O amor não está na moda!

29 Caminho para a confiança


Notas iniciais
Me perdoem T__T Agora real/oficial, vou atualizar e concluir essa fic o quanto antes!

Assim que entraram na casa, Pan teve uma enorme surpresa.

Seu pai e Marissa haviam comprado diversos presentes para o bebê! Algumas roupinhas na cor branca, itens de higiene e fraudas.

— Pai... não precisava – disse, emocionada – Ainda não tinha comprado nenhum item para o bebê, e ter como primeiro presente algo dado pelo seu pai, era de imensa felicidade.

— É claro que precisava! Estamos felizes em presentear vocês.

A modelo não pôde evitar e chorou bastante com todo o carinho e apoio recebido. Trunks agradeceu e permaneceu ao lado de Pan, que estava bem emotiva. Se olharam com carinho e cumplicidade, e Trunks estava feliz com a aproximação sadia que tiveram.

Esperava que finalmente as coisas dessem certo.

Os dias passaram na completa paz e finalmente Pan e Trunks retornavam para casa. Se divertiram e muito no pequeno período que passaram juntos, mas não voltaram a tocar no assunto de um dia reatarem. Trunks deixaria que as coisas acontecessem de forma natural, mas torcia para que Pan desse uma nova chance para o amor dos dois.

Percebia a forma como ela ainda o fitava, mas também havia insegurança e medo.

Esperava ser capaz de derrubar todas essas barreiras.

Neste momento, Pan estava no grande sofá da sala de estar, assistindo televisão, mas quase dormindo. Trunks estava com seu notebook do outro lado do sofá, despachando alguns e-mails. Permanecerem no mesmo ambiente já não era mais um problema.

A modelo despertou do quase sono quando seu celular vibrou. Quando visualizou o dono da ligação, abriu um enorme sorriso e despertou de imediato.

Era Goten.

Porque diabos ele estava ligando para Pan? – pensou Trunks, intrigado –

Bom... esperava que Goten não fosse filho da puta ao ponto de dar em cima de Pan sabendo que ela estava grávida.

Pan não demorou muito e encerrou a ligação, bem amigável. Amigável até demais...

— Aconteceu algo? – perguntou Trunks de imediato, retirando os olhos do computador a sua frente e encarando Pan –

— Não... era só Goten – respondeu, sorrindo –

— Se ele queria falar comigo, pode ligar no meu telefone. Não precisa incomodar você.

— Ah não Trunks, ele queria falar comigo mesmo. – respondeu e saiu em seguida, subindo para o seu quarto –

O empresário apenas observou tudo aquilo. E não gosto nada!
Bom, perguntaria o que estava rolando mais tarde. Não iniciaria uma discussão com Pan, não depois de se reaproximarem.

Em seu quarto, Pan discou o número da amiga, sabendo que com toda a certeza tinha algum dedo dela. Ou, a mão inteira.

— Oi Panzinha, tudo bem? Goten ligou para você?

— Sim – respondeu rindo — que merda vocês estão armando?

— Nada que vá desagradar você. Pensei que seria bom vocês darem uma volta, um passeio. Sei como vocês se dão bem e são amigos. Ando atolada de trabalho, me sinto péssima por não poder estar com você mais vezes.

— Hum... então você vai emprestar seu boy gostoso para dar uma voltinha? – respondeu brincando –

Bra riu e em seguida respondeu.

— Só por algumas horinhas, se passar do período estipulado vai ter que me pagar adicional.

— Entendido! – Pan fez uma pausa antes de concluir – Bra... você sabe que mesmo que inicialmente, lá nos primórdios, eu tenha sido afim do Goten... eu não sinto absolutamente nada por ele, né? Não consigo nem me imaginar com ele, é como se me imaginasse com meu pai... eca!

— Sei sim Pan – a estilista respondeu, rindo – Ele pensa o mesmo sobre você, tem o mesmo carinho que tem pela irmã. Pode ficar tranquila, ele jamais tentaria algo com você.

