – perguntou, sem entender –
Merdaaaaa!
Esqueceu completamente que Trunks não fazia a menor ideia do relacionamento de Bra e Goten.
— Vocês a humanidade Trunks. Digo, todas as pessoas do mundo, entendeu? – respondeu, disfarçando – Enfim... obrigada por ser sincero. Vou tentar digerir tudo isso.
— Em uma escala de zero à dez, qual a possibilidade de você me perdoar? – perguntou Trunks, olhando a modelo –
— Depende bastante... qual é a sua com aquela vagabunda que trabalha com você?
— Quem?
— A que você saiu para jantar antes de eu vir pra cá. – respondeu, direta –
— Alissa? Ela não trabalha diretamente comigo, só é uma investidora. E, nada, nunca tivemos nada e nunca vamos ter.
— Mas ela quer, e deixou claro que vocês estão tendo algo. Porque diabos ela tem o telefone da sua casa?
— Eu trabalhava diretamente com o pai dela, mas ele anda completamente sem tempo e, colocou Alissa para tratar direto comigo. Ela sempre deu em cima de mim, mas nunca a correspondi. Não sou burro ao ponto de me envolver com ela, e ela nem sequer faz meu tipo, nem para uma transa rápida. Então, ela tem meus contatos porque o pai dela tem, e não porque eu passei com alguma intenção.
— Entendi... – disse de forma séria. Odiava aquela mulher e nem a conhecia – Então, é bom você conversar com ela, porque a vaca ligou me fazendo perguntas sobre aonde você estava e achou que eu fosse sua empregada. Mesmo percebendo que não... Então, se vai se envolver com alguma mulher, que não seja com ela. Mato você se ela for a madrasta do meu filho.
Trunks começou a rir e Pan jogou areia da praia para que ele parasse.
— Nem que ela fosse a última mulher do mundo. Na verdade, já tomei uma decisão.
— Que decisão?
— Só vou me relacionar se for com você. E não tem discussão ou qualquer condição.
— Trunks, não sei se você entendeu, mas o fato de eu perdoar você não nos torna um casal. Sabe disso, não é? –
— Sei disso e não só entendo como respeito a sua decisão. Mas, eu já me decidi também. Se você um dia cogitar que podemos ser um casal novamente, estarei sempre pronto. Pode ser daqui dez, vinte anos, cinquenta anos. Até lá, estou celibatário.
— Você é ridículo Trunks – respondeu a morena enquanto ria – Então, você pode se preparar para se tornar padre.
O céu se fechou ainda mais e algumas gotas de chuva fina estavam caindo. Trunks e Pan levantaram e aceleraram o passo até chegarem na casa.
Ótima forma de encerrar essa conversa. Pan foi todo o caminho pensando em tudo o que Trunks lhe disse e não sabia o que fazer com toda aquela informação. Precisaria de um tempo para digerir tudo.
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