— Porque você não vem com a gente?

— Vou aproveitar e passar um tempo com Trunks, e resolver outras coisas também... Se divirtam e não se preocupe com nada. Quando vocês vão, e aonde?

— Amanhã, tinha até me esquecido que será feriado. – respondeu a modelo – Não sei aonde vamos, mas vai ser bom para me divertir. Apesar que... desde que fui ao meu pai, as coisas melhoraram bastante... Trunks foi até lá, por sua culpa que eu sei. Mas não vou contar nada por telefone, venha me ver por favor!

— Prometo que passo aí amanhã. Amo você Pan, e mesmo não sendo presente como precisava ser, estamos juntas nessa.

Pan sentiu todo o carinho da amiga, mesmo que distante. Se despediram e Pan desceu para a sala de estar novamente. Trunks ainda estava sentado no sofá, mas dessa vez, sem o notebook.

— Pensei em fazermos algo amanhã, ir comer fora ou fazer compras para o bebê, o que acha? –perguntou Trunks, sentando ao lado da modelo no sofá –

— Amanhã não posso, mas podemos ir no final de semana, se quiser.

— Tem algo para amanhã?

Trunks estava jogando um verde, certeza! Sem dúvidas, escutou a conversa que tivera com Goten. Não devia nada, não tinha o porque mentir.

— Vou sair com Goten. Antes que venha me apedrejar, não é nada romântico, eca. Longe disso...

Trunks soltou uma risada irônica

— Você está tirando com a minha cara, é isso mesmo Pan?

— Não... –respondeu erguendo uma sobrancelha e o encarando – porque estaria?

Trunks ia disparar algo, mas preferiu não dizer. Respirou fundo e juntou todo o autocontrole que conseguiu.

— Quer dar um show porque vou sair com um amigo? É isso? – disse a modelo, cruzando os braços e levantando do sofá – Que fique claro que sou a mãe do seu filho e não sua propriedade.

— Eu sou seu amigo, porque não pode sair comigo?

— Podemos sair também, mas outro dia e ponto final. Além do mais, Goten tem namorada e mesmo que não tivesse, nada rolaria entre nós. O que pensa que sou Trunks, uma puta? Jamais ficaria com qualquer cara enquanto estou grávida, seu estúpido! – respondeu, já alterada –

— Merda... não foi isso que eu quis dizer Pan.

— Mas foi o que disse.

— Desculpa –disse, se aproximando da morena – Mas, tinha que ser com Goten? Ele não fala comigo há um bom tempo e de repente, chama você para sair.

— Vocês são amigos de longa data, precisam se acertar, independente do que tenha acontecido. Ele é um ótimo amigo pra mim também, quando converso com ele, esqueço um pouco que estou em apuros. Ou estava, que seja. Não há qualquer malícia nisso Trunks.

Não deveria se justificar, afinal, não tinham um relacionamento e quem errou nessa história toda foi Trunks. Mas, queria continuar convivendo bem com ele, então, não iniciaria uma guerra.

Todos aqueles dias em que viveram bem, só reforçaram o que ela já sabia: ainda era completamente apaixonada por ele. Mas não tinha confiança o suficiente para reatar.

Trunks não engoliu muito bem essa história, teria uma boa conversa com Goten. Mas não brigaria com o amigo (caso realmente suas intenções com Pan fossem inocentes, o que duvidava um pouco). Conhecia Goten há muitos anos, anos o suficiente para saber que nunca o viu ser amigo de qualquer mulher. Sem que tenha rolado sexo antes ou depois.

— Tudo bem Pan –suspirou, vencido – Mas quero saber aonde vão, que horas vão e voltam. E ele sabe que você está grávida e não pode se esforçar, não é?

— Sabe sim – respondeu, se aproximando de Truks e depositando um beijinho na bochecha do empresário – Obrigada por não iniciar uma guerra. Agora vou dormir, até amanhã.

Trunks levou a mão aonde Pan o beijou e sorriu, bobo.
Ufa, mais um dia de paz.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.